Os Sobrenomes Brasileiros: Origem, Significados e Tradições (Parte II)

Essa série de artigos foi escrita para trazer ao conhecimento dos brasileiros em geral, um pouco das histórias familiares que os seus nomes carregam, mostrando a tradição e a profundida do tempo envolvida nesse processo. Além disso, desmistificar a ideia do judaísmos como fonte da genealogia brasileira ou a ideia de que somos pessoas desenraizadas.
Na verdade, o que podemos descobrir, constatando pela historicidade dos sobrenomes e apelidos mais comuns dos habitantes do Brasil atual, é que não se trata de querermos ser sujeitos que não cultuam as raízes de sua ancestralidade ou cultura pertencente, mas simplesmente não somos induzidos a conhecê-los ou termos qualquer orgulho disso. Pois ainda hoje, é comum que julguem-nos cosmopolitas ou até mesmo multiculturais, mas se examinarmos a fundo muitos aspectos da genealogia brasileiras, veremos intrincado em sua história e trajetória o nascer vindouro de uma cultura ibérica (em esmagadora maioria), que “finca seus pés” em solo americano e junto ao índio e o negro formam, dentre as diversas regiões incomunicáveis por séculos que compõe o vasto território nacional, nossas diferentes culturas luso-americanas e espano-americanas, das quais somos donos, mas muitas vezes não sabemos nada, por conta de um sistema feito para nos manter sem qualquer desses valores.
Para ver mais sobre a origem dos sobrenomes, acesse aqui a primeira parte do artigo 
Iremos dar continuidade na ordem decrescente, ao estudo das origens, histórias e tradições dos sobrenomes das famílias mais comuns do Brasil. No artigo anterior, vimos os vinte maiores. Hoje veremos mais vinte.
21. Rocha
Este é um dos pontos mais fortes em relação aos outros sobrenomes. O brasão da família Rocha é bem fácil de ser reconhecido. Ele é constituído por uma armadura no topo e o que parece ser faixas com medalhas em seu corpo principal. Isso de certa forma remete ao fato de ser um sobrenome de guerreiros, pessoas firmes, bem como uma rocha.
Este sobrenome português é classificado como um toponímico, (origem geográfica), por se tratar de um elemento da natureza, que são as rochas. Significado “pedra grande e dura”, deve inicialmente ter sido utilizado como uma alcunha que valorizava alguma característica de um indivíduo, transmitindo posteriormente a designação aos seus descendentes ou simplesmente referindo-se a uma característica do local de onde era provindo.
Acredita-se também que ele possa ter sua origem na França através de um registro de 1220 a respeito de um francês que residia em Portugal seu sobrenome era de “Rochela” que é o diminutivo do francês “Roche” (rocha).
Na Espanha encontrou-se o registro de um cidadão de sobrenome Rojas, em documentação mais antiga datada de 1126 se acha o registro de Arnaldo da Rocha, companheiro do mestre do templo D. Galdim Paes.
alguns dos sobrenomes alternativos são Roche, Rochela, Rojas. Essas não são variantes não muito encontradas no Brasil, Portugal e Espanha.
Rojas, mais popular na Espanha e alguns outros países que falam a língua espanhola, deve-se ao fato da imigração de europeus para países da américa. Desse modo, acaba sendo possível encontrar Rojas também nos Estados Unidos. Tudo por uma questão de imigração e criação de novas gerações em diferentes países.
No Brasil é possível encontrar “da Rocha” uma variante que ocorre para que o nome fique sonoramente e visualmente mais adequado.
Segundo o censo do IBGE de 2010, cerca de 1.034.057 de brasileiros possuem esse sobrenomes.
22. Dias
O brasão das armas da família Dias foi concedido primeiro em 4/3/1752 a Manuel Passos Dias, Cavaleiro da Ordem de Cristo. Depois disso outras famílias com cavaleiros com grandes feitos tiveram a honra de receber o mesmo brasão, mas a família de Manuel foi a primeira a ser reconhecida legitimamente. Esse brasão dos Dias é bem simples. Ele é feito de um escudo azul com uma estrela dourada de dez pontas ao meio, sem mais detalhes. Ele é bem característico e pode ser considerado o brasão oficial da família Dias.
Dias é de origem portuguesa. Este é considerado um sobrenome patronímico, ou seja, com origem derivada do nome próprio do pai da família. O nome próprio que deu origem ao sobrenome Dias é Diogo ou Diego. Por sua história de origem, é possível que este sobrenome possua famílias diferentes vindas de diversas regiões de Portugal.
Ao contrário do que muitos pensam, o sobrenome Dias não possui ligação com a palavra dias, que é uma unidade de tempo. Sua origem patronímica já descrita formou famílias em regiões de Portugual e também na Espanha, sendo possível encontrar traduções do sobrenome em países diferentes, com línguas distintas, também como sobrenome. Este é um nome relativamente novo para história, mas ganhou popularidade em alguns países da Europa e América Latina.
Das variações ortográficas do sobrenome Dias podemos destacar sua versão espanhola Díaz ou Diaz. Este é um sobrenome muito comum em países hispânicos, ainda mais porque, em alguns casos, o sobrenome surgiu no próprio país onde é popular.
Atualmente no Brasil, cerca de 1.014.659 de brasileiros(as) possuem esse sobrenome.
23. Nascimento
A família Nascimento possui dois brasões que são basicamente bem parecidos um com o outro. O primeiro e mais comum é feito de um escudo azul que carrega ao centro um leão bípede dourado. A diferença do primeiro para o segundo se dá pelo fato de que o escudo de fundo é quadriculado com as cores azul e ouro.
A origem deste sobrenome é religiosa e faz referência ao nascimento de Jesus Cristo. Antigamente era comum que os bebês que nasciam no dia de Natal recebessem o sobrenome nascimento mesmo que sua família não o carregasse. Hoje em dia a prática não é tão comum, mas ainda é possível conhecer casos de pessoas muito religiosas que prestam essa homenagem através de seus filhos.
Com o passar do tempo, o sobrenome que foi criado somente para homenagem, passou a ser disseminado entre os descendentes. Algumas famílias se firmaram com este sobrenome, enquanto outras tinham algum sobrenome que se sobressaia sobre o Nascimento, oque se perpetuou até hoje.
Há também uma possível origem toponímica deste sobrenome. Alguns acreditam que os povos de Nassau possam ter utilizado o mesmo sobrenome para alguns de seus filhos, que acabaram se espalhando pelo mundo carregando o nome da família. No entanto, a origem certa que mais prevalece é a portuguesa religiosa.
O sobrenome que inicialmente era utilizado como segundo nome passou a dar o nome à diversas famílias tanto em Portugual quanto em outras regiões do mundo.
Por ter surgido de uma homenagem, deve-se deixar claro que os Nascimento não são incialmente do mesmo tipo sanguíneo e nem necessariamente da mesma região. Dessa forma, há mais de uma família com este sobrenome.
Atualmente, segundo o IBGE, existem 1.005.088 de brasileiros (as) com esse sobrenome. Cerca de  60.145 só em São Paulo.
24. Andrade
Armas de Família, fidalgo Português, realizado por Antônio Godinho, escrivão da câmara de D. João III.
De verde, banda de vermelho, o brasão da família Andrade é basicamente constituído de uma faixa de vermelho que sai da boca de duas serpentes. O fundo é de cor amarela com um símbolo dos dois lados da faixa que fica na transversal
Apelido de família de origem galega que existe na  onomástica da língua portuguesa oficialmente desde o século XIV.
Sua origem remontaria ao reino da Galiza, numa família cuja origem está na freguesia de Andrade,  atual município de Pontedeume, perto de Ferrol, de cujas vilas o rei D. Henrique II fez mercê a seu privado Fernão Peres de Andrade, descendente de Bermudo Peres de Traba Freire de Andrade, que provinha dos antigos condes de Traba e Trastâmara.
Este sobrenome não possui muitas variantes. Geralmente o que pode se encontrar são pessoas com “de Andrade”. Não é possível que em outros países as variantes venham de traduções de Andrade, uma vez que este é um sobrenome bem próprio.
Sepulcro de Fernão Peres de Andrade, “O Bom” na igreja de San Francisco de Betanços (Galiza).
Os Andrades – ou Andradas – usaram também tradicionalmente o apelido Freire, e os dois apelidos passaram a considerar-se indissociáveis, usando uns Andrade Freire, outros Freire de Andrade, assim como isoladamente.
Os principais ramos portugueses provêm de Rui Freire de Andrade (1295–1362), que veio para Portugal com os seus dois filhos D. Nuno Rodrigues Freire de Andrade (c. 1300–1372), mais tarde 6º mestre da Ordem de Cristo, e Vasco Freire.
João Fernandes de Andrade, filho de Fernão Dias de Andrade e de D. Beatriz da Maia, serviu os reis D. Afonso V e D. João II nas tomadas de Arzila e de Tânger e, em recompensa dos seus serviços, teve mercê nova de armas (28 de Fevereiro de 1485), além da doação, na ilha da Madeira, das terras do Arco da Calheta.
No final do Século XII, essa família começou a tomar importância na nobreza aristocrática portuguesa, até que o rei D. Henrique II concede como defensor privado, Fernão Peres de Andrade, o Bom. Esta família chegaria a dominar as terras de Ferrol, Pontedeume, Betanzos e Vilalba.
(esquerda) Torreão dos Andrade, o que resta do seu Solar em Pontedeume; (direita) Igreja românica de São Martinho, freguesia de Andrade
A família Andrade está então associada a fortificações. Desse modo, é possível encontrar castelos e torres dos Andrade em suas comunidades de origem, na Espanha e em Portugal, como Castelo de Naraío, Torreão dos Andrade, Castelo de Andrade, Castelo de Moeche e Torre de Celas de Peiro por exemplo.
Os principais ramos portugueses provêm de Rui Freire de Andrade (1295–1362), que veio para Portugal com os seus dois filhos D. Nuno Rodrigues Freire de Andrade (c.1300–1372), mais tarde 6º mestre da Ordem de Cristo, e Vasco Freire.
João Fernandes de Andrade, filho de Fernão Dias de Andrade e de D. Beatriz da Maia, serviu os reis D. Afonso V e D. João II nas tomadas de Arzila e de Tânger e, em recompensa dos seus serviços, teve mercê nova de armas (28 de Fevereiro de 1485), além da doação, na ilha da Madeira, das terras do Arco da Calheta.
Atualmente, as propriedades que pertenceram aos Condes de Andrade e Vilalba, fazem parte das muitas outras posses da Casa de Alba.
Atualmente no Brasil, cerca de 920.582 brasileiros (as) possuem esse sobrenome.
25. Moreira
A família Moreira, devido a sua história de origem, pode vir de vários cantos diferentes. Desse modo, podem ser encontrados vários modelos de brasões diferentes. Um desses modelos, talvez até mesmo conhecido como o mais original é constituído de vermelho com nove escudetes de prata, postos de três em três. Cada um desses escudetes é carregado de uma cruz florenciada na cor verde. O timbre do mesmo é composto por um lobo na cor vermelha, que sai do escudo. É possível ver em seu peito um dos escudetes com a cruz verde.
O sobrenome toponímico Moreira vem de uma forma antiga e popular de amoreira (árvore de amora). A origem oficial mais antiga desta família encontra-se em Santa Maria de Moreira, no julgado de Celorico de Basto, em Portugal, no tempo de D. Afonso III e de D. Diniz I, reis de Portugal, de 1248 a 1325. O ancestral mais antigo conhecido desta família é Dejair Pires Moreira.
Mas com o nome surgindo de alguma comunidade que vivia perto, ou dentro, de algum lugar com várias amoreiras, e esta, ao que parece, era uma árvore muito comum em Portugal na idade média, este nome pode ter surgido de diversos lugares diferentes, trazendo assim a hipótese de que a família Moreira em si não é uma só e não possui o mesmo sangue.
Além de Portugal, é possível que este sobrenome também tenha surgido na Itália e outros lugares da Europa. Não se sabe se este foi disseminado e teve origem em Portugal ou realmente teve origem em diversos países. Essa situação se dá pelo fato de que os países citados, assim como toda a Europa, é muito interligada e distâncias são eliminadas com facilidade. Não existem muitas variantes conhecidas para Moreira. No entanto, deve se levar em conta que, devido a sua origem, a palavra amoreira pode ser também utilizada como sobrenome. Este é pouco encontrado em todos os cantos do mundo, mas não é impossível de se achar.
Alguns títulos de nobreza atribuídos aos Moreira em Portugal são: Visconde de Rebordosa
Visconde de Carvalho Moreira, Visconde de Espinhosa, Visconde de Idanha, Visconde de Santiago de Cacém, Visconde de Serpa Pinto e Barão de Moreira.
Atualmente, cerca de 846.713 brasileiros (as) possuem esse sobrenome, segundo o IBGE em 2010.
26. Nunes
Os Nunes possuem quatro brasões, incluindo os dois seguintes que sofreram alterações sendo que os primeiros são os mais usados. O primeiro brasão é o mais comum. Do seu lado esquerdo é prata com uma faixa azul, e de seu lado direito é vermelho, com um leão de ouro, cercado por quatro pássaros dourados, e um acima. O segundo traz uma folha de palmeira sobre um fundo dourado, e um leão acima, com um galho dela nas patas.
Sobrenome de origem portuguesa, classificado como um patronímico (origem no nome próprio do fundador deste tronco familiar), é uma forma alternada de Nunez, que é derivado do nome próprio Nuno. Este nome deriva do latim Nunnus ou Nonius e tem significado de Pai. Este nome também tem sua origem em hebraico. Mesmo assim, os registros afirmam que o latim é a verdadeira origem do nome que posteriormente virou sobrenome.
O sobrenome Nunes se espalhou pela Índia, África e até mesmo no Brasil. Por aqui ele inclusive é bastante conhecido, chegando a ter uma certa popularidade.
Por ser originário de um nome próprio, este pode ser um sobrenome que surgiu em vários lugares. Por esse motivo, é possível dizer que a família Nunes não é a mesma, não possui a mesma descendência. Dentre as variantes mais comuns do sobrenome Nunes, podemos encontrar a sua forma espanhola, Nunez. Esta é uma das variantes mais populares de Nunes, embora o original ainda seja mais usado, tanto no Brasil quanto em várias partes da Europa. Outras variações que já foram registradas deste sobrenome são Nunez, Nuñez, Nuno e Nuño. Mesmo assim, é possível dizer que a mais comum encontrada é Nunes.
Atualmente, cerca de 807.934 brasileiros (as) possuem esse sobrenome, segundo o IBGE em 2010.
27. Marques
O brasão mais original da família Marques é cortado em duas partes. A primeira é de ouro com uma águia estendida de preto e armada de vermelho. A segunda é de vermelho, com uma vila com muros e torres com ameias, feito de prata, assente em um rio, mas este é um dos brasões que pode se encontrar para a família Marques. Outros brasões podem surgir e cada um deles tem provavelmente uma origem diferente.
De origem portuguesa, originalmente é um sobrenome patronímico que remete a Marcos ( nome próprio do fundador da família/gens/clã) um nome bem popular em Portugal. Dessa forma, como tantos outros apelidos semelhantes, é possível que diversas famílias o tenham adotado sem terem parentesco algum entre si. Principalmente no Brasil, é possível encontrá-lo como prenome.
Por sua vez, “Marcos” é a forma portuguesa de “Marcus”, no latim romano. Língua mãe desta. Marcus significa aquele que está ligado a Marte, Deus da guerra. Uma tradição latina que remete aos primórdios romanos para aqueles que lhes seriam designados seguidores/sacerdotes, guerreiros ou aqueles que nasciam no seu dia.
Outra comunalidade em relação a origem bélica, é que os marqueses (grau de nobreza que remete ao período medieval), eram aqueles nobres que responsáveis originalmente pela defesa das fronteiras, cujas demarcações medievais chamavam “marcas”. Daí outra possível forma de denominar seja uma nobre família guerreira-camponesa, ou alguém que vinha dessas regiões.
A terminação “es” nestes sobrenomes tem o significado de “filho de”. Desse modo, era considerado um Marques os filhos do senhor Marcos – e o sobrenome foi posteriormente disseminado entre seus descendentes.
Ao que se sabe, pelos registros, a primeira família Marques foi formada por António Marques de Oliveira, Cônsul em Antuérpia, que recebeu o reconhecimento e brasão das armas em 1545.
Por este ser um sobrenome muito comum, com um nome (Marcos) comum, é possível que esta mesma incidência de origem tenha se dado em vários lugares diferentes. Desse modo, não é possível afirmar que os Marques têm a mesma origem. Dentre as variantes mais conhecidas de Marques, podemos destacar Marquéz, ou Marquez. Estes são usados em países que adotaram a língua espanhola. Em inglês podemos encontrar Mark, mas este é mais usado como nome próprio ou nome do meio.
Atualmente no Brasil, cerca de 805.215 brasileiros (as) possuem esse sobrenome.
28. Machado
O brasão da família Machado é constituído de um escudo com metade vermelho e metade ouro, com cinco machados (as ferramentas) no interior do mesmo. A sua volta é possível encontrar armas de guerra como foices e espadas.
Este sobrenome tem origem em Portugal, mais precisamente nas Ilhas Canárias, arquipélago reivindicada por Portugal, onde foi registrado pela primeira vez no século XII.
A origem do nome vem da ferramenta Machado e também possivelmente de uma atividade comercial bastante comum nessas comunidades. Há historiadores que explicam o sobrenome pela ação de romper com machados as portas de Santarém, a 15/03/1147 da parte de D. Mendo Moniz, senhor de Gandarei. que descendiam, pela primeira linha masculina, de D. Sancho I, e, pela feminina do Conde D. Osório de Cabreira, que passou a Portugal em tempo do Conde D. Henrique.
O sobrenome Machado não possui variantes válidas em seu estado original. É certo de que podem existir traduções para outras línguas, que é uma variação, mas de um jeito diferente. Variações que só diferem em alguma letra da palavra não foram encontradas, por se tratar de uma coisa bem específica, um acessório, ou uma atividade.
Atualmente no Brasil, cerca de 805.215 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
29. Mendes
Foram encontrados vários brasões relacionados à família Mendes. Isso se dá pelo fato de ele se tornar um nome popular e algumas famílias criarem a sua própria identidade. A maioria deles possuem características semelhantes (acima dois exemplos de brasões Mendes portugueses).
Sobrenome é de origem portuguesa classificado como patronímico (derivado de um nome próprio de um antepassado. Geralmente este é derivado do nome do pai, do fundador da família, que neste caso se chamava Mendo. Os filhos dos homens chamados Menendo, Mendel e Mem (ou Mén) eram conhecidos como os filhos de Mendo. E com as alterações gráficas transformou-se em Mendes. A terminação “es” presente nesse e alguns outros sobrenomes de origem patronímica tem significado de “filho de” (assim como o “Marques” acima).
Uma das questões mais debatidas sobre este sobrenome são os seus registros como sendo de origem judaica. Sendo ele proveniente das comunidades judaicas da Espanha e Portugal que foram enviadas para a Península Ibérica quando os romanos conquistaram a nação judaica. Mas fato é, que esse apelido, assim como outros, foram muitos adotados por eles durante muitos séculos, mas não existe comprovação de que a totalidade dos Mendes originais seja de origem judia, nem que o apelido tenho origem somente nesse período, oque deixa aberta a possibilidade de que o sujeito não necessariamente tenha uma longínqua e já desenraizada origem em uma família conversa praticante de judaísmo.
De qualquer forma, mesmo sendo de origem judaica, a origem marrana no Brasil não mais condiz com a realidade dos cidadãos, seja genética ou culturalmente.
Existe também a possibilidade de uma origem Egípcia, onde Mendo era nome de uma divindade mitológica, cuja forma arcaica seria Mêendiz ou Menindiz. Outra informação curiosa sobre os Mendes é o fato de alguns historiados considerarem que o sobrenome Mendes já poderia ter sido adotado por famílias hispânicas antes mesmo da independência de Portugal.
Este sobrenome pode ser encontrado de duas maneiras: Mendes ou Mendez. A segunda é mais popular em países de língua espanhola, embora os dois possuírem a mesma origem. No Brasil o mais comum é se encontrar Mendes.

Atualmente no Brasil, cerca de 784.721 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.

30. Freitas
Seu brasão é constituído de cinco estrelas de seis pontas de ouro em um escudo de vermelho. Este é um escudo simples e ao que parece, o mais original deles. É possível que se encontre outros modelos de escudos, advindos de outra origem. Mesmo assim, ao que parece, a maioria é constituída de ouro e vermelho.
Sobrenome de origem portuguesa classificado como toponímico, uma vez que é derivado da palavra “Fracta”, que significa “quebrado” que vem do latim homônimo, tendo origem de um lugar onde possuía muitas pedras quebradas, um terreno acidentado ou uma pedreira em exploração.
Os Freitas procedem de Diogo Gonçalves, que morreu na batalha de Ourique. D. João de Freitas foi o primeiro que tomou este como sobrenome para uso, do julgado de Freitas, junto a Guimarães como origem desta família. Posteriormente este foi disseminado aos seus descendentes.
Atualmente, não existem variantes conhecidas do sobrenome Freitas. Este é um sobrenome que, antes de se firmar como é hoje, teve algumas variáveis, mas hoje em dia, o que se passa pelos descendentes é só Freitas.
Atualmente no país, cerca de 777.947 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
31. Cardoso
O brasão da família Cardoso constitui-se basicamente de dois animais escalando um cardo. O cardo fica no meio com as cores verde e branca. O resto é de cor vermelha. Estas são as informações básicas presentes no brasão da família Cardoso.
De origem portuguesa, classificado como um toponímico ( origem geográfica) Ele surgiu da expressão terreno Cardoso ou chão Cardoso, cheio de cardos. O Cardo, para quem não conhece, é uma espécie de planta sem muita utilidade, e por muitas vezes, considerada como praga. Mesmo assim, é uma planta que tem sua beleza. Além de ser encontrado no brasão da família Cardoso, essa flor também é um símbolo da Escócia e é encontrado no brasão de armas de Nancy, uma comuna francesa.
A origem toponímica geralmente encontrada na maioria dos sobrenomes, pois através de comunidades originarias de diversos lugares, surgem sobrenomes de acordo com as características do mesmo.
Acham-se os Cardosos em tempo de el-rei D.Sancho I. Sua origem é atribuída a Quinta de Cardoso junto a Lamego. Na Espanha há o sobrenome Cardo, Sancho Garcia Cardo foi o fundador dessa linhagem. A variante do sobrenome Cardoso mais conhecida é a mesma escrita com Z. Assim, Cardozo é pouco menos encontrado, mas é considerada uma forma de escrever este mesmo sobrenome sem interferir na sua origem. Outra variação pode ser Cardo. Essa é pouco vista no Brasil, mas um pouco mais popular na Espanha.
Atualmente no Brasil, cerca de 764.528 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
32. Ramos
O brasão mais conhecido da família ramos é constituído de um escudo de quatro partes, onde a primeira e a quarta são de ouro, com um leão de vermelho. A segunda e a terceira de vermelho, com um castelo de prata em chamas saindo do alto, da porta e das frestas do mesmo. Com uma borda de prata e vermelho com leões. O seu timbre é composto pelo mesmo leão vermelho do escudo.
Ramos trata-se de sobrenome de família de proveniência tanto portuguesa como espanhola, pois é de origem religiosa (Domingo de Ramos, o domingo anterior à Páscoa), na maioria, embora algumas vezes possa ter sido tomado de topônimos (origem geográfica). Assim, sua origem em diferentes lugares se dá pelo fato de ele ser um sobrenome cristão e por isso, comum a vários lugares diferentes.
Este era um sobrenome usado para que cristãos homenageassem a igreja católica e também se firmassem como verdadeiros cristãos perante a sociedade. Além disso, eles acreditavam que ter este sobrenome na família também trazia bons fluidos, energias positivas para a família.
Em um documento do ano de 1693 foi registrado Plácido de Ramos,  o primeiro a ter este nome em registro comprovando no uso de tal sobrenome, bastante usado antes mesmo deste registro. mas que com certeza o mesmo já existia desde a época da idade antiga.
Desde que foi concebida, a família Ramos permaneceu com o mesmo sobrenome. De lá para cá não houveram mudanças consideradas variantes desse sobrenome. Pode ser que existam traduções do mesmo, mas fora isso, não há variantes conhecidas do sobrenome Ramos.
Atualmente no Brasil, cerca de 736.466 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
33. Gonçalves
O brasão da família Gonçalves é bem simples e fácil de ser reconhecido. Ele é um modelo de brasão bem característico que representa, aparentemente, a maioria das famílias com este sobrenome, exceto aquelas que possuem um próprio brasão. Ele é feito de um escudo verde com uma faixa transversal da esquerda para a direita, de baixo para cima na cor prata. Dentro da faixa se encontram dois leões na cor roxa.
Gonçalves é um sobrenome patronímico (derivado de alguém, seja pai ou patriarca, “filho de”) português que remete a Gonçalo, usado para designar quem era filho de algum Gonçalo.
Não se sabe ao certo em que região de Portugal surgiu o sobrenome Gonçalves, uma vez que há a possibilidade do sobrenome ter surgido em regiões diferentes em um curto espaço de tempo, dificultando assim a investigação da história. Como outros sobrenomes patronímicos, muitas famílias o adotaram sem terem parentesco algum entre si. Isso porque diferentes patriarcas de nome “Gonçalo” poderiam ter iniciado linhagens distintas, tendo sido seus nomes perpetuados nos descendentes.
Também, semelhantemente a vários outros sobrenomes portugueses, “Gonçalves” poderia ser adotado por motivos alheios, como, por exemplo, à libertação dum escravo, “herdando” o sobrenome de seu antigo senhor.
No Brasil o sobrenome Gonçalves é bastante comum e algumas famílias mais tradicionais são reconhecidas pelo sobrenome acompanhado de outros, como Gonçalves da Câmara, Silva Gonçalves e Veiga Gonçalves.
Possui as variantes González em castelhano e Gonsalves em inglês. Sua grafia arcaica é Gonsalvez. E a grafia mais arcaica do sobrenome que é Gonsalvez. O último é um sobrenome raro de ser encontrado tanto no Brasil quanto em outros cantos do mundo.
Atualmente no Brasil, cerca de 733.079 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
34. Santana

 

Atualmente são conhecidas algumas versões do brasão dessa família. Em Portugal, o brasão é azul, com duas pombas e uma estrela cinza de oito partes no centro. A pomba significa fidelidade, paz e amor. A cor azul significa generosidade, lealdade e zelo, enquanto o cinza faz alusão a pureza, integridade e obediência. O brasão Espanhol é representado por um escudo dourado com a figura de uma macieira cheia de frutos centralizada. Provavelmente na região onde residia essa família havia plantações de macieiras da qual a família tirava seu sustento. Na Itália o brasão também é azul, mas diferenciou-se ao ser retratado por uma flor com cinco pétalas vermelhas na parte superior do escudo e dois losangos cinza abaixo.
O sobrenome Santana tem contexto religioso e faz referência a Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo. Esse nome tem origem hebraica cuja escrita era “Hannah” que significa benção, dádiva e graça. também é toponímico, pois sua origem é de natureza geográfica e que pode ser diversificada, vinda de vários países, como Portugal, Espanha e Itália.
Nessa época a igreja católica exercia muita influência na vida das pessoas. Desse modo, era comum o sobrenome originar-se de alguma figura sagrada da igreja. As famílias acreditavam que os sobrenomes com nome de santos representariam para a família paz e bênçãos. Além disso, faziam com que elas se firmassem perante a sociedade como verdadeiros cristãos.
Segundo historiadores o casal Joaquim de Araújo e Amélia Rocco por serem religiosos e acreditarem na santidade dos santos, fizeram uma promessa a Santa Ana e como agradecimento colocaram o sobrenome da santa nos seus sucessores, como forma de agradecimento pelo pedido realizado.
O sobrenome Santana, por ter raízes em diferentes países, sofre algumas variações, podendo ser escrito como Sant’ Ana e Santanna. No Brasil, Santana é o mais popular.
Atualmente no Brasil, cerca de 721.615 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
35. Teixeira
De acordo com os estudos do heraldista e genealogista Afonso Zuquete as armas dos deste apelido são: De azul, uma cruz de ouro potenteia e vazia. O timbre é um unicórnio de prata, armado de ouro, sainte (no topo, à direita). Conforme o heraldista e genealogista Anselmo Freire, o brasão de armas dos Teixeiras (conforme mostrado acima, à direita) seria descrito assim: De negro, cruz potenteia de prata, vazia do campo. Timbre: unicórnio nascente e volvido de prata. A direita, o brasão dos Teixeiras no Palácio Nacional de Sintra, em Portugal.
Teixeira é um sobrenome  toponímico (origem geográfica, referente a lugar ou coisa) de origem portuguesa e galega. Segundo alguns genealogistas poderá derivar da palavra teixo, nome este de uma árvore gimnospérmica da família das Taxaceae. No entanto as suas origens como nome de família encontram-se na localidade de Teixeira.
Começou a ser usado como sobrenome de família durante o século XII pelo Senhor de Teixeira e Gestaçô, D. Hermígio Mendes de Teixeira, personagem da história de Portugal contemporânea do rei D. Sancho I de Portugal.
D. Hermígio Mendes de Teixeira foi casado com D. Maria Pais, filha de D. Paio de Novais. Deste casamento houve descendência que continuou o apelido até à atualidade.
No século XVIII foi criado por D. João VI, rei de Portugal e pai de D. Pedro I do Brasil, por meio de uma Carta Régia de 16 de março de 1818, o título de Barões de Teixeira, a favor do grande comerciante e capitalista português Henrique Teixeira de Sampaio, 1.º Senhor de Sampaio, 1.º Conde da Póvoa e então Primeiro Barão de Teixeira.
Tradicionalmente se considera que os Teixeira(s) chegaram ao Brasil ao final do século XVIII, aparentemente com as famílias Góis e Mello, para algum tempo depois unificar-se como um sobrenome único de família. Inicialmente se estabeleceram na cidade de Recife, em Pernambuco, partindo depois para o interior do Ceará, onde se instalaram em Mombaça, cidade do sertão central. Nesta região esta família teve notável participação na política e na economia, e gerando uma considerável descendência, a qual teve continuidade por meio das famílias Castelo e Benevides.
Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, encontramos diversas referências a famílias Teixeira (Martins Teixeira, Teixeira Coelho, Teixeira Marinho, Teixeira de Carvalho, Teixeira de Souza
Em Portugal do século XIX, cria-se também a oficialidade da origem de um ramo da família Teixeira que remete oficialmente ao patriarca José Teixeira, (filho de Manuel Teixeira e Ana Teixeira) e Ana Maria (filha de Manuel Teixeira e Maria Teresa). Os dois casaram-se na Freguesia de São Miguel do Freixo de Cima, Concelho de Amarante, Porto em 30/03/1803 e foram pais de vários filhos dentre eles aqueles que deram origem à família Teixeira Portugal na região serrana fluminense (José Teixeira, Maria Teixeira, Manuel José Teixeira Portugal, José Teixeira, Custódia Teixeira, Antônio Teixeira, José Teixeira, Rosa Teixeira, Ana Teixeira, José Teixeira Portugal Freixo)
Atualmente no Brasil, cerca de 676.397 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
36. Reis
O brasão da Família Reis é muito simples. Ele é todo azul e com uma estrela de oito pontas de ouro. Essa estrela é a representação da que guiou os três Reis Magos até o menino Jesus. A cor azul do escudo representa a nobreza, formosura, majestade e serenidade.
Reis é um sobrenome da língua portuguesa, comum tanto lá quanto no Brasil.
A palavra vem do latim Rex (“Rei”), e é perceptível que há relações com a palavra alemã Reich (“o Reino, o Império”), e no holandês “Rijk” (também “o Reino, o Império”), além dos nomes germânicos “Rick”, “Rico”, “Richard” (que também derivam “Rodrigo ou Rodrigues), no inglês “Kings”, etc. A versão espanhola deste sobrenome é Reyes.Assim como também é um sobrenome comum no idioma alemão (significando “arroz”) e também foi usado por alguns judeus europeus. Mas esse sobrenome foi originalmente um nome de família cristão devocional na Idade Média, provavelmente devido ao nome português para os Três Reis Magos da bíblia. Às vezes, o sobrenome tem a partícula “dos” antes. O sobrenome Reis não denota uma única origem genealógica e há muitas famílias diferentes, com o sobrenome.
Também na Alemanha, a família Reis que surgiu tem origem patronímica do nome Risi, sendo uma variação italiana do nome Rico, que geraram os sobrenomes Reiss, Reis, Rainser e Reisner.
O sobrenome Reis surge oficialmente em Portugal no século XVII. Era comum o nome vir  acompanhado pelo nome de um dos três reis magos. Assim, era possível encontrar Baltazar dos Reis, Gaspar dos Reis ou Belchior dos Reis. E Várias famílias adotaram esse sobrenome de origem religiosa, na Idade Média, com a esperança de trazer prosperidade, sorte e salvação para seus membros.
Um dos principais representantes é o patriarca, Capitão – Mor Domingos dos Reis e Silva que se casou com dona Andreza Dias de Carvalho, e deram origem a vários descendentes, originando as tradicionais famílias. Bottrel Reis, Souza Reis, Reis Resende, Ribeiro Reis, Martins Reis, Teixeira Reis, Mello Reis, Brito Reis, Oliveira Reis, Veiga Reis são algumas delas. Alguns descendentes dessa grandiosa família foram senhores de terra e verdadeiros aristocratas rurais, uns até agraciados por D. Pedro II com títulos de nobreza.
Atualmente no Brasil, cerca de 672.438 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
37. Melo
O brasão da família Mello é dividido em quatro partes, em que no primeiro há Travassos. No segundo Cabral; no terceiro Mello; e no quarto Câmara. O timbre é feito de Travassos e tem como diferença, uma brica, com uma vieira de ouro.
Existe também um brasão para a sua variante Melo. Este é constituído de ouro com seis partes de vermelho com um circulo de prata dentro. Estas seis partes estão postas no escudo três de cada lado. Pela diferença de brasões, pode ser que a família Melo e Mello não tenham exatamente a mesma origem.
Sobrenome de origem portuguesa, sua forma mais arcaica, escrita em documentos antigos foi grafado inicialmente escrevia-se “Mello”. É considerado um toponímico (referente a lugar, ser ou objeto) por creditarem sua origem como uma corruptela do nome de uma ave chamada “melro”.
Descende esta família da linhagem dos de Riba de Vizela, apartir de D. Soeiro Raimundes de Riba de Vizela que em princípios do século XII, sendo natural de  sua quinta de Aguiar, freguesia de S. Cosme, concelho de Gondomar, na cidade do Porto, era um homem rico e alferes-mór de D. Afonso II, que e casou com D. Urraca Viegas.
Chamado de “o merlo”, contemporâneo dos reis D. Afonso III e D. Dinis, foi chefe de linhagem da casa “de Riba de Vizela” e, por esta via, da dos “da Maia”. Vindo para o Sul, fundou a Beira a vila de Merlo, depois Melo, sendo dela senhor, bem como de Gouveia.
Do seu casamento com D. Urraca Viegas, filha de D. Egas Gomes Barroso e de sua mulher D. Urraca Vasques de Ambia, teve descendência na qual se fixaria o nome Melo. Assim, de seu filho D. Mem Soares de Melo, que lhe sucedeu como Senhor da vila de Melo, provém a família Melo. De seu outro filho, Pedro Soares, provém a família Alvim.
A maior parte das pessoas que têm apelido “Melo” ou “Mello” fazem parte desta rica e grande família.
Atualmente no Brasil, cerca de 667.955 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
38. Borges
O brasão mais tradicional da família Borges é feito de um escudo vermelho, com um leão de ouro, armado e lampassado de azul. Sua bordadura cosida de azul é semeada de flores-de-lis de ouro. O timbre do brasão é constituído do mesmo leão do escudo. Este é um brasão bem característico e fácil de ser identificado como o original da família Borges. Por ser uma família mais tradicional, seu brasão das armas ficou reconhecido logo cedo pela história.
O sobrenome tem origem toponímica tanto em Portugal quanto Espanha. É creditada sua origem na região de Catalunha na Espanha, pois a região possuía a torre de Borja, de onde surgiu o sobrenome Borja e também sua variação Borges.
Em Portugual, a região da qual o sobrenome é derivado conta a história de honra do fundador da família. O país tem mais tradição no sobrenome que foi dado aos descendentes do fidalgo português Rodrigo Annes, natural de Santarém, que se notabilizou em França a serviço do Rei Filipe Augusto II, que o enviou a defender a cidade de Bourges dos hereges.
O sobrenome Borges tem significados diferentes em outros países e é possível encontrar o surgimento de outras famílias com este sobrenome em outros países da Europa.  Na Irlanda, por exemplo, Borges vem de “Burgha” que tem tradução antiga de burguês. Na Bélgica o sobrenome era motivo de status, por ser proveniente de uma região nobre do país. Certo que ele  possui muitas origens conhecidas, o que faz possível o surgimento também de diversas grafias. É possível encontrar pelo Brasil e pelo mundo alguns modelos gráficos mais incomuns, mas mesmo assim se prevalece como original e imutável a grafia Borges, que se espalhou por diversas regiões.
Atualmente no Brasil, cerca de 637.698 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
39. Batista
Por meio de algumas pesquisas, foram encontrados vários brasões relacionados a família Batista. Por este ser um sobrenome com muitos descendentes, algumas famílias criaram a sua própria identidade. O brasão que pertence à família Batista, é constituído pelas cores azul, amarelo e vermelho. É Brasão todo colorido de azul e amarelo e no centro do brasão há um escudo dividido em duas partes. A parte superior é na cor amarela e tem um Leão vermelho bem no centro, já a parte inferior é listrada nas cores amarelo e azul.
Sobrenome é de origem cristã. Mesmo assim, são encontradas famílias com origem na França, Portugal, Itália, Espanha, entre outros. A origem religiosa do sobrenome Batista, surgiu em referência ao profeta bíblico João Baptista, que era primo de Jesus.
Etimologicamente, “batista” vem da palavra grega “Baptiste”, o que batiza, depois latinizado “baptismous” que significa “batizar” ou “lavar”. João Batista, segundo a bíblia cristã foi quem o batizou Jesus Cristo no Rio Jordão. Sendo também um profeta, morreu decapitado por ordem do Rei Herodes.
Como São João Batista é um dos santos mais venerados na Europa, no dia 24 de junho é celebrado a festa em seu louvor, e antigamente, na Idade Média, muitos devotos nomeavam seus filhos nascidos neste dia com o nome Batista em homenagem ao profeta João Batista. Assim, Buscando assim proteção do santo para seus filhos. Posteriormente, este passou a ser adotado como sobrenome, dando assim, uma origem patronímica ao mesmo.
Existem duas variantes para o sobrenome desta família. São elas: Baptista e Batista. A variante mais reconhecida e comum de encontrar tanto no Brasil, quanto nos outros países onde o sobrenome surgiu é Batista.
Atualmente no Brasil, cerca de 631.433 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.
40. Morais
O modelo de brasão mais conhecido da família Moraes é feito de um escuto partido ao meio. Sua metade esquerda abriga uma torre em prata com o fundo vermelho e ondas alternadas em branco e azul. A parte direita mostra uma espécie de árvore que, devido a origem do nome, pode ser uma amoreira. Algumas versões deste brasão trazem diferenças que podem ser notadas na parte direita, como símbolos de cruz e a flor-de-lis.
A origem do sobrenome é controversa. Há estudos de genealogia e onomástica ligando sua origem à localidade de Morais (Trás-os-Montes, Portugal), enquanto outros o ligam à localidade de Morales, na Espanha. Para estes últimos, trata-se de um sobrenome que encontra sua origem nos visigodos, que por sua vez advêm dos povos godos.Porém em ambos os casos, as hipóteses apontam para a designação da localidade de origem do portador do sobrenome (toponímica). Por sua vez, a origem do nome da localidade proviria do nome da árvore amoreira (assim como “Moreira”) mas não há um consenso.
De acordo com a norma ortográfica vigente a grafia correta é Morais, mas no Brasil a forma antiga “Moraes” é bastante frequente, enquanto no espanhol, utiliza-se a forma Morales.
Atualmente no Brasil, cerca de 615.295 brasileiros (as) possuem esse sobrenome segundo o IBGE 2010.

One thought on “Os Sobrenomes Brasileiros: Origem, Significados e Tradições (Parte II)”

  1. Rodrigues Borges de Medeiros, meu nome, família de origem do norte de Portugal região de Torre do Moncorvo onde meu ancestral Rodrigo Annes se estabeleceu após derrotar os hereges em Bourges na França, daí o nome. Já a o nome composto vem de meu ancestral gaúcho que foi caudilho lá, Antônio Borges de Medeiros meu 5 tataravô.

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