O Governo Mundial de Fato

“O poder político levado ao anonimato através da influência do dinheiro alcançou tal proporção nos países com sistema partidário democrático, que frequentemente a “opinião pública” recebe somente “política hollywoodiana”. Não é o Estado que controla o Capital, mas sim o Capital que controla o Estado.”

Não é o Estado que controla o Capital 
mas sim o Capital que controla o Estado
Por intermédio da migração financeira e maçônica das casas reais e sua eliminação abrupta, a chamada democracia parlamentar apareceu por todo o planeta. O sistema partidário difuso, turvo e faminto por dinheiro ligado a ela, permite às Altas Finanças as maiores possibilidades de atuação, que poderiam ser alcançadas somente com muito esforço no caso de um país monárquico, e que deveriam ser improvisadas com muitos contra-golpes.
Os partidos – hoje atuam como associações para privatização do estado – como instituições da corrupção organizada, oferecem todas as possibilidades para o domínio capitalista de um país. Estes partidos não são organizações enraizadas no seio dos municípios ou da vida produtiva do povo, mas sim aglomerados particulares de quadrilhas e bandos provenientes historicamente de associações golpistas, salões políticos ou de lojas secretas. Eles não representam de forma alguma a grande fatia da sociedade de um povo, mas sim aqui e ali um aglomerado de carreiristas e caçadores de cargos, abertos a todo tipo de corrupção através do “Big Money”. É a mais pura ilusão acreditar que a democracia partidária representa o direito de escolha do “pequeno eleitor”, mas – de fato – representa o interesse lucrativo do “Grande Capital”.
Até onde os políticos representam a vontade popular? Se existem políticos bem-intencionados, por que esses se misturam em partidos políticos infestados de corruptos e outras excrescências? Por que não denunciam a sujeira em seu próprio partido? Enquanto houver conivência entre homens de bem e “aloprados” dentro de um mesmo partido, não há muito sentido em se dirigir aos locais de votação.
Um grande especulador como George Soros tem mais poder político do que todos os eleitores do mundo juntos. As únicas decisões determinantes não ocorrem através de eleições e à luz do dia, mas sim são pré-formuladas atrás de portas fechadas nos andares superiores dos grandes capitalistas e, em parte, blindados da opinião pública, em grêmios de consenso (CFR, Comissão Trilateral, Instituo Aspen, Ponte do Atlântico, Bilderberg e assim por diante), em parte também oficialmente nos parlamentos através dos “grupos de pressão” e “lobistas”, e ainda, se necessário, impostas com ajuda de pressão e ameaça dos grupos de influência do estrangeiro.

O poder político levado ao anonimato através da influência do dinheiro alcançou tal proporção nos países com sistema partidário democrático, que frequentemente a “opinião pública” recebe somente “política hollywoodiana”. Não é o Estado que controla o Capital, mas sim o Capital que controla o Estado. Não perdendo de vista as relações de interdependência internacional, o seguinte esquema pode ser construído:
Figura 1 – O governo mundial da atualidade. Os plutocratas dominam as nações
A influência determinante dos plutocratas é compreendida quando observamos as dívidas internas das nações. Aqui ganhamos a percepção de que os países mais industrializados, assim como aqueles ricos em matéria-prima, são os mais endividados. A tabela abaixo nos mostra isso:
Situação da dívida das nações até 2017 [clique para ver melhor: pt.tradingeconomics.com]. Dívida Pública / DP em relação ao PIB / DP por habitante

As nações mais endividadas aqui listadas estão endividadas com cifras astronômicas, o que na média representa mais da metade do PIB e em relação à população, cada recém-nascido já nasce com uma dívida média de 10 mil dólares. A uma taxa de juros de apenas 5% resulta anualmente a soma de 1,5 trilhões de dólares em juros. Uma soma que não pode ser mais gerada economicamente, mas que deve ser refinanciada através de novos endividamentos. Por exemplo, a OMF-RFA deve refinanciar suas obrigações no valor de 70 bilhões em juros no ano de 2005, com cerca de 30 bilhões em novos créditos. Um termo bastante utilizado nos anos 20 – Escravidão pelos Juros – é hoje mais atual do que nunca. Quem pode ainda afirmar que essa loucura não tem um padrão, mesmo quando querem nos convencer que nós mesmos somos culpados, pois teríamos vivido acima de nossas condições. A mesma coisa vale para todos os outros países.
A tabela acima não representa a situação atual de endividamento interno das nações, pois a dívida pública mundial já está quase na casa dos 164 trilhões de dólares (608 trilhões de reais), quantia equivalente a 225% do PIB mundial. A dívida pública brasileira, por exemplo, saltou para cerca de R$ 5,133 trilhões de reais. 77% do PIB (Produto Interno Bruto) Em outros países desenvolvidos e em desenvolvimento a situação não é diferente.
Não é difícil imaginar que os grandes capitalistas, os plutocratas, que tornaram suas fortunas anônimas com ajuda das sociedades anônimas, têm a real e determinante influência na política mundial. Com um único clique do mouse, os administradores de tais fortunas podem exterminar toda uma economia nacional ou então desencadear uma crise econômica mundial. Como podemos ver na figura 1, os plutocratas atuam diretamente com as sociedades de capital, bancos, fundos, trustes, bolsas de valores e nos grandes conglomerados transnacionais. Haja vista seu poder financeiro, eles podem atuar diretamente nos países e, por outro lado, formam o elo de ligação dos financiamentos, da classe política, mídia, dos serviços secretos, líderes religiosos e das capacidades de pesquisa.
Os grêmios internacionais extra-parlamentares, com suas estruturas formais e informais, se apresentam como plataforma de trabalho interativa também sob influência dos grandes capitalistas. Nestes grêmios internacionais extra-parlamentares são então desenvolvidos concepções políticas, planos e diretrizes. Entre outros, eles são ordenamentos como leis, tratados e acordos oficiais e informais que não apenas interferem na economia, comércio e finanças, mas também contêm diretrizes sócio-culturais, como tendências contemporâneas e desenvolvimento demográfico. O papel da população neste jogo torna-se claro. A ela é vendido uma adequada visão do mundo através de uma “política hollywoodiana” encenada pela mídia; ela é ainda mantida sob controle com “pão e circo”, tem permissão de escolher “democraticamente” a cada quatro anos entre três, quatro partidos, conferindo ao todo uma áurea de aparente legitimidade.
A esta altura podemos fazer uma chamada à consciência sobre o fato de que o banco central norte-americano, o “Federal Reserve Bank” é um consórcio de bancos privados. A soberania em relação à moeda não está nas mãos do Estado norte-americano, mas encontra-se nas mãos de um pequeno grupo de particulares. Além disso, o dólar alcançou o status de moeda de reserva mundial. O sistema bancário europeu tem constituição um pouco diferente, mas aqui o monopólio da criação de dinheiro – não o direito de cunhar moedas – não está nas mãos do Estado, mas sim junto aos bancos privados; as dependências estão claras.
Já no início do século XX, Walther Rathenau relatou:

“No campo de trabalho impessoal, democrático, onde para a liderança econômica qualquer palavra insensata compromete, qualquer fracasso pode levar à ruína, onde o público soberano de uma assembléia de acionários decide sobre nomeações e destituições, uma oligarquia formou-se ao longo do tempo, tão fechada como aquela da antiga Veneza. Trezentos homens, onde um conhece o outro, dirigem os acontecimentos econômicos do continente e procuram sucessores nos seus arredores. As estranhas causas deste fato estranho, que lança um pequeno lampejo sobre o futuro desenvolvimento social, não estão ponderados aqui.” [1]

É conhecido que tenha durado meio século para consolidar o sistema e aperfeiçoá-lo, assim como duas guerras mundiais para integrar com sucesso a Alemanha.
Finalmente, e para melhor compreender que a moderna e neo-primitiva sociedade de massas moderna é uma construção artificial, segue um trecho da crônica de Edward L. Bernays [2] intitulado “Propaganda”, de 1928:

“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos organizados e opiniões das massas é um dos principais elementos das sociedades democráticas. Quem manipula os mecanismos ocultos da sociedade, forma um governo invisível que representa o verdadeiro poder em nosso país. Nós somos governados, nossa consciência forjada, nosso gosto formado e nossas idéias sugestionadas por homens, que nunca ouvimos falar. Isso é um resultado lógico de como nossa democracia está organizada. […]Em quase todas as ações de nossa vida diária, seja na esfera política ou dos negócios, em nosso comportamento social ou em nossa ideia de ética, nós somos dominados por um pequeno número de pessoas, que entendem do processo mental e padrões sociais de comportamento. São aqueles que puxam os fios que controlam o pensamento público, que se utilizam das velhas forças sociais e indicam novos caminhos para sobrepujar e controlar o mundo.” [3]

BERNAYS se refere neste texto à democracia norte-americana. Como a sociedade do EUA se compõe de uma população multi-étnica miscigenada, a conseqüência que tiramos disto é que a manipulação científica da opinião pública, necessária para abafar o caos e conflitos na sociedade democrática, é compreensível e lógica. Em uma população multi-étnica miscigenada falta aparentemente, desconsiderando as necessidades básicas da vida humana, a união interna e a vontade comum.

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Notas:
[1] Walther Rathenau, artigo “Geschäftlicher Nachwuchs” no jornal “Neuen Freien Press”, Viena, 25/12/2009, republicado em Walther Rathenau “Zur Kritik der Zeit”, Berlim 1912, pág. 207, citado segundo Dr. H. Jonak Freyenland: Jüdische Bekenntnisse, Nuremberg 1941, pág. 186
[2] Edward Bernays nasceu em Viena a 22/11/1891 e é considerado por muitos como o “pai das relações públicas”. Ele marcou sua profissão com o rótulo Consultor-RP (Public Relations Counselor). Bernays era sobrinho de Sigmund Freud, o fundador da psicanálise. O sucesso do trabalho público de Bernays ajudou também a popularizar o trabalho de Freud nos EUA. Bernays foi pioneiro na utilização dos resultados das pesquisas da ainda jovem Psicologia e Ciências Sociais nos Trabalhos Públicos. Ele desenvolveu sua campanha para formação das opiniões sobre a base dos conhecimentos atuais da psicologia das massas. Bernays argumentava:

“Se nós entendermos os mecanismos e os motivos do pensamentos dos grupos, é possível agora controlar e dirigir as massas sem seu conhecimento, segundo nossa vontade.”

Ele caracterizou esta técnica da formação da opinião baseada na ciência como “engineering of consent”.
[3] Edward Bernays, Propaganda, Horace Liveright, Nova Yorque 1928, pág. 9.


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