[DOCUMENTÁRIO] John Perkins: Assassinos Econômicos

 

Em “Confissões de um Assassino Econômico” (Confessions of an Economic Hit Man), livro lançado em 2004, o autor John Perkins nos conta como foi viajar pelo mundo à serviço dos interesses do Tio San. John Perkins conduz sua narrativa explicando o modus operandi do AEs e seus empregadores e nos coloca ao seu lado nos bastidores de alguns dos eventos mais escabrosos do capitalismo do século XX, como a queda do Xá do Irã, a morte do Presidente panamenho Omar Torrijos e a crise do petróleo. Tudo isso com direito à muitas lições de economia, informações históricas e culturais sobre cada um dos países por onde ele passou e um certo “quê” de suspense, digno de seriado de TV. Não foram apenas CEOs e Chefes de Estado que almoçaram e trocaram apertos de mãos com John Perkins. Chacais, prostitutas e espiões também fazem parte desta pequena comunidade secreta que vive à sombra do grande capital financeiro.
John Perkins (28/1/1945),é um estadunidense natural de Hanover, New Hampshire, é  economista, ativista político e escritor.
Perkins frequentou Middlebury College em Middlebury, em Vermont (Nova Inglaterra) na década de 1960.
Na década de 1970, ele foi contratado pela empresa de consultoria Chas T. MAIN, mas depois de um processo da Agência de Segurança Nacional VS-US (NSA), foi então cooptado por Einar Greve, um funcionário da empresa e suposto oficial de ligação da NSA – Agência de Segurança Nacional (que Greve nega), ao atuar no Corpo de Paz, no Equador, indo trabalhar para T. MAIN, que segundo sua própria descrição, tornando-se um “assassino econômico” após se submeter, segundo alega, a um treinamento clandestino em 1971.
No início de sua carreira, Perkins disse que tinha sido treinado por uma senhora idosa bonita e manipuladora como uma das muitas das AE´s que estavam dirigindo a “hegemonia” das corporações VS.
A consultoria internacional MAIN, que seria um braço da Agência de Segurança Nacional, possuía um quadro de peritos, todos com vistosos currículos, que conferiam credibilidade a seus projetos econômicos.
Perkins foi contratado inicialmente para fazer previsões de carga energética, ou seja, determinar quanto uma instalação de determinadas dimensão e localização geraria de energia elétrica no futuro e qual seria seu lucro em razão da venda da energia produzida. Esses números eram ultradimensionados de forma a fazer com que os países tomassem empréstimos na expectativa de pagá-los com os lucros a serem auferidos no futuro. Como esses lucros não se concretizavam, os países se tornavam devedores de empréstimos impagáveis.
Estudos semelhantes eram feitos com ferrovias e rodovias, por exemplo, em que o volume estimado de carga transportada no futuro acabava por ficar aquém da realidade.
Perkins afirma, como ex-economista chefe da empresa de consultoria em estratégia Chas, por dez anos, que a T. MAIN tinha sido uma empresa de “assassino econômico”, ajudando as agências de inteligência e corporações multinacionais a chantagear chefes de estado estrangeiros à servir a política externa dos EUA e fornecer contratos lucrativos à sua economia.  Era essencialmente uma questão de obter maiores créditos norte-americanos para os estados do que poderiam economicamente suportar; e por sua insolvência, a VSA assegurou esferas de grande alcance de influência nos respectivos países, especialmente para a extração de matérias-primas. Os Chefes de Estado que não estavam dispostos a cumprir essas “ofertas” foram eliminados pela VSA com assistência ao serviço secreto (entre outros, Perkins menciona explicitamente um presidente anterior do Panamá, Omar Torrijos, que foi morto em um misterioso acidente de avião em 1981).
Perkins é atualmente presidente da Dream Change, um movimento de base mundial de pessoas de diversas culturas e origens dedicadas à mudança de consciência e à promoção de estilos de vida sustentáveis ​​para indivíduos e a comunidade mundial.
Em extensa informação, o governo dos Estados Unidos declara que Perkins nunca recebeu orientação verbal ou escrita da ANS durante sua permanência na MAIN e que a ANS não atua na área econômica, mas especificamente na codificação e decodificação de documentos criptografados.
O sítio insinua que Perkins possa estar ressentido com a ANS, pois teria se candidatado, sem sucesso, a um emprego na Agência, para escapar ao recrutamento militar na época da Guerra do Vietnã, o que acabou conseguindo ao ingressar no Corpo de Paz.
No livro, além da Revolução Bolivariana de Chávez e da questão da água na Bolívia, há um capítulo reservado para o Governo Lula em que Perkins narra uma conversa curiosíssima que  teve com um homem forte do governo – a quem ele omite o nome, chamando-o apenas de “José” – durante um dos Fóruns Sociais Mundiais que aconteceram em Porto Alegre.
Os assassinos econômicos atuariam manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de outras organizações internacionais e estadunidenses. Através de empréstimos, eles canalizariam verbas de países para grandes corporações e famílias abastadas que controlam grandes fontes de recursos naturais.
Perkins afirma que seus instrumentos de trabalho incluem relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo e assassinato. Um assassino econômico seria um empregado do imperialismo nos tempos da globalização.
De acordo com o livro, o objetivo final dos assassinos econômicos é o de fazer com que lideranças políticas e financeiras de países em desenvolvimento contraiam elevados empréstimos de instituições como o Banco Mundial e a USAID, com o objetivo de construir obras de infra-estrutura em seus países.
Os recursos dos empréstimos, porém, retornariam aos Estados Unidos, pois as empresas encarregadas das obras seriam invariavelmente estadunidenses. Os países beneficiados se veriam asfixiados com os pagamentos dos juros e as amortizações do principal dos empréstimos. Sendo assim, tais países se veem obrigados a se subordinar à pressão política dos Estados Unidos em diversos temas.
No epílogo da edição de 2006, o autor rebate a oferta de perdão da dívida dos países do Terceiro Mundo por parte das nações do G8. Perkins alega que a proposta impõe diversas condições, dentre as quais a privatização dos serviços de saúde, educação, provimento de eletricidade, de água e outros serviços públicos. Segundo o autor, a proposta obriga ainda os países beneficiados a acabar com quaisquer subsídios às empresas locais e o fim de qualquer barreira ao comércio internacional, sem qualquer contrapartida por parte das nações do G8, que poderão continuar subsidiando suas empresas e impondo restrições, salvaguardas e tributos ao comércio internacional.
Fontes de texto: 
 
 
 
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