Resposta a Jordan Peterson Sobre a Questão Judaica – De Seus Heróis Parte Dois: Dostoievsky

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Jordan Peterson cita Fyodor Dostoievsky em quase toda entrevista, conversa ou texto que ele fornece – talvez até mais do que ele se refere a Aleksandr Solzhenitsyn. Sua admiração por Dostoievsky é considerável e se faz clara em 12 Rules for Life. Em 12 Rules, Peterson refere-se ao autor russo como (p. 68) “incomparável” e (p. 137) “uma alma sábia e profunda”, possuindo “grande generosidade de espirito.” Peterson descreve “Crime e Castigo” (p .83) como “talvez a maior novela já escrita”, e o próprio Dostoievsky (p. 136) como “um dos grandes gênios literários de todos os tempos.” Ele adiciona aos elogios anteriores que o autor “confrontou os mais sérios problemas existenciais em todos os seus grandes escritos, e fez isso corajosamente, precipitadamente e negligente das consequências.”
Talvez até mais, assim como foi o caso com Solzhenitsyn, Fyodor Dostoievsky foi ridicularizado [1] em décadas recentes como um antissemita ultranacionalista que acreditava que os judeus “tinham prejudicado e continuado a prejudicar as fundações da cultura e sociedade russa.”
Peterson, isso será lembrado, descreveu os antissemitas como indivíduos que “reivindicam a responsabilidade pelas realizações [do] grupo que [eles] sentem racialmente/etnicamente semelhantes a, sem realmente ter que realizar algo [eles mesmos].” Evidente que um ponto importante precisa ser reconciliado por Peterson: nomeadamente as notáveis realizações literárias e as posições políticas de Dostoievsky (mesmo nas próprias estimativas efusivas de Peterson) e as afirmações de Peterson que a crítica anti-judaica arraigada nas sensibilidades nacionalistas é meramente uma forma de escapismo psicológico para aqueles interessados em evitar realizar qualquer coisa para si mesmos. Certamente é óbvio que Dostoievsky, como Solzhenitsyn, foi um homem não apenas de realizações, mas de notáveis e extraordinárias realizações. Quais foram as atitudes de Dostoievsky para com os judeus e a Questão Judaica, e como responderíamos a Jordan Peterson?
Os dois tratamentos acadêmicos mais céticos do autor russo são dos livros de David Goldstein, “Dostoyevsky and the Jews” (1981) [2] e Joseph Frank, “The Mantle of the Prophet 1871-1881″ (2002). Ambos escritores exalam identidade judaica em seus tratamentos dos escritos públicos e privados de Dostoievsky sobre os judeus, uma emotividade que parece notavelmente comum entre os judeus como um todo. Revendo alguns materiais escritos por judeus sobre o escritor russo, fui atingido por sua similaridade com a preocupante sensibilidade de Anthony Julius para o trabalho de T. S. Eliot [3]. O problema principal é que, enquanto os judeus (e também Jordan Peterson, aparentemente) frequentemente se confortam com a ilusão de que seus críticos são intelectualmente e socialmente inferiores, eles parecem experimentar (!) grande trauma psicológico quando confrontados com a realidade de que seus críticos mais severos e perspicazes são muitas vezes homens gênios e de grande habilidade. Um excelente exemplo desse fenômeno, junto com a obsessão judaica com inimizades históricas, pode ser observado nestes comentários, [4] postados em um site judeu como parte da questão “Um judeu deveria ler Dostoievsky?”:

Houve um período, enquanto eu estava no colégio, eu penso, quando eu estava muito em escritores e dramaturgos russos. Eu li vários, e fiquei muito impressionado – até que eu vim a Nikolai Gogol, e uma história em que descrevia a gloria dos Cossacos. Eu não podia ler mais; os Cossacos foram açougueiros assassinos que abateram meus ancestrais. Claro, se os judeus evitassem todos os escritores que nos odiaram, seriamos deixados com pequenas colheitas literárias; uma rápida folheada no livro de Allan Gould, ‘What did they think of the Jews?‘, mostra que perderíamos uma grande quantidade de cultura ocidental, incluindo figuras como Lord Byron, Joseph Conrad e Jack London.

Similarmente, Haaretz escreve da biografia de Joseph Frank sobre Dostoievsky: “Como um judeu, Frank não pode ser indiferente sobre os elementos antissemitas primitivos nas escritas de Dostoievsky,” descrevendo a exploração de Frank como uma “saga dolorosa.” Isso está totalmente de acordo com as observações feitas em 2014, em meu ensaio “Reflections on Aspects of Jewish Self-Deception,” [5] em que, referindo-me especialmente aos trabalhos dos acadêmicos ativistas Anthony Julius e Robert Wistrich, observei:

Relatos produzidos por judeus sobre o antissemitismo geralmente começam ou terminam com reivindicações sentimentais de que o assunto é ‘difícil’, ‘sentimental’ ou ‘penoso’ para eles se aproximarem. No fim extremo do espectro, pode-se achar Anthony Julius que descreve o estudo do assunto em ‘Trials of the Diaspora: A History of Anti-Semitism in England’ como “mergulhar-se em lama. O antissemitismo é um esgoto.” Wistrich refere-se a sua “preocupação de longo prazo com a natureza do antissemitismo”, e descreve seu estudo do assunto como uma “iniciativa difícil”, que foi “dolorosa, muitas vezes chocante.”

Goldstein e Frank, como Julius, são bastante característicos da crítica literária judaica que emergiu dos colégios de elite em meados do final do século dezenove. Em “The Professionalization of History in English Canada” (2005), Donald Wright observa que, entre os anos 1940 e o final dos anos 1960, muitos literários acadêmicos WASP [ver nota de texto] foram pegos de surpresa pela atitude agressiva e altamente antagônica de seus estudantes judeus. Em apenas um exemplo, um acadêmico canadense chamado Frank Underhill, incluiu em um relatório de estudante os seguintes comentários: “ele é um judeu, com uma boa dose do complexo de perseguição do judeu, e isso o torna indevidamente agressivo e sarcástico em discussões e escritos.” [6]
Tendo lido a maioria das ofertas de Goldstein e Frank, eu não penso poder melhorar encima de “indevidamente agressivo e sarcástico” como descritores adequados. O mesmo poderia ser dito do afastamento indolente de Peterson do antissemitismo como uma ferramenta do irrealizado.
Os judeus dificilmente se apresentam no cânone fictício de Fyodor Dostoievsky, tornando-o de alguma forma um alvo menos obvio para atacar do que Solzhenitsyn, que foi uma vez censurado [7] pelo judeu ativista acadêmico Mark Perakh, porque “um número desproporcionalmente grande de judeus desinteressantes aparece em seu trabalho.” A posição de Perakh lembrou-me fortemente o ativismo de Anthony Julius, em relação as representações dos judeus na literatura inglesa. Sobre este ponto, eu comentei [8] anteriormente:

O que Julius e a horda de outros ‘estudiosos’ literários judeus estão afirmando aqui é o seu antagonismo sobre nada além de reflexões positivas dos judeus na literatura, que não é apenas arrogante e irracional, mas também mais uma indicação adicional de um nível patológico de etnocentrismo. Seus esforços tem a dupla função de manchar o legado do passado literário inglês e algemar autores no presente, que se sentiam constrangidos a evitar ter um caráter judeu retratado negativamente em suas obras.

Os motivos primários para o ataque judeu sobre Dostoievsky parecem ser o personagem de Isai Fomich Bumstein em “Recordações da Casa dos Mortos” [por uma questão de precisão eu devo notar que minha própria edição/tradução de 1980 da União Soviética carrega o título menos comum ‘Notes from the Dead House‘]. Isso pode ser afirmado com razoável certeza que Isai Bumstein é apenas uma tentativa real de Dostoievsky de incluir um personagem judeu pleno em seus trabalhos. Já que “Casa dos Mortos” foi altamente autobiográfico, nós também podemos assumir que o personagem foi baseado em um verdadeiro judeu encontrado pelo autor durante sua detenção num campo de trabalho na Sibéria. Parece, no entanto, que Isai Bumstein, apesar de ser reduzido a uma figura solitária, é demasiado judeu para alguns.
Isai Fomich é descrito como o joalheiro do campo e principalmente o agiota. Uma figura de diversão, mas com conotações obscuras e satânicas, Dostoievsky o descreve, o único judeu no campo, como “a imagem cuspida de um frango depenado. Ele era um homem, não mais jovem, cerca de cinquenta, curto e fraco, astuto ainda positivamente estupido. Ele era arrogante, insolente e ao mesmo tempo um terrível covarde.” Bumstein foi confinado a cadeia por assassinato e usar seu talento em fazer e comercializar joias para “esquivar-se de seu trabalho duro.” A discussão mais extensiva do livro de Bumstein toma lugar na construção de uma cena dantesca de horror claustrofóbico no local da casa de banho, em que Bumstein toma um papel proeminente e quase demoníaco do juiz no ato final de “Blood Meridian” (1985) de Comac McCarthy (embora nenhum estudioso literário pareça ter descoberto o elo entre os personagens – apesar da afinidade conhecida de McCarthy com Dostoievsky; mais paralelos entre estes dois personagens podem ser achados em seu aspecto pálido, astúcia sobrenatural e numerosas alusões autorais à sua falta de cabelo).
O primeiro ato de Bumstein em entrar na cadeia é para a troca das suas “calças de verão imundas e irregulares” de um colega preso, em que ele então penhora e negocia taxas de juros sobre. De forma sombria, ao entrar na cadeia, ele agora “de repente despertou e começou a sentir os trapos com os dedos de uma maneira mais ao estilo dos negócios. Ele até os segurou à luz.” O negócio concluído, “Isai Fomich reexaminou o que ele havia pegado na penhora, dobrou-as cuidadosamente e arrumou-as em seu saco.” Como com os outros internos posteriormente em seu encalço, ele canta uma canção que depois confessa ser obrigado a cantar como um judeu em “momentos de triunfo sobre inimigos”.
Bumstein é descrito por Dostoievsky como tendo um tempo fácil no confinamento, aproveitando privilégios e todas as armadilhas de status de elite:

Ele não era de todo difícil e, de fato, sempre viveu muito prosperamente, guardando seu dinheiro e emprestando-o a juros para toda a prisão. Ele tinha seu próprio samovar, um bom colchão, copos e um conjunto completo de louça. Os judeus da cidade não desdenhavam dele e, pelo contrário, o apadrinharam. Aos sábados, como permitido pelas regras, ele podia sair sob guarda para a sinagoga da cidade.

A aparência final de Bumstein no livro toma lugar na casa de banho local, onde oitenta prisioneiros são essencialmente esmagados em um espaço de vinte passos por vinte, onde devem vaporizar-se e lavar-se. A cena é opressiva e horrivelmente claustrofóbica e é pontuada pela figura de Bumstein surgindo sobre todos, “rindo como nunca da maior prateleira de vapor.” Impermeável ao calor e pelo barulho trazendo todos os outros para perto da insensatez, “pareceu que nenhum calor era suficiente para satisfazê-lo.” O judeu usa seu dinheiro para contratar cinco atendentes em sucessão de bater-lhes com galhos de vidoeiro, todos os quais perto do ponto da inconsciência antes de correr para revivê-los com água fria.
Bumstein “de fato poderia sentir que ele estava de fato ‘encima’ de todos os outros. Ele superou todos eles. Foi o seu momento de vitória. E sobre todo o barulho, sua voz ruim e aguda foi ouvida soltando sua ária: ‘la,la,la,la.’ Isso atravessou minha mente, que devemos um dia nos encontrarmos novamente no inferno, a cena seria muito a mesma.”
O livro de Dostoievsky, “Recordações da Casa dos Mortos”, como muitos de seus outros trabalhos, é, de fato, um trabalho de um gênio literário. Que uma obra tão grande contém um retrato muito memorável, desagradável e tudo muito crível de que um judeu agiota preguiçoso é uma fonte do distúrbio psicológico judeu muito contemporâneo. Outro problema crucial é que, embora os criticismos judaicos tenham girado em volta de acusações e do emprego de estereótipos, as fortes origens autobiográficas do livro, junto com o comprometimento de Dostoievsky com o realismo, tornam o retrato de Isai Fomich Bumstein muito difícil de descartar ou dissipar. Como esse comentário [9] em Haaretz, admite, “Dostoievsky, mais que todos os grandes autores da Rússia do século XIX, obteve sua inspiração da vida real, mesmo das páginas de frente do jornal, ao ponto onde a crítica de seu dia sentiu que esse realismo excessivo prejudicou seu trabalho”.
Em ‘na tão chamada “Questão Judaica”’, Jordan Peterson parece contrastar indivíduos de alto QI que (associadamente) pontuam altamente em “abertura à experiência e liberalismo político” com indivíduos presumidamente de baixo QI que procuram consolo para sua falta de realização pessoal na identidade do grupo, nacionalismos étnicos e, supõe-se, antissemitismo. Kevin MacDonald já salientemente apontou que Israel é dificilmente tipificada pela “abertura à experiência e liberalismo político”, apesar de ser preenchido com o grupo que Peterson parece considerar como resumir a trifecta alto QI/abertura/ liberalismo. É interessante, no entanto, que a vida, carreira e ideias de seu herói Dostoievsky também oferecem uma forte refutação para o esquema mal pensado de Peterson. Dostoievsky foi certamente um ardente nacionalista russo com um sentido afiado de identidade étnica, mas também foi [10] “percebido como um crítico corajoso e independente do governo czarista, sem medo de denunciar seus erros e corrupção.” Dostoievsky não era um autoritário cego; e ele certamente foi um porão-habitador não realizado em busca de identidade.
Em seus escritos anteriores, publicados em seu jornal “Diário de um Escritor”, Dostoievsky começou a escrever com certa regularidade sobre os judeus, e em pelo menos uma questão escreveu especificamente em comprimento sobre a questão judaica. As opiniões colocadas adiante nestas partes contrastam agudamente com aquela oferecida pelo Prof. Peterson. De fato, Dostoievsky, refletindo argumentos que foram comuns na Europa pós-Iluminismo, argumenta que seria suicídio para a civilização ocidental abandonar suas identidades religiosas, étnicas e históricas (“políticas de identidade” brancas) em favor de modismos modernos (ele nomeia o socialismo, mas pode-se facilmente substituir a cepa duvidosa do liberalismo).

Eles [judeus] mantêm sua própria identidade unida. Se aos judeus é dado direitos legais iguais na Rússia, mas são permitidos manter seu ‘estado dentro do estado’, eles seriam mais privilegiados que os russos. As consequências dessa situação já são claras na Europa… E se houvesse apenas 3 milhões de russos e houvesse 8 milhões de judeus? Como tratariam os russos e como seria a atitude de senhor sobre eles? Que direitos os judeus dariam aos russos? Não os tornariam em escravos? Pior que isso, não o esfolariam completamente? Não o abateriam até o último homem, ao ponto do extermínio completo? … Quando permanece apenas a anarquia, o judeu estará no comando de tudo. Pois enquanto o judeu está a pregar o socialismo, ele ficará ao lado do seu próprio.

Oferecer direitos completos de cidadania aos judeus seria benéfico aos judeus porque eles ainda poderiam operar como um grupo coesivo em uma sociedade nominalmente individualista. Isso vai ao coração da ideologia liberal/individualista de Peterson. E só pode funcionar se todos adotarem isso. Quando os grupos coesos, etnicamente conectados e altamente competentes, com seus próprios interesses, permanecem em uma sociedade nominalmente individualista, eles facilmente dominam os individualistas e são hábeis em moldar a cultura para se conformar com seus interesses. Esses interesses não precisam e geralmente não são (e.g., política para Israel, imigração em massa de grupos étnicos não-brancos) o mesmo que o interesse dos individualistas.
E nessa nota vamos dar lugar a Carl Jung.
Tradução, notas e palavras entre chaves por ‘O Conde’

Nota de Texto:

[Not. de texto]  W.A.S.P: Acrônimo do inglês “White, Anglo-Saxon and Protestant” (Branco, Anglo-Saxão e Protestante), normalmente utilizado em sentido pejorativo para designar não só indivíduos de ascendência britânica e de religião protestante, que detém grande poder político e econômico, mas também todo descendente de europeus ocidentais.

Notas

[1] Coloring Dostoevsky’s World, por Eli Shaltiel. Disponível em: https://www.haaretz.com/1.5150147
 
[2] David Goldstein, Dostoyevsky and the Jews (Austin: imprensa da Universidade do Texas, 1981).
 
[3] Review: Anthony Julius’ “Trials of the Diaspora: A History of Anti-Semitism in England” [Part 1]. Disponível em: https://www.theoccidentalobserver.net/2013/01/19/review-anthony-julius-trials-of-the-diaspora-a-history-of-anti-semitism-in-england-part-one/
 
[4] Should a Jew read Dostoevsky?, por Rebbetzin’s Husband. Disponível em: https://rechovot.blogspot.com/2012/12/should-jew-read-dostoevsky.html
 
[5] Reflections on Some Aspects of Jewish Self-Deception: Part 2. Self-Deception in Jewish Historiography. Disponível em: https://www.theoccidentalobserver.net/2014/05/10/reflections-on-some-aspects-of-jewish-self-deception-part-2-self-deception-in-jewish-historiography/
 
[6] Donald Wright, The Professionalization of History in English Canada (Toronto: imprensa da Universidade de Toronto, 2005), 95
 
[7] SOLZHENITSYN AND ANTI-SEMITISM: A NEW DEBATE, por Richard Grenier. Disponível em: https://www.nytimes.com/1985/11/13/books/solzhenitsyn-and-anti-semitism-a-new-debate.html
[8] Review: Anthony Julius’ “Trials of the Diaspora” [Part3]: “English Literary Anti-Semitism”. Disponível em: https://www.theoccidentalobserver.net/2013/02/22/review-anthony-julius-trials-of-the-diaspora-part3-english-literary-anti-semitism/
[9] Coloring Dostoevsky’s World, por Eli Shaltiel. Disponível em: https://www.haaretz.com/1.5150147
[10] Coloring Dostoevsky’s World, por Eli Shaltiel. Disponível em: https://www.haaretz.com/1.5150147
 

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Andrew Joyce

Andrew Joyce em The Occidental Observer
Andrew Joyce é o pseudônimo de um acadêmico PhD em História, especializado em filosofia, conflitos étnicos e religiosos, e imigração.

Ele compõe o editorial do The Ocidental Quarterly e é contribuinte regular do The Occidental Observer, além de assessor do British Renaissance Policy Institute.
Andrew Joyce
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