Entrevista com Arno Breker

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Sem dúvida alguma o maior escultor do século XX, Arno Breker (1900 – 1991) foi um dos últimos expoentes da arte clássica. Ele retratou magnificamente em suas obras toda a grandeza espiritual de seu povo, uma beleza que se torna escassa neste mundo permeado cada vez mais pela arte degenerada.
O escultor Arno Breker constitui hoje uma das mais flagrantes amostras da repressão ao extremo que um regime que se intitula democrático, pode chegar a exercer sobre um artista. Sua obra, uma das mais gigantescas que foram levantadas em nosso século, também é uma das mais perseguidas, tendo sofrido violentos ataques por parte das forças “democráticas” de ocupação na Alemanha.
Escultor sumamente prolífico, nascido no ano de 1900, em Elberfeld (hoje um bairro de Wuppertal), próximo de Düsseldorf, mudou-se para Paris em 1927, onde travou amizade com destacados estatuários e artistas do momento, merecendo destacar as mostras de sua simpatia e admiração recebidas para sua pessoa e sua obra – jamais dissimuladas nem contraditas logo – por parte de Charles Despiau, Aristide Maillol, Jean Cocteau ou os pintores Vlaminck, Derain, etc., Breker impulsionou seu nome em Paris e sua exposição no Orangerie em 1942 não foi senão a culminação de um largo processo artístico, a cujo êxito contribuiu, não pouco, o livro que Despiau dedicou a ele e sua obra.

Alemão de nascimento, quando sua pátria ressurgida do caos democrático e nadava nela um sentido unitário de Povo, voltou a seu país. Desde 1934, Breker abandonou Paris e Roma para residir em Berlim. Por mais difíceis que os primeiros tempos fossem, pôde logo trabalhar amplamente e desenvolver projetos tão assombrosos como poucos europeus podiam sequer imaginar. Autor de esculturas de dimensões colossais, de relevos gigantescos, de concepções geniais, entre suas obras destes momentos cabe destacar “O Prometeu”, realizado para o Ministério da Cultura. “A Força” para o Zepplinfeld de Nuremberg, “O Partido” e “O Exército” para a Nova Chancelaria de Berlim, a grande fonte do novo eixo de Berlim e os relevos de 22 metros de altura (mais de sete pisos) para o monumental Arco do Triunfo, assim como um sem fim de esculturas de força e beleza surpreendentes em nosso século.

Seu apoio aos artistas franceses durante a ocupação seria decisivo: graças a Breker, Derain Maillol e outros receberam cargos oficiais da Alemanha. Seu interesse pela amizade e a colaboração entre França e Alemanha seria sempre manifesto. Como em tantos outros casos, a derrota de 1945 trouxe a Breker o começo de uma larga etapa de terrível repressão. Seu atelier foi assaltado, poucos meses depois de acabada a guerra, por tropas americanas.

Suas esculturas e suas enormes instalações (que estavam intactas) junto à enorme quantidade de obras armazenadas ou em construção, foram apanhadas em grandes montes para fora do atelier e totalmente destruídas. Anos e anos de trabalhos na arte, de contribuição ativa à cultura européia, à arte contemporânea, eram assim destroçados por bárbaros do exterior, tal qual tribos primitivas, somente porque desta vez os bárbaros modernos procediam de países democráticos e sua finalidade era acabar com todo o rastro de cultura criado por doze anos de um autêntico socialismo europeu.
Desde então, passaram-se 35 anos (da época da entrevista, em 1980). Há 35 anos, o boicote a Breker tem sido total, durante os que o Estado alemão impediu qualquer cargo que pudesse exercer, durante os que receberam ataques da imprensa e televisão e durante os que o silêncio sobre sua obra foi interrompido.
Mesmo que em liberdade aparente, Breker é – como qualquer outra sombra que ainda em cárcere, que se chama Rudolf Hess – um vestígio da repressão extrema que as forças da barbárie desencadearam e mantiveram contra a cultura europeia. Quando as gerações futuras descobrirem e reconhecerem Breker e sua obra, ao grande gênio da escultura contemporânea; quando sua já ingente galeria de retratos de personagens ilustres de nosso século seja valorizada em sua transcendente importância, seu nome irá ocupar o lugar de honra que lhe corresponde, ainda que para então o artista já esteja morto, e sua vida não terá sido mais que uma amostra clara da hipocrisia dos regimes que se intitulam democráticos, mas que não são mais que terrivelmente tirânicos.
Exclusivamente para nossos leitores, realizamos uma breve entrevista ao escultor perseguido, para que nos explique diretamente suas impressões da visita efetuada a Paris em companhia de Adolf Hitler e Albert Speer, em 1942, ocasião única em que Hitler desejou pisar sobre o solo parisiense. O Chanceler alemão escolheu a Breker como guia e acompanhante naquela breve visita, e a esse acompanhante, com a sensibilidade e sinceridade que lhe caracterizou para sempre, e com o respeito à verdade histórica que cultiva, respondeu às nossas perguntas.
A Entrevista
Na ocasião de 1980, o espanhol do já extinto grupo CEDADE, Javier nicolás entrevistou na Alemanha o artista Arno Breker. A seguir, discorremos a entrevista:
Javier Nicolás: Você manteve contato com Adolf Hitler?
Arno Breker: Sim, eu o conheci pessoalmente.
Javier Nicolás: Por que ele decidiu visitar a Paris junto consigo?
Hitler“, por Arno Breker 

Arno Breker: Eu lhe explico o motivo, conforme suas próprias palavras: “Quero visitar Paris consigo, porque você é o único, entre todos os que me rodeiam, que viveu vários anos nela”. Sua visita a Paris teve como meta principal trazer ideias de novas construções e todo seu urbanismo, porque Hitler desejava transformar Berlim por completo.

Javier Nicolás: É verdade que Hitler sentia profunda admiração pela arquitetura francesa?
Arno Breker: Certamente. Escute: não tenho ideia alguma de suas opiniões acerca da arte, porque nossas relações pessoais não eram muito próximas e ele devia pensar mais na guerra e em toda espécie de dificuldades políticas. Mas, depois de sua visita a Paris e inclusive durante ela, me sentei atrás de si e o vi observar a Paris, como se a conhecesse minuciosamente. Graças aos livros e aos mapas, conhecia Paris melhor do que eu. Eu havia me equivocado e ele me dizia: “Escute, você está se equivocando…”, “Eu não sou parisiense, mas não posso me equivocar”, eu lhe respondia. E paramos diante de um edifício que havia escrito na parte de cima: Câmara de Comércio. Como ele havia dito que se tratava da Cúpula da Câmara de Comércio, este título me indicou: “Leia isto!”.
Javier Nicolás: Qual foi a impressão de Hitler sobre o urbanismo da grande cidade de Paris?
Arno Breker: Ele se emocionou bastante diante da beleza da arquitetura parisiense e do urbanismo dos Campos Elíseos, do Arco do Triunfo, da Torre Eiffel, etc. Duas horas depois, Paris despertava; não podíamos atravessar Les Halles, quando vieram as primeiras pessoas ao nosso encontro. O primeiro homem que vimos foi um vendedor de jornais. Ele os levava sob os braços e gritava, dirigindo-se a nós: “Le Matin! Le Matin!”. Quando reconheceu Hitler ao lado do chofer, ficou em pânico: tirou todos os periódicos ao chão e se escondeu em uma casa. Instantes depois, vimos três mulheres que falavam juntas e pelo fato do carro andar lentamente, voltaram-se para nós exclamando: “Olha, veja! É ele! O pai Adolf!”. 

Parte da população mostrava grande admiração, mesmo que a outra sentisse calafrios ao vê-lo. O povo francês estava dividido.
A última visita foi ao Sacre Coeur, para contemplar o panorama. Depois desta visita, voltamos ao avião e ele retornou ao seu trabalho. Pela tarde, antes de jantar, saiu de seu refúgio, de seu Bunker. Todos os generais estavam ali, mas ele me viu entre eles todos. Fez um sinal para mim. Fui até ele e nos dirigimos juntos para um bosque vizinho. Quando nos encontramos suficientemente próximos, parou e colocou minha mão direita entre as suas, dizendo-me: “Breker, queira me desculpar, porque durante vários anos eu não o vi com bons olhos, devido à falsa informação que tinha de sua pessoa. Agora sei quem você é”.
Javier Nicolás: Qual foi a impressão geral de Hitler em relação à sua visita a Paris?

Arno Breker: Ficou muito impressionado. Depois me disse:

“Disse a Bormann que todos os arquitetos tenham recebido pedidos de Berlim, Munique, etc., e que devem voltar a se empenhar em seus trabalhos, porque sua arquitetura é demasiado pesada – sem graça. Hoje aprendi muito em Paris”. E completou: “Teria podido baixar pelos Campos Elíseios em frente de minhas tropas, mas não quis ferir a alma do povo francês. Eu a vi com meus artistas, tal como uma incógnita”.

Sua conduta foi sensacional e isto mostra a nobreza de um homem. Em relação aos mortos, permaneceu comovido diante da tumba de Napoleão, e se lhe ocorreu a ideia de colocar a seu filho, que descansa em Viena, ao lado do pai. Você não acha isto formidável? Mas nunca recebeu uma só palavra de agradecimento por parte da França.

 

À esquerda, Paris, 1940, tomada pelos “bárbaros” alemães. Na direita, Berlim, 1945, “libertada” pelos “anjos democráticos”

 

Javier Nicolás: Ele não voltou a Paris?
Arno Breker: Não. Foi a única vez que a visitou. E você sabe por que? Não creio no que dizem, que Hitler desejava queimá-la. Isto jamais ocorreria. Nunca teria admirado-a desta forma. São apenas invenções dos vencedores, com o intuito de destruir sua imagem.
Javier Nicolás: Fez algum comentário sobre o resultado de uma guerra no próprio coração de Paris?
Arno Breker: Certamente. Ele disse: “Está morta para sempre”. Para ele, Paris representava o símbolo e o apogeu da cultura. Seu sonho era alcançar a mesma qualidade nas cidades alemãs. Por isso, devia estudar a arquitetura e o urbanismo parisiense, tal como Haussman o fez.
Javier Nicolás: Havia algum plano similar para Berlim?
Arno Breker: Sim. Mas seu plano para Berlim, pelo que eu conhecia, era bastante baseado em Paris. E estou certo de que antes de sua visita a Paris, ele já o tinha em mente.
Javier Nicolás: Depois da visita a Paris, você continuou em contato com ele?
Arno Breker: Sim, frequentemente na Chancelaria. Ali, eu almoçava. Comia com ele. Assim foi sempre, durante a guerra, e os generais tratavam do papel principal: vinham da Frente e lhe explicavam a situação do momento.
Javier Nicolás: Você acredita que ele desejava a guerra?
Arno Breker: Não. A guerra destruiu seus planos. Ele não queria declarar guerra à França. Seus exércitos não marcharam contra a França, até que não houve mais remédio. Permaneceram quase um ano retidos, de agosto de 1939 até quando teve de avançar, com a declaração de guerra do governo francês. Hitler sempre acreditou que uma guerra seria inútil, justamente porque ele não queria absolutamente nada da França. Havia renunciado a Alsácia e Lorena, solenemente. Mas hoje, toda interpretação da história se encontra às avessas.
Javier Nicolás: Uma vez superadas as dificuldades econômicas e sociais, o que ele desejou para seu país?

Arno Breker: Este homem, segundo escutei em diversos discursos e ocasiões, temia e desconfiava do comunismo. Para ele, a fronteira do Leste estava demasiado próxima de Berlim. Se a União Soviética empenhasse um ataque que tivesse lugar ali, como se demonstrou mais tarde, seria impossível barrá-los e Berlim tombaria. Por isto, ele preparava a Frente.

 

Javier Nicolás: Você acredita que a guerra com a Polônia foi dirigida pelos governos da França e da Inglaterra?
Arno Breker: Certamente. Não quero dizer que seja necessariamente assim, mas Hitler esperava ter a Polônia como uma nação amiga, que deixaria passar as tropas alemãs até a fronteira da União Soviética. Nesta época, de todas as formas, o plano de destruir a Alemanha já se encontrava nos dossiês.
Javier Nicolás: Você poderia nos dar sua opinião sobre as intenções de Hitler na Alemanha, se a guerra não tivesse sido desencadeada?
Arno Breker: Hitler encontrou uma nação completamente arruinada por causa da situação econômica mundial – esta era a situação mais terrível da Alemanha. Por exemplo, quando atravessei ao Ruhr, centro da grande Indústria, a princípios dos anos 30, recordo que nenhuma indústria funcionava. Foi uma situação que voltei a ver depois da guerra, com a derrota alemã em 1945.
Logo, o que este homem fez constitui-se de um verdadeiro milagre, conseguindo fazer com que o povo se fortalecesse e voltasse a viver alegre e de modo ordenado.
Javier Nicolás: Hitler era popular?
Apolo e Dáfine

Arno Breker: Completamente. Se hoje uma mulher passa pela calada da noite, se encontra em perigo, mas naquela época todos os criminosos se ocupavam trabalhando. Todos foram corrigidos e a Alemanha se converteu em um paraíso. Uma mulher podia andar completamente só pelos passeios e bosques, sem nenhum risco de ser atacada.

Javier Nicolás: Professor Breker, quando a guerra acabou, soubemos que o General Franco lhe chamou para que fosse à Espanha, provavelmente para fazer “O Vale dos Caídos”, que Juan de Avalos realizaria. O que há de correto nisto? E por que você não foi?
Arno Breker: Correto. O General Franco me chamou para fazer uma série de esculturas, por mais que não tivesse especificado sobre o que se tratava o Vale dos Caídos. Mesmo assim, eu deveria realizar obras em escultura.
Não fui à Espanha porque os americanos não permitiram, deixando-me retiro na Alemanha. Se não fosse por isto, eu teria estado.
Javier Nicolás: É verdade que os russos lhe fizeram uma oferta similar?
Arno Breker: Sim. Pouco depois que Franco o fez. Stalin pessoalmente enviou um avião de Moscou para realizar trabalhos de escultura. Naturalmente eu neguei. Ademais, isto coincidiu com uma enfermidade que me obrigou a permanecer em um hospital. Nesta ocasião, os americanos permitiram, mas eu não o quis.
Em outra ocasião, também recebi uma proposta de fazer trabalhos ao General Perón, mas desta vez, do mesmo modo ocorrido com Franco, fui vetado pelos americanos que não me deixaram ir.
Fonte: Revista CEDADE. Nº 92. Dezembro. Barcelona, 1980.
 
Tradução de Hermann Tholf

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