As Chamas da Catedral de Notre-Dame – O Significado da Queima de Um Símbolo

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Na segunda-feira (15), a emblemática catedral de Notre-Dame (Nossa Senhora) de Paris foi devastada por um incêndio que a mídia mundial correu rapidamente para insistir que foi “apenas acidental”. Você acredita em coincidências? Eu não. Mas o certo é que até agora, nada pode ser devidamente provado. Entretanto, nesse artigo veremos o incêndio de um ponto de vista diferente da mídia globalista.

A palavra “catedral” vem do latim catedra, que significa “cadeira”. É o lugar onde assenta um bispo ou um arcebispo. Para cada diocese, um desses sacerdotes. Dentro da hierarquia arquitetônica, tem-se respectivamente um paço, uma capela, igreja, uma catedral e por último, uma basílica. Nesse sentido, a importância primordial da catedral é ter um líder que era conduzir o rebanho e ter acesso direto ao papado em Roma.

O ponto mais visitado do mundo, além de ser um marco da arquitetura, não está somente associado ao todo no mote cultural seja só do cristianismo ou da própria cultura francesa, até mesmo do oeste europeu, mas antes de tudo metafísico-espiritual.

A construção de uma catedral como essa requer uma série dos chamados “Mistérios” (muitos dos quais ainda não desvendados). A maneira de construir, o dia da sacralização de uma catedral, da qual todas as de estilo gótico (originalmente francês), são todas dedicadas a Nossa Senhora (Virgem Maria no cristianismo católico-romano).

Na construção e nos elementos de uma catedral, é pouco falado dos elementos metafísicos-espirituais.

A pedra fundamental da Notre-Dame de Paris data de 1163. Esse ano completaria 856 anos, contando toda a história da França. As catedrais góticas, como é o caso das Notre-Dame, possuem dois elementos arquitetônicos fundamentais; as torres e a flecha. No dia da sacralização da catedral (decorrente de sua fundação) finca-se uma vara no chão (no caso da França, como dito, todas são dedicadas a Nossa Senhora) sempre no dia 15 de agosto, dia sagrado, segundo a liturgia católica romana, da Virgem, que por sua vez está inteiramente relacionado ao fluxo de energias cósmicas (do céu) e telúricas (do centro da Terra) que se encontram com maior frequência nessa data. Esse encontro de energias sempre se dá em uma egrégora (força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas), locais específicos onde existe o encontro dessas forças cósmico-telúricas (energia do céu e da Terra) com maior frequência. Assim, esses pontos chamados egrégoras, no dia 15 de agosto, marcam o local e o dia da fundação e sacralização das antigas catedrais gótico-romanas da França. Todas elas se encontram nesses aspectos, canalizando tais forças.

O estilo gótico ainda põe a catedral em uma posição de maior destaque da capitação dessas energias. As mesmas sempre estão “olhando para o oeste”, marcando os pontos cardeais, onde se adentra o templo (pôr do sol, ‘a morte’ da vida) e caminha para a parte leste, onde está o altar (onde o sol nasce, simbolizando o ‘renascimento’). O altar, o ponto máximo de energia de qualquer templo, é onde o crente irá renascer, onde os vitrais coloridos, elaborados em segredo e mistérios pelos alquimistas, serviam para filtrar a energia e a iluminação, além de servir de ensinamentos (com suas artes) para o populacho que não sabia ler.

Mas engana-se quem pensa ser isso uma tradição de sábios e místicos da era cristã tão somente.

Onde os celtas já celebravam suas suas cerimônias

No séc. XVIII, um monumento celta apelidado de Pilar dos Navegantes, foi encontrado nas fundações da catedral, atestando que o templo sagrado, antes de ter sido cristão, era celta. O que indica que ali já havia um “nemeton”,  espaços sagrados da antiga religião celta, primeiramente surgidos em áreas naturais e, como muitas vezes utilizavam árvores, eram frequentemente interpretados como bosques sagrados.

Pilar dos Navegantes, MusŽeu Nacional de Moyen-åge.

Construído na época da caça romana e da guerra contra os druidas, o monumento foi dedicado por uma confraria de comerciantes e navegantes a Júpiter-Taranus e a outras divindades (sendo a famosa dedicação a Esus e a constelação de Touro, Tarvos Trigaranus). Posteriormente ao períodos das Guerras Gálicas, transformou-se em local de culto dos romanos (pré-cristãos). Esse fato é revelado pela descoberta, em 1965, de catacumbas com ruínas romanas.

Posteriormente, os germano-romanos cristianizados fundaram ali um local de culto cristão. Na mesma escavação de 1965, foram descobertos restos da catedral merovíngia do século VI e algumas habitações medievais.

O fato é, que o local especial, situado na “Île de la Cité” (ilha da cidadela, onde ao redor se formou a cidade de Paris), rodeada pelas águas do rio Sena, permaneceu a continuidade da percepção do “noybos”, a configuração de energia vital do local ao longo das eras, tamanha é a sua vitalidade.

Tal continuidade que levou o historiador e filósofo tradicionalista Dominique Venner a escolher a Notre-Dame de Paris como local de seu auto-sacrifício em 21 de maio de 2013. Parece, ao olharmos as imagens propagadas deste incêndio, haver um vulto de algo maior; parece até que dá para ouvir um murmúrio de algo oculto a se aproximar. Mesmo que tenha sido um incêndio criminoso, afinal, isto não parece esgotar o ocorrido, como o caso do incêndio em nosso Museu Nacional em setembro de 2018. Há algo a mais: é um símbolo do Ocaso, uma figura do Interregno.

Vejamos alguns episódios que já ocorreram ali:

Final do século XVII, no reinado de Luís XIV, túmulos e vitrais foram destruídos para substituir por elementos mais ao gosto do estilo artístico da época, o Barroco.

Em 1314, o último grão mestre templário, Jacques de Molay, após sete anos na prisão, juntamente com outros templários, foram executados queimados vivos na fogueira a mando do rei Filipe IV (o Belo) da França.

Em 1431, celebrou a coroação de Henrique VI de Inglaterra durante a Guerra dos Cem Anos.

Em 1793, na Revolução francesa (Período do Terror) sob o “Culto da Razão”, elementos da catedral foram destruídos e muitos dos seus tesouros roubados, acabando o espaço em si por servir de armazém para alimentos e até mesmo um estábulo de cavalos, dessacralizando o Templo, que chegou a ser posto em seu altar uma “deusa razão”, representada por uma prostituta, sendo carregada pelas ruas de Paris a mando do Diretório revolucionário.

Em 1804, a coroação de Napoleão Bonaparte (Napoleão I), imperador da França e sua mulher Josefina de Beauharnais a imperatriz, na presença do Papa Pio VII.

Em 1831 Victor Hugo escreveu o romance, “Notre-Dame de Paris” e “O Corcunda de Notre-Dame”.

Em 1844, é iniciado um programa de restauro da catedral liderado pelos arquitetos Eugene Viollet-le-Duc e Jean-Baptiste-Antoine Lassus, que se estendeu por vinte e três anos.

Em 1871, com a curta ascensão da Comuna de Paris, a catedral torna-se novamente pano de fundo a turbulências sociais, durante as quais se crê ter sido quase incendiada.

Em 1909, foi feita beatificação de Joana d’Arc.

Resumo dos relatos oficiais do incêndio

Todos os dados oficiais divulgados emitem exatamente os seguintes pontos: O fogo começou no teto, às 18:20 (16:20 GMT) um primeiro alerta foi recebido de Notre-Dame, “mas nenhum foco de incêndio foi encontrado”, disse o promotor de Paris, Remy Heitz. Vinte minutos depois, o fogo já era visto no telhado, depois do receberem um segundo alerta.

Essa fogo, de origem desconhecida, começou no topo (com cobertura de madeira de mais de 100 metros conhecida como ‘floresta’ por conta do grande número de vigas, cada uma vindo de uma árvore) e se espalhou rapidamente para uma parte do telhado.

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Catedral de Notre-Dame após o incêndio.

 

Com a catedral evacuada, a única vítima foi um bombeiro que sofreu ferimentos leves. Rapidamente, a procuradoria de Paris abriu uma investigação judicial por “destruição involuntária”.

Nessa ocasião, obras estavam sendo feitas no telhado da catedral onde cinco empresas trabalhavam. Os operários começaram a ser interrogados na mesma noite, mas nada foi divulgado.

Após quinze horas em chamas, 400 bombeiros com 18 mangueiras conseguiram controlar o fogo. A flecha da catedral, um dos símbolos de Paris, cuja extremidade estava 93 metros acima do solo, desmoronou. Em poucas horas, uma boa parte do teto do prédio foi reduzida a cinzas. Globalmente, a estrutura se mantém mas a abóboda está comprometida.

Jean-Marc Fournier, padre-capelão de Paris se precipitou nas chamas para salvar algumas das relíquias sagradas da Catedral. Créditos: Telegraph

Vários tesouros foram salvos das chamas, mas outros, que não puderam ser deslocados, pegaram fogo. A coroa de espinhos e a túnica de São Luís, foram salvas.

Restaurar o edifício levará no mínimo 5 anos, segundo anúncio do presidente Emmanuel Macron. Doações de empresas e de milionários franceses começaram a chegar no mesmo dia. Já foram arrecadados 700 milhões de euros!

O terrorismo teleguiado do Sistema?

É assim que o Sistema gera convulsão ao seu bel-prazer da manipulação da “opinião pública”: Segundo um suposto portal chamado “Site”, que monitora oque se considera “atividades extremistas” na internet (oque não diz respeito somente a terroristas islâmicos fabricados mas qualquer dissidente do politicamente correto), o Estado Islâmico não reivindicou qualquer vínculo com o incêndio da catedral de Notre-Dame, porém, comemoraram o incidente.

Notre-Dame já havia sido alvos dos jihadistas. Em setembro de 2016, a polícia francesa prendeu três mulheres e um homem envolvidos na apreensão de um carro carregados de galões de gasolina.

O veículo estava estacionado nos arredores da catedral e deveria ter explodido. Ao longo dos anos, o EI tem encorajado seus seguidores na França a realizar atentados em locais públicos em retaliação ao envolvimento de tropas ocidentais em guerras no mundo islâmico, principalmente no Iraque e na Síria.

Uma grande mesquita também foi queimada, mas nenhuma sinagoga?

Notre Dame não foi a única casa de culto que sofreu um incêndio. No mesmo dia, houve um incêndio na mesquita Al-Aqsa em Jerusalém, segundo o The New Arab, o terceiro lugar mais sagrado para o Islã.

Este fogo não causou danos significativos, no entanto, colocou em risco uma parte do local de culto que tem 2000 anos de idade.

Imagem de vídeo amador mostrando fogo na mesquita Al-Aqsa em Jerusalém

Parte da mesquita onde se acredita que um evento crucial ocorreu na vida do profeta Maomé causou danos a uma parte da estrutura. Segundo relatos, o incidente foi desencadeado na sala de guarda em frente ao salão de orações de Marwani.

Notre Dame e Al-Aqsa queimadas, mas nenhuma sinagoga queimada até agora? Estranho… Aliás, esses incêndios foram mesmo acidentais ou será que irão acentuar uma rixa artificial e desnecessária como há entre entre cristãos e muçulmanos?

Segundo o rabino Shlomo Aviner, o incêndio que assolou a Catedral de Notre Dame em Paris “deve ser a reação de um judeu“. De acordo com esse rabino, é uma “mitsvá” (prescrição do judaísmo) “queimar igrejas” em Israel! E o rabino acrescenta que o cristianismo é seu “inimigo número um ao longo da história” e que os cristãos “devem ser punidos”.

Muito sobre essa intolerância e vontade conspiratória encrustada na política religiosa judaico-sionista e talmúdica pode ser observada na obra de Martin Peltier, “L´Anti Chistianisme Juif – L´enselgment de la Haine” (Anti-Cristianismo Judaico – O Ensino do Ódio), pela editora DIE.

Mas claro, apenas uma falha… Isso não tem qualquer significado para nós.

Na Revista The Economist, uma publicação que tem dedo dos Rothschilds, dos Rockefellers, dos Warburgs, dos Soros dentre outros ligados a sociedades secretas e à Nova Ordem Mundial, que é conhecida por enviar mensagens ocultas, estampou, em sua capa de 2017, uma torre cristã em chamas e, ao fundo, um conflito entre marxistas e católicos.

Diante do fogo em Notre-Dame, perguntamos: teoria da conspiração ou planejamento e execução?

Qual o significado desse ato para nós?

Os parisienses se reuniram nas margens do Rio Sena e sobre pontes para assistir, incrédulos, às chamas consumirem a catedral. Parte deles entoou a Ave Maria. Muitos choravam, enquanto o fogo se espalhava pelo prédio, que começou a ser construído em 1163 e foi concluído em 1345.

É um claro sinal de decadência civilizacional ou de ameaça todas as vezes em que os símbolos de uma nação são consumidos, destruídos, esmagados. Foi o mesmo que representou a queima do Museu Nacional no Brasil, um claro sinal da indiferença e da falência dos nosso povo como nação da forma como está.

No caso da França, condenada pelo governo globalista do pós-guerra, com seu povo nativo a beira da substituição e acompanhando sempre a frente o andar da carruagem dos projetos do establishment financeiro global, vê agora seu símbolo mais, de quase 900 anos de idade, que marcou toda a história da formação do povo, ser mais uma vez, destruído. Isso aconteceu durante a Revolução Francesa, quando os revolucionários (não o povo), dessacralizou de todas as formas possíveis a catedral de Notre-Dame e até tentou lhe botar abaixo. Durante a Segunda Guerra Mundial, em risco do conflito, durante a Comuna de Paris, mas nunca havia sido como tal.

O símbolo representa os anseios maiores de um povo e ele será aquilo que o estado de espírito do seu povo é naquele momento. Isso é um aviso. Ou o povo francês reage, ou tudo o mundo atual, com o que resta de bom e saudável nele, perecerá como a catedral.

“O mundo está suficientemente preparado para se submeter a um governo mundial. A soberania supranacional de uma elite de intelectuais e de banqueiros mundiais, seguramente é preferível à autodeterminação nacional” – David Rockfeller

Fontes: Istoé I G1 I Veja I El Horizonte I Medias-Press.info I Telegraph

 

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