A Mulher e Suas Fortalezas: O Feminino Contra a Decadência

“Quando uma mulher a decisão de abandonar o sofrimento, a mentira e a submissão., quando uma mulher diz do fundo do coração: ‘basta, cheguei até aqui’, nem mil exércitos de ego e nem todas as armadilhas da ilusão poderão detê-la na busca de sua própria verdade. Aí se abrem as portas de sua própria alma e começa o processo de cura. O processo que devolverá pouco a pouco a si mesma, a sua verdadeira vida. E ninguém disse que seria fácil, mas é o ‘caminho’. Essa decisão em si abre uma linha direta com sua natureza selvagem e é aí onde começa o verdadeiro milagre.”

– Clarissa Pinkola Estés em, “Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem”.“Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral. Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em estase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez.”

“De que maneira a Mulher Selvagem afeta as mulheres?” […]A mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela dispões do remédio para todos os males. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto o destino. Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste, agor como louco ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. Significa exatamente o posto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade. Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível”.

– Clarissa Pinkola Estés em, “Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem”. Introdução, p. 25.

 

Uma visão guerreira
Em toda Hélade (Grécia antiga), as espartanas eram conhecidas por sua grande beleza, e respeitadas por sua serenidade e maturidade.As mulheres espartanas eram superiores em todos os aspectos às demais mulheres de seu tempo. Inclusive em virtudes físicas, valor e dureza superariam a maioria dos homens modernos. E qual foi o resultado da educação patriarcal espartana para as jovens? Foram uma casta de mulheres à beira da perfeição, mulheres severas, discretas e orgulhosas. A feminilidade espartana tomou o aspecto de jovens  atléticas, alegres e livres, porém quando necessários graves e sombrias. Era, como as Valquírias, a companheira perfeita do guerreiro. Eram fisicamente ativas e audazes; muito distantes, pois, do ideal de “mulher objeto” e prostituída do Sistema moderno.Esparta mesmo era viril e patriarcal até a medula, porém como veremos, os espartanos não eram de modo algum injustos ou opressores com suas mulheres, que ao invés disso, estas, gozavam de uma liberdade impossível em sociedades matriarcais, onde  tudo se centra no materialismo e o desfrute de gozos terrenos passageiros, e a mulher passa a ser uma cortesã, um objeto passivo de desfrute e de culto distorcido, cuja idealização está plasmada nas conhecidas “Vênus” dos promíscuos povos matriarcais – figuras de mulheres horrivelmente obesas e que representavam a beleza e a fertilidade para estes escravos deprimidos espiritual e fisiologicamente.

Esparta, um estado tão duro e tão viril, era o mais justo da Hélade em tudo o que concernia as suas mulheres, e não precisamente por que fossem aduladas e malcriadas. Esparta foi o único Estado helênico que instituiu uma política de educação feminina à margem dos conhecimentos do lar e das crianças que toda mulher devia possuir. Foi por isso mesmo o Estado com maior índice de alfabetização de toda Hélade, pois às meninas espartanas lhes era ensinado a ler assim como a seus irmãos, diferentemente do resto da Grécia, onde as mulheres eram analfabetas.

Na própria Esparta havia mais mulheres do que homens por diferentes motivos, e os espartanos que pensavam em seu lar, deviam, pois, sempre pensar em termos de mãe, irmãs, esposa e filhas: a Pátria, o ideal sagrado, tinha um caráter feminino. Proteger a Pátria equivalia a proteger suas mulheres. Os homens não se protegiam a si mesmos: eles eram a couraça distante que defendia o coração, o núcleo sagrado, e se imolavam em honra desse coração. As mulheres representavam o círculo interior, enquanto que os homens representavam a muralha externa protetora. 

As meninas espartanas recebiam comida na mesma quantidade e qualidade que seus irmãos, o que não sucedia nos Estados democratas da Grécia, onde os melhores alimentos eram para os varões. Eram colocadas sob um sistema educativo similar ao dos homens e que favorecia as aptidões de força, saúde, agilidade e dureza, sendo educadas em classes e ao ar livre, treinadas por mulheres. No caso das meninas, a ênfase era mais colocada no domínio de suas emoções, no controle dos sentimentos e no cultivo do instinto materno. Favorecia-se, ao invés, que as jovens treinassem esportivamente com os jovens, pois se pretendia que os varões as animassem a se superar nos esforços físicos.

O principal na formação feminina era a educação física e a “socialista”, que consagrava suas vidas a sua Pátria – como os homens, só que em seu caso o dever não era derramar seu sangue no campo de batalha, mas sim manter vivo o lar, proporcionar uma progênie sadia e forte a sua estirpe, e cria-la com sabedoria e esmero. Iluminar, dar a luz, esse é o fruto do instinto feminino que renova um povo; essa era a missão que era ensinada às meninas de Esparta.

 

Pintura de Edgar Degas (1834–1917), “Jovens espartanos exercitando-se”, de 1860

As espartanas corriam, lutavam boxe, e faziam luta livre, ademais do lançamento de dardo e de disco, natação, ginástica e dança. Ainda que sim, participassem nos torneios desportivos espartanos, estavam proibidas de fazer nos Jogos Olímpicos por culpa do rechaço dos demais povos helênicos, infectados pela mentalidade pré-ariana segundo a qual uma “senhorita” deve se colocar entre quatro paredes até se converter em uma dessas mencionadas “Vênus” obesas, adoradas pelos antigos povos matriarcais como modelo de beleza feminina. Vemos que, enquanto as esculturas gregas representam bem o ideal de beleza masculina (pense-se no “discóbolo” de Mirón), não se aproximam minimamente ao ideal de beleza feminina: todas as estátuas femininas representam a mulheres amorfas, pouco sadias, pouco naturais e nada atléticas, ainda que de traços faciais perfeitos. Se os espartanos nos tivessem legado esculturas de mulheres, teriam representado muito melhor seu ideal de beleza.

Muitos povos arianos, ao entrar em contato com o lixo matriarcal, adotaram exageradamente um patriarcado mal assimilado que pretendia prevenir que a sociedade tradicional-patriarcal degenerasse em decadente-matriarcal, e cujo signo distintivo era o desprezo pela mulher e a anulação do seu caráter. Isso ocorreu em outros Estados helênicos e também posteriormente em Roma, porém a Esparta não lhe fez falta reagir assim.

Enquanto à austeridade feminina, era também pronunciada especialmente se a compararmos com a conduta das demais gregas, já aficionadas às cores, à superficialidade, às decorações, aos objetos, e já com esse indício de “consumismo” tipicamente feminino. As espartanas nem ao menos conheciam os extravagantes tecidos procedentes do Oriente, e deviam portar, como símbolo de sua disciplina, o cabelo amarrado com simplicidade – sem dúvida era também o mais prático para uma vida de intensa atividade desportiva. Assim mesmo, todo tipo de maquiagens, adornos, joias e perfumes e tinturas capilares eram desconhecidos e desnecessários para as mulheres de Esparta, que desprezavam com altivez toda essa repugnante parafernália meridional. Sêneca disse que “a virtude não precisa de adornos; ela tem em si mesmo seu máximo ornato.” As espartanas deviam pensar assim.

Um dos objetivos de criar mulheres sãs e ágeis era que os bebês espartanos, crescendo no seio de corpos sólidos, nascessem promissores. Segundo Plutarco, Licurgo “exercitou os corpos das donzelas em correr, lutar, arremessar o disco e atirar com o arco, para que a geração dos filhos, tomando princípio em corpos robustos, brotasse com mais força; e levando elas os partos com vigor, estivessem dispostos para aguentar alegre e facilmente as dores”.

As espartanas eram preparadas, desde pequenas, para o parto e para a etapa na qual seriam mães, ensinando-lhes a maneira correta de educar um pequeno para que chegasse a ser um verdadeiro espartano. Durante essa aprendizagem, as espartanas muitas vezes atuavam como babás e assim adquiriam experiência para quando elas recebessem a iniciação da maternidade. Contraíam matrimônio a partir dos 20 anos, e não se casavam com homens que as superassem muito em idade (como sim sucedia no resto da Grécia), mas sim com homens de sua idade ou 5 anos mais velhos, ou mais novos, que elas no máximo, já que a diferença de idades nos membros de um matrimônio estava muito mal vista – pois sabotava a duração da etapa fértil da parelha. Não se permitia nem por suposição a aberração de casar meninas de 15 anos com homens de 30, aberração que, repetimos, sim se deu em outros Estados helênicos, onde os pais chegavam a forçar uniões cuja diferença de idade era de uma geração. Tampouco se permitia em Esparta outra abominação, que consistia em casar a jovens com seus próprios tios ou primos para manter a riqueza hereditária dentro da família, em uma mentalidade completamente oriental, endogamia, anti-ariana e antinatural. Outras práticas, como a prostituição ou o estupro, nem mesmo eram concebidas, assim como o adultério.

Nos demais Estados gregos, a nudez masculina era comum em atividades religiosas e desportivas, e isso era signo de sua soberba e de seu orgulho. A nudez feminina, por sua vez, estava proscrita em similar medida que a própria presença feminina em ditos atos. Porém nessas procissões, cerimônias religiosas, festas e atividades desportivas de Esparta, as jovens iam tão nuas quanto os jovens. Cada ano, durante a Gymnopedia, que durava  10 dias, a juventude espartana de ambos os sexos competia em torneios desportivos e dançava nua. Hoje em dia atividades nudistas desse tipo seriam ridículas por que a nudez das pessoas é repelente; seus corpos são flácidos e carecem de formas normais. O indivíduo moderno tende a considerar um corpo atlético como um corpo sobressalente, quando um corpo atlético é um corpo natural e normal, e é o resto dos tipos físicos atrofiados e não exercitados os que não são normais. Recordemos a reflexão nietzschiana: “Um homem nu é considerado em geral como um espetáculo vergonhoso.” Ainda assim, naquela época, presenciar semelhante demonstração de saúde, agilidade, força, beleza, musculatura e boas constituições devia inspirar um autêntico respeito e orgulho de estirpe, um sentimento seleto que é e será sempre pagão.

Os helenos dos Estados democratas alegaram em seu dia que a presença da nudez feminina poderia causar olhares lascivos, porém o certo é que os espartanos tomavam tudo àquilo com simples naturalidade, despreocupação e alegria pagã. Ademais, as jovens espartanas que identificavam um admirador abobado lançavam-lhe uma hábil ladainha de brincadeiras que o deixavam em ridículo diante de todo um estádio repleto de solenes autoridades e atento povo.

Em algumas cerimônias, as jovens cantavam sobre os varões que haviam realizado grandes proezas, ou infamavam ao que havia se conduzido mal. Elas eram de alguma maneira, a voz exigente do inconsciente coletivo espartano.

Elas eram a polícia da virilidade, o guardiães que velavam pelo arrojo e pela conduta dos homens. Não só era nas canções que vertiam suas opiniões, mas sim na vida pública: não deixavam passar nada, não eram indulgentes, mas sim que criticavam sempre ao covarde e elogiavam o valente. Para os homens de honra, as opiniões sobre o valor e a hombridade que tinham mais importância se procediam de vozes femininas, dignas de respeito: assim as críticas eram mais pungentes e os elogios mais revigorantes (segundo Plutarco, as espartanas “engendravam nos jovens uma ambição e emulação laudáveis”). É por isso que, no caso dos espartanos, as relações com as mulheres não os amoleciam, mas sim os endureciam ainda mais – pois eles preferiam ser valentes e conquistar a adoração de tais mulheres.

Em uma comédia intitulada “Lisístrata”, escrita pelo dramaturgo ateniense Aristófanes (444 AEC – 385 AEC), há uma cena na qual uma multidão de mulheres atenienses rodeia admirada, a uma jovem espartana chamada Lampito. “Que criatura mais esplêndida!” dizem as atenienses. “Que pele tão saudável, que corpo tão firme!” Outra adiciona: “Nunca vi seios como esses.” Homero chamou Esparta de “Kalligynaika”, quer dizer, “Terra de Mulheres Belas”. Por outro lado, não esquecemos que a lendária Helena de Troia, a mulher mais bela do mundo, foi originalmente Helena de Esparta, um ideal, inclusive uma rainha-sacerdotisa que foi roubada e que não apenas Esparta, mas sim a Grécia inteira, recuperou através de luta e de conquista.

Sua severidade dava a melhor companhia a seus esposos e a melhor criação a seus filhos, e em troca exigia os maiores sacrifícios: uma anedota relata como uma mãe espartana matou seu próprio filho quando viu que era o único sobrevivente de uma batalha e que voltava a seu lar com uma ferida nas costas – quer dizer, havia dado as costas ao inimigo, havia fugido ao invés de cumprir com seu sagrado dever e imolação gloriosa. Outra mãe Esparta, ao ver como seu filho fugia do combate, levantou sua túnica e perguntou – com a mais impiedosa crueza, certamente – se sua intenção era voltar apavorado ao lugar de onde saiu. Enquanto outras mães teriam dito “pobrezinhas!” e teriam estendido os braços, as mães espartanas não perdoavam. Tácito escreveu que as mães e esposas dos germanos (que viviam com uma mentalidade não muito distinta da de Esparta) costumavam contar as cicatrizes de seus guerreiros, inclusive exigiam que voltassem com feridas para demonstrar sua presteza no sacrifício por elas. Os espartanos acreditavam que em suas mulheres residia um dom divino, e não eram as espartanas quem lhes ia convencer do contrário, de modo que procuravam estar a altura da devoção que seus homens lhes professavam.

 

Pintura de Jean Jacques François le Barbier (1738 – 1826) , “Uma mulher espartano dando um escudo a seu filho”, de  1805

Assim, as mulheres estavam convictas de que em seus homens habitava essa nobreza, valor, sinceridade, poder e retidão tipicamente masculinas, junto com a noção de dever, de honra, e a disposição para o sacrifício, e os homens procuravam também manter-se à altura de tal ideal. De novo, encontramos que a mulher ariana antiga não amolecia seu homem, mas sim o ajudava a melhora-lo e aperfeiçoa-lo, pois o homem sentia a necessidade de manter a integridade perante semelhantes mulheres, de modo que as mulheres se mantinham alerta e faziam o que era apropriado perante os varões, tendo presente em suas mentes que elas constituíam por si mesmas ideais pelos quais seus homens estavam dispostos a se sacrificar.

De tal modo, se criava um círculo vicioso. A mulher não era um motivo para abandonar a luta, mas sim precisamente um motivo para lutar com ainda mais fanatismo.

 

Ártemis ou Artemísia é a deusa grega ligada à vida selvagem e à caça, ao nascimento, da virgindade e protetora das meninas; mais tarde, também se tornou associada à lua e à magia. Era filha de Zeus e Leto, e irmã gêmea de Apolo. Os romano chamavam-lhe Diana, Homero refere-se-lhe como “Artemis Agrotera, Potnia Theron” (Ártemis das terras selvagens, Senhora dos Animais), enquanto os acadianos à viam como filha de Deméter e deusa da agricultura. Foi descrita como a melhor caçadora entre deuses e mortais e arco e flechas são seus companheiros constantes além do cervo, urso e cipreste lhes são consagrados. Era a deusa preterida entre as mulheres espartanas. (1)

Os demais gregos se indignavam por que as espartanas não tinham medo de falar em público, por que tinham opiniões e por que, ademais, suas esposas as escutavam. As mesmas indignações experimentaram os romanos tardios frente a maior liberdade da mulher germânica. Ademais, e posto que seus homens levassem uma constante vida de acampamento militar, as mulheres espartanas (como as vikings) estavam encarregadas da administração e do lar. Administravam os recursos da casa, a economia e a autossuficiência da família, de tal modo que os espartanos confiavam em suas mulheres para proporcionar à sua sistia as rações de comida estipuladas. As mulheres espartanas (também como as germânicas) podiam herdar propriedade e transmiti-la, ao contrário que o resto de mulheres gregas. Toda essa administração doméstica feminina era como vemos, similar no direito germânico, onde as mulheres ostentavam a chave do lugar como signo de soberania sobre casa familiar sagrada e inexpugnável, e de sua fidelidade à cabeça da família. O lar é o menor templo que pode ter a menor unidade de sangue, célula e base de toda a a família e a portadora de sua chave.

Uma sociedade na guerra está condenada se o lar, se a retaguarda feminina, não está com a vanguarda masculina. Todos os sacrifícios dos guerreiros são apenas um glorioso esbanjamento sem meta e sem sentido se na Pátria não há mulheres dispostas a manter o lar em funcionamento, e brindar seu  apoio e ânimo espiritual aos homens em campanha e, em última instância, a parir novos guerreiros. Um soldado longe de seu lar, sem pátria, sem ideal e sem uma imagem feminina de referência – um modelo de perfeição, um eixo de divindade – degenera imediatamente em um bandido sem honra. Ao contrário, se é capaz de interiorizar uma mística interior e uma simbologia feminina que equilibre a brutalidade que presencia no dia a dia, seu Espírito se verá fortalecido e seu caráter se enobrecerá. Esparta não teve problemas nesse sentido; as espartanas eram a contraparte perfeita de um bom guerreiro.

Uma visão nacionalista

Durante os anos de luta, não passou despercebido a Adolf Hitler o papel importantíssimo que a mulher, como companheira do homem, podia desempenhar na propagação do movimento nacional-socialista. “Sem a constância e o espírito ou de sacrifício verdadeiramente fervoroso da mulher”, disse o Führer na última Assembleia do Partido em Nuremberg, “jamais eu teria podido levar o Partido à vitória”. Com sua chegada ao poder, o Führer reconheceu todo o significado da mulher e seus distintos valores em ação, tanto na vida política em geral, como na política demográfica, a assistência social e outras instituições, nas quais sua paciente, amorosa e delicada colaboração é de um valor inestimável.

Contestando a uma pergunta que junto a alguns colegas da imprensa estrangeira dirigimos a Presidente da Juventude Feminina, Sra. Gertrud Scholtz-Klink, na qual lhe rogávamos que nos explicasse que pontos de vista ideológicos guiavam a mulher alemã em sua intervenção no movimento nacional-socialista, Gertrud nos respondeu em uma conferência pronunciada no Hotel Kaiserhof, com as seguintes palavras:

“Nossa ideologia, que afetava a todo nosso povo em suas raízes mais profundas, não foi determinada por considerações materiais, senão pelo próprio espírito deste povo. Quando se trata de coisas espirituais, não é já a maioria quem decide, senão a força imanente de cada individuo. Esta intuição a tinham não somente os homens alemães, senão também muitas mulheres alemãs, que nos anos de luta, para ganhar a alma do povo, foram as companheiras incondicionais e decididas destes homens. Esta atitude resulta incondicional de nossa parte, em favor do Nacional-Socialismo, nos foi reprovada em certas esferas da sociedade, como uma traição aos interesses particulares da mulher. Sobre isto, quero expressar nesta ocasião com toda a seguinte clareza: o mandato fundamental da ideologia nacional-socialista, desde sua fundação até hoje, reza assim: o interesse da coletividade está acima do interesse particular. E, assim sendo, mesmo que não nos fosse possível ajudar a todo o nosso povo, não podíamos pensar de modo algum em por em primeiro lugar qualquer desejo ou necessidades particulares da mulher. Mesmo ardendo no coração dos homens alemães, a vontade de encontrar os caminhos para a melhora do nosso povo, era para nós, mulheres, muito mais importante a totalidade do povo que as aspirações e os desejos próprios”.

No estrangeiro, a mulher alemã tropeça com uma série de prevenções e opiniões errôneas sobre sua atuação política, que tem origem no insuficiente conhecimento da Alemanha e do povo alemão. Uns creem poder formar uma ideia da mulher alemã a partir da berlinense mundana, esbelta e elegante, que leva de passeio ao seu lindíssimo cãozinho, de pelo grande e sedoso, pela Kurfürstendamm, ou conduz seu “Mercedes” de linhas modernas pelas estradas aos belos arredores de Berlim; outros se atendem ao tipo burguês da “Margarita”, com suas cores naturais, seus olhos azuis e as tranças loiras que caem sobre os ombros. Este juízo seria tão falso como o fora o de valorizar a mulher francesa pela parisiense emperiquitada dos grandes Bulevares.

A mulher alemã é geralmente de uma elegância sóbria e de uma franqueza alegre e espontânea. Ainda quando sob o novo regime, não assiste aos cursos universitários com o mesmo zelo de antes, não ambiciona cargos políticos, conservando assim, sem sombra de dúvidas, uma elevada educação geral, assim como seu interesse pela música, pela literatura e belas artes. Principalmente pode se observar, por exemplo, no ônibus ou meios de transporte, a mulheres e meninas lendo seus autores prediletos; nas salas de concerto, o sexo feminino constitui a maioria do público, escutando a música com um recolhimento quase religioso. Digno de assinalar é também a atração das mulheres pelo esporte. Isto está demonstrado pela intensa participação feminina nos exercícios de cultura física, e as numerosas sociedades esportivas femininas que existem em todas as cidades da Alemanha. Seu interesse em todas as organizações desportivas, desde o esporte ligeiro até a natação, as carreiras pedestres e os concursos de esqui, é cada vez maior.

 

Hannah Reitsch (1912 – 1979) e a cruz de ferro obtida por seus voos heroicos. Oftalmologista que estudava para se tornar médica, em 1932 resolveu se tornar piloto de testes, destacando-se por bater diversos recordes, entre eles o de ser a primeira mulher a cruzar os Alpes em um planador. Muitos destes recordes duram até hoje. Em 1934 esteve no Brasil com pilotos alemães (era a única mulher no grupo), participando de competições e exibições aéreas (A 17 de fevereiro de 1934, Hanna Reitsch realizou um voo de planador de 2200 metros sobre a cidade do Rio de Janeiro, estabelecendo o recorde mundial feminino de altitude).

Mas, sobre todas as coisas, a ideia de família dirige e inspira com preponderância a mulher alemã; o sonho de seu futuro lugar é o que consome seu coração. Não o tipo “garçonete”, senão que é consciente de que há de chegar a ser mulher, e seu coração é sempre sensível à eterna canção de amor. Manifesta seu entusiasmo ao escutar os discursos políticos de Hitler, ou ao tomar parte nas grandes manifestações públicas nacional-socialistas, mas sempre se entusiasma com o desejo de ser mulher, e sua missão de futura mãe e como tal, é da mesma condição e índole que todas as demais mulheres do mundo. Toda esposa põe o maior empenho em ser considerada como boa ama de casa, e pode demonstrar o que tem aprendido na casa de seus pais, nos cursos de economia caseira, organizados pela Associação Feminina Nacional-Socialista, ou em qualquer das numerosas escolas privadas. As jovens prometidas tiram aprendizado em todos os ramos da economia caseira, com a finalidade de logo poder oferecer a seu esposo um lugar atraente e alegre, confortável e bem administrado.

 

O cumprimento das funções que como mulher a incumbem, a alemã se sente responsável perante a coletividade. “Nós”, me dizia uma vez uma colaboradora da Associação Feminina Nacional-Socialista, “servimos a vida de nosso povo e consideramos o trabalho do nosso lugar como um meio de alcançar e manter a saúde tanto física como espiritual dele, valendo-nos das fontes de energia da nossa própria economia”.

A nova ideologia operou na mulher alemã uma profunda transformação, que se reflete tanto no seu interior como no seu exterior. Milhares de mulheres da juventude hitlerista se orgulham de levar seu sensível vestido de jaqueta parda e falda negra, tendo suprimido o ar e desejando crescer de novo suas tranças. Isto significa também o retorno da juventude feminina aos princípios originais da moral, a uma maior estima pessoal e a um maior respeito da opinião alheia, sem com isso pecar com uma vaidade exagerada. A isto contribui também o fato de que o homem voltou a sentir um maior respeito pela mulher. O aumento das possibilidades de trabalho, a incorporação dos jovens ao Serviço de Trabalho, o Exército, foram barrados das ruas e dos locais quietos repletos de senhores que gostam dos jogos, proporcionando-lhes a ocasião de conhecer as regras de conduta de uma coletividade ordenada e, entre outras coisas, o respeito à mulher.

A relação ao novo sentimento da moral e bons costumes que se está inculcando à juventude feminina se expressa na interessante declaração dada pela Chefe da Juventude à Associação de Jovens Alemãs:

“Vós, as moças do nosso povo, tereis de trabalhar e educar-se como aquelas que em seu tempo querem ser também as mães do nosso povo, as esposas dos nossos homens. Os homens que formarão o porvir do povo alemão, necessitam mulheres de vossa condição. Mulheres que estejam dispostas com profunda convicção e valentia, a compartilhar com seus maridos todos os sacrifícios e todos os rigores da vida. Esta é uma elevada aspiração para cada uma de vós, pela qual bem merece a pena fazer-se forte, disposta e capaz, durante muitos anos, e conservar-se e permanecer pura, para poder cumprir deveras esta missão”. 

Por geral, a jovem alemã se sente satisfeita se pode trabalhar até seu casamento em uma oficina, comércio ou fábrica, para desta maneira aliviar a carga de sua manutenção a sua família. Geralmente contribui com uma parte de seu salário aos gastos de casa, e, além disso, ela mesma custeia os pequenos desembolsos destinados a suas necessidades pessoais e o seu recreio. A jovem alemã sente uma grande inclinação para a assistência aos enfermos, cuja função requer na Alemanha a inscrição a distintos cursos de estudo e uma instrução prática, durante um tempo relativamente longo.

 

Uma das jornalista alemãs mais populares do país, Eva Herman, reconheceu em público que o Nacional-Socialismo possuía uma política familiar admirável, oque lhe causou bastante perseguição.

Quando a jovem alemã contrai matrimônio, abandona alegremente seu oficio, ainda que ofereça os melhores auspícios econômicos imagináveis, para dedicar-se por inteiro ao seu lugar e à sua família. A maioria dos casamentos celebrados com ajuda do empréstimo matrimonial que, como já foi dito, somente se concede no caso da mulher renunciar a toda atividade profissional, pode servir de demonstração do que acabamos de dizer. O Nacional-Socialismo determinou exatamente a função da mulher e seus deveres para a coletividade. O mundo da mulher e do homem. A natureza os fez a repartição justa, colocando o homem à frente da família e o impondo, ademais, como uma obrigação de maior proteção ao povo, à totalidade. O mundo da mulher feliz reside na família, na convivência com o marido, filhos e no lugar; desde ali pode levantar logo a vista até a totalidade de seu povo. Ambos os mundos constituem juntos uma só unidade, dentro da qual vive e se mantém um povo.

À parte dessa missão natural da mulher, o Nacional-Socialismo não intervém em nenhum modo para induzi-la a invadir a esfera de atividade do homem. Apesar disso, o Nacional Socialismo protesta contra a imputação muito comum no estrangeiro, de que não se querem conceder liberdade nem igualdade de direitos à mulher. Em um dos seus últimos discursos, disse o Führer:

“Mesmo que dispuséssemos de homens fortes e saudáveis (e disso cuidaremos nós, nacional-socialistas), não se formará na Alemanha nenhuma companhia feminina de combate, nem nenhum batalhão feminino de atiradoras. Isto não seria igualdade de direitos, senão inferioridade dos direitos da mulher”.

Um campo de ação incomensuravelmente amplo se oferece para a mulher na nova Alemanha. Desde logo, não se trata em modo algum de fazer-se renunciar o exercício de profissão. Somente se pretende proporcionar-lhe em ampla escala a possibilidade de contribuir à fundação de uma família e ter filhos, já que assim beneficia ao povo de melhor maneira. Se atualmente um jurisconsulto feminino demonstra sua capacidade no foro, e a seu lado há uma mãe que criou por si mesma cinco, seis ou sete filhos, o labor e o sacrifício desta mãe, conforme os conceitos nacional-socialistas sobre o valor eterno de um povo, vale muito mais que a realizada pela primeira mulher. O Estado, segundo a opinião de Hitler, tem o dever de fazer possível ou, pelo menos, de facilitar a todo homem e a toda mulher casar-se segundo as ordens do coração. O Governo se esforça na solução deste problema por meio da legislação, com o propósito de criar uma raça que, acima de tudo, seja forte e sadia.

 

(à esquerda) o artista alemão Richard Klein (1890 – 1967) retratou o retorno ao naturalismo na nova Alemanha, enquanto que o seu compatriota Wilhelm Petersen (1900 – 1987)  retratou (à direita) a beleza da mulher alemã segundo o pintor.

A designação de homens e mulheres às funções peculiares de seu sexo, não implica nenhum menosprezo para a mulher. Não faz mais que estabelecer as diferentes condições naturais e está muito distante de relegar a mulher a um plano secundário. A missão da mulher alemã no novo Estado é muito superior à de ser, tanto na política como na profissão, um fator de competência para o homem. Igualmente é falsa a suposição de que a atividade da ama de casa seja improdutiva. Esta é uma frase que na Alemanha da época anterior chegava a ouvir-se com bastante frequência; tal frase somente podia engendrar-se no pensamento de uma época que por produtividade, não entendia outra coisa que a vantagem pessoal e da própria família, uma vantagem que poderia contar-se ou palpar-se, mas nunca o interesse superior da totalidade do povo, que por sua vez também beneficia indiretamente ao individuo particular.

A Associação feminina nacional-socialista e a obra feminina alemã tiveram suas origens nos dias de luta do partido como organização de mulheres nacional-socialistas. Sua estrutura geral é paralela a do Partido: à frente da mesma está a Sra. Gertrud Scholtz-Klink. As divisões inferiores estão organizadas em células regionais, de distrito e locais, em blocos. O número que mulheres chega ao total de onze milhões.

 

Gertrud Scholtz-Klink (1902 – 1999) foi chefe da NS-Frauenschaft e mãe de 11 crianças. Juntou-se ao NSDAP em 1929 e, em 1933, Adolf Hitler nomeou-a líder da Liga de Mulheres Nacional-Socialistas. Em 1940 casou-se com o quem seria seu terceiro marido, August Heissmeyer. Após a guerra, ela foi detida pelos soviéticos, mas conseguiu escapar dentro de pouco tempo de sua captura, passando os próximos 3 anos vivendo sob falsos nomes na Alemanha. Em 1948, um tribunal francês a condenou a 18 meses de prisão pela acusação de falsificação de documentos e em 1950, recebeu mais 30 meses e foi banida por 10 anos da área do ensino, jornalismo e proibida de exercer qualquer atividade política. Na sua morte, Klink nunca perdeu seus pensamentos sobre o nacional-socialismo e ainda apoiou a ideologia. Ela morreu em 24 de março de 1999, na Turíngia, Alemanha.

Com a chegada de 30 de janeiro de 1933, ficou livre o caminho para a realização do programa fixado de antemão: a obra feminina alemã surgiu com o objeto de reunir as numerosas associações femininas, pequenas e grandes, que estavam carentes de uma direção unitária e de uma base ideológica. A Obra feminina alemã representa atualmente o grande lugar comum para todo o sexo feminino alemão. A ela, pertencem todas as organizações, associações e afiliadas particulares, que tomam uma parte ativa na obra comum do povo. A ama da casa e a estudante universitária, a professora e enfermeira, a trabalhadora e a artista, estão agrupadas em uma só comunidade de trabalho.

Por trás de ventosas árvores da rua Derfflinger, no oeste de Berlim, se encontra o novo edifício da Associação Feminina Alemã. Compreende quatro seções administrativas e cinco grandes seções principais de trabalho. As seções administrativas têm a seu cargo a administração das seções diretivas, a organização geral da imprensa e propaganda. Alguns dados sobre as cinco seções principais de trabalho contribuirão ao leitor com uma ideia da atividade extraordinária desta instituição.

“A seção de ‘Cultura, Educação e Instrução’ tem como campo de ação: a instrução ideológica (a ela pertencem as duas escolas normais de trabalho em Coburg e Berlim, assim como as 32 escolas regionais para as chefes femininas, que até agora compreendem 100 mil moças e mulheres), biologia, cultura física, educação da juventude feminina, belas artes aplicadas, literatura, jogos populares e recriação durante as horas livres.

 

Estandarte da Liga das mulheres Nacional-Socialistas

A seção de Assistência maternal tem em sua jurisdição: Educação da mãe, higiene, cuidado com as crianças de colo e educação, arrego do interior do lugar e gestações sociais.

A seção de ‘Economia nacional e caseira’ compreende os setores: Economia nacional, economia caseira, alimentação, instrução para as amas de casas, indumentária e habitação. Esta seção tem a seu cargo a direção de todas aquelas questões de política econômica que atenham à mulher em sua qualidade de administradora da casa e consumidora.

A seção ‘Estrangeiros e povos fronteiriços’ tem a missão de aconselhar e instruir as estrangeiras, e tem a seu cargo manter as relações com os setores femininos dos países fronteiriços e das colônias de ultramar.

A seção de ‘Serviços auxiliares’ estão compreendidas a ajuda feminina da Cruz Vermelha, a colaboração na ação de Beneficência nacional-socialista, no ‘Auxilio de Inverno’, na obra ‘Mãe e filho’ e na Associação nacional de defesa aérea”.

A qualidade de afiliada da Associação feminina alemã proporciona a todas as mulheres a possibilidade de contribuir com seu trabalho e sua atividade a serviço de alguma destas seções, e com isso ao da coletividade.

Uma menção especial merece a obra nacional de assistência materna. Sua missão é a de facilitar o futuro das mães, os conhecimentos ideológicos e práticos necessários, que é uma condição elementar para a criação de uma família forte e sadia. A Organização Feminina descartou toda atividade teórico-rotineira, adotando, em seu lugar, uma forma prática. A mulher recebe assim aqueles conhecimentos que lhe permitirão a aplicação adequada de sua força espiritual, e com isto virá a constituir para a nação uma geração de mães conscientes das necessidades de seu povo.

A educação pré-maternal tem a seu cargo a preparação tanto física quanto espiritual de mães aptas e compenetradas da responsabilidade que lhes incumbe, e que possam atender ao cuidado e educação de seus filhos, como também estão à altura de sua missão enquanto os deveres de casa. A educação compreende três grupos de ensinamento: Administração da casa, com cursos de cozinha e técnicas de costura; higiene, com cursos sobre o tratamento das crianças e higiene geral e cuidado médico caseiro, e, por último, cursos sobre educação, com instruções para trabalhos manuais, decoração do interior do lugar e lições sobre costumes populares.

 

Os cursos duram várias semanas. O numero de participantes cresce continuamente. Em 1935 participaram em torno de 186 mil mulheres. Em 1937, seu número subiu para mais de 1 milhão. O número de escolas para mães se eleva a 220, completando outras quatro especialmente para as mulheres pertencentes aos territórios assolados por calamidade pública, que não podem seguir com os cursos, mas que estão capacitadas para propagar seus conhecimentos entre sua vizinhança. Além disso, existe em Wedding-Berlin uma escola nacional para as mães, destinada a ser a oficina central e organizada, especialmente para a instrução de mestras.

Os mesmos cursos regem no campo da economia nacional. As mulheres e moças devem aprender a empregar aqueles bens adquiridos por meio do trabalho, em tal forma que possa justificá-lo ante a situação total de seu povo. Desta maneira, será possível transformar uma existência penosa em uma vida bela e alegre. Com este fim, as jovens são educadas previamente no Serviço Feminino do trabalho obrigatório.

Além da Obra Feminina Alemã, a Associação Feminina da Frente alemã de trabalho, a qual corresponde da missão especial da instrução político-social da mulher, que consiste na luta pela honra do trabalho feminino e pela proteção da mãe trabalhadora. A diretora desta Oficina é a chefe nacional da Associação feminina, Sra. Scholtz-Klink. A Oficina feminina procedeu, entre outras coisas, a implantação de quatro disposições: o intercâmbio de postos de trabalho, o relevo periódico nos trabalhos pesados, o acordo com a Beneficência social nacional-socialista em favor das trabalhadoras em estado de gravidez, e a concessão de uma licença complementar para estas e sua substituição por moças estudantes.

 

A Cruz de Honra das Mães Alemãs (Ehrenkreuz der deutschen Mutter ou Mutterkreuz) foi uma condecoração destinada às mães com vários filhos. Uma mãe poderia receber a condecoração nas classes de bronze, prata ou ouro, dependendo da quantidade de filhos que gerara. Mulheres das regiões anexadas pelo Terceiro Reich (como a Áustria e Danzig) também eram elegíveis à premiação e foi Instituída em 16 de dezembro de 1938, por iniciativa de Adolf Hitler.

Por meio do intercâmbio de colaborações, as mulheres cuja subsistência esteja assegurada de modo mais leviano, serão substituídas por homens. Isso se realizaria em sua maior parte, dando trabalho ao marido ou aos filhos a falta do mesmo. Outra forma de intercâmbio consiste no translado das mulheres a postos de trabalho ligeiro, e dos homens ao pesado. Isto foi levado a cabo em grandes proporções, e ali onde o trabalho do homem é executado, em casos especiais, pela mulher, que procurou nivelar seu salário com o do homem.

Até a nova reforma da Lei de proteção da mulher, a Oficina Feminina havia estabelecido um acordo com a Beneficência social nacional-socialista, segundo a qual as mulheres poderiam abandonar o trabalho quatro ou seis semanas antes do parto, recebendo, além de seu salário, um subsidio complementar. A substituição das trabalhadoras pelas estudantes tem sua origem no desejo de descanso mais prolongado, com gozo do salário completo, além da permissão que lhe corresponde por direito. Até agora, 2.600 moças estudantes e outras afiliadas da Associação Feminina Nacional-Socialista apresentaram serviço nas fábricas, proporcionando com isso às mulheres trabalhadoras ao redor de 43.000 dias de descanso suplementar, com pagamento integro de salário.

A Sra. Scholtz-Klink é ao mesmo tempo chefe nacional da Liga nacional feminina da Cruz Vermelha alemã. Deste modo, também esta instituição internacional recebe um impulso extraordinário. Em virtude de um convênio especial, a Cruz Vermelha alemã tomou a seu cuidado a instrução das afiliadas da Associação feminina nacional-socialista para sua formação como pessoal auxiliar feminina. Desta sorte, o serviço de sua colaboração poderá absorver uma corrente de mulheres, dispostas ao cumprimento de suas obrigações políticas e previstas de um espírito de responsabilidade para a coletividade do povo, com maior razão, porque a mulher alemã, como temos mencionado já, possui uma inclinação natural para a assistência aos enfermos. As enfermeiras da Cruz Vermelha trabalham em colaboração com os elementos femininos da comunidade nacional-socialista de Beneficência social, em assistência aos enfermos e aos jardins de infância, e prestam seus serviços em ocasião de manifestantes populares, reuniões políticas no aeródromo de Tempelhof em Berlim, nos Congressos do Partido em Nuremberg, nas reuniões de Bückeberg, etc. Atualmente, a Cruz Vermelha alemã tem a seu serviço 91 mil enfermeiras e ainda há muito que se fazer. Os trabalhos realizados durante estes seis dias demonstram claramente que a obra acabará por ser terminada e desaparecerão muitos dos obstáculos atuais.

A Sra. Scholtz-Klink me dizia em uma ocasião:

“Nós prosseguimos nosso próprio caminho, caminho este que nos conduz a nós mesmas; nossa própria estima nos faz continuar consequentemente por este caminho. Não devemos tropeçar nos obstáculos à frente, mas sim fazer deles os degraus para escalar mais acima ainda. Esta atitude nossa deverá ser apreciada também por todos aqueles homens que amam a seu povo da mesma maneira que nós amamos ao nosso”. 



Fontes e referencias:

– ESTÉS, Clarissa Pinkola. “Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem”. 1 ed. Rio de Janeiro: 2014. ISBN: 978-85-325-2944-2 (2)


– VELASCO, Eduardo. “Esparta y su lei”. 1 ed. Editora Camzo, Coleção Origenes, 2013, Espanha.

– SANTORO, Cesare. “Alemanha de Hitler como vista por um estrangeiro”. 1 ed. Thus, International Verlag, 1938, Alemanha.


Metapedia, The alternative encyclopedia: Gertrud Scholtz-Klink


Wikipédia, a enciclopédia livre: Hanna Reitsch

Notas:


(1) – A direita, estátua grega de Ártemis não identificada, na esquerda, a escultura chama-se “Diana de Versalhes”, no Museu do Louvre. Uma cópia romana de uma estátua original grega de Leocares. (fonte)


(2) – Clarissa Pinkola Estés, Ph.D., é uma acadêmica de renome internacional, poetisa premiada, psicanalista junguiana diplomada e cantadora (guardiã das velhas histórias na tradição latina). É autora do clássico Mulheres que correm com os lobos (além de diversos outros livros), que ganha sucessivas reimpressões pela Rocco desde o seu lançamento. (fonte)

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