Os Sobrenomes Brasileiros: Origem, Significados e Tradições (Parte III)

 

Essa série de artigos foi escrita para trazer ao conhecimento dos brasileiros em geral, um pouco das histórias familiares que os seus nomes carregam, mostrando a tradição e a profundida do tempo envolvida nesse processo. Além disso, desmistificar a ideia do judaísmos como fonte da genealogia brasileira ou a ideia de que somos pessoas desenraizadas.

Na verdade, oque podemos descobrir, constatando pela historicidade dos sobrenomes e apelidos mais comuns dos habitantes do Brasil atual, é que não se trata de querermos ser sujeitos que não cultuam as raízes de sua ancestralidade ou cultura pertencente, mas simplesmente não somos induzidos a conhecê-los ou termos qualquer orgulho disso. Pois ainda hoje, é comum que julguem-nos cosmopolitas ou até mesmo multiculturais, mas se examinarmos a fundo muitos aspectos da genealogia brasileiras, veremos intrincado em sua história e trajetória o nascer vindouro de uma cultura ibérica (em esmagadora maioria), que “finca seus pés” em solo americano e junto ao índio e o negro formam, dentre as diversas regiões incomunicáveis por séculos que compõe o vasto território nacional, nossas diferentes culturas luso-americanas e espano-americanas, das quais somos donos, mas muitas vezes não sabemos nada, por conta de um sistema feito para nos manter sem qualquer desses valores.
Para ver mais sobre a origem dos sobrenomes brasileiros, acesse aqui a primeira e a segunda parte do artigo
Iremos dar continuidade na ordem decrescente, ao estudo das origens, histórias e tradições dos sobrenomes das famílias mais comuns do Brasil. (…)
41. Campos
As cores básicas são completamente diferentes nos dois casos. Dessa forma, com estes sendo os verdadeiros escudos das famílias, podemos concluir que elas realmente não são a mesma.
Este foi um sobrenome utilizado inicialmente por portugueses e espanhóis. É classificado como sendo toponímico em razão de sua origem geográfica.
Sua real origem é na Espanha, onde surgiram os primeiros Campos que viram das terras da comarca de Campi Gotorum, (“Campos dos Godos”) em Palencia, Leão e Valladolid, que compreendia o que depois se chamou de “Terra de Campos” (e que hoje é parte da Espanha), passaram a Portugal no tempo de D. Fernando I(Séc. XIV).
O sobrenome Campos ou Campo eram dados a pessoas, famílias que trabalhavam nos campos. Isso parece meio óbvio, mas é importante que se confirme a real existência deste nome.
Outra curiosidade interessante é a separação das famílias. Ao chegar em Portugal, os sobrenomes Campos e Campo foram separados. A partir daí cada um passou a ter o seu próprio brasão.
Todos as duas variações (Campos e Campo) são encontrados no Brasil, embora Campos tenha mais popularidade entre os brasileiros.
Como já foi dito antes, em Portugal era muito comum que os judeus conversos a religião cristã católica mudassem seu nomes para nomes populares, afim de despistarem o Santo Ofício e evitar outras complicações legais, por isso, muitos deles adotaram o apelido (sobrenome), o que, também dito, não implica que todos os descendentes dos Campos tenham origem em famílias de fé judaica.
Isso ajuda a entender de forma mais abrangente (pelo fato de ter sido documentado, única e exclusivamente) um dos registros mais antigo no Brasil desse sobrenome: em março de 1669, o fazendeiro Manoel de Abreu Campos foi condenado à morte pelo “crime” de ser judeu (métodos de identificação que convenhamos eram bastante falhos).
Outro aspecto brasileiro na adoção de nomes está no fato de que muitos escravos da África adotavam os sobrenomes de seus senhores ou a quem prestavam serviço ao serem batizados ou quando recebiam alforria. Oque torna-se outra variante do nome.
Hoje no país, existem cerca de 602.019 pessoas com esse sobrenome.
42. Montenegro
As armas desta família em Portugal e na Itália são: De prata, com um monte de negro, de três cômoros. Timbre: O monte do escudo. As armas dos ramos espanhóis são: De prata, um M de negro. Do ramo de Astúrias: De verde, um M de prata coroado de ouro.

Sobrenome toponímico (referente a lugar) de origem galega, tendo um ramo passado séculos atrás a Portugal, posteriormente criou ramificações gerando descendentes de ambos os ramos também no Brasil.

Esta família possui entra as genealogias mais nobres, os descendes do rei Fruela I, das Astúrias, ilho do rei Afonso I das Astúrias, que viveu em Cangas de Onís entre 722 e 768 e foi rei das Astúrias entre 757 e 768, ano da sua morte.Esse nobre casou com Teresa Sanches e teve Tristão de M., que se recebeu com D. Maria Sarmento, filha de Garcia Fernandes Sarmento e de D. Teresa de Sotomaior. Deste casamento nasceu Lopo de M. que casou com Constança Lopes Cordilo, filha de Pedro Cão de Cordido, senhor de Travanca, de quem houve geração que seguiu o apelido de M. Na descendência deste se encontram muitas pessoas casadas em Portugal.

Entre suas ramificações no Brasil, se destacam Caetano Pinto de Miranda Montenegro (1748 – 1827), marquês de Vila Real da Praia Grande.  Magistrado e político luso-brasileiro, foi governador da Capitania de Pernambuco à época da Revolução Pernambucana, e foi o primeiro ministro da Justiça do Brasil.
Os seus ascendentes foram os fundadores da atual marca de água: Pedras Salgadas. Influente em Trás-os-Montes, a família Montenegro atravessou uma grave crise econômica, que a obrigou a vender o patrimônio que detinha em Pedras Salgadas. O atual representante deste título é Abel Joaquim Mourão da Silveira Montenegro, que manifestou a vontade para o seu filho (Luis Telles de Montenegro) e neto (Luis Augusto Montenegro Ledo) serem os próximos sucessores do título nobiliárquico. Em exclusivo para um jornal local, Abel Montenegro afirmou que “exige um comportamento adequado a ambos os sucessores, com pena de puderem vir a ser deserdados”.
Em Camaçari (município do estado da Bahia) a história da família Montenegro, que é considerada a mais tradicional da cidade, ligasse ao próprio desenvolvimento da cidade, fundada de 28 de setembro de 1758.
Também existe descendentes dos Montenegro na Itália. Seu ramo mais conhecido provém da antiga nobreza de Marchesi.
Atualmente no Brasil, cerca de 583.465 pessoas possuem esse sobrenome.
43. Castro
O brasão da família Castro é constituído de duas cores amarelo e azul. A base do brasão é constituída de amarelo com treze círculos azuis. Por cima é encontrado um animal, que aparentemente pode ser um leão ou dragão. Este foi um dos modelos mais populares encontrados com relação ao brasão da família castro. Apesar disso, podemos ver outros brasões de outras maneiras, mas sempre prevalecendo as cores azul e amarelo.
Sobrenome toponímico (referente a lugar) foi tanto por portugueses quanto espanhóis, pois ele deriva do latim Castrum, que significa castelo, fortaleza ou forte. Em uma forma mais arcaica, algumas pessoas já foram registrados como Crasto, que pode também ser uma variável para este sobrenome.
Mas sua forma atual nasceu  da vila de Castrojeriz.
Dom Rui Fernandes de Castro, um rico homem de el-rei D.Afonso VII, foi o primeiro a utilizar o sobrenome Castro oficialmente, que tomou da vila de Castro Xerez. Por esse fato se dá a sua origem geográfica. Daí sai uma das variantes, que é “Castroxerez” (“Castrojeriz” em castelhano). O que pode ser comum é encontrar “de Castro”. Fora isso, não há muitas variações do sobrenome.
Isso deu origem a uma das famílias mais nobres da Península Ibérica – e talvez uma das mais bem documentadas. Desde o século XIII, vários membros da família Castro foram casados com princesas de linhagens reais hispânicas, o que fez com que seu poder sociopolítico fosse equiparado ao dessas famílias, principalmente depois do século XIV.
Atualmente cerca de 568.392 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
44. Barros
Existem muitos brasões para essas famílias. Isso ocorre pelo simples fato de ele se tornar um nome popular e algumas famílias criarem a sua própria identidade, onde todos procuram representar o grupo familiar. Mesmo assim, vale ressaltar que eles possuem características muito semelhantes. As cores na maioria das vezes são vermelho, amarelo e branco. Ele é constituído de um escudo dividido com três listras brancas. Uma característica comum para todos é que sempre existe nove estrelas amarelas dentro do escudo.
Barros é um sobrenome toponímico referente a lugar) de origem portuguesa. No caso da família Barros, o surgimento deste sobrenome está ligado a casa ou lugar de habitação de um lavrador, que era conhecida por Barro. Ou é inspirado nas características da região onde foi criado – provavelmente um local com bastante lama, dado o significado dessa palavra espanhola.
Outras origens referem-se a que o sobrenome Barros poderia ser derivado de uma alcunha, sendo comparado ao sobrenome Barroso o que tem barros ou espinhas no rosto. Este apelido acabou sendo uma forma de reconhecer o sujeito e posteriormente foi passada aos seus descendentes.
Já outra variante diz que pode ter  surgido do sobrenome da família “Haro”, mas exatamente um dos senhores de Biscaia, daí atribuindo uma origem portuguesa e espanhola. Uma organização política espanhola que existiu até o século XVII.

 

Como já foi dito antes, em Portugal era muito comum que os judeus conversos a religião cristã católica mudassem seu nomes para nomes populares, afim de despistarem o Santo Ofício e evitar outras complicações legais, por isso, muitos deles adotaram o apelido (sobrenome), o que, também dito, não implica que todos os descendentes dos Barros tenham origem em famílias de fé judaica.

 

Outro aspecto brasileiro na adoção de nomes está no fato de que muitos escravos da África adotavam os sobrenomes de seus senhores ou a quem prestavam serviço ao serem batizados ou quando recebiam alforria. Oque torna-se outra variante do nome.
Atualmente no Brasil, esse sobrenome, estimasse que conta entre o 49º mais popular existente.
Atualmente cerca de 563.558 de brasileiros(as) têm esse sobrenome.
45. Moura
O sobrenome Moura significa muralha, muro ou parede na língua portuguesa. Mas seu sobrenome tem várias origens.
Ele faz referencia, em Portugal, a localidade de Moura (toponímico).  Dessa localidade, saiu a história da adoção do apelido (sobrenome) por parte de uma nobre família dos primórdios da formação da nacionalidade de Portugal e a Reconquista dos territórios (Portugal se tornaria independente em 1185).
Na península Ibérica dos anos 711 a 718, os Visigodos expulsaram os Vândalos para a África. E os Visigodos foram por sua vez conquistados pelos Mouros. Os Mouros no século VIII dominaram os Visigodos e se estabeleceram-se em Portugal. No ano de 1107, no Reinado do Rei D. Afonso Henriques, Tudo indica que perdeu para os Mouros a Vila de Moura no Alentejo.
D. Pedro Rodrigues que com seu irmão D. Álvaro Rodrigues tomou o Castelo de Moura aos sarracenos no ano de 1166. Teve D. Pedro vários filhos e entre eles D. Martim Rodrigues, Cavaleiro e Mestra da Ordem de Calatrava, parecendo que teria sido casado antes de ter voto, porquanto seus dois filhos, D. Pedro Martins e D. Álvaro Martins, que também foram Cavaleiros da mesma Ordem, não tiveram dispensa para entrar nela, prova de não haverem sido bastardos.
Então, vemos que esse sobrenome é de origem puramente portuguesa, fazendo referência à cidade de Moura, atualmente pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo. A palavra em si traz origens relacionadas aos mouros, antigos habitantes árabes do norte da África. De fato, não é possível remontar a genealogia dessa família em bases documentais anteriores ao século XV.
De D. Martim Rodrigues, Mestre da Ordem de Calatrava, nasceu Vasco Martins Serrão, assim chamado por ser Senhor do lugar de Serrão na serra de Gerês, fidalgo principal do seu tempo, que andou na conquista do reino, senhor da vila de Moura por mercê da Rainha D. Beatriz, em 1253 mulher de D. Afonso III, em pagamento de seus serviços. Por ser também Senhor da Vila de Moura, passou a usar este apelido que transmitiu a seus descendentes. Estes possuíram grandes Morgados, como os de Corte Serrão e Quarteira, e tiveram vários títulos como Marqueses de castelo Rodrigo, dos Moura Corte-real, Condes de Azambuja, concedido em 1763 a D.Antônio Rolim de Moura, 19º Senhor das Vilas de Azambuja e Montargil, Condes de Vale de Reis, dos Mendonça Rolim de Moura Barreto, mais tarde Marqueses e Duques de Loulé, distinguindo-se ainda outros ilustres ramos como os dos Moura Coutinho, Moura Borges,etc.
Outras fontes citam o latim “Maurus”, habitante do norte da África, chamada de Mauritânia pelos romanos; por extensão, indicava também o cidadão de pele morena; escura, “pardo como um mouro”. Com a conquista do norte da África pelos muçulmanos no século VII em diante, maurus passou a indicar também sarraceno, árabe, mouro e em decorrência, maurus (moro) passa a indicar também indivíduo sem fé, infiel, incrédulo, pagão, apóstata. Um desses significados motivou o surgimento do sobrenome Moro, embora pareça mais provável que prevaleça o apelativo conferido a alguém por sua tez, barba ou cabelos morenos.
Registros orais também contam que o sobrenome foi adotado por cristãos-novos perseguidos e condenados pela Inquisição. Como já foi dito antes, em Portugal era muito comum que os judeus conversos a religião cristã católica mudassem seu nomes para nomes populares, afim de despistarem o Santo Ofício e evitar outras complicações legais, por isso, muitos deles adotaram o apelido (sobrenome), o que, também dito, não implica que todos os descendentes dos Moura tenham origem em famílias de fé judaica. Mas para abrir outra linha de investigação, existem vertentes que dizem que o sobrenome Moura vem de “Mor”, do latim Morus nigra, uma árvore do Oriente Médio, um tipo de amoreira.
Uma pesquisa feita pelo jornalista Roberto Hilas de Moura, em Dezembro de 1999, fala de um tal Bastião De Moura, navegador português da virada do século XV para o XVI, em cujo navio, ele fugiu da Inquisição com a família, indo para Honfleur, França, porto da Normandia. Bastião foi o comandante do Espoir (afrancesamento de Esperança) d’Honfleur, o primeiro navio sob bandeira francesa a chegar à Índia, em 1505.
O pai dele, João De Moura, foi também navegador português de meados do século XV que participou do contorno da África e chegada as Índias (atual Índia).
Esses Mor, eram portugueses desde o século XII, pois lutaram no exército que criou Portugal no século XIII e, por isso, ganharam uma cidade como prêmio do primeiro rei de Portugal. Entretanto, não eram cristãos mas sim judeus de uma família de navegadores do Mediterrâneo, de desde os tempos do Império Romano, que se espalhou por toda a Europa Ocidental (Holanda, Inglaterra, França, Portugal, Espanha, etc.), trabalhando também com o cultivo de propriedades de terra. Ele relata que tal família provinha desde antes mesmo dos romanos, estando presente entre as tribos de Judá, mas tal pesquisa não tem precedente (pelo menos não foi encontrado por nós a não ser em seu próprio site, sem dados).
Atualmente cerca de 544.924 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
46. Miranda
Sobrenome de origem portuguesa (toponímico – referente a lugar) e espanhola, provém do latim Miranda, que significa admirar, coisa digna de admiração. Ou um derivado da palavra “mirar”, aplicada a um lugar com bela vista, mas que no espanhol também significa “olhar”.
Sua origem geográfica se deu pelo fato dos membros desta família terem tomado o nome da cidade de Miranda, na Portugal medieval onde tiveram a alcaidaria-mor.
Na origem espanhola, conta a história de um cavaleiro da casa de Ponce de Leon povoou em Astúrias e deu origem a linhagem Miranda, sendo Albar Diaz de Miranda o primeiro a utilizar o nome.
Miranda, em alguns países, também é utilizado como primeiro nome. Muitas pessoas já foram batizadas com o que para alguns, é sobrenome. Suas variantes do sobrenome podem ser Mirandes, Miralta e Miralda, pois todos esses sobrenomes compartilham linhagem, história e brasão. Pode ser que elas existam em traduções do próprio, mas por se tratar de um nome bem específico, derivado de outras palavras, é difícil encontrar uma variante diferente.
Foi também usado por judeus na Espanha, Portugal e Brasil. Como já foi dito antes, em Portugal era muito comum que os judeus conversos a religião cristã católica mudassem seu nomes para nomes populares, afim de despistarem o Santo Ofício e evitar outras complicações legais, por isso, muitos deles adotaram o apelido (sobrenome), o que, também dito, não implica que todos os descendentes dos Miranda tenham origem em famílias de fé judaica.
Atualmente é o 50º sobrenome mais comum, e cerca de 529.486 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
47. Garcia
O brasão encontrado para a família Garcia de Portugal é feito de prata, com três leopardos de vermelho, armados e lampassados de azul, um sobre outro. Este é um dos modelos encontrados que , ao que parece, é o mais original desta família. No último da direita, são as armas de Garcia de Gondim, geralmente usadas por famílias Garcia.
Este é um sobrenome português de provável origem ibérica. A forma Garcias dá a ideia de que este seja um patronímico, ou seja, derivado de um nome próprio, assim como Garcez. Esta é só uma das origens deste sobrenome, que teve outra maneira de ser constituído.
Alguns historiadores afirmam que este vem do basco “Harsea” (o urso). O que acontece é que provavelmente ele tenha vindo também de “gartzea” (o jovem). Por isso, há uma certa confusão entre os historiadores sobre a verdadeira origem dos Garcia. Mais provavelmente, ele também seria provindo do latino-romano Garcia, atualmente em desuso.
É possível que todas as origens apresentadas sejam verdadeiras. Desse modo, estas são famílias independentes que possuem o mesmo sobrenome, mas não o mesmo sangue.
Na Espanha, este sobrenome é bastante popular. Há uma estimativa de que 5% dos espanhóis sejam descendentes dos Garcia, sendo o mais comum do país, na frente de Guatemala e México, onde é o 2º mais comum.
García é o apelido (sobrenome) mais comum na maioria das províncias espanholas
Em documentos antigos foram encontrados registros das variantes Garsia, Garsea e Garcea.  Garcez, Garce, Garcey, Garseso, Garcés, Garsía, Garcíaz, Carcía também são outras formas. Mesmo assim, a mais utilizada, popular nos dias de hoje é Garcia ou García.
Atualmente cerca de 516.591 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
48. Duarte
Um dos brasões encontrados para a família Duarte é feito de um escudo partido em quatro. A primeira e a quarta parte possuem um grifo de ouro, enquanto a segunda e terceira são feitas de xadrez em vermelho e ouro. Por cima destas quatro partes se vê um novo escudo de prata com uma rosa vermelha.
Este é um sobrenome que ganhou a sua forma em Portugal, embora as suas palavras de origens não tenham surgido por lá. Ele é classificado como um patronímico, uma vez que deriva do nome próprio do fundador deste tronco familiar, “Eduarte”, ou seja, “Filho de Eduarte”.
O nome Duarte é uma modificação da forma antiga, mais arcaica: Eduarte. Este pode vir tanto do francês Edouart, quando do Inglês Edward. Como nome próprio ele era mais utilizado como uma variação de Eduardo, nome este bastante popular no Brasil. Assim os filhos do Sr. Eduarte passaram a serem conhecidos apenas como “(primeiro nome) Duarte” – e assim se propagou ao longo dos tempos.
Esse nome que deu origem ao sobrenome (Edward, Edouart, Eduardo) tem o significado de guardião. Dom Duarte, conhecido por “o Eloquente”, além de fazer uso desse nome ajudou a torná-lo famoso, após chegar ao trono de Portugal, em 1433.
O termo, por sua vez, chegou ao Brasil como Eduardo e também se espalhou por todo território espanhol e português do além mar, constituindo até mesmo o nome de localidades como o município norte-americano de Duarte, no estado da Califórnia e a província de Duarte na República Dominicana.
Atualmente, cerca de 498.879 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
49. Medeiros
O Brasão dos Medeiros é constituído por duas cores: vermelho e amarelo. O escudo é todo vermelho com o desenho de cinco águias amarelas, duas na parte superior, uma no centro e duas embaixo. No timbre há uma águia estendida.
O sobrenome Medeiros ainda não tem uma origem comprovada. Por isso o que podemos fornecer são apenas suposições feitas por genealogistas sobre seu surgimento. Medeiros tem origem toponímica e raiz portuguesa.
Segundo os relatos ele provem de um local chamado Medeiros. Sendo assim, as pessoas que residiram nesse local foram apelidadas “de Medeiros” como uma forma de serem reconhecidas dentro e fora do povoado. Com o passar do tempo, Medeiros foi reconhecido como sobrenome e passado aos descendentes do povoado. Medeiros seria, portanto, um local com muitas medas, uma espécie de estábulo.
Outro relato, nesse contexto histórico, seria que o sobrenome pode ser uma derivação de Meda, cujo significado é empilhado ou amontoado. Subentende-se que o patriarca dessa família praticava o oficio de empilhador ou vivia perto de algo que faz alusão a objetos/alimentos empilhados.
Levando em consideração a última informação de sua suposta origem, Martim Sanches das Medas foi um dos possíveis fundadores desse sobrenome. Ele participou da batalha do Porto no ano de 1245. Anos mais tarde, o primeiro a ser registrado com o sobrenome Medeiros foi Rui Gonçalves de Medeiros.
Os descendentes da Família Medeiros no Brasil têm suas origens ligadas aos Medeiros que viveram em Portugal e das ilhas entre elas, Madeira e Açores.
Segundo registros brasileiros, os Medeiros da cidade de Passos, Minas Gerais, tem sua origem a partir do Capitão Antônio Ferreira de Medeiros, que morava na Ilha de Faial nos Açores.
Embora tenha se espalhado por vários lugares, ele permaneceu como é disseminado hoje em dia, não possui variantes conhecidas.
Atualmente, cerca de 489.800 brasileiros(as) têm esse sobrenome.
50. Cavalcante
O Brasão da Família Cavalcante no Brasil é representado por um escudo todo detalhado. Nesse escudo são encontradas as cores vermelha, azul e prata. Na parte azul há o desenho de duas flores-de-lis e um leão rampante no meio representados pela cor prata. Na parte vermelha há o desenho de várias flores.
O sobrenome Cavalcante tem origem italiana, sendo derivado de uma atividade praticada por seu patriarca. Nesse caso, o ato de cavalgar que provem do latim medieval “caballicare”. De acordo com os estudos feitos por genealogistas os fundadores desse sobrenome eram nobres burgueses da província de Florença. Ou seja, esse apelido de família tem suas origens na idade meso-medieval no Sacro-Império.
Esse sobrenome varia na escrita, podendo ser escrito com “i” no final. No Brasil, Cavalcanti é a variação mais encontrada. A grafia Cavalcante, também comum, é uma tentativa de aportuguesamento.
Os Cavalcante foram perseguidos durante século XIII por uma crise ocasionada pela guerra dos guelfos contra os gibelinos. Os guelfos ganharam e se dividiram em guelfos brancos e guelfos pretos. A Família Cavalcanti apoiou os guelfos brancos e por isso foram perseguidos. Somente na época em que Médici exerceu poder sobre Florença, essa família conseguiu de volta seus poderes e bens.
Armas dos Cavalcanti de Florença, armas em vermelho e prata, como as do ramo Brasileiro da família. Milhares de turistas brasileiros que visitam Florença para conhecer sua famosa catedral ou admirar as obras da Renascença na Galeria Uffizi não costumam prestar atenção na placa de rua da Via Porta Rossa, uma pequena travessa da Via dei Calzaiuoli – essa, sim, conhecida, por causa de suas lojas, como a mais animada da cidade. Logo abaixo da placa de mármore da Via Porta Rossa, há outra menor, indicando que a rua já foi chamada de Via Cavalcanti, nome de uma tradicional família florentina cujos antepassados enriqueceram com o comércio e, entre os séculos XI e XVI, ocuparam postos importantes na cidade. Dentre os Cavalcantis de Florença, o que ficou mais conhecido foi o poeta Guido Cavalcanti, amigo de Dante Alighieri, que não apenas lhe dedicou um soneto como também citou a família na Divina Comédia (ainda que tenha colocado os Cavalcantis no inferno, assim como a maioria das famílias ricas de Florença). 
Florença era conhecida por ter um comércio de importação muito conhecido da época. Os comerciantes importavam produtos caros e desejados por todas as pessoas daquela época. Nesse contexto, iremos destacar Giovanni Cavalcanti, um importante comerciante e pai de Filippo Cavalcanti que veio para a América Portuguesa (Brasil).
Ele recebeu em 1560 uma doação de sesmarias e montou um dos primeiros engenhos açucareiros na região da Capitania de Pernambuco.
Muitos se questionam quanto à razão que teria levado Fillipo Cavalcanti, filho de um grande negociante florentino, a abandonar o céu da Toscana para abrigar-se no Brasil. Há teorias que afirmam que o momento político em Florença não era dos melhores para a família Cavalcanti, dada a tentativa de assassinato de mais um dos Medicis, o grão-duque Cosimo I, pela família Pazzi, com participação de um dos parentes de Fillipo, Bartolomeu Cavalcanti. Assim, considerando esta situação, para evitar perseguições e também considerando o crescimento do Novo Mundo com o negócio do açúcar, Fillipo resolveu migrar para a colônia portuguesa em alta, o Brasil, mais especificamente a sua então província mais rica: Pernambuco.
Já na América, casou-se com Dona Catarina de Albuquerque, neta de Lopo de Albuquerque e filha de Jerónimo de Albuquerque com a nativa americana do tronco tupi batizada em português como Maria do Espírito Santo Arcoverde.
O casal teve onze filhos, que geraram numerosa descendência hoje espalhada por todo o Brasil, especialmente no Nordeste. O sobrenome também foi adotado por agregados, cativos e afilhados, conforme costume da época, sem haver parentesco de sangue. Assim, nem todos os Cavalcantis do Brasil descendem de Filippo Cavalcanti.
Seus descendentes seguiram a tradição de senhores de engenho e somente séculos depois um dos sucessores ocupou um cargo no Império.
Um dos descendentes da família de Filippo foi Cavalcanti de Albuquerque. Ele teve sua vida ligada a política, sendo governador de Pernambuco mais de uma vez. Cavalcanti ocupou outros cargos importantes e recebeu o título de Visconde.
51. Araújo
O brasão da família Araújo é constituído de prata, com aspa de azul carregada com cinco besantes de ouro, também postos em aspa. Em seu timbre encontra-se meio mouro, sem braços, vestido de azul e fotado de ouro ou a mesma aspa utilizada no escudo.
Este é um sobrenome bastante utilizado em Portugal e na Espanha, embora sua origem seja inicialmente espanhola, que surgiu através do Castelo de Araúja, localizado próximo ao rio Minho (origem topográfica) na Galícia. Por sua vez, Araújo é derivado de Araúja, uma árvore.
Outros atribuem ser formado pelo antigo falar do português do Norte e pelo galego se escrevendo “Arujo” ou “Araúxo”.
Rodrigo Anes de Araújo era senhor do Castelo de Araújo e foi o primeiro a adotar este sobrenome. Seus descendentes espalharam o sobrenome pela Espanha, estendendo-se a Portugal primeiramente através de seu neto Pedro Pais de Araúja, alferes-mor do reino de leão e depois do reino de Portugal em torno de 1375.
Rodrigo Anes, mais conhecido como Rodrigo Anes de Araújo,era descendente de membros das famílias reais do Reino de França e o reino dos Burgúndios através de um nobre cavaleiro chamado Jean Tiranoth. Jean Tiranoth com grande número de cavaleiros franceses e burgúndios participaram da Reconquista da Península Ibérica do controle mouro pelo que, por recompensa, foram doadas porções da terra reconquistada.
Jean Tiranoth era contemporâneo de Afonso Henriques o primeiro Rei de Portugal testemunhou a separação do Condado Portucalense do Reino da Galiza em 1139.
Rodrigo Aires de Araújo casou com D.Maior Álvarea de Aza, sua parenta, filha de D.Rodrigo Álvares de Aza e de sua mulher, D.Maria Pires de Ambia, casamento que Manso de Lima considera improvável. Deste Rodrigo Anes descenderam os Araújos de Galiza, onde foram senhores de muitos lugares, Vasco Rodrigues de Araújo e de sua mulher, o qual era neto do primeiro Rodrigo Anes, passaram a Portugal, cujos reis serviram e foram progenitores das famílias destes apelidos existentes no Minho ou desta província derivadas.
O Araújo tem o seu gênero masculino, principalmente por se referir, ao longo da história, frequentemente ao homem. Inicialmente Araúja, trocou-se a última letra por O justamente pelo mesmo motivo. Suas variantes são bastante arcaicas, uma vez que elas foram a origem do sobrenome atualmente conhecido. Elas são: Araúja e Arujo.
Atualmente, cerca de 49.024 brasileiros (as) possuem esse nome somente em São Paulo.
52. Aragão
O Brasão da família Aragão é dourado, com quatro faixas vermelhas posicionadas na vertical. Acima, podemos vislumbrar o capacete de um cavaleiro medieval na cor prata. O timbre do brasão, que fica posicionado sobre a cabeça do cavaleiro é um touro vermelho com um sino de ouro preso por uma fita. Através da imagem do brasão, podemos deduzir que provavelmente a origem mais correta do sobrenome Aragão seja a portuguesa, pois o escudo presente no brasão possui as cores e a forma idêntica às armas da Casa Real de Aragão.
Aragão é de origem toponímica (referente a lugar), e denominava que vem dos rios Aragão Subordan e Aragão, ambos situados nos Pirineus, localizados no norte da Espanha.
Nos dias atuais, o sobrenome Aragão não possui mais tanta força em seu país oriundo, tendo apenas registro de apenas 46 famílias.
No entanto, há quem diga que a origem do sobrenome Aragão é portuguesa, vinda da Casa Real de Aragão, através de D. Pedro de Aragão, filho ilegítimo do Rei Pedro III de Aragão.
Atualmente, em Portugal há 1.071 famílias portando este sobrenome, e assim como muitos sobrenomes, o nome Aragão ganhou muita força e popularidade no Brasil. Aqui, há 47.015 famílias que carregam este sobrenome. É importante dizer que o Brasil ocupa o ranking de primeiro lugar no mundo com o maior número de registros de indivíduos com este sobrenome. Em segundo lugar está a Angola, com 4.802 famílias. Já Portugal, está em terceiro lugar e Espanha ocupa o sétimo lugar.
O Reino de Aragão, junto com o Condado de Barcelona (Catalunha) formava a Coroa de Aragão no século XII, ainda que permanecesse totalmente independente conservando todas as suas instituições, foros e direitos até à Guerra da Sucessão Espanhola no século XVIII.
Com o casamento do conde Raimundo Berengário IV (do Condado de Barcelona) com Petronila de Aragão (do Reino de Aragão) formou-se a Coroa de Aragão. A expansão da Coroa de Aragão iniciou-se com a conquista das cidades de Lérida, Tortosa, Reino de Maiorca (nas ilhas baleares), Reino de Valência (que permaneceu com corte própria), Reino da Sicília, Minorca (nas Ilhas Baleares), Reino da Sardenha.
Até às primeiras décadas do século XIV, a coroa teve o seu apogeu, que que começou a mudar com o surgimento de catástrofes naturais, crises demográficas, recessão da economia catalã, o surgimento de tensões sociais e a crise de sucessão (o Rei Martin I não deixou sucessor nomeado). Em 1443, após a conquista do Reino de Nápoles a crise agravou-se. Em 1469, o Rei Fernando II de Aragão casou-se com Isabel I de Castela, o que conduziu a uma união dos dois reinos e à formação de uma monarquia espanhola.
Desde 1978, Aragão é uma comunidade autônoma espanhola, composta pelas províncias de Huesca, Teruel e Saragoça.
53. (de) Jesus
O sobrenome (de) Jesus, “Jesuz” surgiu na Espanha e de lá chegou a Portugal e ao Brasil, ele é uma referência a Jesus de Nazaré, o Messias de acordo com o cristianismo. O nome Jesus vem do aramaico. Era comum na Idade Média as pessoas usarem alcunhas relacionadas a figuras religiosas por causa da crença que seriam beneficiados ou receberiam alguma graça por levar um nome que lhes atestasse serem fiéis a cristandade.
Nome de invocação religiosa muito utilizado no nosso país que, com especial incidência a partir da segunda metade do século XIX, começou a ser adotado como sobrenome, prática que foi seguida por um número sem conta de famílias diferentes, daí resultando existir em grande número famílias que o usa sem que nenhuma relação de parentesco exista entre elas.
Maria J., natural de Granada, solteira, filha de Alonso e María de Cáceres, empreendeu viagem ao Novo Reino de Granada em 13 janeiro de 1579 a partir do porto de Sevilha, como indicado no Arquivo Geral das Índias. Por referências aos historiadores contemporâneos e outros apurados por araldistas nos arquivos de registro da cidades e outros privados, poderíamos dizer, mas não garantir que este escudo ou outro semelhante a ele inicialmente aparecia antes do século XI à XIV, particularmente em a batalha de Uclés, final do século XI, onde foi morto o bebê D. Sancho filho de Afonso I de Aragão VI, rei de Castela e Leão e Doña Zaida, filha de Motamid Sevilha. Referências nesta família parecem ser especificadas com mais frequência a partir do século XV ao XIX especialmente eventos de San Quintin, em 27 de Agosto, 1557, onde no final do assalto da cidade, também dizia-se que alguns “Jesus” moravam nela. Foi a família que levou o almirante Coligny, heroico defensor da cidade, prisioneiro. Tudo isso parece coincidir com a memória familiar de alguns dos membros do ramo da família de Jesus.54. Bezerra

 

O brasão encontrado para a família Bezerra é bem simples e óbvio, levando em conta sua origem. Ele é constituído de um escudo verde com duas bezerras de ouro, uma sobre a outra.

Este é um sobrenome espanhol vindo de “Becerra”. Ele vem da alcunha (apelido) primitiva do feminino de Becerro (Bezerro). Este sobrenome já se encontra mencionado no Nobiliário do Conde D. Pedro. Acham-se Bezerras em tempo de el-rei D. Sancho II.

Esta é uma família originária do Reino da Galícia (Galiza). Ela já existia no século XII. Sua chegada a Portugal foi através de D. Afonso de Melo Bezerra. Este era um fiel escudeiro da rainha Izabel. Pelos serviços prestados a corte, foi lhe concedido pela realeza, o brasão oficial das armas.

No Brasil os Bezerra se instalaram inicialmente em Pernambuco, depois no Ceará, Piauí e os outros Estados. Suas ramificações acabaram por criar diversas outras famílias, como: Bezerra de Melo, Bezerra de Meneses, Bezerra Lages, Bezerra da Cunha, etc.

O apelido dado ao primeiro Bezerra pode ter se referido ao fato de que o mesmo gostava muito de leite ou cuidava de criações do animal. Dessa forma, ele seria associado a um bezerro. Posteriormente, foram surgindo os filhos de Bezerra, que acabaram por adotar este como sobrenome.

55. Dantas

 

O brasão das armas oficial da família Dantas é feito de um escudo vermelho com seis losangos prateados colocados em cruz, quatro em pala e três em faixa. De cada lado do escudo tem-se um leão dourado, em duas patas segurando uma espada que passa entre os braços da cruz.

O sobrenome Dantas é português e de origem toponímica (referente a lugar). Ele foi dado através da região de Antas em Portugal. Inicialmente, o sobrenome era Antas ou de Antas. Passado o tempo, a família foi se ramificando e o sobrenome evoluiu para Dantas (D’Antas). Mesmo um sobrenome sendo a evolução do outro, dos dois possuem características diferentes na família, como o modelo de brasão, que é parecido, mas não igual.

Isso se comprova pelo que os sobrenomes toponímicos têm, em grande parte das vezes, o prefixo “de”, que significa que a família veio de algum lugar, que são provenientes de alguma região. No caso dos Dantas este prefixo se juntou ao que antes era a região de Antas, dando assim um novo rumo a família.

No Brasil a família Dantas tem tradição na região Seridó do Rio Grande do Norte. Por lá fundaram a cidade de Carnaúba dos Dantas. Os Dantas ainda possuem alguns representantes da família original nas regiões sul e sudeste do país.

56. (das) Neves

 

O brasão da família Neves é constituído por quatro cores: azul, amarelo, vermelho e prata. Existem duas onças banhadas em ouro (amarelo) dentro de um quadrado vermelho com o fundo azul. Em cima do quadrado tem uma armadura, geralmente usada por guerreiros e cavaleiros para proteção pessoal em batalhas que está na cor prata. A sua volta, envolvendo todo o centro do escudo, tem-se uma borda azul e amarela.

O sobrenome Neves é originário em Portugal. A palavra vem do latim e significa sinais na pele. Ele é um sobrenome de origem cristã.

Há registros de que a origem religiosa do sobrenome Neves está relacionada a Nossa senhora das Neves. O sobrenome seria uma forma dos antepassados desta família homenagearem a santa que era conhecida também por Santa Maria Maior. Além disso, sobrenomes de conotação religiosa eram utilizados também para que as famílias se firmassem como bons cristãos perante a sociedade.

A construção de uma capela em devoção a Nossa Senhora das Neves foi o que acabou dando origem ao sobrenome Neves. A construção da igreja também deu origem ao nome de uma aldeia. Ela está localizada no atual noroeste de Portugal e hoje tem nome de Souto das Neves.

Curiosamente a capela que serviu de inspiração para a origem do sobrenome Neves foi construída por um Brasileiro, João Pires Ramalho, que era um imigrante no País. João Ramalho era um homem religioso e construiu a capela de Nossa senhora das Neves como prova da sua Fé. Ele regressou ao Brasil anos depois com muito dinheiro, mas enfermo. Ele tinha uma grave doença na garganta.

57. Correia/Corrêa/Correa

 

 

Existem dois brasões pertencentes à família Corrêa, mais especificamente a sua variante, família Correia. O primeiro encontrado tem um escudo de outro com faixas vermelhas cruzando. Em seu timbre podemos ver dois braços que saem do escudo e mostram as mãos atadas por uma correia vermelha.

Este é um sobrenome que aparentemente possui duas origens em dois diferentes países. Embora estes sejam países bem próximos, não é certo afirmar que ele surgiu somente em um e se dissipou pelo outro.

Como origem portuguesa, ele é classificado como um toponímico, ou seja, de origem geográfica. Este indica um lugar onde há muitas corriolas, corrijolas e correias (espécies de plantas), semelhantes em seus filamentos às correias ou tiras de couro.

Em um documento latim do século XIII figura como alcunha (apelido) de Dominicus Menendi, clericus, dictus Corrigia. No Brasão dos Correias há 6 correias, originadas, é claro, do nome. A família Correia de Portugal procede de Paulo Ramiro, rico homem que passou ao reino com o Conde D. Henrique.

Sua origem espanhola traz este como um sobrenome que tratava da atividade feita por pessoas que fabricavam e vendiam correias de couro. Esta é também uma possível origem válida para este sobrenome.

Histórias também contam que ouve um sujeito que, em certas condições em sua vida, foi obrigado a comer correias de couro, de sua armadura e dos arreios do cavalo, por que passava fome. Esta é uma lenda de D. Soeiro Pais Correia.

58. Guimarães

 

O brasão da Família Guimarães é constituído por três cores: branco, vermelho e azul. As cores brancas e azuis são o esmalte do escudo e no centro há figura de um leão azul. O leão representa bravura, domínio e guerra. Já a cor azul representa a nobreza e soberania. A cor vermelha representa os guerreiros e o sucesso da guerra.
Guimarães é de origem toponímica. Segundo historiadores ele tem origem Germânica. A palavra primitiva que deu origem a esse nome é wigmar e seu significado é cavalo de guerra. Posteriormente formou-se o nome Vimara e depois originou Wimaranis (terra de cavalo de batalha), que acabou sendo o nome de uma vila.
Acredita-se que os primeiros conquistadores tenham surgiram do norte de Portugal, por isso ficaram conhecidos como Vimaranis e mais tarde como conquistadores.
Nesse local houve a construção da cidade de Guimarães por volta do século V. O mosteiro foi o primeiro a ser construído e em seguida o castelo. Sendo assim, as pessoas fixaram-se ao seu redor e formaram povoados, vilas que deram origem a cidade.
Segundo historiadores, ocorreram muitas peregrinações para esse Mosteiro Real. Ele recebia inúmeras doações de nobres e reis da época. Nesse contexto, Guimarães tornou-se uma cidade importante e virou a capital do condado, sendo imposto por D. Henrique. e D. Afonso, filho de D. Henrique, que nasceram nessa cidade. Vale ressaltar que este foi o fundador do Reino de Portugal.
Com a formação da cidade de Guimarães, o Mosteiro Real e a elevação da cidade a capital do condado, pessoas que moravam nesse local aderiram o sobrenome para serem identificadas como cidadãos desta cidade. Assim, surgiu o sobrenome Guimarães.
59. Lopes
Um escudo partido em quatro, com a primeira e a quarta parte de azul com uma estrela de ouro com oito pontas. A segunda e terceira parte de vermelho, com uma flor-de-lis de prata. Nas bordas de vermelho se encontra oito aspas de ouro. No timbre, a mesma aspa do escudo.
Este sobrenome surgiu em Portugal e é considerado como patronímico, uma vez que sua origem vem de um nome próprio, nome esse que provavelmente é do fundador da família.
A palavra Lopes pode ser derivada do nome Lopo, que de forma arcaica é derivada do latim Lupus, que significa lobo. Existem alguns registros que afirmam que Lopes significa filho de lobo, o que faz todo sentido de acordo com o contexto.
O cavaleiro João Lopes recebeu armas (Brasão) de D. Afonso V em 1466, pelos seus serviços prestados ao reino na expansão no norte da África. Esta é uma das diversas origens que pode ter o sobrenome Lopes, uma vez que, por ser um patronímico, é possível encontrar outras origens em diferentes reinos da península Ibérica com brasões diferentes.
Este também foi um nome muito popular na Grécia, Itália, Espanha e Portugal. Ele se espalhou com facilidade pela Europa devido às pequenas proporções do continente.
60. (de) Paula/Paulo
O nome Paula é a forma feminina do nome Paulo, do latim Paulus, que significa pequeno. Além da origem batismal, algumas famílias surgiram de forma toponímica, ou seja, na referência a locais com o nome Paula.
O sobrenome surgiu na referência a São Paulo, São Francisco de Paula ou Santa Paula Romana, pois os nascidos nos dias destes santos eram batizados com seu nome na crença de que conseguiriam a proteção dos santos, especialmente no dia de São Francisco de Paula, celebrado em dois de abril, este nasceu na cidade de Paula, na Calábria, foi o fundador da Ordem dos Mínimos e serviu a coroa francesa.
Fontes de Pesquisa
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