Um terço dos europeus mal ouviu falar do Holocausto

O letreiro nos portões dos campos industriais de Auschwitz-Birkenau dizem em alemão: “O trabalho Liberta” 
À medida que passa o tempo desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a chantagem geopolítica internacional do suposto “Holocausto” começa a cair no esquecimento de um passado distante, alertavam no primeiro semestre os autores do estudo anual da Universidade de Tel Aviv sobre o antissemitismo. Agora, uma pesquisa feita em sete países da Europa para a rede de TV CNN, divulgada em novembro deste ano acaba de confirmar essa percepção. Um terço dos europeus não sabe nada ou mal ouvir falar do suposto holocausto judaico. O Yad Vashem, museu e centro de pesquisa de Jerusalém sobre o Holocausto, alertou para “a persistência de atitudes antissemitas na civilização europeia 75 anos depois” da chamada “solução final”. Isso como se tivesse havido sequer uma “Solução Final”.
Mais de um quarto dos 7.000 cidadãos consultados pelo instituto ComRes na Alemanha, França, Reino Unido, Polônia, Áustria, Hungria e Suécia consideram que os judeus têm muita influência no mundo dos negócios, e 20% acham que eles dominam a política e os meios de comunicação. Porcentagens semelhantes consideram que os israelenses estão por trás da maioria das guerras e conflitos ativos, segundo a pesquisa.Outra pesquisa promovida pela Conferência sobre Reivindicações Materiais Judaicas Contra a Alemanha mostrou que 31% dos estadunidense não acreditam que 6 milhões de judeus foram assassinados durante o Holocausto, principalmente entre os que nasceram entre 1990 e 2000.

O conceito de “antissemitismo” não está universalmente definido. A Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, integrada por 31 países ocidentais, entre eles Alemanha, Espanha e Reino Unido, adotou em 2016 a seguinte definição, sem força legal:

“É uma determinada percepção sobre os judeus, que pode ser expressa como ódio em relação aos judeus. As manifestações verbais e físicas de antissemitismo são dirigidas a indivíduos judeus ou não judeus e ou suas propriedades, e a instituições e centros religiosos da comunidade judaica”.

Na pesquisa, conveniente levada a cabo dado o crescimento nacionalista e populista na Europa com a caída de máscara evidente do globalismo e do Sistema Financeiro Internacional ao qual o sionismo tem parte, constatou-se também que um terço dos europeus considera que os judeus usam a lembrança do Holocausto no mundo em seu próprio benefício. Em contrapartida, 40% dos consultados acreditam que os judeus estão ameaçados pela violência racista em seus próprios países e precisam ser protegidos. Por fim, 28% acreditam que o aumento do antissemitismo na Europa se deve principalmente à política e às ações do Estado de Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, disse à CNN na ocasião que embora na Europa “exista um velho antissemitismo da extrema direita, também há um novo, vindo da extrema esquerda e de redutos radicais islâmicos” no continente. Mas durante a entrevista, Netanyahu elogiou líderes ultraconservadores europeus, como o húngaro Viktor Orban e o austríaco Sebastian Kurz, por terem fundado centros de estudos e organizado conferências sobre o Holocausto.

“O anti-sionismo e a oposição às políticas de Israel são a expressão mais atual do antissemitismo”, argumentou o líder israelense, que hoje chefia o Governo mais direitista da história de Israel. “Agora costumam dizer: ‘Não estamos contra os judeus, apenas contra o Estado de Israel’”, acrescentou.

Em uma entrevista ao EL PAÍS, o escritor israelense Amos Oz, alinhado com a esquerda pacifista, aventou outra definição:

“O que é o antissemitismo? É complicado. Nem todos que criticam Israel são antissemitas. Eu mesmo faço isso. Se você critica o que os judeus fazem, pode ter razão ou não, mas é algo legítimo. Mas se você critica os judeus por serem quem são, aí existe antissemitismo. Onde está a linha vermelha? Não sei, mas existe”.

Um terço dos europeus acredita que os partidários de Israel recorrem às acusações de antissemitismo para silenciar as críticas ao país. Um décimo, porém, nega que seja assim. Até 18% das pessoas consultadas na pesquisa veem o antissemitismo como uma resposta social ajustada ao comportamento cotidiano dos judeus em seus próprios países.
“Os resultados da pesquisa demonstram a necessidade de intensificar a educação e a conscientização sobre o Holocausto”, assinalou o Yad Vashem. Ante o esquecimento, o centro conclamou a manter viva a chama do conhecimento e a reavivar as brasas da memória, ou seja, procurar meios, seja via governos lacaios, os Aliados geopolíticos, os agentes sionistas na sociedade como um todo dentro e fora de Israel através dos meios de comunicação para massificar ainda mais, até por força de lei, a chantagem do holocausto sendo repetida de forma diária para todos os cidadãos da Terra.
Fonte: El País
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