Nacionalismo, a Questão de Vargas e a 2ª Guerra Mundial

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Quando o assunto é Getúlio Vargas há inúmeras divergências entre os grupos nacionalistas do Brasil. Tudo isto se dá por um motivo óbvio: as constantes contradições do regime do Estado Novo, ou mesmo as contradições existentes durante todo o período da Era Vargas.

Aqui, tratarei apenas de uma que considero especial com relação às demais. Talvez por ter sido a maior de todas as incongruências do tão amado, e ao mesmo tempo odiado, estadista, é assunto bastante recorrente nos meios nacionalistas a adesão do Brasil na Segunda Guerra Mundial, fazendo oposição às forças do Eixo. É também oportuno, em tempos de conflitos imperialistas na Síria, trazer à baila tão interessante assunto.
Creio ter sido um dos maiores erros de Vargas, se não estrategicamente, pelo menos moralmente, a sua nefasta aliança com os Aliados durante os episódios da Segunda Guerra Mundial.
Tem-se a errônea ideia de achar que o Brasil cortou relações diplomáticas com a Alemanha devido ao ataque sofrido por navios brasileiros. Isto é uma mentira. O que de fato ocorreu foi que “em 1940, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt concedeu um vantajoso empréstimo ao país, de aproximadamente vinte milhões de dólares, e apoio técnico para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em troca, o governo brasileiro permitiu que tropas norte-americanas se instalassem no Nordeste. Em 1942, rompeu relações diplomáticas  com os países do Eixo. Como represália, ainda em 1942, submarinos alemães torpedearam cinco navios mercantes brasileiros” [1]
Logo, o Brasil não entrou ao lado dos Aliados por conta do ataque alemão. Na verdade, ocorreu o oposto,a  Alemanha atacou o Brasil por ele ter agido como um traidor, uma vez que ambos eram aliados econômicos, e também devido ao abandono da neutralidade, tendo aderido ao lado yankee. A partir do momento em que o Brasil cortara relações diplomáticas com o Eixo, abandonando assim sua neutralidade, estava declarando, senão expressa, ao menos tacitamente, sua entrada no maior conflito bélico da história, e o pior de tudo: ao lado daqueles que o escravizara por séculos.
Mas afinal, por quê eu considero isso um desvirtuamento de Vargas?
Todos sabemos que o principal problema do mundo, sobretudo de países como o Brasil e a Alemanha, é a sua escravização secular ao capitalismo internacional, isto é, ao Sistema Financeiro Internacional, controlado, principalmente, por um punhado de filhos de Israel [2]. O que a Alemanha estava tentando fazendo era nada mais, nada menos, do que tentar manter a sua soberania, visto que antes da ascensão de Hitler ao poder…

“os judeus eram os verdadeiros donos da República Alemã dos Operários (…) Todavia, em 1933 o judaísmo acordou atordoado do seu sonho messiânico. A Alemanha, coração da Europa, quebrou, da noite para o dia, inesperadamente, as algemas com que Israel a manietara. A nação reagiu contra a escravidão humilhante que lhe impunha a raça mais vil do planeta (narigudos). A onda nacional-socialista varreu a escória judaica das posições que ocupava. Daí o ódio mortal contra Hitler.” [3]

Essa soberania não viria de graça, e os alemães sabiam bem disso,  pois “nunca vencerá o bom senso! Pelo contrário: “as altas finanças internacionais não pouparão esforços para eternamente conservar a Alemanha na escravidão. NINGUÉM NOS LIBERTARÁ SE NÃO NÓS MESMOS!”. [4]
A verdade é que os motivos que propiciaram a 2ª Guerra Mundial foram totalmente estratégicos e imperialistas [5], e os alemães, assim como os italianos, liderados por movimentos que representavam o restauramento de suas respectivas pátrias alquebradas – isto é, o NSDAP e o Fascismo –  [6] estavam do mesmo lado em que hoje está a Síria. Não é por menos que são tão caluniados.

Gustavo Barroso uma vez reescreveu um discurso judaico e, eis aqui um trecho:

“Se um povo se atrever a opôr-se a nós, alvorotaremos o mundo inteiro mediante os meios eficazes da propaganda, de modo que todos os outros povos olharão o opositor com desdém, como um monstro de vandalismo, um criminoso contra as leis da humanidade e da civilização”.

E no final acrescenta por conta própria: “É o que estão fazendo com a Alemanha Nazista”. E eu digo: “É o que estão fazendo com a Síria, e é o que fizeram com a Líbia”

Tudo oque foi exposto faz-me crer que o sr. Vargas, possuidor de virtudes outras, deveria ter olhado o exemplo da Itália e da Alemanha, e ter lutado contra as forças ocultas que escravizavam – e até hoje escravizam – o Brasil e o mundo. Deveria ele ter, como os outros líderes nacionalistas, preferido morrer lutando pela soberania de sua pátria. No entanto, não bastando o Brasil ser uma colônia de banqueiros, ainda enviou soldados para dar a vida aos seus senhores do “nariz grande” e tudo isto por um empréstimo e apoio técnico para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Se por uma mão nos davam uma certa independência, por outra nos mantinham escravos ao ouro internacional! Se cada soldado soubesse o que se passava, duvido q teriam avançado um centímetro sequer.
Deveria Vargas ter lembrado das seguintes palavras:

“Respondendo ao grito de Marx, no meado do século XIX- ‘Proletários de todos os países, uni-vos!’ ouve-se no século XX outro grito: – ‘Nacionalistas de todos os países, uni-vos!’ Uni-vos na convicção de que o nacionalismo desse século, bastando-se a si mesmo, pois mergulha suas raízes no gênio próprio de cada povo, renovará a alma das velhas sociedades e trará ao universo a ideia duma ordem pacífica internacional”

Encontramos aqui, logo, uma pergunta interessante: quem são os reais traidores, os que lutaram ao lado de Hitler, enfrentando os reais inimigos do Brasil, que também eram os inimigos da Alemanha; ou os que lutaram ao lado dos banqueiros internacionais, enganando-se sob o argumento de lutarem a favor do Brasil e contra a ditadura, enquanto viviam sobre outra, e não me refiro ao regime varguista, mas sim a todo o regime financeiro vigente?
Durará isso para sempre? Será esse o nosso trágico destino? Seremos servos humildes do judaísmo capitalista de Rotschild ou escravos submissos do judaísmo comunista de Trotski, pontos extremos da oscilação do pêndulo judaico no mundo? Ou encontraremos no fundo do espírito nacional, aquele imortal de catequizadores, descobridores, bandeirantes e guerreiros, o único que nos poderá livrar de ambos os apocalipses?

Desperta Brasil, “adormecido eternamente em berço esplêndido”, desperta e caminha! Já é tempo de fazeres retinir e retilintar as tuas algemas, amedrontando os que te vendem ainda e os que te tem comprado!” – Gustavo Barroso

O Brasil teve a chance de acordar e finalmente, como a Alemanha, quebrar as algemas que a manietaram. Todavia, preferiu defender o lado errado e até hoje pagamos por isso, além de termos feito outros povos sucumbirem a mesma misérias que nós.
A nossa esperança é a de que o mundo possa despertar uma outra vez, pois como dizia Louis Marschalko: “hoje em dia, nessa civilização meio arruinada, o novo lema para um povo que desperta tem de ser: ‘Povos antijudaicos do mundo, uni-vos, antes que seja tarde demais”

Esperamos que da próxima vez o Brasil possa aderir ao lado correto, ao lado de sua soberania, e que todos possamos lutar com destemor quando a hora chegar, a ponto de fazermos de nossas vidas um poema, quando no final triunfarmos.Como frisado pelo autor, esse texto não pretende derrubar, apagar ou deturpar os pontos positivos de Getúlio Vargas como governante e condutor nacional durante seus dois períodos como um todo, ou mesmo usar esses argumentos para outras questões sensíveis da política da época, mas apenas expor uma crítica a cerca de uma temática específica que é a questão da 2ª Guerra Mundial, a qual divide muitos nacionalistas brasileiros ainda hoje com relação ao nosso passado e a história da Causa Nacional.  – NT

Fontes:

[1] ALVES, Alexandre; FAGUNDES, Letícia. Conexões com a História. Moderna Plus: 2013
[2] BARROSO, Gustavo. BRASIL – Colônia de Banqueiros: História dos empréstimos de 1824 a 1934. 5ª ed. Editora Civilização Brasileira S/A, Rio de Janeiro: 1936.
[3] BARROSO, Gustavo. Judaísmo, Maçonaria e Comunismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1937.
[4] FEDER, Gottfired. Die Grundlagen des Nationalsozialismus. (As bases do Nacional-Socialismo). 1ª edição Eher-Verlag. Munique: 1934.
[5] MARSCHALKO, Louis. Os Conquistadores do Mundo. 4ª ed. Editora Revisão, Rio Grande do Sul: 1988

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3 thoughts on “Nacionalismo, a Questão de Vargas e a 2ª Guerra Mundial”

  1. Recomendo que leiam a obra A Aliança Brasil-Estados Unidos 1937-1945 só professor norte-americano Frank McCain Jr. Não melhora a situação de Vargas, mas explica muitos detalhes que esse artigo ignora, como a coerção americana frente ao Brasil e as vantagens econômicas proporcionadas pelas relações Brasil x Alemanha, que se tornou o maior parceiro comercial só Brasil em 1936.

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