Clemente A. Pavolini: Liberalismo e Destruição

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“Nosso sonho é o da Pátria, do pão e da justiça. Mas, preferencialmente, àqueles que não podem desfrutar da Pátria por não terem nem pão e nem justiça.” – (Testemunho José Antonio Primo de Rivera – Alicante, 20 de novembro de 1936).
No exposto a seguir, analisaremos, passo a passo, todos os pontos malignos e consequências de irrestritas desgraças abarcadas pelo sistema Liberal.
O Estado Liberal, por sua natureza fria e totalmente contrária aos preceitos humanos e espirituais de convivência, fraternidade, natureza e progresso, é o Estado que serve ao capital, e não ao povo. Nos reflexos históricos, podemos notar que a cada passo dado pelo Estado Liberal para seu perfeito posicionamento como sistema explorador, mas necessário, por questões de globalização, nova ordem e procedibilidade, do trabalhador, os valores inerentes da Pátria foram sendo absorvidos pela obsessão do capital.
O Estado Liberal propõe, em sua natureza, o cenário mais prejudicial e farsante das lutas eleitorais. As urnas, instrumento de pouca fé popular, serviram e servem de ponto central para o espectro abarcado pelas lutas eleitorais. Presume-se que, do resultado verificado nas urnas, sairão os representantes do povo. O resultado das urnas, porém, por muitas vezes resulta em um perfeito estelionato. Um grande engano que nos trouxe um sistema ainda mais maligno, como um “câncer” preso ao liberalismo, que é a democracia.
A democracia, presumida como vontade popular, nada mais é do que um Estado de impunidade e injustiças. A democracia, como vetor do sistema liberal, nada mais é do que um desperdício de energias. O Estado democrático, consignado pelos votos dessas urnas, para servir o Estado Liberal, faz com que os agentes que devem dispor da mais alta digna função de servir o povo – que presume que os elegeu -, gaste seus tempos com demasiadas campanhas de populismo e de troca de interesses. Esses agentes governantes teriam, tão somente, um tempo subsidiário para pensar em sua principal função: governar.
Em suma, o Estado Liberal, a democracia e o capitalismo, fusão maligna para as elementares características de uma nação, é um desperdício de energia e de tempo para um governo digno sanar as necessidades de seu povo.
Como uma consequência inevitável da valoração do capital como ponto primordial para as bases da sociedade, temos a perda da unidade espiritual dos povos. A perda espiritual dos povos se dá pelo fato de que, por ser um sistema que funciona com base no decidido pela suposta maioria, esse deve se valer de todas as manobras possíveis para alcançar a atenção, confiança e admiração dessa maioria. E tinha que se valer disso utilizando artifícios dos mais imorais já vistos. Os artifícios desenvolvidos com o fim de alcançar a simpatia popular, eram procurados roubando a concorrência – ainda que também suja -, seduzindo o povo com oferecimento de benefícios de vil valor se comparado ao valor deste, caluniando, ausentando deliberadamente a verdade e ultrapassando todos os limites da falsidade humana para obtenção de um fim.
Levando-se em conta que o Estado Liberal, em seu escopo, apresenta a fraternidade como principal causa de sua aparição, nota-se a falta de verdade. O Estado Liberal é desumano em sua perfeita aplicação, pois, além de valer-se de artifícios mentirosos, falsos e fraudulentos, o Estado Liberal causa um clima de rivalidade entre irmãos. Essa rivalidade, facilmente verificada, encontra-se na própria concorrência pelo trabalho e oportunidades – mínimas que esse Estado Liberal oferece. Essa competição é uma das quebras do espírito coletivo.
E, por fim, temos a principal demonstração individualista do Estado Liberal, que é o tratamento com o operário. É um sistema escravagista nos parâmetros legais. O Estado liberal oferece a liberdade. Sim, liberdade. Mas, a preço de que?
A liberdade de trabalhar onde desejar, claro, a princípio, parece justa. Mas, como trabalhar? Trabalhar com as condições impostas pelo patrão? Bem – diriam os demagogos -, caso não queira, não está obrigado a ficar. Mal – diriam os realistas -, o trabalho é a função elementar para o homem. Em um ambiente onde o desemprego avança a passos de dimensões continentais, o que levaria o homem a recusar condições regimentais impostas a ele? Absolutamente nada, seria a resposta. Concluindo, o homem está subjugado ao sistema imposto a ele para continuar a exercer sua atividade laboral e sustentar a sua família.
Em função dessa desigualdade funcional, decorre da desigualdade social. O operário, com seu trabalho condicionado a uma vontade superior, subjugada por um sistema capitalista, controlado por grandes banqueiros, vive em condições precárias, com um transporte bem menos eficiente do que aquele para o qual seu imposto se destina, já não tem casa, já não tem patrimônio, espírito e não vê sua prole com boas condições de futuro – educação, saúde, cultura e lazer. Por outro lado, a burguesia, que se beneficia da democracia liberal, têm as melhores condições sem merecê-las, leva a maior parte da produção, sem produzi-las, desfrutem dos serviços privados, nascidos para causar insuficiência no público e superfaturar com capital da burguesia.
Ainda em função da desigualdade social, temos a questão de que o liberalismo econômico acaba por destruir a identidade dos povos. As ondas migratórias, que, sedentas e famintas, chegam, instalam-se, primeiro, deixando de contribuir com a cultura de sua terra – pois está em outra -, segundo, instalando essa cultura em terra alheia, afetam, indiretamente, a cultura e tradição local. Além do mais, há de se destacar que o povo recém-chegado é o menos culpado pela deterioração da cultura local. Esse povo, expulso de suas terras por grandes latifundiários, por grandes corporações privadas, pela corrupção, pelo descaso, é o menos culpado pela deterioração da cultura local. O principal culpado é o crédito caro, a instalação de corporações de iniciativa privada, ou pública – quando corruptas -, pela instalação de latifúndios improdutivos – se produtivos fossem, abrigariam o trabalhador local -, pela corrupção estatal e outros malefícios mais do liberalismo econômico. [1]
Por esses e outros fenômenos expostos acima, surge, então, outra alternativa política que, por mais severa, fria e crua que seja, é justa em seu nascimento: o socialismo (Ler: Manifesto do Partido Comunista, 1848 – Karl Marx e Friedrich Engels).
Apresentamos veemente oposição ao liberalismo econômico – aparentemente, mais do que ao comunismo, pois o declaramos justo em suas bases -, definindo-o como a ideologia mais egoísta que o ser humano inventou. Quando o individualismo – fruto do liberalismo – se instala em uma sociedade, a ruína se instala concomitantemente e, então, cria-se uma sociedade onde o amor ao próximo e os valores cristãos tornam-se nulos. Também cria-se uma sociedade onde o indivíduo só pensa em satisfazer os próprios interesses e enriquecer sem dar importância à vida dos demais, até, incluso, ludibriando a lei.
O socialismo é a oportunidade que os operários têm de combater o sistema liberal, escravagista, opressor. É a maneira alternativa de enfrentar a liberdade do capital. O socialismo nasce com a tentativa de fazer justiça social a todo o proletariado, até mesmo, oferecendo-lhe o poder (ditadura do proletariado, Marx). Diante do exposto acima, de desigualdade, covardia e falsidade, nasce o sistema socialista que, a princípio, é reparador, justo e de boa-fé. Estudando linhas adiante desse sistema, surgirá, em qualquer dos homens, a pergunta: Será que é tão justo quanto aparenta?
 
Esquerda e Direita, Progressistas e Conservadores – A falsa Dicotomia
Como a nossa crítica ao liberalismo substancia-se na perda das qualidades entranháveis do homem e do seu espírito, também devemos aplicá-la ao socialismo. O socialismo que temos espalhado pelo mundo hoje, não crê na individualidade espiritual do homem. O socialismo vem a entender o homem como uma máquina a mais, impulsora da economia estatal. Entende o homem como um material. Por isso dizemos que o socialismo marxista é também materialista e desumano. A obsessão pela exploração faz com que o socialismo chegue ao maior cúmulo já lido em doutrinas políticas: a abolição da família, da Pátria e dos valores espirituais passados pela religião (vide atentados contra figuras religiosas em guerras civis – Espanha, por exemplo).
Na concepção espiritual do homem – a qual acreditamos -, a intangibilidade, a ordem, a democracia orgânica, os direitos e a irrestrita liberdade e individualidade espiritual deve ser abarcada com prioridade. Em outras palavras, como o homem, na concepção espiritual, resulta da soma do exposto acima, deve ser tratado como homem, e não mera máquina competente para o desenvolvimento econômico estatal.
Por fim, cumpre ressaltar que apenas conhecemos esse sistema socialista por obra do liberalismo. O liberalismo, então, por estar arraigado à falsidade, à imoralidade, ao materialismo, ao capitalismo, e, por consequente, trazendo o sistema democrático, que, ao invés de dar vós ao povo, coloca uma venda em seus olhos, trabalhando sob as mesas de seus gabinetes e comitês, sob as cortinas negras, sob a falsidade, é o maior mal na história da economia mundial, bem como, principal culpado pela aparição do sistema planificado do socialismo, que subtrai, que anula, que acaba com as propriedades espirituais do homem e da fraternidade coletiva.
Levantemos as armas – que, por hora, é o doutrinamento histórico e social – tanto contra uma, quanto contra a outra. Levantemos as armas tanto contra o liberalismo, quanto contra o comunismo. Levantemos as armas para salvar o espírito, a ordem, a liberdade, a integridade e intangibilidade familiar e da pessoa humana. Levantemos as armas para construir, firmemente, com Deus e com a família, uma Pátria livre, grande e inteira.
Notas:
 

 

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