Os Acordos de Bretton Woods e Suas Atuais Consequências

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Na previsão eminente da vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) que ainda acontecia, 730 delegados de todas as 44 nações aliadas – lideradas pelo governo dos Estados Unidos -, encontraram-se no Mount Washington Hotel reservado pelo então presidente Franklin Delano Roosevelt, em Bretton Woods, New Hampshire, para a Conferência monetária e financeira das Nações Unidas. Os delegados deliberaram e finalmente assinaram o Acordo de Bretton Woods (“Bretton Woods Agreement”) durante as primeiras três semanas de julho de 1944.
Esses acordos definiram o denominado o acertado por esses 45 países aliados o objetivo oficial de definir os parâmetros que iriam reger a economia mundial após a Segunda Grande Guerra. Em outras palavras, definindo o gerenciamento econômico internacional, estabeleceram as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo. O sistema Bretton Woods tornou-se o primeiro exemplo da história, de uma ordem monetária mundial totalmente negociada, tendo como objetivo acertar o governo econômico das relações monetárias entre Nações-Estado mais ricas.
Os Aliados deliberam sobre a Nova Ordem da economia mundial em Bretton Woods
O sistema financeiro que surgiria de Bretton Woods seria amplamente favorável aos Estados Unidos, que daquele ponto teria o controle de fato de boa parte da economia mundial bem como de todo o seu sistema de distribuição de capitais. Os Estados Unidos finalmente tomavam as rédeas das finanças mundiais, manobra executada com atraso de 25 anos, desde o fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) devido a princípios da política externa do país, que advogava o não-envolvimento em questões político-econômicas sensíveis às nações europeias.
Dólar como Referência Mundial econômica
Em um começo existiram diferentes propostas para organizar o sistema monetário internacional. Assim, encontramo-nos com a proposta de John Maynard Keynes (1883-1946) que consistia em criar uma moeda internacional com aportes de cada economia nacional, a qual seria a referência de valor da moeda de cada país. Naquele momento, não obstante, existia o padrão-ouro pelo qual as moedas tinham seu valor em função das reservas de ouro que estivessem depositadas no banco central de cada país. E naquele mesmo momento o país com as mais importantes reservas de ouro e com maior massa monetária eram os Estados Unidos.
O primeiro passo para tal hegemonia foi a transformação do dólar estadunidense como moeda forte do setor financeiro mundial e fator de referência para as moedas dos outros 44 signatários de Bretton Woods. Isso equivale dizer que todas as outras moedas passariam a estar ligadas ao dólar, originalmente variando em uma margem de no máximo ±1%. Para dar sustento essa força do dólar em escala mundial, a moeda estaria ligada ao ouro à 35 dólares, o que permitia ao portador dessa moeda (em teoria; na prática, pouco funcional) transformar as notas de dólares que qualquer cidadão carregasse no bolso, em qualquer parte do mundo, no seu equivalente em ouro, de acordo com o estipulado em Bretton Woods. Evidentemente, tal conta seria impossível de se sustentar, mesmo com uma emissão de moeda extremamente controlada (como aconteceu na realidade).
Foi finalmente o padrão-ouro que terminou impondo-se de modo a regular o sistema monetário internacional, pelo que a moeda de referência passava a ser o dólar, em relação ao qual fixavam seu valor, e os Estados Unidos por sua parte asseguravam o respaldo do valor de sua moeda com o ouro de suas reservas. Indubitavelmente este sistema monetário convinha aos Estados Unidos, já que dava-lhe uma hegemonia sobre as demais moedas e economias capitalistas, ao tempo que via-se obrigado a assumir a responsabilidade na estabilidade internacional.
E enquanto ao mesmo tempo negociou-se o valor de cada moeda em relação ao dólar, acordaram que todos os Estados respeitariam que cada moeda não oscilasse mais de 10% no intercâmbio.
Criação do Banco Mundial e FMI
O acordo ainda previa a não menos importante criação de instituições financeiras mundiais que se encarregariam de dar o sustento necessário ao modelo que estava sendo criado. Assim, definindo um sistema de regras, instituições e procedimentos para regular a política econômica internacional, os planificadores de Bretton Woods estabeleceram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (International Bank for Reconstruction and Development, ou BIRD [1]) (mais tarde dividido entre o Banco Mundial e o “Banco para investimentos internacionais”) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Essas organizações tornaram-se operacionais em 1946, depois que um número suficiente de países ratificou o acordo.
É de conhecimento de todos que Fundo Monetário Internacional, ao qual segue estando presente em muitos dos protestos dos anti-globalização, e também nos discursos ideológicos dos que criticam o capitalismo, em muitas ocasiões, é visível que não é percebido com suficiente clareza o motivo das críticas que vertem-se sobre este organismo internacional que hoje dirige a franco-inglesa Christine Lagarde [2]. Pelo contrário acabamos deparando-nos com críticas pouco ou mal formuladas que não destacam o papel real deste ente no plano internacional, e com isso, sobre sua estreita relação com a dívida externa de muitos países.
Tanto o FMI como o Banco Mundial (BM, dirigido na atualidade pela búlgara Kristalina Ivanova Georgieva-Kinova), são organizações internacionais que surgiram à raiz da Nova Ordem Econômica que gestou-se durante o fim da Segunda Guerra Mundial em previsão da vitória aliada, e muito especialmente com os acordos de Bretton Woods.
Mais tarde renomeado “Banco Mundial”, essa instituição funciona até hoje como uma espécie de Agência de Crédito tamanho família, destinada a fornecer capitais para políticas e projetos de desenvolvimento no mundo todo. Enquanto o “FMI” é uma espécie de “caixinha” gigante de todos os países, que poderiam fazer movimentações de dinheiro do caso necessitassem de injeção de capitais em sua economia, respeitando, claro, alguns preceitos de disciplina fiscal a serem ditados pelos dirigentes do fundo, como sua política de influência e juros abusivas.
Bases e antecedentes
Quando observamos o contexto de Bretton Woods e seus antecedentes, percebemos que era plano antigo dos Estados Unidos e dos dirigentes Aliados a fundação de uma Nova Ordem Mundial fundamentada no livre mercado entre os países Aliados, aliado a uma política de intervenção dos Estados Nacionais (fundamentando as ideias de sistema de finança pública com objetivos de garantir a melhoria e estabilidade de recursos nacionais), apoiado por uma convenção unilateral de união armada.
Oficialmente, entre as ditas bases políticas do sistema Bretton Woods foram fundamentadas a confluência de várias condições principais:
➤ As experiências comuns da Grande Depressão de 1929 (‘Crash‘ da Bolsa de Nova Iorque), ao qual mostrou que era necessário uma reforma do modelo econômico mundial. O sistema de livre-mercado por si próprio e sem qualquer intervenção apresentava inúmeras imperfeições no seu funcionamento, além de uma grande simplificação da vida real. As falhas no funcionamento da economia de mercado impedem-na de atingir suas metas:
– eficiente alocação dos recursos escassos;
– distribuição justa da renda (não confundir com igualdade, que não existe);
– estabilidade dos preços (baixíssima inflação);
– crescimento econômico.
As imperfeições na concorrência dos mercados caracterizada pela presença de poucos produtores (monopólio ou oligopólio e sindicatos) que transformam os mercados impessoais em pessoais para deles tirar vantagens econômicas, pela cobrança de preços muito acima dos custos de produção; Outro ponto são os efeitos externos que o mercado é incapaz de internalizar no cômputo dos seus benefícios elou custos. Por exemplo, o custo da poluição das fábricas sobre as famílias não são cobrados nos preços dos produtos. Existem custos para alguns que não são pagos por ninguém. Outro exemplo é o caso do uso das estradas públicas por usuários que não são os virtuais pagadores, porque essas são construídas com tributos em geral.
As imperfeições de concorrência levam à má distribuição de renda e de bem-estar, e somente a atuação do Estado pode corrigir.
➤ Concordância entre os países sobre a criação de políticas nacionais de intervenção econômica de controle (embora não concordantes sobre quais).
– Conceito de segurança econômica, fundamentado por uma Ordem Mundial Econômica.
➤ Os Quatorze Pontos do Presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson [3], os quais constituíam um plano para a Paz Mundial a ser tidos em conta nas negociações da “Paz de Versailles” em 1918, após a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Esses pontos previam: pactos abertos de paz a serem alcançados abertamente, sem acordos secretos, livre navegação absoluta, além das águas territoriais, remoção de todas as barreiras econômicas; redução das armas nacionais ao mínimo, ajustes livres imparciais e abertos às reivindicações das colônias, evacuação das tropas alemãs da Rússia, Bélgica, Bálcãs e França; reajuste das fronteiras italianas, independência para a Turquia e Polônia e a formação de uma Associação Geral de Nações.
➤ A Carta do Atlântico de 1941 durante o encontro do presidente Roosevelt com o primeiro-ministro britânico Winston Churchill que afirmava, entre outras coisas, o direito de todas as nações a igual acesso ao comércio e à matéria-prima, liberdade dos mares, o o desarmamento de países considerados agressores de guerra e o estabelecimento de um amplo e permanente sistema de segurança geral
Da realidade a Queda… das máscaras
Não obstante, este sistema terminaria quebrando em 1971 devido ao déficit público que os Estados Unidos foi acumulando em sua balança de pagamentos, o que produziu um forte endividamento deste país. Foi quando percebeu-se de maneira clara na economia internacional que havia-se recorrido a criar mais dólares que ouro do que havia nas reservas, pelo que o dólar, na prática, já não contava com o respaldo do metal áureo. Por este motivo, Richard Nixon, em 15 de agosto de 1971 decidiu, unilateralmente, romper o padrão ouro-dólar, e a partir de então o sistema monetário encontrar-se-ia com uma nova situação na que dar-se-ia uma flutuação livre das moedas. Os Estados Unidos acabou com a convertibilidade do dólar em ouro, o que efetivamente levou o sistema de Bretton Woods ao colapso e tornou o dólar uma moeda fiduciária, ou seja, .qualquer título não-conversível, não é lastreado a nenhum metal (ouro, prata) e não tem nenhum valor intrínseco. Seu valor advém da confiança que as pessoas têm em quem emitiu o título [4]. É então quando os tipos de câmbio ao ser livre o valor de moeda estabelece cada Estado. Esta situação é a que impera ainda hoje na atualidade.
Essa decisão, referida como choque Nixon (Nixon Shock), criou uma situação em que o dólar americano se tornou moeda de reserva, usada por muitos Estados. Ao mesmo tempo, outras moedas, que até então eram fixas (como a libra esterlina, por exemplo), passaram a ser flutuantes.
O FMI
Como consequência da quebra do padrão ouro-dólar gerar-se-ia o sistema monetário europeu, pelo que os Estados europeus entraram no tipo livre de câmbio, porém concertado entre eles mesmos para que não prejudicassem-se mutuamente. A sua vez, criaram o ECU, que estabelecia o valor de cada moeda monetária em relação com as outras moedas europeias. Servia, por assim dizer, como referência entre as diferentes moedas dos países europeus à hora de estabelecer um valor para as mesmas.
Como dito, o FMI criou-se para assegurar a liquidez dos Estados nas transações econômicas de tal forma que não ocorressem situações de inadimplência. Por isso, quando um determinado país não pode fazer frente a seus pagamentos termina recorrendo ao FMI, que é quem provê dinheiro a partir da aportação que cada país fez ao Fundo. Por isso, se um país vê-se em apuros econômicos pode recorrer ao Fundo e pedir em proporção à quota com a que contribuiu ao mesmo.
Vemos que o FMI conta com diferentes aportes monetários dos países que integram-o, pelo que à hora de tomar decisões estas tomam-se em função da quota que cada país tem no FMI, sendo os Estados Unidos o que maior quota tem de todos eles, deste modo exerce um papel hegemônico dentro do próprio Fundo, não tomando-se nenhuma decisão que contravenha seus interesses econômicos e financeiros.
Quando um Estado pede ao FMI mais dinheiro do que aportou ao mesmo, o FMI estabelece uma série de restrições e condições. É assim como o FMI realiza empréstimos porém estabelecendo a condicionalidade do mesmo. Por isso, quando um Estado necessita de mais dinheiro do que a quota aportada, vê-se obrigado a comprar direitos especiais de giro, que é em definitivo comprar capacidade de pagamento com sua moeda.
Deste modo, a lógica inicial do FMI para assegurar liquidez aos credores de cada Estado vê-se rasgada por essa nova situação com a que termina concedendo ao país endividado mais dinheiro do que aportou, empréstimo que vê-se submetido a uma série de condições que vão sendo mais rígidas na medida em que dito Estado vê-se obrigado a seguir pedindo emprestado mais dinheiro. Assim, o FMI mostrasse um grande banco que empresta quantidades de dinheiro astronômicas a altos juros.
Os Estados podem endividar-se de diferentes maneiras. O habitual é que a banca privada empreste dinheiro a uma empresa privada que conta com o aval de um Estado; se a empresa não pode pagar esta recorre ao Estado, e se o Estado não tem capacidade de pagamento vê-se obrigado a acudir ao FMI. A partir daqui o FMI concede-lhe linhas de crédito a altos juros e com restrições em sua política interna, o que na prática supõe que o poder político passa a estar controlado pelo FMI. Assim é como o FMI atua como ente de intermediação que dá dinheiro público ao Estado endividado para responder ao credor privado que é o banco, finalmente é o banco privada o que sai beneficiado ao recuperar sua dívida com juros.
O sentido de todo o processo e funcionamento do FMI termina sendo muito diferente ao que para um princípio foi concebido, de tal modo que acaba protegendo ao setor privado para impedir que quebre por inadimplência do Estado. O FMI, com dinheiro público, é o que cobre a dívida com os bancos privados, e isto degenera em uma espiral pela qual o país vê-se cada vez mais endividado com o FMI devido aos altos juros, ao que acrescenta-se a intervenção do FMI na política interna do Estado, desenhando para isso medidas públicas de modo a resolver sua dívida com o Fundo, porém que na prática, como comprovou-se na quase totalidade dos casos (Argentina, Brasil, etc…) é um completo fracasso que produz a ruína do país.
Após 20 anos, o novo governo liberal  de Macri junto de Christine Lagarde (presidente do FMI) aprovou um empréstimo de 50 bilhões de dólares (195 bilhões de reais), equivalentes a quase 10% do PIB argentino. Embora hoje, segundo o próprio FMI, a previsão é de a dívida chegar ao máximo de 65% do PIB antes de cair para 56% em 2021. Em troca, o Governo de Mauricio Macri se comprometeu a transformar o déficit fiscal de 2018 em superávit em 2021. A magnitude do montante é a face visível de um acordo que em troca obriga Macri a ajustar as contas do Estado até 1,4 ponto do PIB em 2019. os reajustes salariais de 15% pactuados no início do ano ficaram defasados em meio a uma inflação que este ano superará os 25 pontos, segundo os cálculos mais otimistas. 
Na medida em que a dívida incrementa-se, a dependência com o FMI agrava-se, porém chega um ponto em que a dívida é tão grande, as expectativas reais de que o empréstimo possa ser recuperado de forma integral junto aos juros correspondentes é mínima, por não dizer impossível; em qualquer momento o Estado pode negar-se a pagar qualquer dívida, o que suporia uma crise do sistema monetário internacional e sua definitiva quebra. Para que isso não ocorra, e evitar que a dívida converta-se em um passivo, criam-se novas linhas de crédito para o Estado por parte do FMI, pelo que este segue recebendo empréstimos com altos juros que vão somando-se à dívida já contraída.
Não cabe a menor dúvida de que o FMI é um instrumento mundial de dominação que utiliza a grande sinarquia internacional, muito especialmente as grandes plutocracias. O dinheiro público termina pagando a dívida contraído por outros países com entidades financeiras privadas. Isso põe de manifesto que o grande inimigo dos povos e dos trabalhadores é a grande finança, máximo representante do capital. Esta, rouba aos povos endividando seus países até a extenuação, para agravar mais se associa essa pressão com altos juros que são a mais crua expressão da usura internacional que vem aumentar ainda mais a carga da dívida.
O FMI serve aos interesses desses grupos econômicos privados que organizam-se em grupos de pressão, corporações, carteis, trustes financeiros, lojas e fundações de diversos tipos, nos quais traçam-se as grandes linhas da política internacional, e em definitiva, onde marcam-se os acontecimentos históricos de cada momento. É assim como um pequeno grupo de indivíduos inseridos nestes núcleos de poder dirigem o mundo, a expensas dos povos e nações da terra, que indefesos resultam ser as vítimas de um saque organizado e generalizado de suas riquezas. O caso mais claro foi a Rússia pós-soviética, na que a administração de Boris Iéltsin, controlada pelos judeus, fez possível que as riquezas nacionais e as empresas do Estado foram literalmente espoliadas e saqueadas por esses parasitas, ao tempo que as ajudas concedidas pelo FMI a Rússia eram diretamente roubadas por estes elementos através de grandes fugas de capitais para bancos na Suíça e Tel-Aviv. Após a vinda do presidente Putin, foi restabelecido a ordem e a coesão nacional do país ademais de levar a cabo medidas de proteção econômica contra o parasitismo, ver-se-iam obrigados a buscar refugio como vulgares vermes em sua pátria semítica de Israel.
Imagem de Boris Iéltsin (à esquerda) e Bill Cliton (à direita) em 1995. No final de 1991, Iéltsin favoreceu os especuladores e instituições estrangeiras, como o Banco Mundial, o FMI e até mesmo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que nos anos 1980 haviam desenvolvido técnicas de recuperação econômica para economias em transição. Essas políticas ficaram conhecidas como “Consenso de Washington”, e mais particularmente no caso da Rússia, como “terapia de choque”, por conta das duras penas que os russos sofreram durante este período. Essas reformas políticas possibilitaram que Yegor Gaidar (1956-2009), um jovem economista russo favorável a reformas radicais, entrasse no alto escalão de Iéltsin. Durante os anos de Iéltsin (1990 – 1991), a economia viveu seus piores momentos.
A eliminação destes oligarcas da vida nacional russa supôs uma afirmação dos interesses nacionais frente aos de grupos privilegiados e classes sociais que atuavam a expensas da administração pública para satisfazer a impôr seus próprios interesses por meio das políticas públicas do Estado, roubando à sociedade o que realmente é seu e em justiça pertence-lhe.
Também há que pôr de relevo a estratégia neoliberal dos programas de saneamento econômico pensados pelo FMI, o que constitui uma privatização de todos os serviços públicos, os quais param diretamente em mãos privadas de grandes magnatas, o que implica um roubo à nação, como ocorreu em seu momento com as empresas exploradoras de gás e petróleo, ou aquelas outras que encarregavam-se da exploração de minas na Sibéria. O controle político do FMI sobre os governos que decidem pôr-se à disposição de suas diretrizes tem como resultado a ruína, a crise e o caos, tal e como ocorreu durante a era Iéltsin (1990 – 1991) na Rússia, levando o país até o colapso.
Fica claro, então, que o inimigo número um dos povos do mundo é a grande finança e os grupos econômicos que, furtivamente, planificam o maior roubo da história que tem por finalidade a escravidão dos povos e sua submissão ao poder do dinheiro.
Notas:
[1] – BIRD é Instituição financeira internacional que oferece empréstimos a países em desenvolvimento de renda média. O BIRD é a primeira das cinco instituições que integram o Grupo Banco Mundial e está sediado em Washington, D.C., Estados Unidos da América. O BIRD e seu “braço” para empréstimos concessionais, a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), são coletivamente conhecidos como Banco Mundial, dado que compartilham as mesmas lideranças e as mesmas equipes.
De forma semelhante a um banco privado, o BIRD é dividido em ações que pertencem aos seus Estados-membros. Os países são responsáveis pela administração do BIRD, embora a entidade disponha de lideranças executivas e de equipe técnica próprias, que gerenciam grande parte das operações cotidianas. Na condição de acionistas, os Estados-membros contribuem para o capital integralizado e têm direito a voto em assuntos relacionados ao banco (Junta Governativa do Banco Mundial). Além de receber tais contribuições financeiras, o BIRD incrementa seu capital por intermédio da tomada de empréstimos nos mercados internacionais de capitais, via emissão de títulos.
[2] – Parisiense nascida em  1 de janeiro de 1956, é uma advogada e política francesa filiada ao partido Os Republicanos, atual Diretora-Gerente do FMI, o cargo mais alto do organismo multilateral, o qual ela é a primeira mulher a ocupar. Ela assumiu na sequência do afastamento do membro do Partido Socialista (PS) Dominique Strauss-Kahn, maçom membro do Grande Oriente de França, como o pai, por acusações de abuso sexual contra uma camareira  de hotel.
Lagarde cresceu em Le Havre (Normandia), juntamente com dois irmãos e a sua mãe. Graduou-se em 1974 no Liceu Claude Monet em Le Havre, recebeu uma bolsa de estudo e ingressou na Holton Arms School em Bethesda, Maryland, onde completou uma licenciatura em Inglês. Na França, formou-se no Institut d’Études Politiques d’Aix-en-Provence em Direito Social e frequentou a Universidade de Paris X – Nanterre preparando-se para a candidatura de admissão à ENA. Lagarde foi reprovada duas vezes no vestibular e acabou por receber um mestrado em Inglês, um mestrado em Direito comercial e um diploma em Direito do trabalho.
Lagarde ingressou na empresa Baker & McKenzie de Chicago em 1981, tornando-se advogada associada adjunta em 1991, membro do Comitê Executivo em 1995, Presidente da Comissão Executiva entre 1999-2004 e membro do Comité de Estratégia Global desde 2004. Posteriormente, trabalhou como advogada no Tribunal de apelação de Paris antes de ser nomeada ministra primeira vez em 2005.
Foi Ministra das Finanças, Indústria e Emprego no governo do primeiro-ministro François Fillon de  2007 à 2011. Antes, havia sido Ministra da Agricultura e Pescas no mesmo governo além Ministra do Comércio Exterior entre 2005-2007 no governo de Dominique de Villepin.
[3] – O presidente Woodrow Wilson apresentou os “Quatorze Pontos” em 8 de Janeiro de 1918.  Eles foram estritamente baseados nas determinações do “d’O Inquérito” (‘The Inquiry’), uma equipe de 150 conselheiros em política externa liderada por Edward M. House, na sua preparação dos assuntos antecipados para a Conferência de Paz em Versalhes no ano de 1918.
O discurso dos Catorze Pontos foi a única declaração explícita dos objetivos de guerra feita por qualquer uma das nações beligerantes da Primeira Guerra Mundial. Os Estados Unidos haviam-se juntado aos Poderes Aliados na guerra contra as Potências Centrais a 6 de Abril de 1917, apesar da recusa inicial dele e de seu governo para intervir na disputa dentro do continente europeu, o qual envolvia muitas questões geopolíticas coloniais da Europa.  A necessidade de se estabelecerem objetivos morais tornar-se-ia mais importante quando, após a queda do regime russo, os bolcheviques divulgaram tratados secretos entre os Aliados. O discurso de Wilson também deu resposta ao Decreto da Paz de Vladimir Lenin (Novembro de 1917, imediatamente após a Revolução de Outubro), que propunha a retirada imediata da RSFS da Rússia da guerra, advogando uma paz justa e democrática que não se compadecia com anexações territoriais, e que levou ao Tratado de Brest-Litovsk, a 3 de Março de 1918.
[4] – O economista Keynes defendia a moeda fiduciária, contrapondo tanto ao autor clássico Adam Smith, como aos Austríacos Hayek, Mises, Hans-Hermann Hoppe ou Friedman.
Fontes de pesquisa:Clubeinvest.com: Bretton woods
http://www.clubeinvest.com/_technical_analysis/forex/Bretton_woods/Bretton_woods.php

Enciclopédia –  Acordos de Bretton Woods
http://www.enciclopedia.com.pt/new/articles.php?article_id=1703

Money box: End the Fed? Actually, Maybe Not.
http://www.slate.com/articles/business/moneybox/2011/02/end_the_fed_actually_maybe_not.html

Estadão: Veja como o dólar se tornou a moeda de referência mundial
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,veja-como-o-dolar-se-tornou-a-moeda-de-referencia-mundial,400908

DW -1945: Fundação do FMI e do Banco Mundial
https://www.dw.com/pt-br/1945-funda%C3%A7%C3%A3o-do-fmi-e-do-banco-mundial/a-358559

Ourourdocuments.gov
https://www.ourdocuments.gov/doc.php?flash=false&doc=62

Kenneth Waltz, Man, the State and War (New York: Columbia University Press, 1969). David P. Calleo e Benjamin M. Rowland, American and World Political Economy (Bloomington, Indiana: University of Indiana Press, 1973).

Cordell Hull, The Memoirs of Cordell Hull, vol. 1 (New York: Macmillan, 1948), p. 81.

Robert A. Pollard, Economic Security and the Origins of the Cold War, 1945-1950 (New York: Columbia University Press, 1985), p.8.

Baruch to E. Coblentz, 23 de março de 1945, Papers of Bernard Baruch, Princeton University Library, Princeton, N.J quoted in Walter LaFeber, Russia, America, and the Cold War (New York, 2002), p.12.

Irwin Unger, These United States (2007) 561.

Veja também:


Dr. Enéas Caneiro: A Catástrofe Financeira Mundial

 

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