O começo de uma secessão em Roraima?


O tempo passa o tempo voa e os patos continuam os mesmos…. !
Já passou pela cabeça que o “incidente” ocorrido com venezuelanos pode ter sido uma falsa bandeira?
Fatos recentes que merecem análise
Salta os olhos uma atípica presença de tropas estadunidenses na Amazônia brasileira. Um recente, obscuro e ainda mal elucidado atentado ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Declarações públicas do secretário de Estado dos EUA, exigindo que o Brasil lidere uma frente de guerra contra a Venezuela, inclusive com uma recente vinda do chefe do pentágono ao Brasil.
Vamos por alguns fatosA participação do exército americano ocorre após convite do Exército brasileiro em 2016. Esse convite para treinamento de forças conjuntas faz parte de uma intensa política de aproximação diplomático-militar promovida entre os países Brasil e EUA nos últimos tempos. 
Militares brasileiros durante exercício militar na Amazônia.

Um avião militar C-130 norte-americano sobrevoando o interior da Amazônia em novembro de 2017. Esse programa foi chamado “Operação Amazonlog 17“, que teve início em novembro do ano passado (2017). Um exercício logístico multinacional que contou com militares de diversas nações, incluindo a estadunidense, única da qual não teve o número de efetivos divulgado. 

No geral, os objetivos expostos pelos comandantes responsáveis pelo programa foi de que o Amazonlog teria como objetivo principal a troca de experiências, como disse o próprio comandante logístico do Exército sul dos EUA, coronel Truax. Já o general Guilherme Theophilo, comandante logístico do Exército e o principal nome do programa, rebateu críticas com relação à presença inédita de militares americanos na região enquadrando-as como “teoria das conspiração”. Ele frisou que o objetivo do exercício foi de simular desastres naturais em que os militares deverão ser empregados em missões de ajuda humanitária. A ideia é criar protocolos multinacionais de pronta resposta em cenários de crise como terremotos, furacões, enchentes ou secas.
O programa começou em Tabatinga (AM), cidade que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, conhecida como uma das principais rotas de tráfico de drogas. Militares dos três países fronteiriços e os Estados Unidos coordenaram as ações. Além deles, observadores de outros países, como Alemanha e Japão, também participam do evento.
Militares da Marinha brasileira em exercício no rio Solimões, perto de Tabatinga (AM)

O general Theophilo disse que o “mundo é globalizado” e o “intercâmbio entre nações é permanente” em diversas áreas sem que haja questionamentos externos. As cooperações com os militares norte-americanos não são uma novidade. Em 2016, por exemplo, as marinhas de ambos os países fizeram ações de treinamento antiterrorista devido às Olimpíadas do Rio de Janeiro. Oque é inteiramente concordante. Mais concordante ainda é como ele deixa claro que a Amazônia possui um intenso transito industrial e militar das “nações amigas” generosas. 

O general lembrou a atuação estrangeira de décadas na Amazônia. Ele afirmou que um dos principais pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) é um americano e que muitos pesquisadores vem todos os anos para estudar a região. Disse também que uma torre de observação climática foi construída na Amazônia em consórcio com o governo da Alemanha neste ano e que apenas os exércitos brasileiros, peruano e colombiano atuarão com tropas no exercício (oque não é necessariamente importante). 
Oque de fato não deixa de ser curioso, isso se não contar com os investimentos privados clandestinos ou com respaldo do “olho gordo” governamental… oque não vem ao caso agora. [1] [2]
Gal. Theophilo

Em matéria do jornal O Povo com os merecidos mais puros elogios ao  general Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira recentemente alçado pelo PSDB a pré-candidato ao governo do Ceará, até março deste ano era comandante de logística do Exército, possui histórico com as Forças Armadas que vai muito além dos 45 anos de serviço. Filho do general de brigada Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira Neto, o pré-candidato pertence a uma das mais tradicionais famílias do Exército, com atuação desde o Império. 

Ao todo, seis dos oito filhos do general Manoel Theophilo seguiram carreira militar, e ele, possui um currículo incrivelmente invejável. Entretanto, notemos que o PSDB é o partido que, aliado ao governo de situação (PMDB e outros partidos clones), deu imensa celeridade aos acordos de venda do restava do pré-sal, apoio o desastre dos combustíveis em nome dos carteis das empresas anglo-americanas, etc. Não admira que embora competente e profissional dedicado, integre ou assim queira parte do poder mais entreguista e vil desse país.  

Na velha-nova Geopolítica para a América do Sul, nos últimos dois anos, vem se intensificando as visitas dos secretários e líderes de Estado estadunidense com os mesmos repetidos temas: desarticular as relações com a China e Rússia na América Latina, ensaiar militarmente com Brasil e demais países fronteiriços com a Venezuela, tratar isso como a boa e velha “questão humanitária”.
Em fevereiro deste ano, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, sugeriu a possibilidade de um golpe militar na Venezuela, antes de iniciar sua primeira viagem à América Latina, ao lançar a estratégia do governo de Donald Trump para a região.
O chefe da diplomacia americana afirmou que, embora os EUA não estivessem estimulando uma “mudança de regime” no país, o “mais fácil” seria se o ditador Nicolás Maduro deixasse o poder. Prevendo que haverá uma “mudança” na Venezuela.  Alertou ainda contra a “presença crescente” da China e da Rússia na América Latina: “A América Latina não precisa de novos poderes imperiais que só buscam beneficiar si mesmos”. [3]

Em maio, John J. Sullivan, vice-secretário de Estado dos EUA veio ao País para o lançamento do Fórum de Segurança Brasil-Estados Unidos, que segundo as fontes do seu governo, são uma iniciativa bilateral de cooperação policial para abordar o crime transnacional e as redes de ameaças de interesse mútuo.

Recebido pelo secretário-geral das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Marcos Galvão, afirmando que a Venezuela é vista hoje como o “principal problema de segurança” na região, discutindo com o Brasil a crise humanitária no país e “o apoio regional à restauração da democracia na Venezuela”. 
Esse Fórum de Segurança começou a ser discutido no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Porém, a iniciativa foi congelada após a revelação, em 2015, de que os EUA monitoraram as conversas da presidente e da alta cúpula do governo… coisa que não interessa muito para a atual gestão. [4]
Em junho, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, conversou com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira sobre a Venezuela também em viagem ao Brasil e Equador, para “fortalecer os laços” com os países que enfrentam um número crescente de refugiados que fogem da crise na Venezuela. 
Na conferência da Assembleia da OEA, em Washington, DC, ao qual participou o vice-presidente dos EUA Mike Pence, sete países, incluindo o Brasil, propuseram iniciar o processo para suspender a Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA) por ruptura da ordem democrática. A proposta está em um documento em debate na Assembleia Geral da OEA que é realizada em Washington. Os países são: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos, México e Peru. [5]
Esse mês, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, o mesmo que teve que admitir na ONU em fevereiro que não á evidência de que Assad tenha usado gás sarin em população civil que retornou a preocupação da influência chinesa e russa na América Latina, defendeu nesta segunda-feira (13) que o Brasil é quem deve liderar uma solução para crise venezuelana, segundo relato do ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, com quem se encontrou em Brasília. [6]

Assim, divergindo da política de aproximação com os países da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), a América, sem o Brasil, fica cada vez mais distante de possuir qualquer bloco politico-econômico-militar independente de fato.

E oque está em jogo para o país no conflito?
Oque aconteceria, se houvesse um conflito fronteiriço, ainda que de pequena monta, em Roraima? E os EUA assenta-se base lá? Eh meus amigos…. estaríamos vendo parte do território nacional ser desintegrado, por uma força militar ipso facto instalada no mais rico território mineral do Brasil. Com todas as garantias já dadas as famigeradas reservas indígenas que se configuram em territórios autônomos sob tutela internacional.
É isso que há décadas já nos alertavam os Villas Boas, Bautista Vidal, Enéas, Brizola e todos os nacionalistas verdadeiros. 
Suspeite fortemente de elementos e páginas que problematizam o evento ocorrido na Venezuela, desviando sua atenção como se fosse um problema imigratório, não é! Há 6.119 brasileiros na Venezuela, e tão somente 3.515 venezuelanos no Brasil. quem fornece energia elétrica a Roraima é a Venezuela. [7]. Para fundamentar melhor, é possível ver sobre isso aqui e aqui
Quem costuma cruzar a fronteira, são brasileiros, procurando combustível barato, e muitas vezes revendendo no Brasil, dado a desgraça de nossa economia petrolífera, inclusive fazendo compras no lado da Venezuela, a “feira do mês”, por serem os produtos venezuelanos muito mais baratos do que no Brasil, tanto em virtude do cambio, como pelo preço real mesmo comparado ao dólar.
Há uns 4 anos atrás, haviam 2.000 brasileiros desses 6.119, fazendo universidade na Venezuela, de forma gratuita e recebendo do governo Venezuelano computadores e acomodações gratuitas. 
Será que o problema são, realmente, supostos imigrantes venezuelanos… ? Ou….. a coisa é mais embaixo? “Gente” incitando um ambiente para uma intervenção estrangeira e uma consequente secessão de Roraima?
A Crise na Venezuela pode deixar Roraima no escuro
Roraima, afetado pela grande leva de venezuelanos que saem da Venezuela e querem entrar no Brasil pode estar prestes a passar por problemas sérios por conta da crise econômica e política do vizinho sul-americano.
Boa parte do abastecimento energético de Roraima é feito pelo Complexo Hidrelétrico de Guri, na Venezuela. Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em fevereiro do ano passado (2017), apontou que a empresa venezuelana sofre com a falta de manutenção dos equipamentos, além de ainda enfrentar períodos de secas que impactam o nível das represas utilizadas para a geração de energia.
Uma reportagem da agência Reuters mostrou que já há registros de blecautes em cidades do estado de Roraima. José Antônio Feijó de Melo, ex-diretor da Companhia Energética de Pernambuco e engenheiro elétrico defende, embora assuma que seja difícil, que o governo brasileiro faça um acordo com a Venezuela para auxiliar na manutenção do sistema.

“O sistema da Venezuela que atende Roraima é a ponta de um sistema da área hidrelétrica deles, é um sistema que está dependendo das condições econômicas difíceis que a Venezuela vem enfrentando e consequentemente a manutenção não deve ser das melhores. Poderia haver algum convênio com o Brasil para ajudar nessa manutenção”, afirmou José Antônio.

O presidente Michel Temer se reuniu  no final de julho com vários integrantes do governo para tratar da construção da construção de linhas de transmissão que ampliarão a distribuição de energia em Roraima.
Mas ainda assim, segundo José Antônio Feijó de Melo, mesmo que seja aprovada construção da linha de transmissão, a construção ainda vai demorar pelo  menos um ano para estar pronta.

“Essa linha não foi iniciada a construção, tinha a previsão de estar pronta ano passado, mas o projeto não andou e isso faz com que o projeto vai levar mais de um ano para estar pronto”, disse.

Desde fevereiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) passou a analisar o fornecimento de energia elétrica ao estado. Atualmente, a única capital brasileira que ainda está eletricamente isolada do país é Boa Vista, cujo abastecimento é feito por meio do recebimento de energia vinda da Venezuela e também com geração térmica local.
Em últimos casos, em situações de emergência, o governo brasileiro pode comprar usinas prontas, que servem para abastecer regiões que possuem consumo baixo de energia.

“Existem aquelas usinas de emergência, que você leva pronta já para o lugar. É só você ligar, então, há a possibilidade de ter coisas integradas assim, mas que dariam um grande alívio porque o consumo não é tão significativo”, opinou José Antônio Feijó de Melo.

A linha de transmissão iria de Roraima até o Amazonas e teve a concessão  arrematada pela Eletrobras e a privada Alupar no fim de 2011. No entanto, o licenciamento ambiental não foi concluído e as obras nem foram iniciadas por conta de problemas com comunidades indígenas que habitam a região e que seriam diretamente afetadas pelo empreendimento. [8]

Texto baseado no da página Círculos Castilhistas
Notas:
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