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A maior de todas as bases do feminismo reside no medo do abandono.

Tantas foram as vezes que ao conversar com mulheres típicas da modernidade, ouvi a frase:

“Eu prefiro passar pelas humilhações de trabalhar fora do que correr o risco de entrar em um relacionamento abusivo, ter filhos e não ter pra onde voltar.”

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É exatamente isso que sustenta o feminismo!

Toda vez que eu converso com qualquer mulher sobre vida tradicional, é a mesma coisa.

Eu já escrevi sobre isso e torno a escrever porque infelizmente tenho consciência de que é muito difícil tirar esse pensamento das mulheres hoje, tanto diante da tendência das mulheres de usar isso como desculpa para manter um estilo de vida consumista e individual, assim como diante dos homens desestruturados que a modernidade nos trouxe e da insegurança que eles representam.

É muito fácil, camaradas, sonhar com uma esposa perfeita, que cuida com toda a dedicação do marido, dos filhos, da casa, que cumpre seus deveres deixando a casa sempre limpa, estando sempre pronta pra receber o marido, feliz, tranquila e bem arrumada.

Vocês querem uma mulher que tenha sido como as vossas avós foram; aquela mulher que aguentou todas as dificuldades da vida no início do século ou durante as guerras, a pobreza, muitas vezes a fome, mas sempre permaneceu ali, deixando sua casa impecável e não negligenciando o cuidado com os filhos e marido por nenhum dia – talvez nem nos dias dos próprios partos.

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Não é impossível, a mulher faz tudo isso porque é da própria natureza dela. Por amor à família uma mulher pode suportar tudo e as histórias de muitas famílias estão aí pra provar isso.

Então todos sonham em ter uma esposa assim e um amor verdadeiro, exceto alguns que fingiram que desistiram. Mas é preciso entender que ter certas coisas exige esforço e dedicação de ambas as partes.

Vocês querem uma mulher que seja aquilo que vossas avós foram. Mas vocês querem ser o que os vossos avôs foram?

Vocês querem ser o tipo de homem que lidera tão bem um relacionamento e cumpre tão bem seus próprios deveres de sustentar uma casa, ser a autoridade paterna que os filhos precisam e exemplo de honra, respeito e lealdade? Querer ser é ótimo, o difícil é ser.

Tradicionalismo exige cumprimento do próprio dever.

Não adianta esperar que uma mulher seja perfeita se vocês não sustentarem nela a motivação de assim o ser. Porque a mulher tem forças inestimáveis pra ser assim, mas ela não será se for negligenciada, esquecida, tratada com violência, ou se o homem não cumprir seus deveres. A motivação de ambos é o amor, se um destrói o amor do outro pela falta de cumprimento do dever, por provocações e desagrados, pelo egoísmo no relacionamento e pela mania de querer moldar o outro até que ele perca a própria personalidade, cedo ou tarde o amor de um ou de outro morrerá, portanto, nem um nem outro terá motivação suficiente para cumprir seus deveres.

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Quem se dedica a alguém que não devolve dedicação em troca?

Os deveres de cada um devem estar muito bem delineados, e ambos devem ser rigorosamente cumpridos se queremos receber os parabéns e admiração de todos por termos completado as bodas de ouro.

Em um relacionamento tradicional, onde a complementaridade é palavra-chave que deu bases às grandiosas sociedades do passado, o dever de cada qual estava situado da seguinte forma:

Deveres femininos:

  • Manter um ambiente limpo e agradável para a família;
  • Responsabilizar-se pela manutenção da saúde de toda a família;
  • Ser o descanso e porto seguro do marido todos os dias;
  • Em suma, dedicar sua vida incondicionalmente à família.

Deveres masculinos:

  • Prover o sustento do próprio lar;
  • Ser responsável no trabalho e cumprir seus deveres sociais;
  • Proteger a própria família;
  • Auxiliar a criação dos filhos contribuindo com a autoridade paterna;
  • Cuidar da própria esposa para que ela tenha forças para cuidar da família;

Deveres de ambos:

  • Ser exemplo digno para os filhos;
  • Entender que a honra reside no cumprimento do próprio dever;
  • Organização dos deveres;
  • Fidelidade, lealdade, respeito e dedicação incondicional à família, resultando na priorização absoluta da família como parte central de suas vidas;
  • Não disputar com o próprio cônjuge fazendo batalha de egos e autoridade, ainda mais se isto implicar o descumprimento dos próprios deveres básicos;

Acima de tudo o respeito para o cônjuge enquanto ser humano prevalece acima de tudo.

Não adianta um homem espancar sua esposa todos os dias e esperar que ela ainda tenha forças pra ser a esposa perfeita;

Não adianta depreciar a mulher e querer que ela ainda mantenha o amor intacto;

Não adianta ambos serem infiéis ou terem comportamentos ambíguos e suspeitáveis e esperar fidelidade incondicional;

Não adianta um enxergar um porto seguro no parceiro, e deixá-lo negligenciado e esquecido, enquanto vive uma vida externa;

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Não adianta tornar a vida do homem um inferno fazendo exigências maiores do que a exigência básica de que ele cumpra seu próprio dever.

Não adianta reclamar que só é cobrado (a) se não cumpre as próprias funções, os acordos do relacionamento, o respeito básico;

É cômodo ter um porto seguro em casa, mas não dar a este porto seguro sequer um agradecimento, um agrado, um reconhecimento por seus esforços;

É o típico caso da mulher que vai ao salão falar mal do marido, sai linda na rua, mas em casa mal se arruma. É toda sorridente para os de fora e em casa vive mal humorada;

Ou do homem que para os amigos e amigas é uma pessoa maravilhosa, mas para a esposa é sempre desatencioso, grosseiro e desrespeitoso;

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A pessoa mais importante do mundo é aquela que foi escolhida para constituir uma nova família. Sempre deve ser prioridade em absolutamente todas as ocasiões;

É muito difícil para ambos assumir as responsabilidades de um casamento tradicional, é por isso que a maior parte da população desistiu, se alimentou do veneno feminista e MGTOW/liberais [1].

A vida tradicional conta com muito mais deveres do que direitos.

Os deveres são todos os citados, que implicam autosuperação e luta constante. O direito é apenas uma consequência trazida pelo cumprimento dos deveres, que é uma vida de paz e constituição de um legado.

Ambos precisam estar 100% dedicados e olhando para dentro, para a família.

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É algo extremamente delicado de se equilibrar, porque quase ninguém mais sabe viver com dedicação altruísta.

Em um mundo de conquistas imediatas, onde nada tem seu verdadeiro valor, o casamento parte para o mesmo parâmetro. Durante a conquista luta-se, depois de conquistado não se mantêm.

O mundo liberal nos ensina a conquistar pequenas coisas que se tornam obsoletas com o tempo e que nos fazem ir em busca de outras conquistas de igual ou maior valor.

A forma como isto se reflete nos relacionamentos é que depois que a mulher consegue a dedicação de um homem, ela esquece que ainda precisa ser decente, dedicada com a própria casa e com a própria beleza, que precisa dar atenção ao marido e à casa mesmo após a chegada dos filhos.

E o homem depois que conquista esquece que ainda deve tratar a mulher com amor, com carinho, ser dedicado, fiel, que a mulher não é um objeto numa estante que só existe para servi-lo.

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Relacionamento tradicional exige luta e exige que homem e mulher cumpram seus papéis de forma integral, o homem precisa ser absolutamente homem e a mulher precisa ser absolutamente mulher.

É preciso parar de alimentar indiretamente as pautas que sustentam o feminismo e o MGTOW. Isto é, não tornem o relacionamento abusivo, não desrespeitem seu cônjuge, não negligenciem o relacionamento pra depois chorar e se arrepender quando for deixado.

A cada ferida emocional causada, morre um pouco a pessoa que se conheceu no primeiro instante. Não se deve esperar encontrá-la depois de todo o maltrato ou negligência.

A partir do momento em que a vida tradicional voltar a ser bem vista pela sociedade, por representar realmente um porto seguro e lugar de paz para ambos, os pensamentos feministas e MGTOW se dissolvem.

Estes pensamentos não estão atrelados à natureza humana. São adaptações a um cenário decadente. Já a vida complementar representada pela família está enraizada nos seres humanos, física, mental e espiritualmente. Nós temos tendências a uma vida natural, o que torna muito mais fácil o direcionamento a tal vida do que a qualquer outra. As pessoas partem para vidas antinaturais por adaptação a uma situação ruim, portanto, vivem tão frustradas e deslocadas quanto uma peça de automóvel adaptada por falta da peça original. Cedo ou tarde se quebra. E é isto que nós temos: seres humanos quebrados.

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Já vieram dos erros provenientes dos descumprimentos dos deveres dos pais, que muitas vezes resultou em divórcio, e que ainda, sem referências positivas, dão continuidade ao erro, afundando a própria vida enquanto o liberalismo é o único beneficiário da desgraça popular, já que este se alimenta de individualismo hedonista – este, impossibilitado na vida familiar.

Apenas a força familiar pode reestruturar uma sociedade que depende das microforças individuais para formar a macroforça da nação.

Enquanto não forem corrigidos os erros familiares internos, será completamente inútil lutar contra as consequências do problema. Devemos cortar o mal pela raiz. Não é eficaz apenas cortar seus galhos e folhas.

Querem muito que o feminismo acabe, mas não querem lutar com afinco sequer pela estruturação do próprio lar. Não cumprem nem mesmo os próprios deveres enquanto seres humanos.

Infelizmente, para aqueles que tiveram a sorte de ter tais referências em casa, tudo se torna mais fácil, pois o exemplo se fixa na formação do ser humano. Mas para aqueles que não tiveram e que desgraçadamente são maioria, é preciso fazer um esforço hercúleo para entender a teoria e aplicá-la à prática.

É estar aberto e sem medo de absorver o conteúdo teórico. Há muito medo de ser correto e ser feito de trouxa.  Mas ninguém perde por ser correto.  Cumprir o próprio dever, inclusive e principalmente, onde ninguém está vendo, é um caminho de paz.

“Aquele que executa seu dever sem apego, e entrega os resultados ao Deus Supremo, não se afeta pela ação pecaminosa, tal como a pétala da flor de lótus que nunca é tocada pela água”. – Baghavad Gita

“Você tem o direito de cumprir seu dever prescrito, mas não aos frutos da ação. Nunca se considere a causa dos resultados de suas atitudes, nem jamais se apegue ao não cumprimento de seu dever. Seja firme no yoga, ó Arjuna! Execute seu dever e abandone todo apego por êxito ou fracasso. Semelhante estabilidade mental se chama yoga”. – Baghavad Gita

Christa Savitri


Nota:

[1] O MGTOW, assim como o feminismo nasce da ideia LIBERAL de que um ser humano deve viver apenas para si mesmo, alimentando eternamente sua própria sede de consumo.

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