O Verdadeiro Massacre de Dachau: um crime Aliado

Nos ajude a espalhar a palavra:
É importante, antes de contar essa história, analisar alguns fatos importantíssimos sobre o campo de concentração de Dachau, lugar dos ocorridos.
Oque era e qual a finalidade do Campo de Dachau
O Campo de concentração de Dachau ficava localizado a cerca de 20 quilômetros ao norte de Munique, Alemanha. Por uma disposição de Heinrich Himmler, ora comandante da polícia de Munique (Polizeipräsident), foi construído como o primeiro campo de concentração permanente do Terceiro Reich. Para ser erguido, o campo utilizou o espaço de uma antiga fábrica de munição a leste da cidade de Dachau.
Vista aérea do campo de Dachau

À semelhança de outros campos, era um local de internamento e/ou trabalho mantido pelo Estado, à parte dos sistemas penitenciários comuns, para detenção e/ou ressocialização de elementos retirados do convívio da sociedade por motivos logísticos ou de segurança. Detalhes da estruturas mostram que ele continha também um complexo hospitalar.
Gaseamentos e assassinatos: mentira!
Após a guerra veiculou-se a acusação de que judeus teriam sido eliminados em câmaras de gás especialmente construídas para o homicídio em massa. Esta versão dos fatos foi então aceita como “comprovada”. Em 19 de agosto de 1960 porém, o diretor do Institut für Zeitgeschichte – (IfZ), Martin Broszat revidou a versão da História até então considerada “evidente”. Numa carta de leitor ao jornal “Die Zeit” de Hamburgo, afirmou precisamente:

“Nem em Dachau tampouco em Bergen-Belsen e nem em Buchenwald foram gaseificados judeus ou outros aprisionados. A câmara de gás em Dachau nunca foi concluída nem entrou em operação. Centenas de milhares de prisioneiros que pereceram em Dachau e outros campos de concentração foram vítimas das condições catastrofística tanto de higiene como de suprimento” [1]

Com isto Martin Broszat evidenciou que historiadores, jornalistas e antigos detentos dos campos de concentração, durante 15 anos repetiam com absoluta falta de crítica os contos atrozes propagados pelos aliados vencedores da Segunda Guerra Mundial.
Há de se acrescentar que as situações de penúria nos campos, encontradas pelos aliados ao final da Guerra foram consequências do exaurimento total da Alemanha. A mesma situação de penúria, se não pior, e com consequências semelhantes, com mortes aos milhares por subnutrição e epidemias, encontrou-se também na população civil alemã. O processo difamatório desenvolvido pelos aliados colocou ardilosamente tal situação como intencional nos campos de concentração. Em muitos casos as condições de sobrevivência nos campos ainda era melhor do que fora deles.
Campo de Dachau após 1945

No processo de Nürnberg contra os “criminosos de guerra” alemães foi registrado no documento 3249-PS, a declaração juramentada da “testemunha visual” Franz Blaha afirmando ter “presenciado pessoalmente” o processos de “gaseificação em massa”. Posteriormente o “juramento” foi simplesmente desconsiderado, pois a Direção do Museu de Dachau informou que “em Dachau ninguém foi gaseificado”. Foi instalado um painel em vários idiomas, esclarecendo que Gaskammer: war nie in Betrieb”.
A situação de Dachau no fim da guerra
A situação de Dachau nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, refletia a situação geral na Alemanha, tanto na área militar como civil. População exaurida, serviços públicos escasseando, infra-estrutura em processo de destruição, cidades bombardeadas e transformadas em montanhas de entulho. A população sem moradia, alimentação e recursos médicos, era presa fácil de epidemias e da mortandade em massa. A área militar se esfacelando, sem base de sustentação, unicamente ainda lutando devido ao heroísmo dos combatentes, mesmo tendo como certo o fim trágico do conflito… o colapso e o caos.
Desde janeiro de 1945 houve em Dachau uma epidemia de febre tifoide que ceifou 10.000 vítimas. A capacidade do crematório era insuficiente para cremar os mortos em tempo hábil. Milhares de corpos a serem cremados, acumulavam-se no interior do complexo e ao redor do crematório, vários já em estado de decomposição. A maioria do corpo de vigilância de Dachau tinha se retirado de Dachau dias antes da tomada do campo pelos Aliados em 29 de abril de 1945. Foi substituída por 200 homens da divisão da SS (Schutzstaffel) Wiking de Augsburg. Ao todo, 560 militares alemães estavam alocados no campo em 29 de abril de 1945. Atualmente coloca-se sob dúvida a real composição do corpo de vigilância naqueles dias, pois é possível que, embora portassem uniformes da SS, poderiam pertencer ao outras categorias militares alemães. Sobreviventes de diversas categorias militares tinham sido agrupados de forma provisórias, de acordo com as necessidades emergenciais que se avolumavam.
Massacre de soldados alemães
O verdadeiro crime de guerra em Dachau
Com dito, no dia 29 de Abril de 1945, o exército norte-americano entrou no campo de concentração de Dachau. Nesse mesmo dia teve lugar a execução em massa de soldados desarmados da tropa de elite Waffen-SS nas mãos de militares do 3º Batalhão do 157º regimento de infantaria da 45ª Divisão do sétimo exército dos Estados Unidos da América.
No seu livro “Surrender of the Dachau Concentration Camp 29 April 1945″ o Coronel John H. Linden informa que os soldados SS encontravam-se ali acantonados devido à existência de um hospital no interior do campo de concentração, já que na sua maioria estes soldados haviam sido feridos em combate.
Linden diz que a execução dos soldados alemães foi filmada, embora tal registo tenha desaparecido e apenas restem algumas imagens fotográficas do ocorrido. De acordo com Linden as execuções tiveram lugar por volta do meio-dia, porém, o Coronel Howard A. Buechner, um oficial médico, alega que ocorreu outro massacre pelas 2:45 da manhã, sobre as ordens do Tenente Jack Bushyhead.
Dachau – O assassinato de soldados alemães em execução sumária da guarnição SS, sem julgamento.

Este massacre apenas foi publicamente conhecido 60 anos após a sua ocorrência, sem que nenhum dos militares norte-americanos tenha sido conduzido a um tribunal pela flagrante violação da Convenção de Genebra.
Os crimes foram encobertos, as provas foram em sua grande maioria destruídas, e o julgamentos dos culpados foi impedido pelas autoridades americanas. Testemunhas foram instruídas a se calar. A mídia global, o atual sistema de manipulação de massas e a patrulha de esquerda procura descaracterizar os crimes de guerra perpetrados. Tentam caracterizá-los como excessos individuais decorrentes do estresse a que estariam submetidos os combatentes vitoriosos na sua luta contra o Nacional-Socialismo. Procuram fazer valer um processo de compensação avaliando estes crimes como diminutos em comparação às difamações por eles difundidas contra o regime Nacional-Socialista, no jogo em que o vitorioso escreve a História de forma a preservar sua reputação.
Não obstante todo o empenho em eliminar provas e dissimular ou distorcer os fatos, salvaram-se documentos e emergiram testemunhas. Anos após o final da Segunda Guerra Mundial, o assunto voltou ao comentário público. Há notícias de jornais e registros e testemunhas da época, que não foram destruídos.

Confira nossa Loja da Livraria Virtual

O relato de Howard A. Buechner
Autor de “Dachau – The Hour of the Avenger”
Howard A. Buechner, tenente americano ao final da guerra e posteriormente militar aposentado, foi integrante serviço médico do citado 3 Batalhão do 157 Regimento de Infantaria da 45 Divisão do 7 Exército americano, que ao final da Segunda Guerra Mundial. À esta unidade militar, a qual renderam-se os 560 soldados da SS alemã, até então resposáveis pela guarda do campo, estes soldados alemães, indefesos após sua rendição, foram assassinados pelos seus colegas. Assim, o autor foi testemunha dos acontecimentos em Dachau. Ele escreveu o livro “Dachau – The Hour of the Avenger” (Dachau – A hora do vingador), publicado em 1986 nos Estados Unidos.
Em dezembro de 1945 Howard A. Buechner , liberado do serviço militar, voltou à vida civil (pág 126 e 127). Desconhecidos até hoje são os reais motivos que o impeliram a editar o livro. Ele alega apresentar um testemunho visual dos acontecimentos daqueles dias no campo de Dachau. A invasão do campo teria sido motivado pela necessidade de levar a liberdade e a felicidade aos seus ocupantes. Apela contra a insanidade das guerras tão danosas à humanidade. Elogia seus companheiros da 45 Divisão de Infantaria.
Dachau – Soldados alemães assassinados.

Ele apresenta Dachau como a “mãe da morte”. Disserta sobre as “câmaras de gás” embora confessa não estar seguro de sua utilização. Ele também admite que podia se tratar de câmaras de desinfecção de roupas (a incidência de insetos e pragas como piolhos é comum em aglomerados de pessoas e a desinfecção de roupas era uma necessidade para a manutenção da saúde da população do campo – pág 3, 87 e 89). E ele não esclarece se estava se referindo às câmaras de desinfecção de roupas ou aos banheiros, os quais também foram apontados como instrumentos de extermínio. Seu livro não apresenta consistência quanto ao alegado, apenas parece tentar isentá-lo de qualquer culpabilidade pelo massacre dos alemães.
Naquela manhã de 29 de abril de 1945, em Munique, deslocou-se ao inicio da tarde para Dachau,  quando o comandante Lt.Col. Felix Sparks recebeu a ordem de tomar aquele campo. O qual prontamente os militares dirigiram-se ao novo destino.
Ao se aproximar do campo, encontraram vários vagões ferroviários que continham centenas de cadáveres exauridos e mal vestidos. Os americanos provavelmente deduziram que se tratavam de vítimas de homicídio praticado por alemães. No entanto a origem destas cargas humanas permanece sem esclarecimento. Presume-se que se tratava de detentos doentes que na evacuação de Buchenwald tinham sido transferidos para Dachau. Muitos detentos, de tão enfraquecidos, necessitavam de ajuda para serem levados às instalações de Dachau, porém, as ordens para a internação não foram obedecidas [3]. Muitos desses ocupantes dos vagões, sem assistência permaneceram e lá mesmo morreram sem identificação adequada.
Nas torres de vigilância do campo tremulavam bandeiras brancas da rendição. Não obstante, os americanos abriram fogo contra as torres, em desconsideração às bandeiras brancas. Em reação e legítima defesa, os alemães passaram a revidar o ataque. Após breve tiroteio os americanos invadiram as torres e de lá lançaram os cadáveres de cerca de 10 militares alemães para baixo. Por vários dias os cadáveres alemães permaneceram ao redor das torres e no fosso em torno do campo.
Outro tiroteio deu-se no interior do campo, ao final do qual havia mais 20 baixas do lado dos alemães.
Estes 30 mortos porém apenas foram a introdução do massacre em si, conforme Howard A. Buechner à pág 97 de seu livro.
Simultaneamente à 45. Divisão da Infantaria, também parte da 42. Divisão “Rainbow” (Arco-íris) chegou ao campo de Dachau. Entre seus componentes estava o Brigadier General Henning Linden deparou-se com um militar SS alemão ferido ao chão e ordenou ao médico militar – que era judeu – que o acompanhava, que atendesse o ferido. O médico negou-se, com o argumento que não “botaria a mão” em nenhum alemão. O Gen. Linden ameaçou o médico de prestar queixa na justiça militar, e mesmo assim, o médico permaneceu irredutível. O episódio não teve consequências, pois o Lt.Col Sparks tinha ordenado ao componentes da 42 Divisão que abandonassem o campo, e o Gen. Linden foi forçado a se retirar. (páginas 65 e 66).
Por parte da direção do campo, o seu comandante, tenente Heinrich Skodzensky em companhia de um representante da Cruz Vermelha, tentava preparar a transferência regular do campo ao comando americano. Howard A. Buechner não descreve a transferência em seu livro. A cena que se seguiu encontra-se publicada no jornal inglês “After de battle” ( nr. 27 de 1980, página 13). Nesta publicação, um ex-detento belga do campo, Albert Guerisse (cujo nome verdadeiro era Patrick O’Leary) relata o ocorrido:

“Eu me cientifico que os americanos eram senhores da situação. Dirijo-me a um americano saindo de um blindado, me apresento e ele me abraça. É um Major. Seu uniforme está empoeirado, sua camisa aberta até o umbigo. Está sujo e suado, a barba por fazer, portando um capacete amassado e um cigarro no canto da boca. Neste momento aproxima-se o tenente-comandante Heinrich Skodeznsky. Sua vestimenta está limpa e cuidada. Faz continência ao americano e comunica: Transfiro-lhe o Campo de Concentração de Dachau com 30.000 internados, destes 2.340 doentes e 27.000 em postos externos, com 560 membros da guarnição… O Major não retribuiu a saudação. Reluta um momento, e de repente cospe o alemão no rosto e diz: ‘Du Schweinehund!’ (Seu bastardo!). Em seguida manda tomar assento num dos Jeep que tinham chegado, entrega-me uma pistola automática e me ordena acompanhá-los. Eu porém não os acompanho: ‘Eu fico aqui’. O Major ordena algo e o Jeep com o oficial alemão sai do campo. Passam-se alguns minutos. Meus camaradas ainda não arriscaram a sair dos seus alojamentos, à distância não puderam avaliar a situação. Então ouço tiros, e o Major americano me diz: ‘O Schweinehund está morto’.

Assim iniciou-se a matança. O Major americano ordenou o início, e os americanos abriram fogo contra todos soldados alemães que pudessem avistar no campo. O tenente Howard A. Buechner informa em 122 o número de vítimas. (pág. 98 do seu livro).
Também os ex-detentos extravasam seu ódio matando em torno de 40 soldados. Uma chamada no jornal americano New York Herald Tribune de 02 de maio e 1945 dizia: “Detentos de Dachau vingam-se de nazistas – encontrados homens da SS mortos e macerados, com seus dedos médios cortados”
Depois de meia hora de tiroteio desenfreado, o Lt.Col. Sparks restabeleceu a ordem e a disciplina. Ordenou o encaminhamentos dos 358 soldados ainda vivos para detenção. Assim que lhes virou as costas, o encarregado da guarda, de codinome “Birdeye” (olho de pássaro) reabriu fogo com sua metralhadora. O Lt. Col. Sparks impediu-o de prosseguir, porém já jaziam ao chão 12 vítimas. (pág 98 e 99).
No inicio da tarde de 29 de abril de 1945, Buechner chegou à Dachau, lhe sendo negada o ingresso ao interior do campo. Lt. Col. Sparks tinha isolado o local. Foi lhe permitido porém o acesso às dependências externas, onde poderia atender a feridos.
Ao acessar o campo, ouviu fogo de metralhadoras à sua esquerda. Espreitou ao lado de um muro e presenciou a seguinte cena: O primeiro-tenente Jack Bushyhead comandava alguns soldados americanos em cima do telhado de uma pequena edificação no manejo de uma metralhadora de 30 mm. Em frente a esta edificação havia um longo e alto muro de alvenaria. Ao longo deste muro estavam estirados numerosos soldados alemães, alguns mortos, outros agonizando, outros eventualmente se fingido de mortos. Três ou quatro ex-detentos em uniformes do campo, percorriam as linhas das aproximadamente 350 vítimas e, munidos de pistolas de 45 mm baleavam aqueles que ainda dessem sinais de vida.
Ao mesmo tempo em que os detentos percorriam a linha de vítimas no intuito de eliminar os feridos, na outra ponta, antes da chegada dos assassinos, alemães do serviço médico colocavam os poucos feridos em macas e os transportavam ao centro médico do campo. (pág 86 de 87). A cena foi rascunhada pelo autor, mostrando também dois detentos golpeando um soldado alemão com pás. Esta cena, também mostrada no livro de Nerin Gun , “The American Hour” (A hora dos americanos), encontra-se na página 114 do livro de Buechner.
No final, conforme listado à página 99 do livro de Howard A. Buechner, as vitimas do dia somaram 122 baleados pelos militares americanos,12 baleados por Birdeye, 346, baleados pelo tenente Bushyhead e 40 assassinados pelos detentos num subtotal de assassinados 520 e 10 mortos em combate.
Outros relatos
Existem outras testemunhas visuais, além de Howard A. Buechner. Assim existe o relato publicado pela primeira vez em 1960 por Erich Kern, em sua revista “Das große Kesseltreiben” e posteriormente também em seu livro “Meineid gegen Deutschland” (Pr Oldendorf 1971, pág 224-247, 313-315). Tal como Howard A. Buechner, à página 87 de seu livro descreve a expulsão de feridos do centro médico do campo:

“Hans Linberger sofreu sérios ferimentos nos combates na região de Kiev… Seu antebraço foi arrancado e seu corpo crivado por estilhaços de granada… Após longo convalescimento foi fazer parte das unidades provisórias formadas por restos de outras unidades e encaminhado a Dachau. Em 29 de abril de 1945 estas unidades, formadas em sua totalidade pro elementos inválidos, depuseram as armas e, internadas em um barracão prepararam-se à rendição. Médicos utilizavam aventais brancos, pessoal de apoio caracterizavam-se pelas braçadeiras da Cruz Vermelha Internacional… Hans Linberger dirigiu-se à entrada do barracão. De longe destacava-se a manga vazia do seu braço esquerdo. Aos americanos que invadiam o campo explicou que o barracão era um hospital militar, a se rendia desarmado. Um americano colocou-lhe a metralhadora ao peito e lhe esbofeteou o rosto. Em seguida largaram de Hans Linberger e avançaram barracão adentro. O americano que esbofeteou Linberger baleou um desconhecido no corredor que ficou estendido ao chão. Os médicos, enfermeiros e pessoal de apoio foram escorraçados do barracão. O médico presente, dr. Schröder, ao tentar render-se e transferir o hospital militar aos americanos, foi golpeado de forma a sofrer traumatismo craniano.”

Os ocupantes do hospital em condições de se movimentarem foram enfileirados, e sob ameaça armada, foram saqueados. Em seguida foram levados até um pátio circundado por um muro em forma de ferradura. (Pela descrição trata-se do mesmo pátio já mencionado por Howard A. Buechner). Em frente à fila formada pelos ocupantes do hospital, os americanos montaram uma metralhadora. Correspondentes de guerra americanos e jornalistas iniciaram a sessão de fotografias e a filmagem do grupo, ao que um atirador americano abriu fogo. Mirando a metralhadora da esquerda para a direita e de volta para a esquerda baleou a massa humana de aproximadamente 40 pessoas. Estes acontecimentos aparentam serem os mesmo relatados por Howard A. Buechner quando menciona a presença de ex-detentos que baleavam os feridos.
Hans Linberger estava na fila da morte. Escapou da morte e, sob juramento, declarou à Cruz Vermelha Internacional: 

“Deixei-me cair e o companheiro ao meu lado caiu sobre mim, gritando e vertendo sangue sobre mim: Os americanos atiravam na barriga. Após o tiroteio, ex-detentos com armas de fogo e pás matavam os que ainda viviam, porém antes de conclui-la, suspenderam a matança. Vi feridos rastejarem em direção aos americanos para se identificarem como estrangeiros, ou de qualquer forma se desvincular do campo. Um homem portando uma braçadeira da Cruz Vermelha veio em nossa direção e nos entregou uma lâmina de barbear com a orientação de ‘nos prepararmos’ , ou seja, para que cortássemos nossos pulsos. Nisso veio um oficial americano suspendendo a ação, e os sobreviventes puderam carregar seus companheiros feridos. Os mortos no dia seguinte ainda jaziam ao pé do muro.

O Processo no Tribunal de Guerra
Falcatruas jurídicas – especialidade Aliada
Altos oficiais americanos visitaram Dachau ainda no dia 29 de abril de 1945, no período da tarde, descobrindo os cadáveres dos alemães. No intuito de dissimular o massacre houve a ideia de espalhar os corpos pelo campo, a transmitir a impressão de que tivessem sido mortos em combate. Esta versão não prosperou, pois já havia fotos e registros do acontecido. Não houve opção, se não de instalar oficialmente uma sindicância.
Após interrogatórios, apenas 4 oficiais e 5 soldados teriam que responder ao processo. Os demais não puderam ser devidamente identificados por terem sido transferidos a outras unidades militares. A acusação era de  desobediência, ausência de primeiros socorros, e atuação em desacordo com a convenção de Genebra.
Howard A. Buechner foi informado ainda no Quartel General da 45. Divisão de Infantaria que seria instaurado processo militar contra ele, Lt. Col Sparks, o primeiro-tenente Bushyhead e outros militares americanos. Ao ser perguntado porque não tomou providências a impedir o massacre, e porque não prestou socorros médicos, informou que quase todos alemães já tinham falecido, e os poucos sobreviventes estavam em estado tão grave que seria inútil qualquer assistência. Quanto a impedir a matança, alegou estar desarmado na ocasião não podendo impor respeito. Porém conforme seu livro, tais argumentos não correspondem à realidade, pois estava armado. De qualquer forma o oficial a conduzir o interrogatório satisfez-se com as explicações e Buechner foi inocentado, à semelhança dos demais oficiais interrogados. Sobrou assim a acusação contra Jack Bushyhead, a quem foi ordenado comparecer à presença do General George Smith Patton, comandante da 3. Armada Americana (U.S. Third Army). O comandante Patton ouviu seu relato e ordenou o comparecimento dos demais implicados, munidos de toda documentação existente sobre o assunto. Na presença dos convocados, e tendo em mãos os documentos entregues, jogou todos numa lixeira de metal e os incendiou. Assim, queimadas as provas, eliminou-se as acusações e liberou-se os acusados.
O julgamento não ocorreu e criou-se a versão oficial das mortes em combate.
A verdade ressurge das cinzas
Howard A. Buechner supunha não haver mais provas, mas algumas fotos não tinham sido eliminadas, e sem contar que posteriormente, informações e comentários começaram a surgir. Porém como nação vencida, não cabia qualquer direito aos alemães, não obstante os boatos que circulavam. Em 1946, pelas publicações de um ex-detento, surgiu o primeiro indicativo do massacre dos alemães [4] e outra testemunha relata a matança dos alemães em 1957 [5]
Posteriormente foi publicada no livro “Das grosse Kesseltreiben” de Erich Kern, o relato juramentado de Hans Linberger.
Em 1966 Nerin E. Gun publicou “The Day of the Americans“. Apresentando entre outros o testemunho, o citado de Patrick O’Leary sobre o assassinato do comandante da SS Heinrich Skodzensky além de fotos.
Em 18 de janeiro de 1985 surgiu no número 4 da “Deutsche National-Zeitung“, o relato testemunhal dos assassinatos, de um ex-detento de Dachau [6]
Na Grã-Bretanha, em 1980, o revista “After the Battle“, no seu exemplar numero 27, publicou um artigo sobre o assunto.
Notas:
[1] – BROSZAT, Martin. “Keine Vergasung in Dachau”. Jornal Die Zeit, de Hamburgo, em 19 de agosto de 1960, pág 16.
[2] – BUECHNER, Howard A. “Dachau – The Hour of the Avenger. An Eyewitness Account”, Metairie, Louisiana, Thunderbird Press, 1986
[3] – Comparar o relato de Marguerite Higgins, no jornal New York Herald Tribune, de 01 de maio de 1945.
[4] – GROSS, K.A. Fünf Minuten vor Zwölf, München, 1957.
[5] – KUPFER-KOBERWITZ, Edgar. Die Mächtigen und die Hilflosen, 1957.
[6] – MÜLLER, O. Was geschah im KZ Dachau? Wie viele kamen wirklich ums Leben? Refere-se ao testemunho de P.Thaddeus Pelczar. Este relato já tinha sido publicado também na revista americana “National Catholic Register“, de 08 de abril de 1979.
Fontes originais: 
Veja Também:

Outras formas de doação? Entre em contato: osentinelabrasil@gmail.com

Siga em:

Sentinela

Site formado em 2013 com foco em história não oficial do Brasil e geral, política, filosofia, economia, cultura e etc.

Com foco geral em análises de um ponto de vista da Terceira Posição Política e do Revisionismo histórico, nossa missão e visão consiste em trazer a verdade (assim como questioná-la, já que nenhuma verdade é absoluta) sobre uma ótica diferente do habitual.

Pense diferente.
Siga em:
Nos ajude a espalhar a palavra:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.