Caveira Negra: Eles querem aniquilar nossa identidade!


“Para destruir um povo, primeiro você deve cortar suas raízes” 
– Alexander Soljnítsin (romancista, dramaturgo e historiador russo)
Eu não diria que somente identidade queima como o fogo, mas diria também dignidade do direito a cultura que o Governo Federal do regime da Nova República insiste em priva o brasileiro. E essa instituição é particularmente simbólica para essa nefasta tarefa, pois leva até o coração da ideia de Brasil verdadeiro e tradicional. Se não sabes do que estou falando, você entenderá no final desse texto, jovem nacionalista. Assim como todo o contexto do “mar pútrido” de um regime sórdido em que se encontra na luta poucos contra muitos. 
Hoje com 200 anos de história completados em 2018, o Museu Nacional, o mais antigo do Brasil e um dos mais importantes do mundo, está localizado na Quinta da Boa Vista, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Uma das capitais que outrora costumava ser um dos corações da América Ibérica e foi o ponto vital de todo o Império Ultramar Lusitano (embora pouco tenha sobrado disso hoje). 
A fundação da instituição se confunde com a do próprio Estado brasileiro em si. Ela fica no centro da memória do Império, em pleno Palácio Imperial, residência oficial dos Imperadores no século XIX, onde já foi a residência e sede de governo do rei de Portugal-Brasil e Algarve, D. João VI, e posteriormente seu filho e seu neto, D. Pedro I e II, ambos imperadores do então independente maior império da América Ibérica, o Império Brasileiro.
O Museu era a maior instituição de História Natural e Antropologia da América Latina e uma das maiores instituições científicas do país. Sua coleção de mineralogia, paleontologia — com fósseis raras de dinossauros–, de Botânica — parte da qual pode ter sido salva, pois funciona em prédio separado na própria Quinta da Boa Vista — e de Antropologia da África, da América Pré-Colombiana, dos povos indígenas brasileiros etc. não tem paralelo no nosso continente. 
Também continha um acervo de coleções raríssimas da Antiguidade do Mundo Mediterrâneo antigo, clássico e primitivo: gregas, etruscas e, jóias egípcias e múmias, não só do Egito Antigo, mas dos Andes, artefatos do Pacífico e fósseis dos primeiros habitantes do nosso território (como o fóssil ‘Luzia’, um dos humanos mais antigo das Américas, encontrada no Brasil).
A maior parte de sua biblioteca, que contém milhares de obras únicas deve estar a salvo  porque funciona também em prédio separado, na mesma Quinta da Boa Vista. 
Parte material da História do país, um dos seus maiores símbolos culturais e orgulho de todo brasileiro minimamente educado. Era acessível, popular, entrada gratuita depois de certo horário, como deve ser toda instituição desse calibre, totalmente pertencente à população. Agora jamais poderá ser recuperado. 
O Museu Nacional arde em chamas na noite de 2 de setembro de 2018

A destruição do Museu Nacional é um sinal evidente de que está por um tris, o reerguer daquele projeto de Civilização Brasileira, hoje desacreditado até mesmo entre a maioria dos nacionalistas, devido a quase um século de propaganda sionista anglo-estadunidense (liberal). 
É como se fosse desferido um golpe na identidade e na dignidade da nação que ainda compõe o país e oque ele realmente representa. E não é o primeira – talvez o dessa geração -, instituição nacional do tipo a ser incendiada pelo fogo do abandono, do descaso e da falta de conhecimento nacional.
A Destruição do passado
A trágica queima da História e identidade Nacional
Um incêndio de grandes proporções destruiu quase todo o acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro (Brasil). 
O fogo começou por volta das 19:30 deste domingo (2) e foi controlado no fim da madrugada desta segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição. Sobraram apenas as grossas paredes magníficas e resistentes, manchadas com a cor escura e carbônica das cinzas.

Os bombeiros, junto com funcionários locais e pesquisadores que se voluntariaram para ajudar, precisaram pedir caminhões-pipa para auxiliar no combate ao incêndio. Segundo o comandante-geral, coronel Roberto Robadey Costa Junior, a falta de carga em hidrantes atrasou o trabalho em cerca de 40 minutos. Foi necessário retirar água do lago que fica na Quinta da Boa Vista para ajudar no controle das chamas”.

 “É uma tragédia lamentável. Em seu interior há peças delicadas e inflamáveis. Uma biblioteca fabulosa. O acervo do museu não é para a história do Rio de Janeiro ou do Brasil. É fundamental para a história mundial. Nosso país está carente de uma política que defenda os nossos museus” – Paulo Knauss, Diretor do Museu Histórico Nacional à Globo News –  – G1

A direção do Museu Nacional ainda calcula a extensão das perdas do acervo, que abrigava peças raras da história brasileira e mundial, com mais de 20 milhões de itens, tem perfil acadêmico e científico, com coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. Menos de 1%, porém, estava exposto.
A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros da cidade.
O que se sabe até o momento é que o piso do terceiro e segundo andar cederam. Além do resfriamento da estrutura, combate aos focos de incêndio, pesquisadores também trabalham na coleta de artefatos que puderam ser salvos. Mais cedo, por volta das 10:30 desta segunda, bombeiros saíram do prédio com dois vasos e um brasão, aparentemente da família real brasileira enquanto a Polícia Civil fazia uma perícia no local. O diretor do museu, Alexander Kellner, afirmou que pedirá que a Polícia Federal também faça uma perícia no prédio.
E possíveis objetos que desabaram junto podem estar sob escombros no assoalho do piso térreo. Enquanto alguns artefatos estão sendo depositados, por exemplo, na área de um chafariz em um pátio interno do museu. Mas de acordo com o museólogo Marco Aurélio Caldas, o segundo andar, onde ficava a área de exposição, foi todo destruído.
Abertura de Investigação criminal
As causas do fogo, que começou após o fechamento para a visitantes, serão investigadas pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro, que abriu inquérito e repassará o caso para que seja conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que irá apurar se o incêndio foi criminoso ou não. 
Haviam apenas 4 vigilantes no local que disseram ter saído a tempo antes das chamas consumirem o local, segundo disseram a polícia.
A falta de Verba e o descaso 
Governos corruptos e traidores, patrimônio nacional e a coisa pública
Como aponta a matéria da Folha de S. Paulo; O Museu Nacional é subordinado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vem passando por dificuldades financeiras devido corte no orçamento para a sua manutenção. 
Desde 2014, a instituição não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais que bancam sua manutenção e apresentava sinais visíveis de má conservação, como pareces descascadas e fios elétricos expostos. Desse orçamento, que já é minimo, o Museu, tinha recebido esse ano somente 10% até o mês passado (o que recebe em salário um juiz do STF, mas ao contrário do Museu, esse não tem corte nem atraso), ou menos do que a montagem da parada de Sete de Setembro (R$ 816 mil), que ocorrerá na sexta-feira (7).  
Afetado pela crise financeira da UFRJ e do estado do Rio de Janeiro, está há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido, como aponta uma reportagem de maio desse ano. 
A situação chegou ao ponto de o museu anunciar uma “vaquinha virtual” para arrecadar recursos junto ao público para reabrir a sala mais importante do acervo, onde fica a instalação do dinossauro Dino Prata. A meta era chegar a R$ 100 mil, mas só chegou a R$ 50 mil.

Segundo dados levantados pela Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, com base no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) do governo, os pagamentos para o museu caíram de R$ 1,3 milhão em 2013 para R$ 643 mil no ano passado.

Os números se referem a repasses da  UFRJ(Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que recebem recursos do MEC (Ministério da Educação), e do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), ligado ao Ministério da Cultura, para itens como capacitação de servidores, concessão de bolsas de estudo, reestruturação, expansão e modernização da instituição.

Um estudo recente estimou gasto de R$ 120 milhões na reforma e restauração total do prédio do Museu Nacional. A obra incluiria reforma das escadarias do prédio e outros locais com problemas, por exemplo, de infiltração nas paredes e teto. 

O pró-reitor de Planejamento e Finanças da UFRJ, Roberto Gambine, disse na tarde desta segunda (3) que a universidade não tem recursos suficientes para fazer a manutenção de seus 15 prédios tombados no Rio.

Ele diz temer que o destino dos demais edifícios seja o mesmo do Museu Nacional. 

Segundo o pró-reitor, o orçamento da UFRJ vem caindo ano a ano e a universidade não recebe verbas extras para a manutenção dessas unidades históricas. 

Gambine informou que o orçamento da UFRJ em 2016 foi de R$ 450 milhões. No ano seguinte, caiu para R$ 420 milhões. Neste ano, o orçamento foi fixado em R$ 388 milhões e a previsão para o ano que vem é de R$ 364 milhões.

Especificamente sobre o Museu Nacional, Gambine explicou que os gastos com pessoal, terceirizados e bolsas de pesquisa entram no orçamento geral da UFRJ, enquanto uma outra parte do orçamento da universidade é dividida por seus diversos setores.

A reitoria tentava buscar um plano para tocar o projeto, mas como o valor era quase um terço do orçamento estimado para 2019, havia pouca esperança de que o restauro nos padrões pretendidos iria adiante. Pelos cálculos do pró-reitor, o ideal seria que o orçamento da universidade fosse em torno de R$ 510 milhões. 

O Museu Nacional já apresentava há quatro anos deficiências na segurança contra incêndios. Numa fiscalização feita em 15 de setembro de 2014, o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que a instituição não tinha laudo atualizado de vistoria do Corpo de Bombeiros.

No mês seguinte à fiscalização, o museu informou à CGU que uma parceria havia sido firmada entre o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e o Corpo de Bombeiros do Rio para a realização de uma visita técnica com “orientações” e que a direção estava “no aguardo” desse procedimento.

O Governo e seus “cortes de Gastos”
De Dilma a Temer – uma política única
O Museu Nacional já vinha sofrendo cortes desde o segundo mandato do governo Dilma Roussef (2014 – 2016) e já sofria com descaso governamental há décadas. Mas a último golpe político foi lançado pela infame PEC 241, do Teto de Gastos, a qual torna impossível, um país continental como o Brasil, rico em recursos mas que é saqueado constantemente, manter-se minimamente conservado. 
Mas os defensores liberais e grandes especuladores rentistas da dívida, com seus políticos de estimação, aprovaram o projeto, no qual, em nova versão mais acirrada, o Brasil vive somente para gerar superávit para os juros da Dívida Pública e o resto da nação, o povo e seus símbolos, que se danem – é oque o governo diz na sua cara, mas de forma bonita -, enquanto quase ninguém da política da TV fala sobre o assunto.
Breve Histórico
Do casarão da Boa Vista ao O antigo Museu Real
Panorama do Museu Nacional no Paço de São Cristóvão, em janeiro de 2011.

Nos séculos XVI-XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta da Boa Vista (RJ), integrava uma fazenda Jesuíta nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem religiosa do Brasil em 1759, a propriedade foi dividida, sendo vendida para particulares.
Vista da Quinta em 1820 
Quando chegou a Família Real ao Brasil em 1808, a “Quinta” pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes (1770 – 1815), rico comerciante de escravos e político luso-brasileiro que havia erguido, em torno de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da Baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da “Quinta” (fazenda ou casa de fazenda em Portugal).
Com a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro diante da chegada da família real em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-regente D. João VI, de Bragança, para servi-la de residência real. Um belo golpe estratégico de Elias pois sendo conhecido por ter a melhor casa do Rio e ao oferecer tal tesouro ao Príncipe-regente, foi recompensado com títulos e outra propriedade que, embora fosse mais simples em estrutura era boa comparada com a possibilidade de não ter nenhuma caso – visto que as pessoas estavam sendo desapropriadas para acomodar a Corte -, não tivesse avançado tão habilidosamente. O Príncipe-regente sentiu-se muito honrado com o gesto e a quinta passaria a ser a sua morada permanente no Brasil.
Vista do Paço Real em 1817
À época, a área era cercada por manguezais e a comunicação por terra com a cidade era difícil. Mais tarde, os trechos alagadiços foram aterrados e os caminhos por terra aprimorados. No geral, o casarão da quinta, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria (1816), estendendo-se até 1821.
É de destacar a linha arquitetônica deste paço em próxima semelhança do Palácio da Ajuda, que, deixado para trás em Lisboa, acabou por ficar inacabado, ganhando o da Quinta da Boa Vista o relevo merecido como nova capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e do império português.
A instituição do Museu Real foi fundada por Dom João VI (1816-1826) em 1818, numa iniciativa para estimular o conhecimento científico no Brasil. A primeira sede do Museu Real localizava-se no Campo de Santana, no centro da cidade, em um prédio mais tarde ocupado pelo Arquivo Nacional.
Inicialmente o museu abrigou coleções de materiais botânicos, animais empalhados, minerais, numismática, obras de arte e máquinas, herdando algumas das aves empalhadas da antiga Casa dos Pássaros, primeiro museu de história natural brasileiro, fundado pelo vice-rei Dom Luis de Vasconcelos.
Primeiro e Segundo Império
Com o casamento do príncipe Dom Pedro I com a princesa Maria Leopoldina de Áustria, pertencente a casa germânica de Habsburgo, vieram para o Brasil importantes naturalistas europeus na comitiva da bela imperatriz, como Johann Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius, que trabalharam para o museu. Muitos outros pesquisadores de lá, como Auguste de Saint-Hilaire e Georg Heinrich von Langsdorff, contribuíram, ao longo do século XIX, para a coleção de exemplares naturais e etnológicos da instituição, nas documentadas inúmeras expedições pelo país.
Com a independência do Brasil, D. Pedro I encarregou das obras do agora Paço Imperial, sendo projetado em estilo neoclássico.
Litografia do Paço de São Cristóvão em meados do século XIX, por Jean-Baptiste Debret. Nesta época um outro torreão já havia sido acrescentado.
O Paço, que tinha apenas um torreão no lado Norte da fachada principal, ganhou outro no lado Sul, e um terceiro pavimento começou a ser erguido. Pela primeira vez, as obras foram continuadas – a partir de 1847 -, por um brasileiro,  Manuel Araújo de Porto-Alegre, que harmonizou as fachadas do edifício, seguido pelo alemão Theodore Marx (1857 e 1868).
Pedro e Leopoldina passaram a residir no Paço. Ali nasceram a futura Rainha de Portugal, D. Maria II (4 de abril de 1819), princesa imperial do Brasil, e o futuro imperador do Brasil, D. Pedro II (2 de dezembro de 1825). Também ali veio a falecer, em 1826, a imperatriz Dona Maria Leopoldina. No Paço nasceu, em 29 de julho de 1846, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II com D. Teresa Cristina.
Na Quinta cresceu, foi educado e viveu D. Pedro II. Entre as reformas que este Imperador empreendeu na propriedade contam-se as enormes obras de embelezamento dos jardins, executadas por volta de 1869, com projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, as quais, muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago onde hoje pode-se andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial onde pode-se alugar canoas a remo.
Na esquerda, imagem da vista lateral do Paço entre 1858 e 1861. Na direita, o Palácio Imperial após a intervenção neoclássica, 1862.
No decorrer do século XIX, com o Imperador Dom Pedro II, o Museu Nacional passou a investir nas áreas da antropologia, paleontologia e arqueologia. O próprio Imperador, um entusiasta de todos os ramos da ciência, contribuiu com diversas peças de arte egípcia, fósseis e exemplares botânicos, entre outros itens, obtidos por ele em suas viagens. Desta forma o Museu Nacional se modernizou e tornou-se o centro mais importante da América do Sul em História Natural e Ciências Humanas.
República
Fachada do Museu antes do fogo
Com o golpe republicano, em 1889, os republicanos procuraram apagar os símbolos do Império. Um destes símbolos, o Paço de São Cristóvão, a residência oficial dos imperadores, tornou-se um local ocioso e que ainda representava o poder imperial. Mas, a Quinta ainda sediou os trabalhos da Assembleia Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891.
Então, em 1892, o Museu Nacional, com todo o seu acervo e seus pesquisadores, foi transferido da Casa dos Pássaros para o Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, onde se encontravam até o dia 2 de setembro de 2018, quando o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Neto, conseguiu que a instituição fosse transferida do Campo de Santana para o Palácio. À época, os jardins conheceram um longo período de abandono mas, em 1909, o presidente Nilo Peçanha mandou restaurá-los e cercá-los, conservando as características.
Por outro lado, o palácio foi desprovido de suas características internas originais, destruídas ou vendidas após a Proclamação da República.
Em 1946, após a queda de Getúlio Vargas do poder em 1945, o museu passou a ser administrado pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ. 
Lago da Quinta hoje
O Museu Nacional hoje é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. Como museu universitário, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.
No acervo histórico destacavam-se em exposição:
o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de “Luzia”, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros; a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina; as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro que viva em Minas Gerais.
Porque a UFRJ pega fogo?
Não é a primeira vez que vem atona a falta de verbas alarmante da UFRJ. 
Dentro contexto da quebra do estado do Rio de Janeiro na mão da corrupção política e do sucateamento da educação por parte do governo federal, a UFRJ talvez seja uma das que mais sofre com os cortes orçamentários e projetos privatizadores da iniciativa neoliberal dentre as Universidades públicas do país – as quais nem sequer conseguem ampliar o número de vagas. 
Queermuseu” arrecada muitas vezes mais que o Museu Nacional
Porque? Cultura do Estado Mínimo e do liberalismo-progressista no Brasil
Enquanto sofria nossa identidade e nossa riqueza cultural, a arrecadação privada para garantir as exibições do Queermuseu” ultrapassou o dobro do orçamento anual do Museu Nacional! Qual é a prioridade cultural da elite financeira, afinal? 
A obra “Criança gay” parece ter mais importância e um lobby muito mais forte do que múmias milenares, fósseis raros, pinturas inestimáveis e documentos únicos da história de nosso país. 
Sobrou apenas os projetos de engenharia social do progressismo liberal. Para que exposição da mobília da família real, múmias egípcias e pré-colombianas se podemos ver travestis, erotismo grotesco e crianças fazendo sexo com adulto se masturbando e insultos às religiões tradicionais em exposições privadas abertas a todas as idades, não é mesmo?
 Esse é o Estado Mínimo e o pensamento liberal em nosso país. O Brasil está trilhando os mesmos caminhos que a Argentina de Macri trilhou, ou seja, todas as promessas econômicas de recuperação, “vamos trabalhar”, etc., eram FALSAS! E vai piorar, acredite! O colapso total ainda vem.

O próprio Ministério Público Federal afirmou nesta segunda (3) que a lei do teto de gastos e o loteamento político agravam a situação do patrimônio histórico brasileiro. 

Em um país em que candidatos falam seriamente em extinguir o Ministério da Educação e o da Cultura, ou em que boa parte ache mesmo que é bom retirar o ensino das Ciências Humanas como matérias obrigatórias nas escolas, o resultado poderia ser outro? Não. Esses lacaios não dizem nada como “VAMOS TOMAR PARA O POVO A CULTURA E A EDUCAÇÃO”. Porque?
A bola da vez da jogada de opinião dos conservadores-liberais é usar a tal lei Rouanet ou a UFRJ como bode expiatório da irresponsabilidade do desgoverno. Eles não falam que as fontes de recursos  dessa lei vem da iniciativa privada e não do governo.
Enquanto os milionários se beneficiam com repasses privados via Estado (claro que nesse caso, diminuir o Estado é ‘amarrá-lo’ irremediavelmente a dependência financeira), os acervos públicos seguem queimando Brasil à dentro.
Acervos Públicos continuam queimando
Na madrugada de sábado (1), um incêndio fez destruir a biblioteca pública no Maranhão! Um dia antes do Museu Nacional. O fogo consumiu os livros, móveis e as paredes do Farol do Saber na cidade de Cidelândia, a 640 km de São Luís (capital maranhense).
Chamas consumem o Farol do Saber da cidade de Cidelância (direita). Ao lado (esquerda), o Farol do Saber Cícero Marcelino há seis anos 

Segundo o Corpo de Bombeiros, a biblioteca pública estava inativa e era ocupada por usuários de drogas, que são suspeitos de causar o incêndio. E também não chegou a combater as chamas, afirmando que não recebeu chamadas de socorro nas unidades de Açailândia e Imperatriz, cidades com centrais de brigada mais próximas, mas garantiu que realizará uma perícia para determinar as causas do incêndio.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o fogo foi percebido por moradores da cidade por volta de 3 h da madrugada. A comunidade ainda teria tentado conter as chamas, mas sem sucesso.
A respeito do abandono da biblioteca, a Seduc disse em nota que o Farol aguardava reforma geral, que seria realizada assim que fosse concluída a obra de reforma do Centro de Ensino Isaura Amorim prevista para o fim deste mês. Apesar de  prometer reconstruir o Farol, isso não adianta, nem importa muito pois basta nos fazermos uma pergunta; se estava abandonado por tanto tempo, porque não foi reformado antes? 
Simples, a cultura, a identidade e a união de um povo são para os “burocratas” que advogam pelo governo que ai está termos subjetivos que não geram votos. 
Escrito na Pedra Fundamental do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Não importa a cor de sua pele, posição política, religião ou orientação sexual. Se você é brasileiro, seja por qual meio, e não defende o melhor da terra onde nasceu ou vive, então eis um covarde e hipócrita birrento.
Salve-mos a Cultura! Nós, os nacionalistas. 

Apenas a estátua de D. Pedro II, imperador, filósofo chamado de, “o sábio”, sobrou em pé, observando ao Brasil de costas, sua casa ser consumida, como que guardando, mostrando que ainda estava ali, firme na sentinela, altivo e firme, ainda de pé com estandarte de um Grande Projeto Nacional da Civilização. Resta acordar os novos.
————————————————————————————————————————–
Fontes de pesquisa:
Conhecendo Museus. Museu Nacional da UFRJ. Disponível em: <http://www.conhecendomuseus.com.br/museu-nacional-da-ufrj>. Consultado em 3 de setembro de 2018.
G1. Incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Disponível em: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml>. Consultado em 3 de setembro de 2018.
FOLHA DE S. PAULO. ‘Acabou tudo’, diz museólogo após visitar destruído Museu Nacional, no Rio. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/acabou-tudo-diz-museologo-apos-visitar-destruido-museu-nacional-no-rio.shtml>. Consultado em 3 de setembro de 2018.
ESTADÃO. Brasil: Museu Nacional foi sétimo prédio da UFRJ atingido por incêndio desde 2011
VEJA RIO. Museu Nacional suspende visitação por falta de verba
O GLOBO. ‘Só temos verba para medidas paliativas’, diz diretor do Museu Nacional
FOLHA DE S. PAULO. Repasse federal ao Museu Nacional cai à metade nos últimos cinco anos. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/repasse-federal-ao-museu-nacional-cai-a-metade-nos-ultimos-cinco-anos.shtml>. Consultado em 3 de setembro de 2018.
UOL. Eleições 2018: Bolsonaro defende a extinção do Ministério da Cultura. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/03/29/bolsonaro-defende-a-extincao-do-ministerio-da-cultura.htm>. Consultado em 3 de setembro de 2018.
G1. Incêndio destrói biblioteca pública no Maranhão. Disponível em: <https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2018/09/02/incendio-destroi-biblioteca-publica-no-maranhao.ghtml>. Consultado em 3 de setembro de 2018.


 

O www.osentinela.org é um projeto de mídia informativa de viés nacionalista e tradicionalista brasileiro mantido pela própria equipe, escrevendo, editando e atualizando de forma pontual, além dos nossos leitores e seguidores de nossas mídias sociais.

O conteúdo sempre será livre e de forma gratuita, mas se você quiser incentivar esse projeto, poderá fazer com qualquer valor. Assim, estará sendo VOCÊ o financiador daqueles que acreditam na causa nacional. 


 Outras formas de doação? Entre em contato: osentinelabrasil@gmail.com

One thought on “Caveira Negra: Eles querem aniquilar nossa identidade!”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *