Alessandra Mussolini, neta de Benito, protesta contra difamação do avô, gerando clamor sionista

A neta de Benito Mussolini, a política Alessandra Mussolini, desencadeou uma tempestade de protestos da comunidade judaica com uma afirmação no Twitter que ameaçava processar qualquer um que publicasse fotos ou frases que fossem ofensivas em relação ao seu avô, o Duce italiano.
Alessandra, 56, uma política de longa data e atualmente membro italiano do Parlamento Europeu, postou o tweet em 17 de outubro. Judeus italianos e outros levaram as mídias sociais para protestar.
Um artigo no jornal financeiro Il Sole 24 Ore chamou isso de um “tweet surreal” que esquecia da “proibição e do pedido de desculpas oficial do fascismo, consagrado em nosso sistema legal”.
Um dos judeus italianos cuja resposta foi mais compartilhada foi o músico e ator de Florença Enrico Fink, que escreveu uma carta aberta a Mussolini em sua página no Facebook e postou uma foto de seu avô junto com 10 outros membros da família de seu pai. Fink disse que Mussolini os havia deportado da Itália para a morte em Auschwitz sob ordens assinadas pelo seu avô.
O engraçado é que Enrico está vivo, igual a todos os outros que dizem ter tido seus parentes e ancestrais exterminados em Auschwitz. A acusação de morticínio nunca muda, não pode ser contestada por força de lei, dentro daquele mesmo “sistema legal”, como disse o Il Sole 24 Ore, e é muito fácil atribuir culpabilidade através da mídia mentirosa a quem não pode se defender, mas não se ataca quem causou todo o morticínio na Itália… as bombas Aliadas.
A mídia pegou o post, que se tornou viral e foi compartilhado quase 20.000 vezes.

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Sobre Alessandra Mussolini 
Alessandra nasceu em Roma, em 30 de dezembro de 1962, filha da atriz Anna Maria Scicolone (irmã de Sofia Loren) e do pianista Romano Mussolini, quarto filho de Benito Mussolini. Muito jovem começou a fazer trabalhos como modelo, tendo depois participado como atriz em diversas séries de televisão e projetos cinematográficos. Casou-se em 1989 e tem três filhos.
Em 1992 licencia-se em Medicina como médica cirurgiã. Nesse mesmo ano, inicia a sua carreira política, sendo eleita como deputada por Nápoles integrada nas listas do partido fascista Movimento Sociale Italiano (MSI). Foi partidária de uma coligação entre o MSI e o Forza Italia (direita moderada) para as eleições de 1994. No entanto, não esteve de acordo com a transformação do MSI em Alleanza Nazionale, operada por Gianfranco Fini. As relações entre os dois nunca foram as melhores, tendo a ruptura definitiva ocorrido no final de 2003, quando Alessandra abandonou a Alleanza.
Alegadamente, a sua saída deveu-se às declarações de Fini em Israel, que catalogou o fascismo como um “mal absoluto”.
Fundou em seguida um novo partido, Libertà di Azione, posteriormente rebatizado como Azione Sociale, que se juntou a outros partidos na coligação Alternativa Sociale. Em 2004, nas eleições para o Parlamento Europeu, conseguiu 1.2% dos votos italianos, permitindo que Alessandra fosse eleita como deputada.

Mussolini tem uma forma bastante agressiva e acutilante de fazer política, despoletando várias polêmicas com as suas palavras. Em 2006, por exemplo, Alessandra lançou acusações de espionagem digital no governo italiano, provocando a demissão do Ministro da Saúde num episódio que ficou conhecido como Laziogate.Fonte: JTA

 

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