Exército Israelense Reconhece Fornecimento de Armas aos Terroristas na Síria

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O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, afirmou publicamente que Tel Aviv tem estado envolvido em conflito direto com o Irã em solo sírio, atacando “sistematicamente” a suposta infraestrutura iraniana “sem fazer quaisquer anúncios”.

Em uma entrevista ao jornal Sunday Times, Gadi Eisenkot, que nesta semana vai aposentar-se do cargo do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, revelou que Israel tem estado diretamente envolvido no conflito na Síria, e reconheceu pela primeira vez que Tel Aviv forneceu armas aos grupos rebeldes na zona fronteiriça para “autodefesa”.

Há anos que representantes da Síria afirmam que Israel fornece armas aos grupos de oposição durante a guerra civil que dura há sete anos do país, mas Israel nunca comentou essas afirmações, apenas dizendo que presta “ajuda humanitária”.

Gadi Eisenkot – 21º Chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel. Ele é o originador da assim chamada doutrina Dahiya.

Em setembro de 2018, a revista Foreign Policy informou que Israel tinha fornecido secretamente armas e financiado pelo menos 12 grupos rebeldes sírios, para manter as forças apoiadas pelo Irã e os terroristas do Daesh (um grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países) longe da fronteira de Israel.

“Segundo fontes, o programa de assistência israelense incluiu metralhadoras, lança-morteiros, veículos de transporte, fuzis de assalto, além de um salário de US$ 75 (R$ 278) para combatentes rebeldes e fundos adicionais para comprar armas no mercado negro da Síria.”

Dois meses atrás, o major-general Gershon Hacohen revelou que o ex-ministro da Defesa Moshe Ya’alon se encontrou pessoalmente com rebeldes sírios no auge do conflito sírio. Em entrevistas anteriores e publicações na mídia, Eisenkot admitiu que as IDF (sigla em inglês “Israel Defense Forces” – Forças de Defesa Israelenses)  realizaram centenas de ataques contra a suposta infraestrutura iraniana na Síria: só em 2018, as IDF lançaram 2 mil bombas contra alegados alvos iranianos.

Moshe “Bogie” Ya’alon é um político israelense e ex-chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel, que também serviu como ministro da Defesa de Israel de 2013 até sua renúncia em 20 de maio de 2016.

“Realizamos milhares de ataques [nos últimos anos] sem assumir a responsabilidade e sem pedir apreciação”, afirmou. A entrevista de Eisenkot parece enquadrar-se na tendência surgida em Israel para o país ser mais transparente nas atividades militares.

Por exemplo, há apenas dois dias, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as IDF bombardearam armazéns com supostas armas iranianas no Aeroporto Internacional de Damasco.
Netanyahu explicou ainda que “o conjunto de ataques recentes prova que estamos mais decididos do que nunca a tomar medidas contra o Irã na Síria, e iremos atacar de forma mais forte o território da Síria, se necessário”.

Damasco, em várias ocasiões, condenou os ataques, caracterizando-os como uma violação da soberania do país. Tanto a Síria quanto o Irã têm informado que a presença de Teerã se resume a conselheiros militares.

Não é de hoje: Exército de Israel censura notícia que expõe o suporte israelense aos terroristas na Síria

As forças armadas israelenses passaram a censurar notícias sobre o fato de Israel fornecer armas e suprimentos para grupos terroristas na Síria. Em setembro de 2018, o  jornal Jerusalem Post foi notificado pelo sensor militar israelense e teve que remover sua matéria intitulada “IDF Confirms: Israel Provided Light-Weapons To Syrian Rebels” (IDF confirma: Israel forneceu armas leves aos rebeldes sírios), como mostrou o Veterans Today.

No entanto, a notícia que trata sobre a transferência de quantias significativas de dinheiro, armas e munições para terroristas no sul da Síria ainda está disponível nos resultados de pesquisa do Google – contudo quando clica-se na matéria, aparece uma mensagem de erro dizendo que a página já não está mais disponível.

O apoio recebido pelos terroristas por Tel Aviv se dá com a “Operação Bom Vizinho”, que Israel descrevia apenas uma missão humanitária focada em fornecer aos sírios “comida, roupas e combustível”.

Este incidente demonstra mais uma vez que são falsas todas as alegações de Tel Aviv de não estar envolvido no conflito em curso na Síria.

Quem lembra: Mais ameaças à Síria no caso de supostos ataques químicos

O chefe da equipe de defesa da França, François Lecointre, declarou em 6 de setembro que as forças francesas estavam prontas para atacar a Síria mais uma vez se armas químicas forem usadas durante a próxima batalha de Idlib.

“Estamos prontos para atacar se as armas químicas forem usadas novamente”, disse a principal autoridade militar à mídia local. “Eles podem ser realizados em nível nacional, mas é de nosso interesse fazê-lo com o maior número possível de parceiros.”

Também no dia 6 de setembro, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que o Pentágono não tinha informações de inteligência sugerindo que os terroristas sírios eram capazes de realizar um ataque químico. Assim, se tal ataque for encenado, os EUA e seus aliados não investigariam o incidente pois já partirão da premissa que o governo de Damasco seria culpado.

Os membros do Estado Islâmico realizaram vários ataques contra posições do exército sírio na margem ocidental do Eufrates. De acordo com fontes pró-governo e pró-Estado Islâmico, várias soldados do exército sírio e terroristas foram mortos nos confrontos. No entanto, o Estado Islâmico não conquistou nenhuma posição.

Fontes locais dizem que o ataque foi realizado para tirar a atenção do exército sírio da área de al-Safa e da região ao sudeste da cidade de Deir Ezzor. Uma fonte da 11ª Divisão do exército sírio disse ao portal SouthFront que as tropas do governo estão atualmente reforçando suas posições em torno do deserto de Homs. O objetivo é limitar as capacidades do Estado Islâmico de realizar ataques a partir desta área contestada.

De acordo com fontes pró-turcas, um total de 170 membros das Unidades de Proteção do Povo Curdo (PKK) foram “neutralizados” pelas Forças Armadas Turcas, na Turquia, norte da Síria e norte do Iraque. Em agosto. As forças lideradas pela Turquia também detiveram cerca de 253 suspeitos nas operações anti-PKK na Turquia. 70 deles detidos sob custódia.

Apesar dessas alegações, o exército turco e seus representantes ainda não conseguiram eliminar a insurgência dos combatentes curdos do YPG na área de Afrin, no norte da Síria, capturada pelas forças lideradas por Ancara no início deste ano. Células do YPG realizam ataques às forças turcas lá com alguma constância.

Fonte: Sputnik News / Panorama Livre / Veterans Today

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