Quem é Horst Mahler?

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Quem é Horst? Horst Mahler é o mais famoso crítico do regime instaurado na Alemanha do pós-guerra. Horst nasceu em 1936, na Silésia, portanto, tem 81 anos de idade (No último 23 de janeiro, ele comemorou seu 82º aniversário) (1). Após a amputação de sua perna esquerda, ele tornou-se deficiente e se locomove apenas com ajuda de uma muleta ou de uma cadeira de rodas. Mesmo assim ele é o homem mais perigoso aos olhos da República Alemã (RFA), pois foi condenado a uma pena de 10 anos, sem que tenha ferido ou assassinado quem quer que seja, nem tenha cometido qualquer delito mais grave como roubo, furto, estelionato ou algo do gênero.
Aqui temos um paralelo com a China: o autor Liu Xiaobo, iniciador da “Charta 08”, pela qual cumpriu pena desde 2009, justamente o mesmo ano quando HORST foi condenado a uma pena de 10 anos por “delito de pensamento” (chamado na Alemanha de “incitação popular”) e levado direto do tribunal para a prisão.
Liu Xiaobo faleceu a 13 de julho em um hospital penitenciário. Seu desejo de ser libertado por causa de um câncer e morrer em liberdade, não foi respeitado. HORST também irá esperar pela hora de sua morte nas masmorras.
HORST também está gravemente enfermo. Mas mesmo assim ele foi levado novamente para a prisão em Brandemburgo. Desde 2009, ele teve que ser mantido na famosa prisão de Brandemburgo/Havel. Antes disso ele se encontrava em prisão preventiva, em Munique/Stadelheim. Pela pouca movimentação, alimentação precária e tratamento inadequado, ele tornou-se diabético e quase morreu em 2015.
Somente a caridosa ação de sua esposa e a amputação de sua perna esquerda puderam lhe salvar a vida. Todavia a RFA não dá tréguas a HORST. Embora ele tenha comprovado através de atestado médico que não poderia ser encarcerado, HORST foi preso novamente a 19 de abril de 2017 a fim de cumprir o resto da pena de mais de 3 anos. Um dia antes, amigos o levaram até a Hungria, onde ele pediu asilo político ao presidente Viktor Orbán, a 12 de maio. Três dias depois, HORST foi preso na Hungria e aguardou a deportação, pois a RFA havia protocolado um pedido oficial ao governo húngaro. A 6 de junho, um tribunal de Budapeste assentiu na deportação de HORST. Policiais alemães escoltaram-no imediatamente para a RFA.
Horst Mahler em Budapeste (Hungria) a época de sua deportação sobre pedido oficial da “Alemanha” (fonte)
Agora HORST se encontra preso novamente na prisão de Brandemburgo/Havel.
Liu Xiaobo recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2010. As mídias do ocidente reportaram frequentemente a seu respeito. Estes mesmos veículos de comunicação publicam praticamente nada sobre HORST. Ele também teria merecido o prêmio Nobel da Paz, pois, em seus escritos, ele ofereceu ao judaísmo um caminho para a paz. Por que HORST é tão perigoso para a RFA? Para as pessoas, HORST não representa perigo algum – mas sim para o sistema político da RFA. Diz um ditado que “se você quer saber quem tem o poder, basta descobrir quem não pode ser criticado”. HORST descobriu isso e trouxe à tona questões cruciais sobre o poder político na Alemanha. Como isso aconteceu?
HORST era advogado e ativista da RFA (Facção do Exército Vermelho) até 1975. Por isso ele já teve que cumprir pena de vários anos na prisão e perdeu sua licença para advogar. Seu amigo Gerhard Schroeder, que viria se tornar chanceler alemão (1998-2005), se empenhou para que HORST pudesse voltar a advogar após sua saída da prisão. Em 2002, ele foi um dos advogados do NPD no primeiro processo de extinção do partido. Em 2009, novamente foi retirada sua licença para advogar. HORST mudou da esquerda para a direita, para onde existe uma crítica fundamental sobre o atual sistema político. Já em seu primeiro período de encarceramento, HORST se ocupou com questões filosóficas, principalmente com o idealismo alemão de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) e se afastou gradualmente do marxismo (Karl Marx, 1818-1883).

 

Com o NPD em 2001

 

Ao se ocupar das questões sobre o poder, HORST teve que se ocupar inevitavelmente também com o judaísmo. Os judeus se veem como o povo escolhido de Deus e, desta forma, colocados acima dos outros povos da terra. Sua ideologia, caracterizada como religião, os torna o poder mais perigoso, pois eles conquistaram o poder sobre o dinheiro. Isto tornou-se uma bênção – mas também ao mesmo tempo sua maldição. Através de suas obras escritas na prisão “O fim da jornada” (2014) e “O que fazer?” (2015), HORST apontou um caminho para a paz mundial. Baseando-se na bíblica “Bênção de Esaú”, ele pede que a liderança dos judeus se volte para a paz com os povos. O dinheiro deve retornar a ser um mero meio de troca, ao invés de um instrumento de poder que destrói a humanidade. Com isso HORST declarou guerra os poderosos de nossa era. Aquele poder, portanto, que há 70 anos é responsável pelas guerras, terror e exploração. Por isso ele é tratado pelos senhores do grande capital como um criminoso.

Mas HORST não está sozinho. HORST é um sinônimo para a ausência dos direitos fundamentais e da liberdade de expressão na suposta democrática RFA.
China e a RFA: a 28 de junho, em Augsburg, na ocasião dos 100 anos da sinagoga local (festa com chefe do Comitê Central, presidente e ministros da República), um homem foi preso pela polícia por ter demonstrado-se contra a prisão de Horst Mahler. Ele foi detido pela polícia por várias horas. Dois dias depois, ativistas pelos direitos humanos demonstravam em Hong Kong pela liberdade de Liu Xiaobo. Eles também foram presos pela polícia.
Por que muitos temem os pensamentos de Mahler e lançam mão dos usuais porretes linguísticos para evitar o debate (nazista, fascista, racista e outros “istas”)? Será que a biografia é mais importante do que a mensagem? Não deveria ser esta analisada e, eventualmente, refutada? Por que evita-se o debate de ideias? Não está claro que é apenas uma questão de tempo até a verdade vir a tona? Então não seria melhor estender a mão a tais propostas reconciliatórias de Horst Mahler antes que seja tarde demais? Com a palavra, os “eleitos”.(2)
 
Fonte (português): Inacreditável
 
Nota:
 
(1) – Nota da fonte em português.
 
(2) – idem.
 
Veja Também:
 
 
 
 
 
Tato – o desmiolado

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