Justiça Ianque Extradita ex-SS de 95 Anos: Onde Está a Dignidade?

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Jakiw Palij com 95 anos, teve que conviver desde 2003 com protestos da ANTIFA e da comunidade judaica em frente sua casa. Agora será deportado para morrer longe da família (Foto: ABC News)
Autoridades estadunidenses deportaram na manhã desta terça-feira (21/08) um ex-guarda de campo de concentração de Trawniki, Jakiw Palij, de 95 anos. O mais recente SS investigado nos Estados Unidos.
Segundo informações do jornal “Frankfurter Allgemeinen Zeitung“, o senhor Palij desembarcou num aeroporto de Düsseldorf (ALE), de onde foi levado para um asilo de idosos. A imprensa alemã trata como improvável que ele enfrente um processo judicial no país.
A fuga do terror Aliado na Europa
Foto de 1957 mostra Jakiw Palij, que trabalhou como guarda armado no campo de concentração Trawniki, na Polônia ocupada (Foto: US DEPARTMENT OF JUSTICE / AFP)
 
Palij viveu por décadas nos EUA, primeiramente como desenhista, depois como aposentado, até que, 25 anos atrás, uma investigação apontou seu nome e função na Segunda Guerra – sem mais provas que isso -, mas foi o suficiente.
Em 1993, quando os investigadores do Departamento de Justiça bateram em sua porta em Nova Iorque (EUA), ele então admitiu que ter entrado nos EUA afirmando que durante a guerra era agricultor e depois operário numa fábrica.
Sua presença nos EUA teria sido delatada por um também ex-guarda de campo de concentração investigado, após agentes americanos encontrarem seu nome numa antiga escala de serviço no campo em que trabalhava.
Jakiw Palij nasceu em 16 de agosto de 1923, em  P’yadyky, então região leste da Polônia, mas que hoje faz parte da Ucrânia. Ele entrou nos EUA em 1949, por Boston, fugindo do estado de ruína deixados pelos Aliados e a União Soviética na Europa do pós-guerra. Anos depois, conseguiu a cidadania americana.
Revogação da cidadania, perca de direitos e perseguição
Os direitos humanos e fundamentais previstos da ONU não se aplicam a ex-funcionários do governo alemã da década de 1930 à 1945, ao que parece.
Revogaram sua cidadania em 2003, através de um juiz estadunidense, sob a justificativa de que ele “participou em atos contra civis judeus” como guarda do campo de concentração de Trawniki, na Polônia ocupada, apesar de como mostra o próprio inquérito, não haver sequer provas disso.
Imagem de novembro de 2003 mostra Jakiw Palij, ex-guarda de campo de concentração na Polônia ocupada, em frente à sua casa no bairro do Queens, em Nova York (Foto: Suzanne DeChillo/The New York Times via AP, File)
Mas como Alemanha, Polônia e Ucrânia se recusaram a recebê-lo, ele continuou a viver em sua casa no bairro do Queens ao lado da mulher, Maria, de 86 anos. Mas logo a comunidade judaica começou a manifestar-se contra o senhor de idade, atraindo frequentes protestos ao longo dos anos diante de sua casa.
Desde 2005, oito colaboradores do Estado Alemã Nacional-Socialista com ordem de deportação morreram nos EUA, após serem rejeitados pela Alemanha e seus respectivos países de origem.
Diferentemente, milhões de “refugiados” que na verdade são imigrantes sem qualquer vinculo com o país e sem qualquer controle ou distinção, entram na Alemanha, promovem desordem, estupro e terrorismo, mas não importa…  – NT
Manifestação da comunidade judaica contra Palij em frente a sua casa (foto: AP)
 
A Justiça alemã sustenta que só aceita que possuam ou tenham possuído cidadania alemã ou enfrentem um processo no país.
Jakiw Palij não se enquadra em nenhum dos dois casos: nunca teve a cidadania alemã e, segundo o jornal “Die Welt“, a última investigação aberta contra ele, pela promotoria de Würzburg, não encontrou provas suficientes para indiciá-lo.
Sua deportação ocorre após semanas de negociações diplomáticas, tornadas uma prioridade pelo presidente americano, Donald Trump (As autoridades alemãs ainda não se manifestaram).
A deportação de Palij é a primeira desde que, em 2009, a Alemanha aceitou receber John Demjanjuk, um aposentado de Ohio que também trabalhou como guarda nos campos. Ele foi condenado em 2011 acusado da morte 28 mil pessoas sem qualquer prova, morrendo dez meses depois, aos 91 anos, esperando decisão sobre seu recurso.Em nota, a equipe do O Sentinela deseja força a família e amigos. – NT

Fontes:

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