A Política Submissa de Mauricio Macri Coloca a Argentina de Joelhos Perante ao FMI

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“Para [os investidores] não irem embora, você sobre a taxa [de juros] e eles ficam um pouquinho. Mas depois de um momento dizem: com esta taxa há país viável? Não, e voltam a se mandar. Aí voltam a aumentar a taxa. Isto termina em que você precisa resetar o modelo” – José Ignacio de Mendiguren, deputado peronista, ex-presidente da União Industrial Argentina.
A situação política de Brasil e Argentina hoje é um exemplo claro do que pretende a nova pauta Neoliberal para a América Ibérica. É uma política de “aborto e pobreza”. Trabalhe sem direitos e ganhando uma miséria e tenha sua taxa de natalidade reduzida…gado! É o mundo ideal de quem financia a política atual. Eles tem nojo do povo.

Antes de mais nada, o governo Michel Temer, é bom dizer, segue a mesma linha reducionista e “atacadista” de Estado de Macri na Argentina. O corte orçamentário dos Estados nacionais, no Brasil, segue um modelo de superávit primário, que significa gerar um saldo positivo entre arrecadação de imposto e despesas para estar em dias com os juros da Dívida pública. Com Argentina de Macri, embora não oficialmente, segue o mesmo raciocínio; Cortar despesas do Estado (mesmo que básicas), aumentar tributação (impostos) e elevar taxa de juros (unica forma de bancos lucrarem) para satisfazer o capital especulativo.

Com isso, afunda-se a economia nacional com inflação (falta de oferta ou procura), pegasse empréstimos a juros altíssimos dos mesmos órgãos que direita ou indiretamente se associam a especulação dos sistemas da dívida dos Estados e se entrega assim um país. Esse é o plano diabólico dos neoliberais para a América do Sul.
Enquanto empresários e políticos argentinos se reuniam no encontro anual do Conselho das Américas em Buenos Aires, a economia da Argentina entrou em uma espiral descendente que ninguém sabe com onde terminará. Nesta quinta-feira (30), um dia depois de o presidente Mauricio Macri anunciar um acordo com o FMI com vencimento até dezembro de 2019, o peso argentino despencou 16%.
A situação de turbulência, que também atinge outros emergentes como a Turquia, acabou chegando na especulação financeira brasileira, já sob efeito das incertezas do cenário eleitoral e sob a mesma política de corte de gastos (PEC 241 de Temer) e os programas de privatização. O dólar chegou a bater 4,21 reais no fim da manhã, próximo do recorde de 4,24 reais atingido em 2015, obrigando o Banco Central brasileiro e intervir: a moeda americana fechou valendo 4,14 reais.
Na Argentina, para comprar um dólar, eram necessários 33,90 pesos. Menos de cinco horas depois, a moeda norte-americana já era negociada a 41,10 pesos. No final da jornada cambial, o Banco Central local vendeu 330 milhões de dólares de suas reservas internacionais e conseguiu estabilizar a cotação em torno de 38 pesos.
Para essa tentativa de conter o avançado do dólar, as medidas sempre caiem sobre a população. O Banco Central argentino decidiu aumentou em 15 pontos a taxa referencial de juros, que chegou a 60%. Essa é a taxa de juros oficial pela qual se empresta dinheiro aos bancos.
Essas medida só revelam a fragilidade do modelo
Ao subir a taxa básica de juros para 60%, a Argentina voltou a bater seu próprio recorde. O segundo país do ranking, o Suriname, está a grande distância, com uma taxa de 25%, enquanto que na Turquia, o outro país emergente em crise, beira os 18%. Frente às outras grandes economias latino-americanas, as diferenças são ainda maiores: Brasil, 6,50%; México, 7,75%; e Colômbia, 4,25%. Na Venezuela, a taxa é de 20,81%.
Macri disse nesta quarta-feira (29) que o FMI “antecipará todo o dinheiro necessário” para que o Governo evite uma moratória da dívida externa. Os recursos serão parte do resgate de 50 bilhões de dólares decidido em junho, mas agora sem necessidade de aprovar as revisões periódicas que os técnicos do organismo fazem junto aos seus credores.
Maurício Macri e Christine Lagarde, CEO do FMI em visita na Argentina (Junho/julho de 2018)
 
A única parcela do crédito do FMI desembolsada até agora, 15 bilhões de dólares, chegou em junho. Os 35 bilhões restantes estariam disponíveis ao longo da duração do acordo, sujeitos a exames trimestrais do organismo… Escravização pelos juros.
Mauricio Macri chegou ao poder com a promessa de que não haveria ajuste, e agora fez justamente o contrário. Além de anunciar oficialmente, nesta segunda-feira (3), o plano que eleva impostos e corta gastos públicos, numa tentativa de conter o déficit e recuperar a “confiança dos mercados” (satisfação dos especuladores da dívida e do FMI).
Juros sobre a produção e redução do governo
Gabinete de Macri reunido e reduzido 
Os exportadores, os mais beneficiados pela desvalorização do peso, pagarão uma retenção extra de até 10% por cada dólar recebido. Logo ele, que foi eleito criticando o governo da era Kirchner, agora faz o mesmo que em 2009, quando o governo de Cristina (Kirchner), tentou um aumento de impostos os produtores, que rejeitaram com barricadas que paralisaram o comércio de grãos.
O maior corte de gasto será em investimento público: 0,7% do PIB. Além disso, terá eliminação de subsídios ao transporte e à eletricidade, o que representará uma economia de mais 0,5% do PIB para os cofres públicos tirados diretamente do bolso dos argentinos. Ao passo que os gasto com programas sociais compensatórias crescerá 0,3% .
Ao mesmo tempo, o Governo eliminará 13 ministérios, de um total de 23. Macri havia agregado de início mais 6 ministérios, dos 17 que herdou do governo de Cristina Kirchner.
Macri defendeu uma política de gabinete ministerial reduzida, justificando desde o começo aquilo que prometeu (menos Estado) e está aí….
Esse modelo ministerial remonta à estrutura do Estado em 1983, no primeiro governo democrático argentino pós-regime militar. As mudanças dão mais poder ao ministério da Fazenda e Finanças, que absorve a pasta da Energia. Outro ministério que sai reforçado é o da Seguridade Social, que incluirá a Saúde. Trabalho e Agroindústria serão agora responsabilidade do ministério da Produção, e a Educação ficará a cargo também de Cultura, Ciência e Tecnologia.
Esmolas do FMI
Na noite desta segunda, Dujovne viaja a Washington para tentar convencer o Fundo Monetário Internacional (FMI) a acelerar a liberação de 50 bilhões de dólares do resgate definido em junho.
Latuff em 2015
Fontes: EL PAÍS / EL PAÍS
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