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Entrevista da revista italiana Storia Illustrata em sua edição mensal de 1979. As perguntas são de Antonio Pitamitz para Robert Faurisson. A entrevista foi traduzida para o inglês por Vivian Bird e, por sua vez, o conteúdo foi expandido, revisado e corrigido pelo próprio Dr. Robert Faurisson.

Este presente artigo é uma continuação da Parte 123, 4 e 5. Para uma melhor compreensão do tema apresentado, sugerimos, caso não tenha feito, ler primeiramente a parte anterior.


PERGUNTA 8: Você é um antissemita? Qual é a sua avaliação da natureza do nazismo?

RESPOSTA 8: Eu não sou antissemita. Deve-se evitar imaginar antissemitas em todos os lugares. Aqueles judeus que denunciam a impostura de “genocídio” são como os católicos que dizem que Fátima é uma impostura (onde se supõe que milhares de testemunhas têm visto o sol dançar). A verdade, ou sua pesquisa, não pode ser antissemita. Na verdade, o nazismo foi a ditadura de um Führer. Ele morreu com o Führer em 30 de abril de 1945. Meu inimigo foi completamente derrotado. Não conte comigo para cuspir em seu cadáver. Enquanto eu for homem, não aceitarei que o povo alemão seja difamado atribuindo-lhe crimes os quais são sem precedentes na história humana. E, acima de tudo, eu não vou aceitar que o povo alemão seja tão completamente “reeducado” que ele seja o primeiro a acreditar nesses crimes e a se autocondenar ainda mais do que seus líderes requerem deles. Na minha capacidade como um historiador, apenas declaro que Adenauer, Brandt e Schmidt repetem as lições que eles têm aprendido dos conquistadores do Ocidente, enquanto seus homólogos na Alemanha Oriental repetem as lições ensinadas por seus conquistadores do Oriente. Isso é realpolitik {postura política priorizando considerações práticas sobre as considerações ideológicas}, suponho.

PERGUNTA 9: Você nega também que o número de vítimas – seis milhões – seja crível. Mas mesmo se o número de vítimas tivesse sido menor, isso muda alguma coisa no fato de que houve genocídio? E importaria o número de vítimas, de fato?

RESPOSTA 9: Os seis milhões equivalem a uma população de um país como a Suíça. Ninguém no Julgamento de Nuremberg tinha um minúsculo vestígio de evidência capaz de dar fundamento para apoio de tal número. Foi na manhã de 14 de dezembro de 1945 que o promotor americano Walsh tentou insinuar a aceitação desta figura por meio da apresentação de um depoimento da testemunha Wilhelm Höttl. Naquela mesma tarde, ele foi forçado a bater em retirada pela intervenção do advogado Kauffmann, que exigiu decididamente o comparecimento dessa testemunha para que pudesse ser interrogado em relação a esse número. O triste fato é que a imprensa e os historiadores mantiveram esse número como se o tribunal tivesse acreditado totalmente. [61]

Minha estimativa é conforme segue: primeiro, o número de judeus exterminados pelos nazistas (ou: “vítimas de genocídio”) é felizmente equivalente a zero. Em segundo lugar, o número de europeus mortos em atos de guerra (frequentemente por atos de guerra atrozes) pode ser da ordem de 40 milhões; entre eles, a proporção de judeus europeus poderia ser algo em torno de um milhão, mas mais provavelmente, várias centenas de milhares se não contarmos os judeus que lutando em uniformes de aliados militares – eu insisto no fato de que, tanto quanto eu estou concernindo, é uma estimativa sem caráter científico adequado. Além disso, tenho motivos suficientes para pensar que o número dos mortos em Auschwitz (judeus e não judeus) chega a cerca de 50.000 e não a 4 milhões, conforme tem sido pretendido por muito tempo. (Isso foi antes de o Instituto de História Contemporânea de Munique decidir se contentar com um milhão como o número aceito.)

Quanto ao número de mortos em todos os campos de concentração de 1933 a 1945, eu acho que deve ser 200.000 ou, no máximo, 360.000. Um dia eu citarei minhas fontes, mas hoje assevero que, se alguém usa computador, pode sem dúvida rapidamente estabelecer o número real de mortos. Os deportados foram indexados em arquivos por várias autoridades. Eles deixaram muitas evidências.

PERGUNTA 10: Você percebe que você pode contribuir com isto frente a uma “reabilitação” do nazismo?

RESPOSTA 10: É reabilitar Nero se é dito que nós não possuímos qualquer prova de que ele colocou Roma em incêndio? O que se deve preocupar em reabilitar ou restabelecer é a verdade! (Ou, ao menos, sempre que for possível.) O historiador não deve se preocupar ele mesmo como Pedro ou Paulo vão reagir. O que é importante para mim é contribuir para uma história verdadeira da Segunda Guerra Mundial. Se um velho nazista ocorresse de me dizer que as pretensas “câmaras de gás” e o pretenso “genocídio” dos judeus constituem uma e a mesma mentira histórica, eu concordaria com ele tanto como se ele tivesse me dito que dois e dois são quatro. Eu não iria mais longe, e o deixaria entregue às suas ideias políticas.

O neonazismo é, em grande extensão, uma invenção da mídia que até mesmo vende um tipo de nazismo sex shop de Hollywood. Este é também o caso com o imaginário “Arquivo Odessa” ou das colônias nazistas na América do Sul. Ou as reaparições nos contos de fadas de Hitler ou Bormann. Muito dinheiro é ganho com essas invenções. Na Alemanha, acredito que aqueles que seus adversários políticos classificam como “neo-nazistas” constituem 0,7% do eleitorado. Nós vivemos em uma fantasmagoria, em um tipo de nazismo sem nazistas. Sobre este assunto, gostaria de me referir às análises pertinentes de Gilbert Comte a qual apareceram no Le Monde 29 e 30 de maio de 1979. Desde que nada acontece por acidente neste mundo, é claro que um exame dessa “intensa extravagância da mídia” revela uma peça complexa de interesses, paixões e conflitos, tudo em escala planetária. O estado de Israel tem um interesse vital na manutenção dessa fantasmagoria, a qual tanto contribuiu para sua criação em 1948. Mesmo um estado como a república francesa tem interesse em mascarar a realidade de tudo isso, graças a manter na mente de todas pessoas uma vigilância contra o pior inimigo que jamais existiu: a bem-conhecida besta vil do nazismo, uma besta a qual morreu há 35 anos e contra a qual é permitido desabafar. Consequentemente, você tem aquelas cerimônias expiatórias perpétuas, aquelas condenações às chamas eternas, esta necessidade de vingança, de castigo, de denúncia sem qualquer limite de tempo, lugar ou pessoa.

PERGUNTA 11: Você não acha que tratar o problema do genocídio judeu dessa maneira é uma forma de desacreditar as memórias sobre as quais a convicção generalizada se baseia principalmente que o antissemitismo é o pior de todo o racismo praticado no curso do século 20? Memórias desacreditadas de fato nada servem.

RESPOSTA 11: O antissemitismo não é o pior tipo de racismo, mas uma boa maneira de nos fazer acreditar que é, é nos convencer de que “genocídio” foi praticado contra os judeus. No entanto, os sionistas foram longe demais. Eles deveriam ter ouvido aqueles que aconselharam contra o princípio de “reparações financeiras” imposto à Alemanha em nome, particularmente, de “genocídio”. Infelizmente, Ben Gurion para o estado de Israel e Nahum Goldmann, agindo ao mesmo tempo por Israel e pela Diáspora, desejavam obter um lucro financeiro gigantesco do caso inteiro. Adenauer foi uma festa para isso. Isso dá à impostura do “genocídio” uma coloração ainda mais ultrajante. Leia a estupefata entrevista de Nahum Goldmann que apareceu no número 624 do Nouvel Observateur (25-29 de outubro de 1976). [62] Raramente se viu um homem tão exultante e feliz por ter tido sucesso em uma esplêndida operação político-financeira.

 

PERGUNTA 12: No decurso de sua disputa com todos aqueles que contestam esta tese, você também afirmou que uma boa parte do que o público sabe é apenas uma lenda e que esta lenda se tornou possível graças ao uso indiscriminado dos meios de comunicação de massas. O que exatamente você deseja dizer com isso?

RESPOSTA 12: Este ponto é grave e fascinante. A responsabilidade da mídia em tudo isso é avassaladora. Por 35 anos, em cinco continentes, essa lenda de “genocídio” e “câmaras de gás” tem sido apresentada a nós como uma verdade. Incontáveis ​​milhões de pessoas têm sido abusadas dessa forma. Isso deixa a pessoa tonta. Que lição para aqueles que acreditam na qualidade de informações diversas e contraditórias! Foi necessária a luta heroica de alguns indivíduos, de alguns espíritos não conformistas para fazer uma ruptura à verdade “oficial”. Eu poderia escrever um longo estudo sobre os métodos usados ​​pelos jornais e televisão franceses afim de não deixar as informações respirarem. Os tribunais os ajudam nisso, e também o poder público como um todo. Jornalistas temem que em um futuro próximo um banco de dados de informações será instalado. Essas informações resultariam em uma classificação das notícias, as quais dificilmente teriam meios de controlar. Mas eu tenho alguns conselhos para eles. Se eles desejam saber o risco que eles estão sendo correndo de serem enganados, deixe-os olhar para o passado, e – para alguns deles, em seu próprio passado. Se eles desejam conhecer como as mentiras podem parecer no futuro, os deixem estudar a maneira como a mentira mais notável de todos os tempos tem sido zelosamente guardada. Quando Luís XIV mentiu, suas mentiras mal alcançaram além de umas algumas províncias. Hoje, as mentiras podem assumir verdadeiras dimensões hollywoodianas. Um “docudrama” como o Holocausto é a coroação de um edifício. Ele não era concebível nos anos os quais se seguiram à guerra, e os quais foram realmente cheios de ódio. Ele tem necessitado trinta anos de intoxicação. Uma droga tão forte como o Holocausto não pode ser administrada, exceto a pacientes já há muito tempo impregnados com outras drogas do mesmo tipo e as quais automaticamente requerem drogas mesmo mais virulentas. Mas a overdose tem produzido alguns efeitos salutares pelo espetáculo de nossa adicção. Algumas reações sensatas têm sido noticiadas. Eu estou pensando em particular nas reações bastante notáveis ​​do      “judeu libertado” Michel Rachline em uma edição do Le Figaro (3 de março de 1979).

A inexistência das “câmaras de gás” e do “genocídio” é uma boa notícia. O homem, embora ainda seja capaz de muitos horrores, não trouxe isso algo assim. E melhor ainda: milhões de homens que têm sido nos apresentados como cúmplices de um crime monstruoso ou como covardes ou mentirosos têm sido de fato indivíduos decentes. Eu tenho já dito que os judeus acusados ​​por seus filhos de serem conduzidos como ovelhas aos matadouros pelos alemães não estão no mérito da acusação. Eu adicionaria que os réus em Nuremberg e em milhares de outros julgamentos estavam realmente dizendo a verdade quando eles declararam aos juízes acusadores que não sabiam desses terríveis massacres. O Vaticano e a Cruz Vermelha disseram a verdade quando confessaram humildemente a mesma ignorância. Os americanos, britânicos, suíços, suecos e todos aqueles povos ou governos que os judeus extremistas acusaram de “não terem feito nada” não precisam mais mostrar arrependimento pecaminoso. O resultado mais desafortunado desta gigantesca impostura tem sido, e ainda permanecerá por muito tempo, a má consciência as quais os judeus extremistas criaram entre os povos ocidentais, e em particular entre o povo alemão. Acima de tudo, não quero dar a impressão de que estou, no mínimo, pedindo desculpas pelo nazismo. Eu até argumentaria que sou capaz de apresentar uma análise causticamente crítica desse tipo de ideologia. Mas não apresentarei esta análise enquanto os Exterminacionistas continuarem a nos cansar até a morte com esse falso nazismo que continua a ser denunciado pela maioria dos historiadores oficiais. Essas pessoas, ao atacar um nazismo o qual nunca existiu, dão a impressão de que são incapazes de atacar a realidade do nazismo. Eles me fazem pensar naquelas pessoas que imaginam o mal como um diabo com seus ganchos de tendas, suas colheres de pau e seus fornos. Na realidade, o mal, como bem sabemos, é inerente aos estilos de vida o qual o homem tem criado. Enquanto assumirmos as formas míticas do mal, o mal genuíno continuará a ser adequado para a luta. Nossa sociedade está desconcertada. O diabo medieval tem sido reinventado em meados do século XX. As pessoas estão combatendo um inimigo imaginário. Eles têm que fazer melhor. É necessário um esforço de análise. Devemos abrir nossos olhos e reconhecer no que a mídia de massa tem nos transformado. Nós devemos desmascarar aquilo que lobbies, poderes e governos procuram mascarar em todos os lugares.


Fonte: Robert Faurisson. The gas chambers: truth or lie?. The Journal for Historical Review. Inverno 1981, volume 2 número 4, página 319. Disponível em http://www.ihr.org/jhr/v02/v02p319_Faurisson.html

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander via World Traditional Front


Notas

[61] Nota de Robert Faurisson: Entre os 42 volumes dos relatos (truncados) do IMT {International Military Tribunal} em Nuremberg, veja o vol. III, páginas 574-575 da edição francesa, e ler o documento PS-2738 (declaração de Wilhelm Höttl).

[62] Nota de Robert Faurisson: Páginas 120-122, 125, 128, 136, 141, 149, 157, sob o título de “Nahum Goldmann: au nom d’Israël” (“Nahum Goldmann: em nome de Israel”). Nahum Goldmann diz que essas reparações colossais “constituíram uma inovação extraordinária em matéria de direitos internacionais”. Elas não estavam de acordo com a constituição alemã. Ele ditou suas condições a Adenauer em 1950. Ele obteve 80 bilhões de marcos alemães; isso é 10 a 14 vezes mais do que a soma que ele esperava inicialmente. Ele diz: “Sem as reparações alemãs (…) o estado de Israel não teria a metade de sua infraestrutura atual (1978); todo trem em Israel é alemão, os navios são alemães, assim como eletricidade, uma grande parte da indústria … sem mencionar as pensões individuais pagas aos sobreviventes (…). Em certos anos, a quantidade de dinheiro que Israel recebeu da Alemanha excederia a quantia total de dinheiro arrecadada do judaísmo internacional – multiplicando-o por duas ou três vezes.” O jovem contribuinte alemão de 1979, que não teve qualquer responsabilidade na guerra de 1939-1945, paga naturalmente sua parte.

Robert Faurisson
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