Os Aliados nunca terminam suas guerras: Porque Israel ataca a Síria?

Durante o natal cristão (24 para 25 de dezembro), comemorado no mundo inteiro, a agência estatal síria SANA informou que, na noite de 25 de dezembro, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) realizaram um ataque de mísseis contra os arredores de Damasco, tendo a maioria dos mísseis sido interceptada pela defesa aérea síria. O ataque teve uma duração recorde: mais de uma hora e meia.
Fumaça vista atrás de montanha em Damasco na madruga de 24 para 25 de dezembro. Image: Omar Sanadiki / REUTERS
Israel, até o momento, não reconheceu nem negou a realização do ataque contra o país vizinho. Mas ao discursar durante uma formatura de pilotos, no dia 26, logo após os ataques criminosos, nem Netanyahu ou as lideranças militares comentaram os acontecimentos desta terça-feira na Síria, apesar de Moscou e de Damasco terem responsabilizado Jerusalém pelo ataque. Damasco classificou as manobras de provocadoras e alertou que o ataque viola as normas do direito internacional.
Segundo o primeiro-ministro sionista Benjamin Netanyahu:

“Não vamos aceitar a presença militar iraniana na Síria, voltada conta nós. Agimos contra isso de forma resoluta e firme, inclusive durante os últimos dias”, disse Netanyahu, cujo discurso foi divulgado pelo seu gabinete. Eu já disse que vamos agir de modo firme, quando for necessário. Hoje é necessário agir, e nós estamos agindo”

Acrescentou o premiê israelense e destacou que a decisão norte-americana de retirar as tropas do país não afetará a política de Israel.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, Israel usou 16 bombas aéreas guiadas GBU-39 em um ataque aéreo contra Damasco nesta terça-feira, 14 das quais foram interceptadas pela defesa antiaérea síria. A maioria dos mísseis foi derrubada, três soldados sírios ficaram feridos e um armazém militar foi danificado.
Benjamin “Bibi” Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel e  atual chefe do partido conservador Likud, a bancada governista de Israel. Atualmente é suspeito de suborno e outras violações da lei em três casos de corrupção: receber presentes caros de empresários, promover os interesses da maior operadora de telecomunicações, a Bezeq, em troca da cobertura favorável a ele no site controlado pela companhia; e tentar um acordo com o jornal “Yedioth Ahronoth” com o mesmo objetivo.
 
Primeiro premiê israelense a visitar o Brasil e estrela na posse de Jair Bolsonaro, Benjamin Netanyahu aproveita o encontro com seu mais novo aliado para uma pausa estratégica que atenue a crise interna e o prepare para enfrentar a que já é considerada por especialistas a campanha eleitoral mais importante de Israel desde a sua fundação, há 70 anos. 
Embora a força aérea israelense descreva falsamento os alvos atingidos como desdobramentos iranianos ou de transferências de armas para o movimento libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, no conflito sírio, oque se prova não ser verdadeiro dado os danos calculados, o Ministério de Defesa da Rússia disse nesta quarta-feira (26) que os mísseis lançados por Israel contra a Síria no dia anterior ameaçaram diretamente dois voos civis, relatou a agência de notícias Interfax, embora não tenha especificado quais voos foram ameaçados.
Segundo analista: Ataques à Síria fazem parte da política israelense para expulsar Irã do país
Israel está realizando ataques aéreos contra a Síria para expulsar o Irã do país, e o governo israelense continuará aplicando essa política graças também ao apoio dos EUA, afirmou Boris Dolgov, diretor do Centro de Estudos Árabes e Islâmicos do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia.
Segundo Dolgov:

“A meta de Israel, declarada mais de uma vez, é saída do Irã da Síria. Israel acredita que as forças iranianas na Síria o ameaçam. Esta é a principal implicação do governo israelense, que quer expulsar o Irã da Síria para supostamente garantir sua segurança. Para isso [israelenses] realizam ataques”

De acordo com especialista, as exigências de Israel para a retirada do Irã da Síria podem ser ouvidas também diplomaticamente.

“No entanto, as forças pró-iranianas estão na Síria legalmente a pedido do governo eleito legitimamente [na Síria]. Sendo assim, o Irã não viola nenhuma lei internacional, e quem viola é Israel”, afirmou, acrescentando que Israel “usa apoio dos EUA, por isso continua aplicando uma política para expulsão do Irã da República Árabe da Síria”.

Não é a primeira vez que Israel realiza ataque aéreo em território sírio, relembrou o analista. Ressaltou Dolgov que:

“Ataques da Força Aérea de Israel são regulares. Depois da provocação de Israel, que ocasionou abate de avião russo, estes ataques aéreos foram interrompidos por um tempo, mas depois voltaram. Não é algo novo. As ações agressivas da Força Aérea israelense violam integridade territorial da Síria e o espaço aéreo do país árabe”.

Os israelenses admitem que nos últimos dois anos bombardearam alvos iranianos 200 vezes em um país vizinho, e dizem que vão continuar as operações, apesar do fortalecimento da defesa aérea da Síria com sistemas de mísseis antiaéreos S-300 russos.
O fornecimento desse armamento foi resposta ao trágico incidente com avião militar Il-20 da Rússia, que foi abatido em 17 de setembro, por culpa dos militares israelenses.
Fontes: Sputniknews / Sputniknews / Terra
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