Narcoestado Holandês? A Queda da Política de Drogas nos Países Baixos

Em fevereiro deste ano o sindicato dos policiais da Holanda (NPB – Associação de Polícia Holandesa) entregou um relatório ao Parlamento Nacional afirmando que A Holanda apresenta “características de um narco Estado”, com uma polícia sem os recursos necessários para evitar o crescimento do crime organizado ligado ao tráfico de droga e aos crimes sexuais. Mas oque está acontecendo?

O documento, denuncia a falta de pessoal e de recursos nas corporações policiais, e foi realizado através de entrevistas a 400 agentes da polícia judiciária.

Embora os números oficiais apontem para uma redução do crime, a associação sindical considera que isso se deve ao facto de muitas vítimas não denunciarem os casos às autoridades, porque há vítimas que já não apresentam queixas com medo de represálias devido o aumento de poder das gangues e junto a isso, a falta de poder abrangente da própria polícia que atualmente trabalha sobrecarregada, como bem mostra o relatório.
A criminalidade organizada na Holanda aumentou, mesmo que não seja registada, e por isso as associações de polícias estão preocupadas ao ponto de acreditarem que aquele país pode estar a tornar-se num narco-Estado. “A Holanda cumpre com todas as características de um narco-Estado”, descrevem os polícias.
Segundo o relatório, os polícias estão sujeitos a uma carga de trabalho excessiva, que os impede de investigar uma parte dos delitos, em alguns casos, quatro em cada cinco crimes. No total, anualmente, 3,5 milhões de delitos ficam por investigar por falta de meios, segundo o relatório.
Esta situação, adverte a polícia, dá margem aos criminosos para desenvolver as suas atividades “à vontade” e, graças ao tráfico de droga, tornar-se “empresários ricos, com interesses na hotelaria e no mercado imobiliário” ou outras empresas de trabalhadores por contra própria da classe média. “Os detectives vêem uma economia paralela a surgir”, descrevem. (os famosos cartéis).
No relatório, os polícias dizem que apenas conseguem ter debaixo de olho “um em cada nove grupos de criminosos”

“Nos últimos 25 anos vi pequenos traficantes transformar-se em grandes empresários, com bons contatos com políticos e com investidores respeitados”, disse um dos polícias citados no relatório.

Segundo números da Europol, noticiado pelo jornal holandês De Telegraaf e citados pelo jornal The Guardian, a maioria do ‘ecstasy’ consumido na Europa e nos Estados Unidos é produzida no sul da Holanda por organizações ligadas à produção de ‘cannabis’ e metade da cocaína consumida anualmente na Europa entra no continente pelo porto holandês de Roterdão.
Além da droga, o abuso sexual é um “problema social subestimado” na Holanda, segundo a NPB, e a polícia depara-se com um aumento importante dos casos de tráfico de pessoas para prostituição forçada, pornografia infantil e ‘revenge porn’, o ato de divulgar publicamente vídeos íntimos sem o consentimento dos envolvidos.
Os crimes contra idosos registam também um aumento, nomeadamente roubos e agressões.
“Os polícias sentem-se esquecidos e as vítimas são os cidadãos”, lamenta a associação sindical, que pede ao governo a contratação a curto prazo de 2 mil polícias de investigação.
Enquanto isso, no Brasil…
5ª Reunião da Marcha da Maconha 2017 em São Paulo – SP
Em vários lugares do mundo, tal como aqui, os projetos de legalização plena da maconha não são coisas da maioria dos cidadãos, mas, de organizações não-governamentais (ONG´s) especializadas em fomentar opinião, geralmente financiadas por gigantes corporativos do capital financeiro internacional, como a maior de todas, a Open Society, do multimilionário judeu-húngaro George Soros, influenciando a opinião pública através da lobby não só das ONG´s, mas das mídias nacionais e da política relacionada.
Se o maior trunfo dos progressistas e liberais de esquerda era usar a Holanda como exemplo, inclusive, sendo o mais recente projeto de lei (2014) do ex-BBB Jean Willys (PSOL), baseado na legislação holandesa, a realidade por si só comprova que na prática, todo esse “teatro da liberdade” não passa de  um trágico “controle de mercado” e briga de influencia de gigantes corporativos, onde o ônus, que é o crime organizado do narco-Estado, mantém refém a população, tal como acontece no Brasil.
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