O Verdadeiro Significado da Semana Santa

A Semana Santa lembra o martírio de Jesus Cristo, o calvário, a morte e a ressurreição. Junto a isso, todos os seus significados eternos e universais.
Por sua vez, a páscoa, que remonta a uma origem judaica, mas que também adotado pela Igreja Romana em seus primórdios, é originalmente uma celebração hebreia da “libertação” dos hebreus do Egito e o caminho desse povo, guiados pelo mago Moisés até oque eles chamam ainda hoje de “Terra Prometida” (atual Israel), sem deixar de contar as passagens da Torá (expostas no Velho Testamento), onde se regozijam das “pragas” que se abateram sobre os egípcios e o “anjo” que arrancou a vida dos primogênitos desse povo. Porém, nada disso tem haver com os ensinamentos originais pregados por Jesus em sua época. Trata-se de uma mistificação efetuada a séculos. Então oque é importante lembrar? Qual o verdadeiro significado? Porque a confusão entre as duas?
Jesus foi executado, ao que parece, convenientemente às vésperas da comemoração judaica da Páscoa através do Sinédrio e dos fariseus (seus inimigos mais imediatos). Com certeza, ou acharam que seria uma data simbólica, ou de fato, tinham muito medo de seus ensinamentos e seguidores, livres em Jerusalém, lugar onde Ele se encontrava. Assim, ocupando-se de coagir os romanos a executar o líder, protegeram suas leis Mosaicas.
Após sua morte, Paulo de Tarso (Saulo), talvez tenha sido o primeiro (século I) a referir-se a sua ressurreição no sentido ou momento da páscoa.
Posteriormente, os primeiros cristãos (cristianismo primitivo), que não eram unificados e mesmo eram clandestinos, contendo muitos judeus entre os seguidores da doutrina de cristo, ao comemorarem a páscoa, o faziam em lembrança do mestre, fazendo referencia a ensinamentos passados como na Última Seia e sobre sua ressurreição e promessa de retorno, assim como as coisas que estavam por vir no futuro da humanidade.
Concluindo, a Semana Santa é uma época de reflexão para que os cristãos, para que pensem na sua união contra um inimigo comum, os inimigos de toda a humanidade, aqueles que lhes fazem dura oposição. Não se tratando isso de uma mera “guerra ideológica” ou religiosa., mas de escolher um lado… o lado da liberdade ou o lado do Sinédrio, da Sinarquia, do Poder Mundial, da padronização (submissão) do espírito as vontades daqueles que lhes querem dominar por todos os meios.
No final, a semana santa, é uma época de lembrança dos últimos momentos de Cristo, também fala de libertação, mas liberdade acima da morte, de eternidade, de elevação, ao contrário da “libertação” vingativa dos hebreus, que não esquecendo, em nome de suas leis mosaicas, são os responsáveis pela tortura, difamação e assassinato do homem que lhes confrontou sem medo, cara-a-cara, sem a ninguém distinguir, mostrando que a verdadeira essência está no amor pelo que acreditamos e não no ódio daquilo que somos contrários.
Nota:
As imagens de capa e do final são cenas do julgamento de Cristo no filme “The Passion of The Christ” (A Paixão de Cristo), dirigido por Mel Gibson e estreado em 2004. Considerado um dos melhores já feitos do gênero, o autor buscou a total autenticidade da época. Não somente filmado na mesma terra dos ocorridos, mas os próprios autores são nativos da região assim como o idioma do filme é todo falado em aramaico. Na primeira imagem, Caifás interroga Jesus e na segunda, a parte final onde o mestre ressuscita e vai de encontro aos discípulos.
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