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“O homem mais medíocre é aquele que se considera igual aos demais.” – Friederich Nietzsche.

Texto de Fernando Trujillo
Tradução por Christa Savitri

As palavras “aristocracia” e “democracia” vêm ambas do grego, mas têm significados opostos. Enquanto que a primeira significa “governo dos melhores”, a segunda vem a significar “governo do povo”. Estas palavras denotam duas cosmovisões em constante oposição.

A primeira é a perspectiva dos heróis e dos gênios enquanto que a segunda é a posição dos medíocres e dos plebeus.

É um erro confundir aristocracia com burguesia, pois o primeiro denota o governo dos melhores sem importar sua classe social, enquanto que o segundo é o governo dos mercadores e capitalistas. Apesar de suas diferenças, ambas as palavras estão ligadas de forma comum devido às aristocracias degeneradas da idade moderna, que de aristocracia só possuem apenas o nome. 

A aristocracia tradicional é todo o contrário à aristocracia degenerada e aos governantes modernos. Os que têm o poder é uma elite dos melhores homens e mulheres, pessoas espiritualmente elevadas e de grande força de vontade. Esta reduzida elite trabalha para o bem das maiorias e quando não é assim, deixa de ser uma aristocracia para passar a ser uma oligarquia (governo dos proprietários de terra e endinheirados, o oposto da aristocracia). O Filósofo grego Platão definiu aos aristocratas como os mais sábios, os filósofos e os mais elevados espiritualmente que devem reger uma sociedade.

No sistema de castas dos hindus, a aristocracia é a segunda casta chamada Kshatriya, que em sânscrito significa: “casta vermelha”. O termo expressa muito bem o que é a aristocracia, é a casta dos fortes, uma casta de fogo que com seu sangue forja impérios.

Nas sociedades antigas o guerreiro mais forte era o chefe, só poderia ser derrubado se outro guerreiro em combate os derrotava, demonstrando ser mais forte do que este. Os primeiros aristocratas foram ferozes guerreiros que por meio da espada e da guerra construíram grandes impérios. Homens como Julius Caesar, Carlos Magno, Federico Barbarossa, Alexandre Magno e o czar Ivan O Terrível se converteram em heróis ao lutar e conquistas, ao erguer seus reinos através da guerra. Eram homens que não tinham medo de nada, homens intrépidos com uma vontade de ferro. Com isto podemos ver que os aristocratas eram uma raça forte, vigorosa, cheia de vitalidade que se lançava à guerra e que através da batalha erguiam sua lei. A lei dos aristocratas é a lei dos fortes, dos audazes, aqueles que constroem o mundo são os mais bravos e a história tem centenas de exemplos sobre este fato.

Modelos de sociedades aristocráticas seriam Esparta, Roma Imperial, os reinos da Europa medieval, o império dos astecas e dos mongóis.

Estas sociedades eram regidas por reis guerreiros, por uma nobreza forte, nestas sociedades se eleva ao forte e se despreza aos débeis como uma manifestação da ordem natural.

A natureza não aceita os débeis e com isto me refiro a indivíduos ou civilizações, que perecem ou são submetidas pelas civilizações superiores.

Outro aspecto da aristocracia é que era uma religião forte; a religião dos aristocratas se caracteriza pelo amor à violência e à luta, assim como o paganismo clássico e o catolicismo gibelino medieval. Em Roma e em Esparta se venerava a Zeus-Júpiter, deus do raio que conquistou o poder derrotando ao seu pai, o Deus degenerado Cronos-Saturno, este era o chefe dos olímpicos, o Grande Pai. Os espartanos tinham a crença de que eram filhos de Héracles, o herói divino filho de Zeus-Júpiter e que se caracterizava por sua enorme força física, sendo filho do rei dos Deuses. Então Héracles vem sendo um aristocrata por natureza. Na idade Média se apresentava o culto aos santos guerreiros como São Jorge ou São Miguel Arcanjo (o culto a São Miguel foi adotado pela Guarda de Ferro no século XX), recordemos que o catolicismo medieval de tendências gibelinas (ou seja, o culto ao imperador e não ao papa) está fortemente influenciado pelo paganismo guerreiro e não tem nada a ver com o catolicismo degenerado e apodrecido que veio depois.

Sem dúvidas as aristocracias se tornaram hereditárias, o poder que antes se baseou na força, foi passado à seguinte geração sem que esta o ganhasse provocando a debilitação do sangue. Dos aristocratas guerreiros se passou aos aristocratas afeminados, pusilânimes e afeitos ao hedonismo, preferindo os prazeres e deixando o poder em mãos de funcionários corruptos.

As aristocracias modernas são aristocracias degeneradas, os reis atuais não governam nem servem para nada à exceção de serem mantidos pelo povo, são relíquias de um sistema moribundo que necessita ser rejuvenescido, mas que de nobreza só possuem o nome, em realidade a aristocracia atual é uma burguesia disfarçada. Os reis Juan Carlos da Espanha e Isabel da Inglaterra não possuem nada de sangue forte, são burgueses que gostam de aparecer em fotos ou de dar saudações em público em algum desfile, mas fora disso, a aristocracia atual  é uma paródia do que foi a aristocracia tradicional.

A democracia plebeia, sistema que manda na maioria dos países ocidentais é em verdade a ditadura dos medíocres. Temos em poder a um grupo de políticos charlatães que são apoiados por uma histérica multidão e que são financiados por empresas e bancos estrangeiros.

O espírito da democracia é um espírito puramente plebeu, os plebeus são aqueles homens e mulheres que odeiam tudo o que é superior, despreza aos gênios e suas obras pelo que sempre querem destruir tudo que é aristocrático e belo. Criações próprias do espírito plebeu são o capitalismo, a burguesia, o judaico-cristianismo e o marxismo. O ser plebeu não é sinônimo de pobreza, é um conceito que vem a ser mais espiritual que físico, um homem milionário pode ter um espírito plebeu enquanto que um jovem humilde pode ter um espírito aristocrático.

Os plebeus, como eu disse, sempre ressentiram a grandeza dos aristocratas e por isso criaram conceitos e ideologias para acabar com o gênio dos grandes.

Uma das mais nefastas manifestações da democracia é a noção de igualdade, da qual todos somos iguais sem importar quem é um violador, um homem honesto, um mentiroso, um débil ou um forte. Todos são iguais, todos possuem direitos humanos, todos podem fazer o que quiserem amparados pelo conceito de liberdade. Sob este conceito, os gênios são iguais aos idiotas, os aristocratas são iguais à plebe, os assassinos são iguais às vítimas que torturaram e esquartejaram. Esta igualdade e esta liberdade trouxeram como resultado o caos na sociedade. A democracia é a verdadeira anarquia, pois em um mundo onde todos são iguais e todos são livres, o crime, a impunidade e a vulgaridade são coisas quotidianas tal como vemos nesta sociedade que tanto se presume como moderna.

Foi dado poder à multidão e esta sempre atua de forma irracional, a multidão nunca estará satisfeita, quer tudo e o quer à base de gritos e violência. Aqueles que guiam a multidão são políticos ineptos, corruptos e charlatões que a cada período fazem seu circo para serem governantes.

Não há nada mais estúpido que colocar papéis em uma urna para votar por um candidato medíocre que a única coisa que fará é falar sem atuar. Então em uma eleição democrática, têm duas opções a escolher, ou o candidato conservador ou o candidato liberal, essa é toda a liberdade a qual têm direito. Os partidos políticos estão infestados de oportunistas, charlatões, medíocres e pusilânimes, nenhum deles possui aptidão para ser um verdadeiro chefe.   A democracia atual presume ser filha da democracia grega da qual só tem o nome, os antigos gregos e os modernos idiotas liberais têm um conceito diferente de democracia. Na democracia ateniense, por exemplo, unicamente os cidadãos homens poderiam votar e não qualquer um, senão aqueles que haviam superado duras provas físicas para demonstrar que em caso de guerra poderiam defender sua nação de seus inimigos. Em poucas palavras, aqueles que tinham direito ao voto, eram os homens mais fortes. A democracia ateniense na atualidade seria acusada de fascista.

Voltamos à questão de igualdade da que tanto presume a atual democracia. Realmente existe? Enquanto uns desfrutam do dinheiro, outros vivem na miséria. O que me dizem dessas escolas onde se não for cumprido o nível acadêmico exigido te jogam como um cachorro ou aqueles antros onde se você não estiver vestido como o dono da cadeia quer, eles não te deixam entrar, ou ainda vemos esses hospitais onde se você não tem dinheiro suficiente não podes usufruir de um tratamento para sua enfermidade ou esses casos onde a justiça favorece aos ricos como quando o filho de um senador atropela com seu Corvette a uma idosa e sai livre graças ao papai que lhe deu uma boa quantidade ao ministério público enquanto que o pobre que atropela alguém é imediatamente encarcerado. Assim eu poderia passar citando centenas de exemplos e sempre chegaríamos à mesma conclusão que a igualdade não existe e se intenta-se impô-la apenas provocaríamos estagnação e mediocridade.

A igualdade é uma quimera, não se podem ser iguais porque sempre existirão os melhores e os piores. Os humanos não são iguais assim como um lobo não pode ser igual a uma ovelha.

A espiritualidade plebeia é aquela que enaltece o ressentimento ao que é superior, como a religião dos fortes. Esta cosmovisão glorifica o que é débil, enfermo, decadente e antinatural.

Tudo o que a multidão é incapaz de entender – o que é superior – é o objeto do ódio do espírito plebeu.

Na bíblia judaico-cristã dentro do livro de Coríntios, há uma citação que pontua muito bem o ódio dos plebeus aos aristocratas: “E Deus elegeu a fraqueza do mundo para confundir os fortes; Escolheu Deus ao vil, ao desprezível neste mundo, ao que é nada, para destruir o que é, para que nenhum mortal possa glorificar-se ante Deus.”

O judaico-cristianismo é o pai do que é a democracia moderna e herda esse mesmo desprezo. A democracia iniciou há dois séculos uma cruzada contra o espírito dos fortes, contra tudo que é belo e são. Com o advento da democracia veio o que é o Quinto Estado.

Segundo a doutrina hindu da regressão das castas chegaria o tempo do Quinto Estado o dia em que a casta mais baixa, os párias, tomariam o poder. Esta casta está conformada por toda a classe de resquícios humanos que vão desde ladrões, assassinos, violadores e mentirosos.

Não é o que está passando agora? Nossos governantes são corruptos, envolvidos em escândalos de índole sexual, acusados de fraude e assassinatos. Estamos sob a sombra do Quinto Estado.

Os seres mais vis estão livres para fazer sua vontade, desde violar até enganar até de cometer atos de usura e traição.

O que ganhamos com a democracia? Crises econômicas, impunidade, mediocridade, tudo o que é insano em geral. Este mundo e este sistema têm que morrer.

Os jovens estão fartos da política fraudadora, da nefasta economia capitalista e dos sonhos quebrados. Necessitamos de uma nova aristocracia, novos homens com uma vontade de ferro que se lancem em guerra contra esse fétido mundo democrático. Queremos o advento de uma nova estirpe guerreira que ponha ordem a este mundo.

A natureza favorece os fortes e a história favorece aos audazes, é tempo de que este mundo morra e dê passo a um novo mundo habitado por uma nova classe de humanos.

O mundo do século XXI está moribundo, temos chegado até o topo da podridão social, ainda assim nas escolas e nos meios de comunicação querem manter-nos em um perpétuo estado de conforto. Um estado de conformismo que inicia o sono da aristocracia.

Há uma verdade que todos sabem, ainda que a grande maioria queira negá-lo e é que este sistema não funciona, nunca funcionou e o pior é que está levando à civilização ao suicídio. Os mentirosos e os covardes gozam de seu triunfo agora, mas isto não poderá permanecer assim, a nova aristocracia deverá despertar e com espada aniquilar todo este pestilento mundo democrático.

Que os seres sem alma do Quinto Estado desfrutem de seu tempo porque a hora da vingança está próxima e correrão rios de seu imundo sangue.


Fonte: Imaginación al Poder

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