Pirro: O Problema da Imigração no Século XXI

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O problema da imigração em sociedades ocidentais na pós-modernidade, fenômeno tal que se acentuou nas últimas duas décadas, é resultado de uma combinação de fatores meramente contextuais, sociais e econômico-políticos.
O critério contextual simplesmente refere às condições presentes nos países emigratórios que incentivam o movimento de pessoas para os outros países. Tais condições podem ser guerras, perseguição ou meras condições econômicas.
O critério social é referente à percepção sociais dos imigrantes de que as sociedades ocidentais propiciariam melhores condições para a sua subsistência, fundamentada ou não. Em casos extremos, a possibilidade de conquista étnica-cultural também é um fator social importante, porém tal visão é relativamente marginalizada. Também é considerado um fator social para a imigração de massa contemporânea o simples sentimento de acolhimento presentes nas sociedades alvo de imigrantes, sentimento o qual que fora cultivado em tais sociedades no decorrer no último século com axiomas morais como a valorização universal dos direitos humanos, entre outros.

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A terceira e talvez a mais importante causa para o estabelecimento da imigração contemporânea como um fenômeno de massa é a político-econômica. Apesar do nome, a origem de tal influência é inerentemente de viés econômico, pois consiste na visão dos grandes capitalistas de que a imigração de massa criará um grande excedente de mão de obra, muitas vezes moderadamente qualificada, que em consequência aumentará a oferta de mão de obra e, consequentemente, diminuirá o preço da mão de obra, propiciando um lucro maior, tanto pela possibilidade de se aumentar a margem de lucro em si, quanto pela quantidade de consumidores. Com tal prospetiva de crescimento econômico, que pode ou não se traduzir em melhores condições para o povo geral, incentiva aos grandes capitalistas de se utilizar dos meios de controle político já estabelecidos, vide o lobby e a propaganda, para criar políticas de governo que propiciem a imigração de massa nós determinados países. Daí vem o nome político-econômico, pois é referente à intervenção dos grandes interesses financeiros na política.
Haitianos não conseguem entrar no Acre pela cidade de Assis Brasil. Foto: O Globo
Tal interesse capitalista muitas vezes não irá beneficiar a população, como a abordagem de Severiano pode indicar, pois o resultado de tal fenômeno irá inevitavelmente destruir a consciência coletiva das sociedades alvo, transformando uma sociedade sustentada pelo rigor mecânico em uma de rigor orgânico. A interdependência, por sua vez, não é plenamente capaz de propiciar uma coexistência social harmônica, pois apesar de, em média, funcionar em cenários macrocósmicos hipotéticos, os grandes expoentes do organicismo contemporâneo falham em estipular teorias válidas para a manifestação microcósmica de valores numa sociedade multicultural, pois despreza a importância de importantes fatores sociais como o revanchismo ideológico, os fatores psicológicos subjetivos de rejeição fenotípica e diferenças culturais em situações de conflito entre diversas etnias.
As imposições da UE e seu conselho continental para que os país da Europa aceitem números exorbitantes de imigrantes e migrantes causa sérias convulsões nesses pequenos países e as decisões de hoje podem afetar o futuro do continente para sempre.  
Isso, obviamente, parte somente de uma abordagem social, não levando em conta a mudança na dinâmica econômica que a imigração de massa pode propiciar. O principal fator para os capitalistas financiarem tal fenômeno, o barateamento da mão de obra, é algo que também irá afetar a população nativa negativamente
Em sociedades modernas, cujo foco da atividade econômica não é mais diretamente a produção industrial, a queda salarial decorrente do excesso de oferta de mão de obra não necessariamente se traduzirá no preço dos produtos, visto que à produtividade destes não aumentará.
Para a população imigrante, tais predicados econômicos podem não ser de maior relevância, pois mesmo após a depreciação do poder de aquisição médio da população, estes ainda assim podem se encontrar um padrão de vida superior ao das sociedades de onde vieram.
Charge de Latuff (2015)
Com o fim desta análise, passo agora a evidenciar formas de como se parar tal fluxo imigratório:
Como disposição geral, com a exceção de entusiastas, radicais que creem em uma conquista etno-religiosa e outras minorias, os imigrantes não têm o interesse de deixar a sua terra de origem para viver em terras hostis, onde não possuem familiares e afetos. Tal interesse surge da discrepância do padrão de vida entre as relevantes sociedades. Tal discrepância muitas vezes surge do intervencionismo indevido nos assuntos internos dos países de origem, como as guerras do oriente médio, que destruíram a infraestrutura e economia dos países envolvidos, e o assistencialismo exagerado nos países africanos na era pós-colonial, o que causou uma dependência econômica dos auxílios ocidentais em suas respectivas economias, não lhes permitindo um desenvolvimento econômico integral.
Portanto, afirmo que é necessário que o ocidente evite guerras desnecessárias e foque a sua prestação de auxílios a países de terceiro mundo estritamente ao desenvolvimento econômico destes, junto de, a longo termo, a cessação de políticas de governo de ação afirmativa que privilegiem certos tipos de imigrantes à população local. 
A inobservância destas cláusulas, sob a minha humilde análise, levará a graves problemas sociais nos centros de imigração, problemas cuja solução possa complexa e de longo termo, se não irreversível, no mínimo tornaram farão com que profecias pessimistas se concretizem.
Pirro
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One thought on “Pirro: O Problema da Imigração no Século XXI”

  1. E eu vejo que todos se misturam como panacas holocau$tizados e, do outro lado, não tem um único judeu ou judia casados com negros nem no Brasil, nem na Europa, nem nos Estados Unidos e nem no mundo inteiro!!!

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