Interferência de Máfia Judaica nas Eleições dos EUA Revelada Pela New Yorker

Uma empresa de espionagem composta por judeus israelenses tentou influenciar uma eleição local dos EUA como parte de uma tentativa maior de se infiltrar na política americana, revelou um relatório da revista The New Yorker.

Os judeus usaram sites falsos, postagens em mídias sociais e interações encenadas como parte de um esforço para influenciar a percepção pública de alvos específicos, segundo o relatório.

Além disso, o grupo tentou diversas vezes trabalhar com a campanha de Donald Trump em 2016 e se envolveu em outros esforços direcionados ao Departamento de Estado dos EUA.

O Psy-Group, uma extinta agência de inteligência privada composta por ex-espiões israelenses, tentou influenciar pelo menos uma eleição local dos EUA e outros assuntos domésticos, segundo um relatório de Adam Entous e Ronan Farrow, do The New Yorker.

A empresa até cortejou a campanha de 2016 do presidente Donald Trump e está sendo investigada pelo conselho especial Robert Mueller, segundo o relatório.

A empresa tentou lançar a campanha de Trump através dos consultores Newt Gingrich, Jared Kushner e Donald Trump Jr., mas acabou sendo rejeitada pelo diretor digital da campanha, Brad Parscale.

Mas de acordo com o relatório, o Psy-Group não terminou por ai. A empresa passou a usar sites falsos, avatares online e interações pessoais encenadas como parte de um esforço para influenciar os resultados das eleições locais ou mudar a percepção de certos eventos nos EUA, a pedido de uma série de clientes que representavam “empresas privadas”.

A revelação mostra que os esforços perturbadores para influenciar as eleições dos EUA não se limitaram às eleições presidenciais de 2016 e que não foram os únicos perpetradores.

A eleição do conselho local de Tulare, Healthcare District, em Tulare, Califórnia, em 2017, foi o tema principal da investigação da Farrow and Entous e foi o foco de uma campanha de US$ 230.000 (duzentos e trinta mil dólares) do Psy-Group.

Por sua vez, o Psy-Group foi pago pelo médico Yorai Benzeevi, que administrava o hospital de Tulare, para conduzir “uma operação coordenada de inteligência de campanha” que impediria uma oferta de recall do membro do conselho Parmod Kumar, segundo o The New Yorker.

O Psy-Group, de propriedade do rico e bem relacionado filho de um magnata da mineração israelense, desenterrou informações sobre a candidata da oposição, Senovia Gutiérrez, e espalhou-a por uma série de sites recém-criados, incluindo tularespeaks.com e draintulareswamp.com, segundo o relatório da New Yorker.

Segundo Gutiérrez, também foram realizadas operações presenciais. Ela disse que um dia, um estranho bateu em sua porta e entregou-lhe um envelope enquanto alguém ao lado de um SUV, do outro lado da rua, estava tirando fotos. As imagens acabaram online, acompanhadas de acusações de suborno.

No dia anterior à eleição, a casa do filho de Gutiérrez foi incendiada. Ele suspeitou de um crime, mas as autoridades disseram que não havia evidências para apoiar isso, segundo o relatório da New Yorker.

De acordo com o relatório, a campanha levou o Psy-Group a lançar mais de 50 outros grupos políticos e campanhas de caráter semelhantes, mas nada foi averiguado ou confiscado.

Mas a única eleição não foi a extensão total de suas atividades.

A outra campanha nacional notável do Psy-Group, segundo o relatório, foi seu esforço contra ativistas estudantis que faziam parte do movimento Boycott, Divestment, Sanctions (BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções), que clama pela pressão econômica internacional contra Israel por abusos dos direitos humanos contra os palestinos.

A peça diz que o Psy-Group se engajou em campanhas de doxing [1] contra ativistas e professores específicos, nos quais agentes desenterrariam informações online desagradáveis ​​sobre estudantes e professores ativistas específicos e distribuí-las. O relatório afirma que alguns ativistas foram alvos porque os clientes do Psy-Group eram pais de alunos de lá.

O relatório disse que os arquitetos da campanha eram Ram Ben-Barak, que já foi vice-diretor do Mossad, e Yaakov Amidror, o ex-assessor de segurança nacional do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Ram Ben-Barak e Yaakov Amidror, ambos agentes ligados ao governo israelense e a inteligência militar e governamental do mesmo.

As tentativas do Psy-Group de atrair novos clientes não tiveram sucesso, de acordo com o relatório do The New Yorker – daí a eventual extinção da empresa. Mas enquanto estava por perto, cortejou a campanha de Trump e do Departamento de Estado dos EUA.

Reportagens adicionais do The New York Times indicaram que o lance do Psy-Group atingiu os níveis mais altos da campanha Trump. Em 2016, a empresa foi conectada às organizações Trump através de Rick Gates, um antigo sócio do ex-gerente de campanha de Trump, Paul Manafort, que ficou em segundo lugar na hierarquia atrás de Steve Bannon.

Depois de elaborar um plano com táticas de mídia social, provavelmente envolvendo avatares e perfis falsos a julgar pelas outras atividades do Psy-Group, Newt Gingrich passou a empresa para Jared Kushner, que passou para o diretor da campanha, Brad Parscale, que alegadamente recusou os seus serviços.

O proprietário do Psy-Group, Joel Zamel, se reuniu com os representantes de Trump mais de uma vez, de acordo com o relatório do The New Yorker, reunido com Donald Trump Jr. e Erik Prince (irmão da Secretária de Educação, Betsy DeVos) na Trump Tower à serviços da empresa. Nada veio da reunião, disse o relatório.

Uma das empresas de Zamel trabalhava para Oleg V. Deripaska, um magnata do alumínio, ligado ao presidente Vladimir V. Putin, da Rússia. Crédito Sergei Karpukhin / Reuters

Outra tentativa fracassada para com o Departamento de Estado dos EUA, o Psy-Group tentou ilustrar sua eficácia na criação de falsos avatares de mídia social no Facebook. Para fazer isso, eles criaram um perfil falso na imagem de uma adolescente americana chamada Madison, que tinha um histórico cristão, mas também demonstrou interesse pelo islamismo em seu perfil.

Usando o perfil, o Psy-Group fez, através do avatar, o recrutamento e conversão de duas pessoas. O processo incluiu uma recitação de oração pelo Skype. A operação foi encerrada depois que Madison foi convidada por um combatente do Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, para se tornar sua noiva.

“Estamos olhando para a ponta do iceberg em termos de onde isso pode chegar”, disse um ex-funcionário da inteligência privada israelense ao The New Yorker.

Fonte: The New Yorker I The New York Times

Nota do site:

[1] Doxing (vem de ‘dox‘, abreviação de ‘documentos’ em inglês) é um prática virtual de pesquisar e de transmitir dados privados sobre um indivíduo ou organização. Os métodos empregados para adquirir essas informações incluem a procura de bancos de dados disponíveis publicamente e mídias sociais, hacker, e engenharia social.

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