A Verdadeira Hidra: Qual a Força dos 28 Bancos que Dominam as Finanças Globais?

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“Se me permitirem imprimir e controlar o dinheiro de uma nação, eu não me importo com quem escreve ou com quem faz suas leis” – Amschel Mayer Rothschild
A crise mundial de 2008, da qual ELES são responsáveis, mudou em quase nada quem são os detentores do poder financeiro global. Quase dez anos depois e em meio a sinais de uma estagnação global, o sistema financeiro do planeta segue dominado por 28 grandes bancos internacionais, chamados por alguns de seus críticos mais ferrenhos de a “hidra“.
Os Estados são reféns desta “hidra” bancária e são disciplinados por ela. A crise prova esse poder, afirma François Morin, autor do livro “A Hidra Mundial – o Oligopólio Bancário”, professor emérito da Universidade de Toulouse e membro do conselho do Banco Central francês.

“Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações – e a dívida privada se transformou em dívida pública.”

No Brasil, os bancos tem aumentado seus lucros mais do que nunca em tempos de crise, graças à essas práticas maliciosas. Bradesco e Itaú encontram-se entre esse 28 bancos, ou cabeças da “Hidra”.
Em seu livro, o pesquisador se concentra em cinco mecanismos que, segundo ele, concedem aos bancos esta hegemonia financeira, econômica e política (nós enumeramos 7).

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Como os Estados tornaram-se reféns do oligopólio sistêmico que são os bancos? Depois dos anos 1970, os Estados perderam toda a soberania monetária. Eles são responsáveis.
1. Ativos
Os 28 bancos detêm recursos superiores aos de dívidas públicas de 200 países do planeta. Enquanto estas entidades têm ativos (bens, dinheiro, clientes, empréstimos, entre outros) que somam US$ 50,3 trilhões (R$ 178 trilhões), a dívida pública mundial é de US$ 48,9 trilhões (R$ 173,7 trilhões).
Outra forma de dimensionar a questão: há centenas de milhares de bancos no mundo, mas estes concentram 90% dos ativos financeiros bancários. Com a hiper-concentração, a queda de um ou mais destes bancos tem um potencial devastador não apenas no setor, mas na economia global.
Essa é a base do argumento no centro dos debate depois de 2008: o risco de instituições “too big to fail” (grandes demais para quebrar, em inglês).
Segundo Oscar Ugarteche, economista da Universidade Nacional Autônoma do México e autor de “A Grande Mutação“, que estuda o novo sistema financeiro mundial, com esse nível de concentração do poder financeiro, há “grande possibilidade” de repetição de uma crise como a de 2008.
“Estes mercados cresceram com a liberalização financeira dos últimos 30 anos. Foi com sua participação nos mercados especulativos que se chegou (à crise de) 2008. diz o economista.
2. Criação de moeda
O sistema clássico de emissão monetária é formado por uma Casa da Moeda que imprime as notas necessárias a um Banco Central, que está posicionado no centro da cena financeira. Mas, hoje, 90% da moeda é criada por estes 28 bancos, e só 10% é de responsabilidade de bancos centrais (que em muitos países, são independentes dos Estados).
A transição do dinheiro físico para o dinheiro creditício está mudando esta equação. Ugarteche diz que:

“Estamos fechando o círculo. No começo, havia bancos que faziam operações de comércio exterior e interno. Era dinheiro-crédito. Mas não havia controle e centralização desta função”Isso só começa a acontecer com a criação de um Banco Central responsável pela emissão monetária. O primeiro é o da Inglaterra no século XVII. Mas, com a desregulamentação bancária dos anos 1990, estamos voltando ao princípio. Os bancos emitem crédito, e não há muito controle a respeito”.

Se antes a expansão do dinheiro era de certa forma protegida pelo nível de reserva monetária de um país, hoje em dia, este limite perdeu a relevância.
Em meio a esta total flexibilização de crédito, a consultoria McKinsey estima que a dívida total – isto é, a soma da dúvida pública, privada e individual – tenha crescido mais de US$ 57 trilhões nos últimos sete anos e, hoje, chega aos US$ 200 trilhões (R$ 710,7 trilhões), cerca de três vezes o PIB mundial.
Os 28 maiores bancos do mundo

J.P. Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, HSBC, Deutsche Bank, Groupe Crédit Agricole, BNP Paribas Barclays PLC, Mitsubishi Ufjfg, Bank of China, Royal Bank of, Scotland, Morgan Stanley, Goldman Sachs, Mizuho FG, Santander, Société Générale, ING Bank, BPCE, Well Fargo, Sumitomo Mitsui FG, UBS, Unicrédit Group, Crédit Suisse, Nordea, BBVA, Standart Chartered, Bank of New York Mekon e State Street.

Eles respondem a BIS, o Banco Central dos Bancos Centrais, o qual veremos mais abaixo

 

3. Mercado cambial
A movimentação no mercado cambial é uma das maiores do mundo: US$ 6 bilhões (R$ 21,3 bilhões) diários. Cinco dos 28 bancos controlam 51% deste mercado.

“O câmbio nos Estados Unidos e no Reino Unido não depende das variáveis econômicas de um país. Basta que operadores, vinculados aos bancos, decidam que o valor de uma moeda não se sustenta para que a ataquem especulativamente. Com compras ou vendas maciças, arrastam o resto dos atores do setor financeiro, provocando uma modificação no câmbio que não tem nada a ver com a saúde econômica de um país.” diz Ugarteche

4. Taxas de juros
Com seu potencial financeiro, estas 28 entidades têm um peso fundamental sobre as taxas de juros. Dado o nível altíssimo de circulação diária de ativos financeiros e de dívida, qualquer variação da taxa de juros faz girar automaticamente quantidades enormes de dinheiro.
Estados Unidos, Grã-Bretanha e Comissão Europeia deram início em 2012 a uma investigação que mostrou como este nível de concentração dos bancos leva a uma manipulação do mercado.
Segundo a investigação, 11 dos 28 bancos – Bank of America, BNP-Paribas, Barclays, Citigroup, Crédit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, JP Morgan Chase, Royal Bank of Scotland e UBS – se comportaram como “entidades ou grupos organizados” ao manipular as taxas de juros chamadas “Libor“.
A Libor é fechada diariamente em Londres e determina a taxa com que bancos emprestam. Tem impacto direto no mercado de derivativos e no que é pago por consumidores e produtores para quitar dívidas. “Nada mudou. Um escândalo parecido ocorreu recentemente com Goldman Sachs, Morgan Stanley e JP Morgan no mercado de commodities”, afirma Ugarteche.
5. Derivativos

 

A metade dos 28 bancos produzem os chamados derivativos por US$ 710 trilhões, o equivalente a dez vezes o PIB mundial. Ugarteche ilustra o funcionamento deste mercado com um ativo financeiro bem modesto: uma vaca.
O que fazer para transformar a vaca em dinheiro? Em outras épocas, ela era vendida em troca de uma quantidade de dinheiro. Mas, hoje, outra opção é possível: uma transação futura.
Por exemplo: são vendidos o lucro em potencial que será obtido com o leite da vaca ou os bezerros que ela irá parir. É possível também vender o eventual leite que estes eventuais bezerros possam produzir, caso sejam fêmeas.

“A partir de uma vaca real, é criada uma economia fictícia construída mediante o uso de operações financeiras distintas. É um mundo de probabilidades. O bezerro é um futuro possível, nada além disso, assim como outros rendimentos obtidos a partir da vaca. O que acontece se a vaca ficar doente?”, questiona Ugarteche.

Caso isso ocorra, as operações efetuadas vão para um buraco negro. E foi assim que, em 2008, desapareceram mais de US$ 200 bilhões, o que arrastou em sua queda dispositivos de segurança que supostamente garantiam todo o fluxo de valores financeiros.
6. Especulação
A especulação pode causar graves efeitos na economia popular, inclusive inflação.
Historicamente, quando os ciclos tecnológicos/político-comportamentais amadurecem nos países de origem, o grande capital volta suas forças para os países que estavam à margem, procurando interferir no próprio processo político-cultural dos mesmos, em busca do melhor ambiente para sua expansão. Assim, costumam causar crises financeiras os países onde foi realizada a prospecção, para facilitar a entrada nesse novo mercado. E ainda ditam as novas regras para a recuperação econômica desses países. Regras estas que favoreçam o grande capital internacional.
O especulador não é um investidor. Seu objetivo não é garantir um retorno consistente ao capital aplicado em uma boa taxa de juros, mas sim lucrar tanto num aumento ou queda de preço de qualquer mercadoria que ele possa estar especulando.
O especulador lucra tanto na alta da economia quanto na baixa. E ainda mais na baixa, quando empresas se arruínam e a economia de um país quebra!
7. BIS – O “Banco Central” dos bancos centrais

O ápice desse intrincado sistema é o Banco de Compensações Internacionais (BIS). O Banco central dos bancos centrais com sede na Suíça.” Uma organização internacional imensamente poderosa de que a maioria nem sequer ouviu falar, mas que secretamente controla a emissão de moeda em todo o mundo. Essa organização se chama BIS [Banco de Compensações Internacionais], e é o banco central dos bancos centrais.

Localizado em Basileia, na Suíça, mas tem filiais em Hong Kong e Cidade do México. A cada dois meses, os banqueiros centrais se reúnem em Basileia para “Reunião de Cúpula da Economia Mundial ‘. Durante essas reuniões, decisões que afetam cada homem, mulher e criança no planeta são feitas, e nenhum de nós tem uma palavra a dizer no que é decidido por essa elite. O Banco de Compensações Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite global, que opera em benefício dos mesmos, cujo principal objetivo é ser um dos pilares do sistema financeiro global unificado que vai ser IMPLANTADO.”
A principal ferramenta para escravizar nações inteiras e governos é a DÍVIDA. “Eles querem que sejamos todos e cada qual ser humano vivo no planeta, escravos de dívidas, querem ver todos os nossos governos e países escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam viciados em contribuições financeiras gigantes que eles precisam canalizar para suas (seus bolsos,ops…) campanhas.
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