A Decadência dos Valores – Uma Sociedade Habituada a Negligenciar

A situação catastrófica da sociedade atual tem suas raízes em uma ideia já quase centenária: o marxismo cultural, elaborado pelos ideólogos da Escola de Frankfurt. Isso lhes diz alguma coisa?
Mesmo também se a maioria das pessoas ignore o significado deste termo, seus efeitos e influências são dramáticos em nosso relacionamento social, e até mesmo mais devastador em nossa vida familiar!
Se pergunte mais uma vez, como pode ser que o nível em todas as áreas de nossa atual sociedade tenha caído de forma tão dramática? Passar vergonha virou rotina diária na televisão, é em vão procurar um aproveitamento intelectual.
Na área musical, uma canção soa como a outra, vozes são digitalizadas, melodias desaparecem e são substituídas por baixos e por uma sequência de mono-tons. Nem precisamos mencionar a arte moderna.
Valores como decência, pontualidade e tradição são entendidos como racismo (1).
Ao se comparar a arquitetura dos projetos residenciais dos dias de hoje com aqueles de cem anos atrás ou mais, arregalamos os olhos e nos perguntamos o motivo, como estas construções se assemelham cada vez mais com aqueles caixões de concreto da antiga Alemanha Oriental. Ao se observar a sociedade, tudo que antigamente se entendia sobre o rótulo “valores” e mantinha uma coesão social é estampado hoje como antiquado, careta e caipira. E normalmente difamado sob o termo genérico “de direita”.
Palavras como “dignidade, pontualidade ordem, solidariedade, moral, aplicado, perseverante, educação, família, coletividade, tradição, amor à Pátria” – todos termos sob os quais uma sociedade é construída – são entendidos na atual sociedade como sinônimo de atraso, opressão e até mesmo racismo (2).
Valores como ordem e decência são considerados um atraso e opressivos
A queda dos antigos valores revela sua face destrutiva sobre a sociedade: hoje em dia, um em cada três casamentos resulta em divórcio, o número de casamentos abaixa, o número de família com apenas um dos pais aumenta, o número de crianças por casamento se reduz próximo a 1.
Aborto tornou-se algo corriqueiro. A criminalidade aumenta generalizadamente, todavia, de forma explosiva entre crianças e jovens.
“Emporcalhamento” da sociedade
A liberação de todo tipo possível de perversão levou ao “emporcalhamento” generalizado da sociedade. A consciência moral e de justiça diminui a cada geração. Como conseguimos chegar a esse ponto, onde padrões sociais elementares se derretem como gelo ao sol?
Observando esta situação, poder-se-ia pensar em uma coincidência, um desenvolvimento natural, um capricho do destino ou simplesmente seria apenas o “espírito de nossa época”. A sociedade simplesmente se desenvolveu nesta direção negativa. E certamente não se deixa negar que as sociedades invariavelmente se deixam levar por ideologias e ideais, os quais não se originam delas próprias, mas sim foram criadas por outras pessoas com o objetivo de manipulá-las.
Foi assim que a sociedade da Idade Média foi fortemente manipulada pela Igreja Católica, os franceses à época do Iluminismo pelas ideias da Revolução Francesa, os alemães entre 1933 e 1945 pela cosmovisão Nacional-Socialista ou os americanos pelos ideias do livre comércio e da ampla liberdade.
Neste ponto poderíamos mencionar outras dúzias de exemplos. Não importa se negativo ou positivo: religiões, ideologias, cosmovisões, normas, que foram elaborados por um pequeno círculo de uma suposta “elite” no Estado, religiões, literatura, no Direito etc, tiveram ao longo da história uma influência direta sobre o desenvolvimento das massas.
Alguém duvida seriamente que exatamente tal dinâmica se encontra definitivamente, no fato de que a sociedade ocidental siga uma determinada ideologia, a qual não se originou no seio da própria sociedade, mas que foi criada por um círculo relativamente pequeno de pessoas e que exercem uma influência negativa sobre o desenvolvimento da sociedade?
Nenhuma coincidência: pouca importância ao Cristianismo
Que a destruição de nossa sociedade não represente um desenvolvimento ao acaso, mas sim, como descrito nos exemplos acima, seja influenciada por uma ideologia criada por um pequeno grupo de pessoas, pode parecer a princípio algo inacreditável.
Isso se deve principalmente pelo fato do cidadão comum do ocidente não conheçam mais as pessoas que influenciam seus pensamentos. Ao contrário de épocas anteriores da história, a ideologia se tornou invisível: nenhuma bandeira tremula, nenhum verso é recitado, nenhum programa partidário é estudado com afinco..
Lindas casas tradicionais se deterioram – também em Tiflis
Foto: Stock-Fotografie
Quem, todavia, como historiador, faz uma retrospectiva dos últimos 70 anos da República Federal da Alemanha, percebe que ao mais tardar no meio da década de sessenta, uma ideologia é transmitida na política, mídia e educação, a qual nos remete a uma forma assustadora de padrão de pensamento correspondente ao marxismo, o qual se acreditava estar morto há muito tempo: a pouca importância do Cristianismo, a renúncia dos valores tradicionais, a família como modelo de vida ultrapassado, a crítica à livre economia de mercado.
Quem iria duvidar que tais ideias são disseminadas em nossos meios de comunicação, nossas escolas e universidades? A destruição da sociedade capitalista e burguesa esteve sempre no centro do ensinamento comunista.
É mero acaso, justamente os valores que Marx e Engels criticavam e queriam eliminar, são tão atacados hoje em dia?
NOTAS:
(1) – Estampar algo como “racista” tornou-se um rótulo de combate; é o reducionismo utilizado após a Segunda Guerra Mundial para estigmatizar o Nacional-Socialismo e desta forma não abrir espaço para qualquer crítica aos judeus e a Israel. Uma arma que se revelou tão eficiente que foi generalizada para outros segmentos adversários. Interessante notar que muitos daqueles que se julgam esclarecidos, que percebem o poder manipulador das Fake News, não conseguem se libertar da lavagem cerebral imposta pela propaganda de guerra quando o assunto é o “terrível nazismo”.
 
(2) – A preservação do local de sua morada é um divisor de águas entre as civilizações. Pelo estado de conservação de sua residência podemos observar o grau de desenvolvimento dos povos. Há pessoas que não se importam em zelar um mínimo pelo seu entorno e – por inacreditável que pareça – se revelam às vezes como os maiores bufões da moral e dos bons valores. Querem mudar o mundo, mas não modificam seu comportamento em relação a seu próprio dia a dia: varrem a sujeira para fora de casa, mas não se importam que ela permaneça bem em frente à porta.
Artigo publicado primeiramente no Express-Zeitung, edição de 3 de janeiro de 2017.
 
Fonte (português): Inacreditável (27/02/2018)


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