O Que é Soberania e Falso Patriotismo?

Nos ajude a espalhar a palavra:

Jair Bolsonaro dispensa apresentações nos dias de hoje. Segundo o deputado federal pelo Rio de Janeiro e  pré-candidato à presidência pelo PSL, a Amazônia não é nossa, e defendeu a abertura da região para “exploração”. Ele disse que “aquilo” (Amazônia) é vital para o mundo, e que é com muita tristeza segundo ele, que diz isso, mas é uma realidade e temos como explorar em “parcerias” essa região.

Em turnê de candidatura pela região Nordeste, Bolsonaro lidera, segundo pesquisa  da CNT/MDA para candidato à presidência da República, divulgada na segunda-feira (14) sem Lula e Barbosa, com 18,3% seguido de Marina Silva e Ciro Gomes.
O mesmo possui uma massa de apoiadores bastante significativa na região Nordeste e sua turnê tem sido bastante festejada. Angariando o público conservador e boa parte dos liberais, haja vista o apoio de Dom Philippe de Orleans e Bragança recentemente ao pré-candidato que ilustra perfeitamente essa simbiose cada vez mais indignado com as taxas de impostos e a criminalidade sem precedentes nesse país, o pré-candidato tem ganhado bastante apoio principalmente no que diz respeito a essas pautas, embora nunca fale exatamente como irá lidar com essas questões e nem mesmo a grande parte de seus eleitores também não saiba responder.
Apoiado em discursos válidos como o porte de arma como direito do cidadão a auto-defesa e a recuperação da moral na sociedade, o candidato apoiado pelo Sionismo no Brasil e como alternativa dos liberais, já demonstrou diversas vezes que no que tange a questões sociais, econômicas e de soberania, ou não tem nenhum conhecimento ou é totalmente indiferente.
Ajuda da oposição controlada da “esquerda”
Acusado pelos opositores (em boa parte da esquerda militante e política) de “racista” e “homofóbico”, a qual ele rebate afirmando a ascendência negra de seu sogro e a origem geográfica cearense (nordestina) do mesmo, assim como deixa claro que não há diferença entre homossexuais e heterossexuais perante a lei, os próprios opositores fazem com que qualquer crítica à Bolsonaro pareça fantasiosa, dado o desgaste que a esquerda possui atualmente com o povo brasileiro. Mas como a própria esquerda deixou de defender causas nacionais e do povo a muito tempo e se dedica somente as questões do politicamente correto, como uma boa e exótica oposição controlada, isso não é de surpreender. Na verdade, a questão de Jair Bolsonaro, para os nacionalistas não tem nada haver com “racistas” ou “homofóbicos”. Antes do ressurgimento do estranho liberalismo-conservador brasileiro nesse década, a esquerda desde muito tempo usa essa prática para criar situações de desgaste que tornam toda a discussão irrelevante, discutindo coisas inúteis, enquanto as verdadeiras questões ficam de lado.
Assim, os neoliberais se apossam da maquina do Estado e das contas públicas e das cadeiras políticas, infligindo a nós, mortais, apenas a eterna discussão de bobagens. Não! Bolsonaro não é racista, nem homofóbico. Bolsonaro é a representação da deturpação dos valores nacionalistas. Como?
Bolsonaro surgiu num quadro de gritante inconformabilidade do povo como um todo com a situação lastimável do país. A maior taxa de impostos e juros do planeta, a terceira maior população carcerária do mundo, o maior número de homicídios do mundo, insegurança, falência da coisa pública de modo geral e a anarquia das facções criminosas dos carteis de drogas no Brasil.
Patriota pela submissão do próprio país não existe 
É claro que o cidadão de bem anseia e exige respostas rápidas e eficazes em meio a um caos generalizado. Mas, o que não é colocado em discussão é que essas respostas só serão possíveis por meio da soberania nacional, que implica num processo de Estado necessário (nem forte nem mínimo, mas ‘necessário’ como afirmava Bautista Vidal). É ai que tem fim a discussão, pois o conservador deixou-se levar pelo neoliberalismo que só existe através da falência da soberania dos países e, soberania significa pátria e nacionalismo e isso consequentemente envolve o Estado eficaz em pró do povo e não de interesses de uma determinada facção política financeira.
Nacionalismo está ligado ao sentido de auto-determinação de um povo, de um conjunto de iguais visando a soberania do seu modo de viver, enquanto pátria está ligado ao sentimento de pertencimento dos símbolos nacionais e do que representa o seu Estado de direito, assim como seus fundamentos.
Ora, por várias vezes, dizendo-se patriota, Bolsonaro afirma categoricamente que a Amazônia não é nossa, saúda a bandeira norte-americana e assume que nosso Estado e nossas forças armadas tem que demonstrar sua submissão aos Estados Unidos como reconhecimento de nossa inferioridade. Então que patriota seria esse?
Não estamos falando aqui de ovacionar um Estado falido como está, ocupado por corruptos no poder, financiados por cartéis das Altas Finanças nacionais e transnacionais. Estamos falando que almejar o patriotismo é promover a soberania visando profundas reformas política e econômicas que proporcionem o bom funcionamento do que é público em pró do povo. Não existe soberania submissa assim como não é um bom Estado de Direito sem que se aspire ao mais alto grau de elevação de seu comportamento, para que esteja ele devidamente fortalecido na defesa de nossos interesses nacionais e soberanos.
Entrega de riquezas nacionais e território
Quando Bolsonaro fala que a Amazônia “não é nossa”, ele diz que deve ser aberta ao mundo, o que é um crime de lesa-pátria em si mesmo ou plenamente colonizada por outros países. Mesmo que o conservador e neoliberal de hoje pense em sua maioria:
“Nosso país é falido só serve para estragar a Amazônia rica em recursos, deviam privatizar a floresta e ai teremos algum lucro.
– “Aquilo ali é só reduto de índio vagabundo sustentado pelo governo comunista do PT”
– “Aquilo é só pano pra manga de “ecochato” e ambientalista comedor de maconha. Teria que dar pros EUA que pelo menos ia cuidar melhor…”
Vemos, nessas opiniões tão comuns as quais já ouvimos falar por ai a que ponto chegamos nesse liberalismo-patriota fabricado. Se você entendeu a questão do Estado soberano, então não me alongarei mais. Apenas lembremos que a falta de uma política verdadeiramente nacional, que acarrete todo o quadro territorial no Brasil atualmente não existe mais desde Getúlio Vargas, o último governante a pensar em uma proposta de estender a soberania de território aos lugares mais extremos do país. Uma rápida olhada na história do nosso processo de fronteiras do Brasil, mostra que essa era uma peleja de vida e morte para os portugueses e espanhóis que morreram as centenas de milhares na colonização daquela parte da América, porque ao contrário do que se pensa hoje, se sabia já o potencial estratégico em recursos naturais e biodiversidade que só uma floresta tão imensa com o maior rio do mundo poderia trazer ao país.
Mas a questão do uso soberano das energias renováveis e não-renováveis que possui o solo amazônico não é interessante para o imperialismo anglo-americano, como já dizia Benayon e Vidal, assim como o próprio Enéas.
Nisso, à a própria contradição com o fato da campanha de Bolsonaro ter em sua pauta os elogios ao falecido médico e político Enéas Ferreira Carneiro com relação a extração de riquezas do solo brasileiro. Bolsonaro diz que pretende, como proposta econômica, “rever” a questão do processo de extração e o quanto o Brasil lucra com isso. Enéas mostra claramente como esse roubo das riquezas nacionais acontece num rápido vídeo
No vídeo acima, é deixado bem claro o que está por trás da recusa do assunto ambiental. O interesse financeiro da extração de recursos de valor incalculável. Em agosto de 2017, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a decisão do presidente Michel Temer de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e seus associados (Renca), liberando uma área com 47 mil metros quadrados para mineração privada. As medidas apoiadas por Bolsonaro, assim como a dos subsequentes presidentes ferem diretamente o art. 1, inciso I da lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa e solo territorial soberano.
Se tanto se fala que é mentira que os EUA trata como território mundial a Amazônia na América do Sul, isso incluindo a maior parte que é brasileira, então como explicar essa postura do “patriota”? É extremamente cansativo ao leitor que se explique nesse artigo todo tipo de riqueza incalculável que poderia ser utilizado em benefício do país para seu surgimento como nação forte e verdadeiramente patriótica. Mas a realidade é que, escritores da moda como Leandro Narloch, em seu “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, defende que até mesmo o Acre fosse vendido aos ingleses.
Esses falsos patriotas e intelectuais estariam vendendo Enéas Carneiro, por exemplo, de todas as formas, literalmente como ideia e hipoteticamente como ideologia histórica. Cospem na cara de verdadeiros patriotas como Teixeira e Plácido de Castro.
Economia entreguista
Impondo Paulo Guedes, como possível Ministro da Fazenda, caso Jair Bolsonaro seja eleito presidente, não podemos deixar de dizer que esse homem defende uma grande venda de patrimônio pelo governo para reduzir o tamanho da dívida pública. Em outras palavras, “privatizar tudo”, como ele disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste sábado, 25. “(…) o governo federal tem que economizar. Onde? Na dívida. Se privatizar tudo, você zera a dívida”, disse o fundador e ex-sócio do BTG Pactual.
Não falam que a própria dívida pública, a mais pesada do mundo no Brasil dita as privatizações, cujo dinheiro vai direto para “sanar” seus juros mensais. Sempre foi assim de gestão em gestão. Não se discute se a dívida é válida, porque ela é arbitrária e porque, apesar de estar previsto na Constituição, tal dívida nunca foi auditada, sendo que a única vez em que se colocou na mesa uma CPI da dívida (governo Sarney), não durou mais que algumas horas antes de serem retiradas as assinaturas parlamentares necessárias, tal a força das Altas Finanças. Somente se discute que se tem que privatizar tudo e não se fala que isso além de não controlar a dívida além tira do poder nacional todos os recursos patrimoniais disponíveis transferindo-os para empresas e cartéis transnacionais.
ORÇAMENTO FEDERAL EXECUTADO (PAGO) EM 2017 = R$ 2,483 TRILHÕES(O VALOR PREVISTO APROVADO PARA 2017 HAVIA SIDO DE R$ 3,415 TRILHÕES, DIFERENÇA A SER INVESTIGADA)
Fonte: Senado Federal – Siga Brasil – Clicar no ícone “Acesso Livre”, depois escolher a opção “4 – Orçamento Fiscal e Seguridade – Execução”, depois dar um duplo clique na opção “4.1 – 2017”, depois na opção “4.1.1 – Execução das Despesas”, depois na opção “(a) LOA 2017 – Despesa Execução – Funções”, considerando a coluna “pago”. Dados atualizados até 31/12/2017.
 
Nota 1: Inclui o “refinanciamento” ou “rolagem” da dívida, pois o governo contabiliza neste item grande parte dos juros pagos. Para maiores detalhes, ver (Auditoria Cidadã: Mentiras e Verdades
 
Nota 2: A Função “Encargos Especiais” foi desmembrada em 3 itens: “Juros e Amortizações da Dívida” (que significa a soma dos GNDs 2 e 6), “Transferências  a Estados e Municípios” (Programa 0903: “Operações Especiais: Transferências Constitucionais e as Decorrentes de Legislação Específica”), e “Outros Encargos Especiais” (o restante da Função “Encargos Especiais”).
 
Nota 3: Não inclui restos a pagar pagos em 2018.
 
Nota 4: O valor total do orçamento previsto (autorizado) para 2017 foi de R$ 3,415 trilhões, porém, apenas foram executados R$ 2,483 trilhões. A Auditoria Cidadã da Dívida está preparando requerimentos de informações para esclarecer a diferença de quase R$ 1 trilhão entre o previsto e o realizado. 
Enquanto se discute Petrolão, Mensalão e PT, a dívida ilegal suga dos recursos públicos cerca de 3,1 bilhões ao dia. Quantos esquemas de corrupção somados diversas vezes por dia? Daí quem paga a conta é o Estado através das partes públicas de suas empresas, e arrecadação de impostos, aumentando nossa carga tributária, diminuindo os serviços, sufocando a renda da população, as industrias e médio ou pequeno empresariado.
Quanto mais se paga, mais se deve! Uma breve comparação de dados da Dívida revelará isso. Se cada vez mais privatizamos tudo, então porque não diminui? Está ai o cerne da questão que nunca é tocada nem por esses patriotas nem pelos neoliberais.
Apesar do dano colateral em ter angariado muitos nacionalistas e conservadores iludidos com propostas messiânicas e aforismos, cabe a nós decidir se vamos votar ou não, achando mais uma vez que temos algum tipo de escolha ou opção ou mostrar compromisso com a causa verdadeiramente social e pressionar a sociedade a ter esse conhecimento e consciência.
Fontes de pesquisa:
 
 
 
 
 
 
Veja Também:
 
 
 
 
 
 

O www.osentinela.org é um projeto de mídia informativa de viés nacionalista e tradicionalista brasileiro mantido pela própria equipe, escrevendo, editando e atualizando de forma pontual, além dos nossos leitores e seguidores de nossas mídias sociais.O conteúdo sempre será livre e de forma gratuita, mas se você quiser incentivar esse projeto, poderá fazer com qualquer valor. Assim, estará sendo VOCÊ o financiador daqueles que acreditam na causa nacional.

 

  

Outras formas de doação através do contato osentinelabrasil@gmail.com

Nos ajude a espalhar a palavra:

3 thoughts on “O Que é Soberania e Falso Patriotismo?”

  1. Hi. I have checked your osentinela.org and
    i see you’ve got some duplicate content so probably it is the reason that you don’t rank
    high in google. But you can fix this issue fast. There is a tool that rewrites articles like
    human, just search in google: miftolo’s tools

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.