Eleições Italianas de 2018: A Busca da Alternativa

Oque ficou claro em relação as eleições italianas do último domingo foi que cada vez mais, o povo procura alternativas às políticas alienígenas da União Europeia e o “cabresto” dos seus repetidos representantes de sempre nas política doméstica. Agora, o temor dos diligentes do parlamento da UE desde a Itália será de uma “guinada” a uma alternativa mais popular e favorável a opinião verdadeira do povo.
Com a aproximação do fim da apuração de votos nas eleições legislativas na Itália, ficou claro que, apesar de os grandes partidos liberais de direita (assim como no Brasil, já grandes empresas impostas pelo sistema local), saíram-se com vitoriosos, como foi o caso da a coalizão liderada pelo ex-premier Silvio Berlusconi do Força Itália (FI), mas estes não conseguiram obter a maioria das vagas no Parlamento porque dessa vez resultado foi marcado, sobretudo, pelo avanço de partidos menores, de ideias mais dissidentes e anti-sistêmicas (anti-União Europeia), independente do emaranhado de denominações políticas confusas, as quais a imprensa não consegue se definir.

 

MAL DESEMPENHO DOS LIBERAIS
O FI, de Berlusconi, foi sobreposto ela Força Itália (FI, com 14,0%) E apesar de aliadas, FI e Liga travam uma batalha interna para ficar em primeiro lugar dentro da coalizão e obter o direito de indicar o primeiro-ministro.
O Partido Democrático, de centro-esquerda e da aliança governista, reconheceu ter sido derrotado nas eleições da Itália, após as últimas projeções mostrarem que o partido ficou em terceiro. O M5S se mostrou como uma alternativa à política tradicional da atual aliança governista de centro-esquerda liderada pelo Partido Democrático (18,7%), do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi (que renunciou à chefia do partido no início da noite), enquanto que o porta-voz do Partido Democrático, Maurizio Martina, reconheceu derrota e reclamou da falta de apoio dos seus partidos amigos da Europa.
Na coalizão do governo, o partido anti-imigração Liga Norte (LN), liderado por Matteo Salvini, foi o mais votado, com 17,4%. Sem contar o Irmãos da Itália (FDI), que obteve 4,3% dos votos.
Juntos, com 35,8% dos votos, os três partidos da coalizão parecem ter conquistado a maior parte dos assentos parlamentares, mas isso não significa que tenham obtido a maioria formal para governar. Entretanto, disputam Liga Norte e M5S o direito de liderar o novo governo italiano.
Matteo Salvini reivindicou nesta segunda-feira “o direito e dever” de governar da coalizão conservadora. Ele disse que “os acordos se respeitam”, em referência ao pacto entre ele e Berlusconi de que o partido vencedor dentro da coalizão seria o encarregado de indicar o primeiro-ministro. Salvini afirmou que a Europa deve temer mais os “delinquentes e parasitas” do que os movimentos populistas e reiterou que “o euro foi, é e continua sendo um erro”, indicando, no entanto, que não cogita implementar um referendo sobre a permanência da Itália no mercado comum da União Europeia.
A presidente do francês Frente Nacional, Marine Le Pen, ironizou a situação. Ela disse que a votação dada à Liga Norte demonstra “uma nova etapa do despertar do povo”:
“Hoje a União Europeia vai passar uma noite ruim”, alfinetou Le Pen no Twitter, expressando “calorosas felicitações” à “progressão espetacular” do líder da LN, Matteo Salvini.
AUMENTO DO DESEMPENHO DAS ALTERNATIVAS
A legenda do Movimento 5 Estrelas (M5S)  liderado por Luigi di Maio, que surgiu há nove anos como contraponto aos partidos tradicionais, teve o melhor desempenho individual, com 32,6% dos votos. A legenda mostrou-se como uma alternativa à política tradicional da atual aliança governista de centro-esquerda liderada pelo Partido Democrático (18,7%), do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi (que renunciou à chefia do partido no início da noite). Di Maio também reivindicou o direito de formar um governo na Itália.
Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido, de extrema direita, parabenizou o M5S: “Parabéns a meus colegas no Parlamento Europeu do @Mov5Stelle (M5S) por liderar a eleição hoje à noite”.

Outros como o Casapound, também tiveram significativos resultados em eleições regionais por toda Itália, triplicando as porcentagens comparadas com 2013 no Lácio, Rieti, Viterbo e Latina.Na verdade, até o refeito Partido Comunista Italiano teve uma boa margem entre os votos regionais.

PROBLEMÁTICA
Ao lado da Grécia, a Itália foi um dos países mais afetados pela chegada de refugiados e imigrantes do Oriente Médio e do Norte da África desde 2015. O país tem reclamado do excesso de contingente advindo do imigracionismo e isso sem muito apoio da autoridades europeias. Fluxo esses que estão sendo cada vez mais rejeitadas em especial pelos governos do Leste europeu como medidas de protecionismo de urgência.
A grande confusão que há na interpretação dos partidos e movimentos italianos é o fator Comunidade Europeia.
O que está em jogo não é uma simples denominação de esquerda e direita, mas sim toda uma divisão da Itália. Entre o norte e o sul da Itália há uma clara diferença, no sul o Movimento 5 Estrelas praticamente domina e se colocarmos o mesmo junto com o Partido Democrático praticamente em toda a Itália a soma destes dois partidos ultrapassa com facilidade 50%.
O problema é a definição que é dado ao Movimento 5 Estrelas, caracterizado como um movimento populista, que em muitos casos significa um movimento com apoio popular. Por outro lado, o Partido Democrático que é definido como um partido de centro-esquerda na realidade é um partido liberal, que provocou na sua entrada uma saída da esquerda do partido.
Em resumo, o que se vê na Itália é um imenso imbróglio, pois nenhum partido ou movimento segue uma linha programática que se possa definir com clareza, podendo resultar em imensas traições aos eleitores que também não souberam muito em quem votaram.
Fontes:
 
 
 
 
Jornal GGN


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– CasaPound entrevista com American Black T-shirts

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