Lei Sobre o Holocausto Causa Protestos de “USrael”, Ucrânia e União Europeia

No dia 1 de Fevereiro (madrugada de quinta-feira), o Senado polonês aprovou uma lei nacional que tendo como objetivo defender a imagem do país, que no seu conteúdo prevê até três anos de prisão ou uma multa para qualquer pessoa que utilize publicamente a expressão “campos da morte poloneses” para denominar os supostos campos de extermínio do qual a historiografia oficial acusa as forças militares alemãs de terem usado na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945).
A lei tem muito haver com o que o projeto do partido de viés nacionalista polonês Lei e Justiça (PiS) instaurou, desde que chegou ao poder, em outubro de 2015, que uma política histórica que desperte e honre o patriotismo polonês. Esta política busca exaltar as ações de resistência à Alemanha, ao regime comunista, aos nacionalistas ucranianos e ao Exército Vermelho, assim como os poloneses que demonstraram-se contra qualquer tipo de perseguição a judeus durante o período de conflito mundial.
Com o texto, os conservadores poloneses querem evitar que se atribuam à nação ou ao Estado os crimes dos quais os alemãs são acusados impedindo o uso da expressão “campos da morte poloneses” para se referir a supostos “campos de extermínio instalados na Polônia”.
Repare que a lei não visa dizer que o holocausto não existiu, não visa nada mesmo contra o Estado de israel ou o Sionismo, apenas atribui que os supostos campos de extermínio da Segunda Guerra Mundial não eram de origem polonesa ou autoria polonesa. Fato esse mais do que sabido até mesmo pela historiografia oficial dos vencedores pós-1945, a qual estudamos nas escolas e universidades. Entretanto, se repararmos nos “berros” que se escutam lá de Tel Aviv e Jerusalém…
Protestos de “USrael”, Ucrânia e UE
Apesar de que a própria lei deva ainda ser assinada pelo presidente Andrzej Duda (PiS) para entrar em vigor, já foi criticada por Israel, que acusa Varsóvia de “querer reescrever a história”. Políticos israelenses de todas as tendências criticaram o voto no Senado polonês e reclamaram uma resposta do governo.
Israel Katz, ministro dos Transportes e membro do Likud, partido conservador do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pediu que o embaixador israelense na Polônia seja chamado para consultas.

Não toleraremos que se deforme a verdade e que se reescreva a história ou que se negue o Holocausto”, disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na véspera.

Israel se irrita em particular com uma disposição da lei que considera como uma tentativa de negar a participação de alguns poloneses no “extermínio judeu”.
Um grupo de judeus poloneses publicou uma carta aberta afirmando que a nova lei “pode penalizar os que dizem a verdade sobre os delatores poloneses e sobre os cidadãos poloneses que assassinavam seus vizinhos judeus”.

“Limita não apenas a liberdade de expressão, mas, antes de mais nada, falsifica a história”, advertiram.

ou seja, se você apenas afirmar oficialmente “não temos culpa”, diminuindo a chantagem emocional do holocausto sobre nós ainda hoje, você está “diminuindo a memória do holocausto”, está dizendo que não tem culpa..mas “todos nós somos culpados”, segundo quer Israel.
Não é porque Israel treina sua juventude para odiar e criar a ideia de que o mundo externo simplesmente odeia os judeus, ou porque o holocausto serve para chantagear governos com o peso da opinião pública, enquanto comete massacres da população civil palestina, ou mesmo porque o número de mortos de Auschwitz (o maior dos campos vem diminuindo a cada ano (começando em 4 milhões, agora em menos de 300 mil) enquanto já se provou que nunca mesmo houveram tais extermínios. É simplesmente porque você ou seu pais não pode afirmar que não possui parte da “culpa internacional do holocausto”, ou será você um anti-semita?
Entrada do campo de Auschwitz, Polônia. O letreiro na entrada diz: “o trabalho liberta”. Construído pelos alemães durante a Segunda Guerra
Esqueça se você não concorda que o genocídio por gazeamento em Auschwitz, desmentido pelos relatórios de Freud Leutcher e pela Cruz Vermelha internacional da época nunca tenha havido. Se seu país não é o acusado desse crime e você consegue impôr isso para que não se use essa chantagem internacional sem ferir ou diminuir ninguém, esse ato é legítimo.
Pouco antes da aprovação, o governo dos Estados Unidos expressou sua preocupação pelas “consequências” do projeto, pedindo a Varsóvia que reconsiderasse.

“Concordamos que expressões como ‘campos da morte poloneses’ são imprecisas, suscetíveis de induzir a erros e causar feridas”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em comunicado. Mas nos preocupa que esse projeto de lei, se for promulgado, afete a liberdade de expressão e o debate histórico”, acrescentou.

 A lei também poderá ter “repercussões sobre os interesses e as relações estratégicas da Polônia, inclusive com Estados Unidos e Israel”, advertiu, acrescentando que eventuais divisões entre aliados “beneficiam nossos rivais”.
O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia também denunciou outro projeto de lei que permite estabelecer ações legais contra quem negar os crimes de nacionalistas ucranianos cometidos entre 1925 e 1950, inclusive dos que colaboraram com a Alemanha.
O dono da Ucrânia presidente ucraniano… o bilionário e financiador do EuroMaidan junto a Israel e os EUAPetro Poroshenko, do independente “Bloco Poroshenko” protestou contra as disposições da lei que são “categoricamente inaceitáveis” e permitem levar ante a justiça os que negam os crimes nacionalistas ucranianos cometidos entre 1925 e 1950.
O presidente do Conselho Europeu, o polonês Donald Tusk, que coordena os trabalhos dos 28 membros da União Europeia, afirmou no Twitter que “os autores da lei promoveram no mundo inteiro esta vil calúnia como ninguém havia feito até agora”.
Aliados ferrenhos do Sionismo internacional, o qual dizem não existir, não perdem tempo em ameças e sanções de todo tipo ao menor sinal de que algo na política e na finança esteja indo contra a maré desejada por eles.
Na Polônia
Andrzej Duda tentou pôr fim à crise demonstrando flexibilidade. No domingo (dia 4/2) prometeu avaliar as partes da lei que Israel critica.

“O objetivo principal da lei é a luta contra todas as formas de ‘negacionismo’ ou de falsificação da verdade sobre o Holocausto, incluindo a redução da responsabilidade dos verdadeiros autores desse crime”, explicou o ministério das Relações Exteriores polonês em um comunicado.

Mas também busca impedir a difusão de versões da história que Varsóvia considera injustas ou ofensivas.
Em Varsóvia, dezenas de artistas, jornalistas e políticos assinaram uma petição para que o texto de lei passe por emenda.
Atualmente, com o vencer das eleições de 2015 pelo “PiS”, de viés nacionalista e não liberal, as atenções da UE, Israel e EUA se voltaram pra a Polônia, que vive uma onda patriótica, que recentemente rejeitou a legalização do casamento homossexual e tenta executar reformas significativas no judiciário e diminuir o “lobby do aborto” feminista.A lei, já ratificada pelo executivo, se assemelha a lei russa sobre difamação do papel do exército soviético na Segunda Guerra Mundial, que prevê pena de reclusão e multa a quem atribui a Rússia, papeis de extermínio nos eventos ocorridos durante o período.

Manifestantes nacionalistas na Polônia se manifestam em Varsóvia, no dia da independência Foto REUTERS Kacper Pempel
Fontes nacionais em português: IstoéEstadão  e Terra

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