George Washington Brigade: Voluntários Norte-americanos da SS

SS-Standarte Kurt Eggers, que atuou na Légion des Volontaires Français

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Waffen-SS possuiu entre os efetivos, muitos cidadãos nascidos nos Estados Unidos, todos voluntários. Muitos de origem alemã e simpatizantes da ideologia nacional-socialista, procuraram inicialmente servir na Wehrmacht, e lutar pelo III Reich. O Reichsfuhrer Heinrich Himmler, chefe das SS, também procurou uma forma de estabelecer um futuro protetorado germano-americano, que incluía as áreas habitadas por descendentes de alemães, que haviam imigrado para as Américas durante o seculo XIX.

Apesar do pouco conhecimento existente sobre a George Washington Brigade (American Free Corps), muitos nomes dos voluntários norte-americanos são de conhecimento público, confirmado por oficiais e documentos do III Reich. Pierre de la Ney du Vair, se tornou capitão (SS-Hauptsturmfuehrer), na SS-Standarte Kurt Eggers (uma unidade de propaganda) e na Légion des Volontaires Français (LVF). Acabou morto em combate no ano de 1945.

Cartaz hipotético da George Washington Brigade (American Free Corps)

Martin James Monti, filho de pai ítalo-suíço, a mãe de origem alemã, anteriormente tenente das forças norte-americanas, desertou aos fins de 1944, depois de fugir e se entregar aos alemães.
 Membro da SS-Standarte Kurt Eggers
O ato foi amplamente usado pela propaganda do III Reich. Pierre de la Ney du Vair, que havia se tornado amigo de Monti, o ajuda a fazer parte dos quadros da Waffen-SS, no posto de SS-Untersturmfuehrer na SS-Standarte Kurt Eggers.
A propaganda alemã constantemente conclamava os cidadãos dos Estados Unidos. Negros e indígenas também eram alvo dos discursos nacional-socialistas de liberdade do III Reich, pois lembrando que enquanto nos Estados Unidos da América criticava a política legal de Nuremberg, quanto aos casamentos mistos e cidadania, havia em seu país a privação de direitos civis para esses cidadãos, oque não era o caso na Alemanha da época. Antes o início do conflito e embate das duas nações, o Ministério da propaganda e Esclarecimento Publico, comandado por Joseph Goebbles, se direcionava para “Tio Sam”.
Uma organização inspirada no nacional-socialismo foi criada nos Estados Unidos, durante a década de 1930, a “Silver legion of America” (Legião de Prata da América), comandada por William Dudley Pelley. Outro grupo nacionalista foi a “Bund” (Federação) sob liderança de Fritz Kuhn, de origem alemã. Tais grupos obtiveram grande adesão, principalmente a Legião de Prata, de William Dudley Pelley,  com mais de 15.000 membros. Mas  desapareceram depois de 1941, mas ajudaram a propagar a causa do III Reich em terras estadunidenses, e posteriormente a procura pelo alistamento na Waffen-SS.
William Dudley Pelley (1890 – 1965) foi um escritor americano, espiritualista e ativista político fascista. Ele ganhou destaque como escritor, vencendo dois prêmios O. Henry Awards e escrevendo roteiros de filmes de Hollywood. Seu ensaio de 1929 “Seven Minutes in Eternity“(Sete Minutos na Eternidade) marcou um ponto de virada na carreira de Pelley, ganhando uma grande resposta na revista The American Magazine, onde foi publicado como um exemplo popular do que mais tarde seria chamado de uma experiência de quase morte. Suas experiências com o misticismo e o ocultismo foram para o político e, em 1933, Pelley fundou a Silver Legion of America (Legião de Prata da América), uma liga fascista e para-militar. Ele concorreu à presidência dos EUA em 1936 como candidato ao Partido Cristão.
Em 19 de março de 1936, foi nomeado o líder do Bund, Partido Nacional-Socialista Americano. E no mesmo ano, foi a Alemanha buscar o apoio e reconhecimento do partido alemão (na época em meio aos Jogos Olímpicos de Berlim). Conforme sua popularidade cresceu, fez assim a tensão contra ele não só das entidades judaicas mas também as estadunidenses anti-nacional socialistas. Em 20 de Fevereiro de 1939, Kuhn realiza o maior e mais divulgado comício na história do Bund, no Madison Square Garden. Vinte mil pessoas assistiram a um desfile e um discurso nazista por Fritz Kuhn, o qual um homem invadiu o palco e quase acabou com a parada. 
Outros norte-americanos que serviram na Waffen-SS incluem nomes como os SS-Hauptsturmführer (oficiais) Josef Awender, médico da unidade Frundsberg, Robert Beimes, oficial da SS Hitlerjugend, Eldon Walli e Paul Winckler-Theede, servindo na SS-Das Reich. Francesco Mattedi, soldado na Divisão SS, morto em abril de 1944. Charles MacDonald, morreu em combate na Estônia em março de 1944. A unidade American Free Corps teria lutado contra os soviéticos na Frente Oriental, enviados em 1942.
Jornal impresso pela unidade de propaganda SS-Das Schwarze Korps
O voluntario Waffen-SS Erwin Peter, morreu na Letônia, em julho de 1941. Boy Rickmers, soldado de uma divisão de infantaria blindada recebeu a Cruz de Cavaleiro, em março de 1943. Raymond George Rommelspacher, morto durante os confrontos contra tropas Aliadas na Normandia (França), em outubro de 1944. Batalha que teria sido utilizada a American Free Corps. Lucas Diel, morre na Hungria em dezembro de 1944. Andreas Hauser, morto na Ucrânia, em janeiro de 1945 e Andy Beneschan, morto na Bósnia, em abril de 1945.
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A SS-Standarte Kurt Eggers, se tratou de uma unidade de correspondentes de guerra, com fotógrafos, cinegrafistas, locutores e repórteres, muitos voluntários estrangeiros serviram no batalhão especial. Acompanhavam o trabalho da Waffen-SS nos campos de batalha. Editavam a revista, SS-Das Schwarze Korps. Kurt Eggers, ex-editor desse jornal, termina morto na União Soviética, na cidade de Kharkov em agosto de 1943. Gunter d’Alquen, assume o comando da unidade.
O ex-colaboracionista Martin James Monti, quando apresentado ao julgamento
O caso do tenente Martin James Monti, foi propagado em tal publicação e distribuída em várias partes do mundo. Que assumiu o nome de Martin Wiethaupt e se torna locutor de propaganda. Monti se entrega as tropas norte-americanas em 1945, e posteriormente julgado e considerado traidor, mas acaba libertado no ano de 1960.
O governo dos Estados Unidos, jamais afirmou a existência da George Washington Brigade (American Free Corps), bem como não procurou investigar o caso, diferente dos britânicos, que através do serviço secreto MI5, buscou a procedência das informações obtidas por depoimentos, sem entretanto chegar a uma conclusão efetiva.
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