Síria: Por Que os Aliados Não Querem Encerrar a Guerra?

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Os Aliados (EUA, Reino Unido e França), junto da ONU, sabem que sua tentativa de derrubar o governo legítimo da Síria e a conquista do país foram devidamente esmagadas pelo esforço de guerra do leão de Damasco e seu povo, entretanto, a guerra agora se desenrola para a geopolítica numa nova tentativa de dominação e minagem da influência política da Síria e de seu bloco de Aliados.

Enquanto no terreno, a guerra vai a caminho do fim e apenas resta Idlib para libertar dos terroristas, os Aliados ocidentais (anglo-franco-americanos e sionistas) retomam a campanha. Eles acabam de apresentar as suas reivindicações ao enviado especial da ONU, Staffan de Mistura. Sem surpresa, os Estados Unidos recusam o processo conduzido pela Rússia pela simples razão de que não tem participado nele, enquanto o Reino Unido e a França entendem impor instituições que lhes permitissem controlar o país por trás da cortina.

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A batalha de Idleb é adiada 

Rússia e Turquia chegam a termo

Em relação à zona ocupada atualmente pelos jihadistas e pelo exército turco na Síria – zona que corresponde aproximadamente à província de Idleb – os dois Estados decidiram dar-se uma nova oportunidade de separar a oposição armada síria dos jihadistas.

Desde a sua reunião anterior, em 7 de Setembro, em Teerã, a Rússia endureceu o tom, evocando pela primeira vez, a natureza ilegal da presença militar turca em Idleb. Sublinhou que essa mesma presença deveria terminar. Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdoğan assinaram, antes de tudo, acordos de cooperação econômica a respeito da construção do gasoduto Turkish Stream e da central nuclear civil de Akkuyu; acordos particularmente bem-aceites por Ancara (Turquia), cuja economia acaba de desmoronar brutalmente.

Abre-se uma nova frente

 

Staffan de Mistura

O enviado especial do Secretário-geral da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, recebeu em Genebra uma delegação do Grupo de Astana (Irão, Rússia, Turquia), depois, a 14 de Setembro, um outro do “Pequeno Grupo” (Arábia Saudita, Egito, Estados Unidos, França, Jordânia e o Reino Unido).

Do lado ocidental, o Embaixador James Jeffrey e o Coronel Joel Rayburn chefiavam a delegação dos EUA, enquanto o Embaixador e antigo Diretor da Inteligência Externa (DGSE 2012-16), François Sénémaud, presidia à delegação francesa.Nomeado em 2014, antes da intervenção militar russa contra os jihadistas, Staffan de Mistura é um diplomata pró-EUA suposto de buscar a paz na Síria em nome da ONU. Quatro anos mais tarde, ele continua a encontrar escapatórias por conta dos Aliados Globalistas do Ocidente.

Cada delegação remeteu às Nações Unidas um documento secreto sobre as suas reivindicações, tendo em vista influenciar as negociações inter-sírias em curso. O Russia Today conseguiu filtrar o documento ocidental [1], tal como o Kommersant tinha revelado há duas semanas as diretivas internas da ONU [2].
– Primeira observação, o ponto 3 do documento do “Pequeno Grupo” (perceba que “petit groupe” está no sentido de Grupo Restrito) repete a diretiva interna da ONU:
“Não haverá assistência internacional para a reconstrução nas zonas controladas pelo governo sírio sem um processo político credível conduzindo inelutavelmente à reforma constitucional e a eleições supervisionadas pela ONU, para agrado dos potenciais países doadores” [3].
A Alemanha, que participou em reuniões do “Pequeno Grupo”, não parece ter estado representada nesta reunião. Na véspera, o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores), Heiko Maas, dessolidarizou-se desse ponto. Pouco antes de se encontrar com o seu colega russo, Serguei Lavrov, ele twittou que o seu país estava pronto a participar na reconstrução “se houver uma solução política que leve a eleições livres” [4] [5]. Para o “Pequeno Grupo” e para a ONU, a reconstrução não começará enquanto os países potenciais doadores não tiverem atingido os seus objetivos de guerra, quanto à Alemanha, ela poderá acompanhar o processo de reconciliação política.
– Segunda observação: os diferentes interlocutores internacionais fazem referência à resolução 2254 de 18 de Dezembro de 2015 [6]. No entanto, o “Pequeno Grupo” extrapola o sentido do texto. Enquanto a Resolução do Conselho de Segurança destaca que a redação da Constituição é assunto exclusivo dos Sírios, entre si, o “Pequeno Grupo” afirma que ela deverá ser redigida unicamente por um Comité colocado sob os auspícios e controlado pela ONU.
Trata-se, evidentemente, de quebrar as decisões de Sochi, quer dizer, destruir, ao mesmo tempo, o que foi feito nos últimos meses e opor-se ao papel da Rússia na solução da crise [7]. Os Estados Unidos querem manter o seu estatuto de potência indispensável, enquanto o Reino Unido e a França pretendem prosseguir o seu projeto colonial.
– Terceira observação: O “Pequeno Grupo” não pretende apenas transferir a responsabilidade pela redação da Constituição de Sochi em Genebra, ele tem já a ideia sobre o que ela deverá ser. Tratar-se-ia de reproduzir o modelo que Washington impôs ao Iraque e que lá mantém uma crise permanente para enorme o benefício dos globalistas. Os poderes do presidente seriam exclusivamente protocolares; os do primeiro-ministro seriam nulos a nível regional; e os do Exército deveriam ser limitados.
As potências coloniais mantêm no Oriente-Próximo o seu poder por trás da aparência das democracias. Elas conseguem sempre constituir governos não-representativos dos povos.
Desde 1926 no Líbano e depois de 2005 no Iraque, as instituições foram concebidas sobretudo para impedir que esses países se tornem novamente Estados-nações. O Líbano está dividido em comunidades religiosas e o Iraque em regiões distintas com predominância de uma comunidade religiosa. Israel, por seu lado, já não tem governo representativo, não por causa da sua Constituição – que não tem -, mas por causa do seu sistema eleitoral.
– Quarta observação: enquanto a Resolução 2254 afirma que as eleições deverão ser realizadas sob a supervisão da ONU, o “Pequeno Grupo” considera que o órgão sírio encarregue-se da organização das eleições, a qual deverá trabalhar quotidianamente sob as ordens da ONU, nomeadamente no que diz respeito a possíveis queixas de fraude.
Assim, os globalistas ocidentais guardam a possibilidade de anular resultados que não correspondam às suas expectativas: bastará apresentar uma queixa por fraude e declará-la justificada. O povo sírio teria o direito de votar desde que caísse na armadilha que lhe será estendida e, ainda, na condição de que votasse naqueles que fossem escolhidos para si.
Na Europa, os cidadãos buscam a sua soberania, na Síria eles batem-se pela sua independência.
O erro norte-americano 
não sair da guerra contra a Síria
A Casa Branca não consegue retirar-se da guerra na Síria. O Presidente Trump enfrenta-se, ao mesmo tempo, com o auto-proclamado “Estado Estável” (segundo o editorial anônimo do New York Times), que prossegue a estratégia Rumsfeld-Cebrowski, e com as reativadas ambições dos seus aliados israelitas, franceses, britânicos e turcos. A lógica destes interesses poderá deslocar a guerra em vez de a resolver.
Enquanto a Casa Branca e a Rússia se puseram de acordo para por fim à guerra, por interpostos jihadistas, na Síria, a paz tarda em chegar. Ora, porquê a guerra contra a Síria continua?
Contrariamente a uma ideia generalizada por sete anos de propaganda, a guerra contra a Síria não é uma “revolução que deu para o lado errado“. Ela foi decidida pelo Pentágono em 11 de setembro de 2001, depois longamente preparada, com algumas dificuldades é certo.
Uma guerra preparada durante uma década
Relembremos as principais etapas desta planificação
– Em Setembro de 2001, o Secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld adota a estratégia do almirante Arthur Cebrowski. As estruturas estatais de metade do mundo deveriam ser destruídas. Os Estados Unidos controlarão o acesso pelos Estados cuja economia está globalizada aos recursos naturais das regiões não-conectadas à economia global. O Pentágono começará a sua obra “remodelando” o “Oriente Médio Alargado” [8].
– A 12 de dezembro de 2003, George Bush Jr. assina a Lei sobre a restauração da soberania libanesa exigindo contas à Síria (Syria Accountability and Lebanese Sovereignty Restoration Act). A partir daqui, o presidente dos Estados Unidos tem o direito de entrar em guerra contra a Síria sem ter que passar pelo Congresso [9].
Imagem de “Powerpoint” extraído de uma conferência do Almirante Cebrowki no Pentágono, a 23 de Julho de 2003. À esquerda, em lilás, a zona na qual convêm destruir as estruturas estatais.
 
– Em 2004, aquando da cimeira da Liga Árabe em Tunes (capital da Tunísia), o presidente Ben Ali tenta fazer passar uma moção autorizando a Liga a legitimar o uso da força contra os Estados membros que não respeitem a novíssima Carta de Direitos do Homem da Liga.
– Em 2005, a CIA organiza a revolução colorida “do Cedro” no Líbano. Assassinam o líder sunita Rafik Hariri e tornam responsáveis por isso os presidentes cristão libanês e alauita sírio, trata-se de provocar um levantamento sunita contra a Força Síria de manutenção de paz [10]. No momento em que os Marines estão prontos a desembarcar em Beirute, a Síria retira por sua iniciativa e o balão esvazia-se [11].
– Em 2006, Dick Cheney confia à sua filha, Liz, o cuidado de criar o “Grupo para a Política e as Operações no Irão e na Síria” (Iran Syria Policy and Operations Group). Ela organiza o ataque israelita contra o Hezbollah, pensando que a frente não resistiria muito tempo. Os Marines dos EUA desembarcarão em Beirute e continuarão a sua marcha “libertadora” até Damasco. A operação falha e Israel tem que bater em retirada após 33 dias de combates [12].
– Em 2007, o general estadunidense Wesley Clark afirma que o Governo Americano tinha um plano geopolítico de desestabilizar 7 países em 5 anos desde antes de o “11 de setembro”.- Em 2008, Washington tenta de novo recriar o conflito a partir do Líbano. O Primeiro-ministro Fouad Siniora decide cortar as comunicações internas da resistência e interromper os transportes aéreos com Teerã (capital do Irã). Em poucas horas, o Hezbollah destrói o dispositivo militar Aliado ocidental e repõe em ação o conjunto das suas infraestruturas.

– Em 2010, Washington adota a “liderança pela retaguarda” (‘leading from behind’). A administração de Obama confia ao Reino Unido e à França o ataque contra a Líbia e a Síria (acordos de ‘Lancaster House’).
– Em 2011, inicio das operações militares na Síria. É, portanto, absurdo evocar a guerra contra a Síria como um acontecimento espontâneo sui generis [13].
Uma guerra indireta
A originalidade da guerra contra a Síria, claramente, é de ter sido declarada por Estados “amigos da Síria”, mas, na prática, ter sido conduzida quase exclusivamente por exércitos não-estatais, os jihadistas. 

O desmantelamento do Próximo-Oriente planificado pelo Pentágono no quadro da estratégia do Almirante Cebrowski. Este mapa foi publicado pelo Coronel Peters em 2006, mais ele já tinha sido comentado, precisamente antes dos atentados do 11 de Setembro de 2001.
 
Durante os sete anos desta guerra, mais de 250.000 combatentes chegaram do estrangeiro para se baterem contra a República Árabe Síria. Tratava-se, é certo, de carne para canhão, gente muitas vezes insuficientemente treinada, mas, durante os quatro primeiros anos, estes soldados estavam mais bem armados do que o Exército Árabe Sírio. O maior tráfico de armas da história foi organizado para os aprovisionar com material de guerra [14].
Desde a Renascença europeia que lideranças do Ocidente jamais haviam recorrido a mercenários numa tal escala [15]. É, portanto, absurdo falar em “revolução que envergou para o lado errado”.
Uma guerra supervisionada por aliados
com os seus próprios objetivos
Trump e agente Rotschild Macron (presidente francês)
Ao recorrer a Israel para atacar o Líbano, depois confiando as guerras da Líbia e da Síria ao Reino Unido e à França, e, por fim, utilizando as instalações da OTAN na Turquia, o Pentágono deixou que o seu plano fosse perturbado pelos seus Aliados.
Como em todas as guerras, o país líder deve prometer aos seus aliados, para estes o seguirem, que encontrarão um retorno após o seu investimento. Ora, com a entrada da Rússia na guerra, a vitória dos globalistas tornou-se impossível. Cada um dos Aliados dos Estados Unidos virou-se, progressivamente, para a sua própria estratégia nesta região. Com o tempo, os objetivos de guerra dos Aliados sobrepuseram-se aos dos Estados Unidos, os quais, por si, se recusaram a investir militarmente tanto quanto o deveriam ter feito.
Israel
Prosseguindo a ideologia colonial de alguns dos seus pais fundadores, Israel põe em marcha uma política de divisão dos seus grandes vizinhos em pequenos países étnica ou religiosamente homogêneos. Assim, apoiou inutilmente a divisão do Líbano num Estado muçulmano e num outro cristão, ou ainda a criação de um Curdistão no Iraque, depois na Síria. Não dispomos de documentos da estratégia israelita, mas, retrospectivamente, a linha seguida por Telavive (agora de Jerusalém) corresponde ao “Plano Yinon” de 1982 [16] ou à do Institute for Advanced Strategic and Political Studies de 1996 [17].
A estratégia israelita cola-se à das grandes linhas da “remodelação do Oriente Médio” de Rumsfeld e Cebrowski. No entanto, ela não tem, de modo nenhum, o mesmo objetivo: o Pentágono quer controlar o acesso dos países desenvolvidos às riquezas da região, enquanto Israel quer assegurar-se que nenhum dos seus vizinhos será suficientemente forte para se levantar contra si.
O Reino Unido e a França
O Reino Unido e a França renovam a sua política colonial, tal como ela era expressa na altura da queda do Império Otomano e da divisão do Oriente Médio (os Acordos Sykes-Picot).
O Acordo Sykes-Picot de 16 de maio de 1916 foram ajustes secreto entre os governos do Reino Unido e da França que definiu as suas respectivas esferas de influência no Oriente Médio, considerando-se a hipótese de derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial. O acordo estabeleceu limites que ainda permanecem na maior parte da fronteira comum entre a Síria e o Iraque.
 
Os britânicos retomam a “Grande Revolta Árabe de 1915” que Lawrence da Arábia lançara contra os Otomanos. À época, prometeram a liberdade a todos os Árabes se eles derrubassem o jugo otomano e colocassem os wahhabitas no poder. Desta vez, prometem-lhes a liberdade se derrubassem todos os seus governos nacionais e os substituírem pelos Irmãos Muçulmanos. Mas, nem em 1915, quando o Império Britânico substituiu o Império Otomano, nem em 2011, os árabes chegarão à sua liberdade. É este o plano da “Primavera Árabe de 2011” [18].
Os franceses buscam restabelecer o mandato que a Sociedade das Nações lhes tinham confiado sobre a Síria. Isto é o que explica o sobrinho-neto de Picot (o dos Acordos Sykes-Picot), o antigo presidente Giscard d’Estaing [19]. E, é o que reclama o presidente Hollande durante a sua viagem às Nações Unidas, em setembro de 2015. Tal como em 1921, a França apoia-se na separação étnica de curdos dos árabes. Ela defende, portanto, a criação de um Curdistão, não sobre o seu território histórico na Turquia, mas seja onde for, sobre terras árabes na Síria.
A Turquia
A Turquia, quanto a si, sonha concretizar a promessa do seu fundador, Mustafa Kemal Atatürk, o “Juramento Nacional” (Misak-ı Millî) [20], adotado pelo Parlamento otomano a 12 de fevereiro de 1920. Ela pretende, ao mesmo tempo, anexar o norte da Síria, incluindo Alepo, e eliminar os Cristãos, aqui incluídos os católicos em Maaloula e os armênios em Kessab.

Ela entra em conflito com os outros Aliados: com os Israelitas porque quer anexar o norte da Síria e não autonomizá-lo; com os britânicos porque quer restaurar o Califado Otomano; e com os franceses porque se opõe à criação de um Curdistão independente na Síria. Acima de tudo, entra em conflito com os próprios Estados Unidos porque eles não escondem querer destruí-la depois de ter desmantelado a Síria [21].
Como sair desta guerra?
Após sete anos de combates, o Estado sírio continua de pé. A República Árabe da Síria e os seus aliados, a Rússia, o Irão e o Hezbollah estão por cima. Os exércitos estrangeiros (os jihadistas) sofreram uma derrota esmagadora, mas não os seus comanditários: os Estados Unidos, Israel, o Reino Unido e a França, a Turquia.
A guerra não só despertou as ambições do início do século XX, como nenhum dos protagonistas que não experimentaram a derrota no seu próprio corpo está pronto a abandonar o combate.
Parece estúpido querer começar do zero uma guerra já perdida pelos jihadistas. A presença do exército russo torna agora impossível qualquer confrontação direta. Longe de ter sido destruída, a população síria está agora temperada, pronta para suportar mais e muito melhor armada. Acima de tudo, ela refletiu muito e é menos manipulável do que em 2011. No entanto, tal como na época, a retórica política ocidental dos Aliados e globalistas retomou a sua ladainha de “Bashar deve partir“.
A lógica apontaria, portanto, para que o conflito prossiga num outro terreno. Se no passado, o Almirante Cebrowski havia previsto levar num segundo tempo a guerra à Ásia Central e do Sudeste, os seus sucessores devem primeiro acabar com o Médio-Oriente Alargado. Atualmente, eles consideram a possibilidade de reacender o solo iraquiano, como se pode ver com a espetacular reviravolta da Administração Rohani e os tumultos em Bassorá.

Baseado no texto em francês de Thierry Meyssan

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Notas:
[1]Declaração de Princípios para o Pequeno Grupo da Síria”, Tradução de Maria Luísa de Vasconcellos, Rede Voltaire, 16 de Setembro de 2018.
[2]Parâmetros e Princípios da Assistência das Nações Unidas na Síria”, Jeffrey D. Feltman, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Rede Voltaire, 5 de Setembro de 2018.
[3] There will be no international reconstruction assistance in Syrian-governement-held areas absent a credible political process that leads unalterably to constitutional reform and UN-supervised elections, to the satisfaction of potential donor countries”. (Não haverá assistência internacional para a reconstrução em áreas controladas pelo governo sírio na ausência de um processo político crível que conduza inalteravelmente à reforma constitucional e às eleições supervisionadas pela ONU, para a satisfação dos potenciais países doadores.)
[4]Wenn es eine politische Lösung in #Syrien gibt, die zu freien Wahlen führt, sind wir bereit Verantwortung beim Wiederaufbau zu übernehmen” (Se houver uma solução política na #Syria que leve a eleições livres, estamos prontos para assumir a responsabilidade pela reconstrução).
[5]A Alemanha posiciona-se contra a diretiva Feltman”, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Rede Voltaire, 15 de Setembro de 2018.
[6]Résolution 2254 (Plan de paix pour la Syrie)“, Réseau Voltaire, 18 décembre 2015.
[7]Consenso entre Sírios em Sochi”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 6 de Fevereiro de 2018.
[8]O projeto militar dos Estados Unidos pelo mundo”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Agosto de 2017.
[9] Syria Accountability and Lebanese Sovereignty Restoration Act”, Voltaire Network, 12 December 2003.
[10] A guerra civil libanesa (1978-90) termina com os Acordos de Taëf. A pedido da Liga Árabe e com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, o exército árabe sírio vem ajudar o exército libanês a desarmar as milícias, depois estabiliza o país enquanto Força de Manutenção de Paz. Na sequência, Israel acusará a Síria de ter ocupado o Líbano, o que não tem o mínimo sentido.
[11] “Révélations sur l’assassinat de Rafiq Hariri“, par Thierry Meyssan, Оdnako (Russie), Réseau Voltaire, 29 novembre 2010.
[12] L’Effroyable Imposture, Tome 2 (‘A Terrível Impostura, Tomo 2’- ndT), Thierry Meyssan, éditions Alphée, 2007. Esta obra, que permanece, de longe, a melhor sobre a guerra de Israel contra o Líbano em 2006, será dentro em breve reeditada em francês com algumas atualizações. Ela está igualmente disponível em espanhol. Eu desaconselho a versão árabe que está muito mal traduzida.
[13] Sui generis, em latim “de sua própria natureza”, impossível de comparar seja com o que for.
[14] Milhares de milhões de dólares de armas contra a Síria”, Thierry Meyssan, tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Julho de 2017.
[15] É neste sentido, segundo uma testemunha presente no local, que se deve compreender a declaração do Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, na Conferência dos “Amigos da Síria” de Marraquexe: “a Al-Nusra faz um trabalho bem feito” (quer dizer os nossos mercenários da Alcaida prestam-nos, à nós, a França e ao Conselho de Cooperação do Golfo, o serviço pelo qual lhes pagamos).
[16]A Strategy for Israel in the Nineteen Eighties (The ‘Yinon Plan’)” (‘Uma Estratégia para Israel nos Anos 90 -o ‘Plano Ynon’-, ndT), by Oded Yinon, Translation Israel Shahak, Kivunim (Israel), Voltaire Network, 1 February 1982.
[17] “A Clean Break, a New Strategy for Securing the Realm”, Institute of Advanced Strategic and Political Studies, Jérusalem-Washington.
[18] Ver os “e-mails” do Foreign Office revelados, em 2005, por Derek Pasquill.
[19] “Il faut envoyer l’ONU pour pacifier la Syrie“, Propos de Valéry Giscard d’Estaing recueillis par Henri Vernet et Jannick Alimi, Le Parisien, 27 septembre 2015.
[20]Misak-ı Milli Kararları”, Voltaire İletişim Ağı, 28 Ocak 1920.
[21]Stability, America’s Ennemy”, Ralph Peters, Parameters, Winter 2001-02, pp. 5-20. “Blood borders: How a better Middle East would look” (‘Fronteiras de Sangue: Como se pareceria um melhor Médio-Oriente’- ndT), Ralph Peters, Armed Forces Journal, June 2006.

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