fbpx


Sinopse/descrição

Partindo do princípio de que a usura é a principal causa da escravização dos povos, Gottfried Feder propôs: “Quem deseja combater o capitalismo, deve quebrar a escravidão dos juros.”

O maior fator causador do endividamento público é o capital prestamista. A cobrança dos juros jamais poderá ser paga através do lucro da produção industrial. Por mais que um país produza riquezas, nunca será equivalente a um dinheiro que é cobrado desconsiderando que a capacidade produtiva deveria ser equiparável a tal cobrança.

Ainda que todos os impostos e grande parte do lucro da produção nacional sejam direcionados ao pagamento do capital prestamista, os países continuam endividados.

Sem tamanho endividamento, o lucro das estatais seria suficiente para cobrir os mais diversos gastos públicos, sem que para isso fosse necessária a cobrança direta ou indireta de impostos.

“Mediante uma intensa campanha de esclarecimento, se colocará em evidência ao povo que o dinheiro não é e nem deve ser outra coisa senão um bônus pelo trabalho efetuado; que toda economia altamente desenvolvida necessita do dinheiro como meio de intercâmbio, mas com isso fica cumprida a função do dinheiro e de nenhuma maneira pode ser conferido ao dinheiro, mediante os juros, um poder sobrenatural de crescer por si mesmo, à custa do trabalho produtivo.” Gottfried Feder – Manifesto para a Abolição da

Escravidão de Juros

Para que a economia nacional ficasse protegida de todo tipo de especulação financeira foi necessário que a Volksgemeinschaft (Comunidade do Povo) mantivesse afastados os estrangeiros e suas culturas de bagagem. Era preciso pertencer à comunidade nacional. Isto porque o objetivo era salvar primeiramente a economia nacional, esperando que em seguida outros países aderissem ao mesmo modelo. Com isso, ficava impedida a interferência estrangeira e que seus interesses individuais sobrepusessem os interesses nacionais.

“Universal é o pensamento; o mundo inteiro deve ser libertado. Salve a nação que primeiro se atreva a dar o passo audaz! Pronto lhe seguirão todas as outras!” – Gottfried Feder, Manifesto para a Abolição da Escravidão de Juros

A medida mais importante tomada por Feder foi fixar o lastro da moeda alemã no trabalho, ou seja, na quantidade de potenciais trabalhadores presentes na Alemanha. Com isso a moeda deixou de estar suscetível às alterações de seu valor comercial e assim também deixava de estar suscetível à especulação financeira. A riqueza nacional se tornava, portanto, dependente apenas do potencial produtivo da nação e não das reservas de ouro.

Com isso, a impressão da moeda era realizada com base no número de trabalhadores potenciais catalogados pela Deutsche Arbeitsfront, ou seja, na capacidade de produção nacional, sendo isto uma medida naturalmente anti-inflacionária.

O objetivo de Feder era quitar a dívida pré-existente, onde, após a proibição da usura sob pena de morte, a Alemanha seria capaz de manter sua economia nacionalizada, estatizada e dependente apenas de seu próprio potencial produtivo.

Através dos lucros das estatais, não apenas foi possível cobrir as necessárias obras públicas direcionadas ao bem-estar social, como também gerar empréstimos aos empresariais em forma de títulos de compensação. O empresário após abrir uma nova indústria, pagaria seus títulos de compensação ao estado disponibilizando vagas para os trabalhadores, onde a lógica de tal estratégia está enraizada no fato de que uma nova indústria é um bem nacional que enriquece coletivamente a nação.

Com tais medidas a Alemanha pôde quitar suas dívidas exorbitantes, zerar o número de desempregados que chegava aos 7 milhões, valorizou sua moeda e tornou-se a maior potência mundial, superando inclusive a Inglaterra e EUA.

É evidente que tal sistema não suporta a parasitagem financeira, a sobrevivência sem trabalho e a exploração e escravização de povos que até hoje trabalham e pagam impostos que são eternamente direcionados ao pagamento de dívidas baseadas em cobrança usurária. Estas dívidas aumentarão indefinidamente de forma que nem todo o trabalho do mundo será suficiente para quitá-las um dia, promovendo assim continuamente a escravização dos povos, assim como a desigualdade social, permitindo a uns o enriquecimento ilícito e ilimitado sem esforço laboral e a outros uma capacidade de consumo cada vez menor, apesar do máximo esforço trabalhista.

Finalizando, com as palavras de Feder:

“Mamonismo é o espírito da cobiça, do despotismo absoluto, o princípio do pensamento orientado exclusivamente a apropriar-se com rapacidade de todos os bens e tesouros do mundo; é, em sua essência mais profunda, a religião do tipo humano que está orientado puramente ao terrestre, ao material. O mamonismo é exatamente o contrário do socialismo. Socialismo, concebido como a mais alta ideia moral, como ideia de que o ser humano não está por si só sobre a terra, que todo ser humano tem deveres para com a comunidade e também, para com toda a humanidade e não só isso, mas também que é responsável pelo bem estar atual de sua família e de sua estirpe, e que também tem obrigações éticas inevitáveis frente ao futuro de seus filhos e de seu povo. Mais concretamente, devemos ver no mamonismo um deliberado jogo acordado pelos grandes capitalistas ávidos de poder sobre todos os povos. Os grandes poderosos do dinheiro estão, por certo, como última força impulsora por trás do imperialismo anglo-americano que abrange o mundo; assim é, não de outra maneira. As grandes potências do dinheiro efetivamente financiaram a horrível matança de seres humanos na Guerra Mundial.”


Voz Palestrante: Anderson S. Costa
Voz Advertência Legal: Christian Almeida
Sinopse/Descrição: Christa Savitri
Apoio técnico: Mateus Leuer
Edição/Publicação: André R. Marques
Apoio/Realização: (site) O Sentinela, Selo Editorial Episch Verlag e OH! Publicação

Realizado na plataforma Zoom em 30 de novembro de 2020 para ouvintes ao vivo.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Quer receber nossas notificações?    SIM! Não, obrigado (a)