Washington, D.C.: A Capital de Israel!

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Mesmo com os protestos ocorridos nos últimos tempos, as criticas feitas por países árabes, na Declaração de Fearab América e da ONU Conselho Mundial da Paz incluindo muitos de seus aliados, os EUA, através do presidente Donald Trump reconhece Jerusalém como a “capital legítima” de Israel.

Nem a entifada promovida pelo Hamas, a quem muitos chamam até de oposição controlada, a qual já somam mais de 60 pessoas mortas num confronto entre populares  palestinos com armas caseiras e soldados israelenses com armamento de ponta soltando bombas em suas cabeças, fez com que qualquer uma das partes tivessem a menor consideração pela opinião mundial de que todo esse processo é ilegítimo desde o começo.

Mesmo assim, a quem chame, no Brasil, por exemplo, os nacionalistas que anseiam pela soberania de seu povo de “sanguinários comedores de criança” e outros que os chamem de “nazistas genocidas”, enquanto aplaudem o respaldo estadunidense a campanha brutal e cruel do Estado artificial de Israel no Oriente Médio (um prelúdio para o resto do mundo talvez?), então onde está a moral?

Não se comemorou em Israel 70 de nascimento, mas sim de aliança estratégica dos Aliados e o Sionismo
O governo norte-americano defende isoladamente nas Nações Unidas o respaldo total a Israel e não há nisso qualquer resistência séria, mas apenas um voto tímido de “protesto” em forma de liberdade de expressão. O único país a defender a resposta de Israel aos protestos na Faixa de Gaza, durante a reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU desta terça-feira, na qual a maioria dos países questionou a atuação das forças hebraicas, que resultou em dezenas de mortos na véspera [1]. Isso mostra o quão ilusória é o nosso censo moderno de multipolaridade soberana entre os países, o quanto esses genocidas enterraram tudo que se conquistou desde o Tratado de Westfália [2].

Você já imaginou o quão escandaloso para opinião pública seria se qualquer outro país do mundo que não fosse Israel e EUA ocasionassem genocídios e apartheid ano após ano, sobre a bandeira falsa do “terrorismo” em todo lugar para único e exclusivo fim de seus planos petrolíferos geopolíticos? Já imaginou um pan-brasileirismo destroçando seus pequenos e frágeis países vizinhos? Pois é. Isso é Israel na Palestina. Esse sim, um precedente muito grave.

De fato, Trump traiu a todos aqueles que na última eleição presidencial estadunidense apostavam nessa “figura atípica” como solução às bárbaras e sanguinárias agendas geopolíticas dos Clinton. Infelizmente, Trump tem se saído um verdadeiro “paladino” dos direitos dos genocidas, atacando um país soberano como a Síria que se defende do Estado Islâmico e causando uma delicada situação com a Coréia do Norte, a qual o “Kim” contorna com extremo cuidado.

O reconhecimento da maior potência geopolítica ocidental de Jerusalém como capital legítima de Israel, o “Serberus” do sionismo internacional no Oriente, transferindo oficialmente sua embaixada para a cidade significa um desprezo total pela opinião humana. Um insulto que de fato, os palestinos estão certos em afirmar que isso irá gerar uma contenda irreconciliável (tudo que um Estado genocida e um “Deep State” psicopata quer…guerras que nunca acabam).

Breve histórico

Jerusalém está no coração da querela israelense e palestina. Hoje considerada patrimônio histórico da humanidade, abrigando importantíssimos centro religiosos das 3 religiões monoteístas (cristãos – ortodoxos e católicos -, muçulmanos e judeus), a cidade foi dividida ao final da guerra árabe-israelense de 1948, dando a Israel o controle sobre Jerusalém Ocidental e à Jordânia, o de Jerusalém Oriental – que inclui partes da antiga cidade e importantes localidades sagradas para judeus, cristãos e muçulmanos.

Israel assumiu o controle sobre a cidade inteira em 1967, após a Guerra dos Seis Dias. Em 1980, Israel aprovou uma lei anexando Jerusalém Oriental, uma medida vista em amplas partes da comunidade internacional, inclusive pela ONU, como ilegal – assim como os vários assentamentos construídos em Jerusalém Oriental, que realocaram mais de 200 mil judeus. Na época, vários países transferiram suas Embaixadas para Tel Aviv. De acordo com o tratado firmado entre israelenses e palestinos em 1993, o status final de Jerusalém deve ser discutido nos últimos estágios das negociações de paz. Por isso, o anúncio de Trump no ano passado, praticamente reconhecendo Jerusalém como capital única de Israel, jogou “no lixo” qualquer “neutralidade” (como se alguma vez isso tivesse sido verdade, mas agora é na “cara dura”).

Na ONU 128 países votaram a favor, 9 contra e 35 se abstiveram, condenando a ação em uma resolução, enquanto 10 países disseram estar planejando fazer o mesmo, entre eles Guatemala, Romênia e República Tcheca.

No dia seguinte ao que Israel relembra o aniversário da fundação de seu Estado, os palestinos comemoram o que chamam de “Nakba“, ou Catástrofe, quando centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas ou foram desalojadas após a fundação do Estado de Israel em 1948.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conclamou “todos os países a se unirem aos EUA para transferir suas embaixadas para Jerusalém”. Por sua vez, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, descreveu a decisão de Trump como o “tapa do século”.

Os palestinos reivindicam na ONU, junto com sua proposta de Estado soberano, o reconhecimento de Jerusalém Oriental como capital palestina. Daí segue toda a massa em protesto.

Estratégia geopolítica contra o Irã e Síria?

Haim Tomer, ex-funcionário do Mossad que disse liderar o setor de Inteligência, Contra-Terrorismo e Divisões Internacionais, falou explicitamente sobre possíveis opções para a mudança de regime em Teerã durante uma entrevista ao jornal israelense Jerusalem Post.

Afirmando que o “Estado islâmico de Khomeini” quer destruir Israel, Tomer argumentou que Tel Aviv pode dar conta da própria segurança.

Podemos lidar com a ameaça em si: armas nucleares, mísseis iranianos convencionais. Podemos nos defender contra eles”, declarou.

Ele foi mais longe, dizendo que a política do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã “criou uma grande abertura […] para pesar cuidadosamente a pressão pela mudança de regime como uma meta formal”.

Tomer descreveu como seria um possível golpe no Irã. Israel poderia “ajudar clandestinamente a facilitar a mudança de regime” e os EUA “poderiam apoiá-lo em várias frentes”, enquanto os sauditas poderiam financiar o esforço.

Questionado sobre o que exatamente Israel poderia tentar, ele disse que “ações clandestinas podem levar a mudanças […] Há muito o que o Mossad pode fazer quando recebe uma missão”. Não posso entrar nos detalhes […] mas seria clandestino”, prosseguiu.

Ele disse também que o Mossad, que acredita-se ter realizado várias operações clandestinas em solo iraniano no passado, pode desempenhar um papel crucial na conspiração contra a República Islâmica.

“O Mossad realiza operações substanciais e complexas — e realizou muitas”, referindo-se aos relatórios de 2013 de que a instalação nuclear iraniana em Natanz foi devastada por um malware, o Stuxnet.

“O Mossad já fez muitas coisas no Irã antes. Este foi um dos mais importantes, mas tem havido operações como essa e talvez ainda mais importantes”, comentou afirmando que a agência de inteligência israelense é uma das poucas que realiza assassinatos seletivos.

“[Quanto a] assassinatos seletivos, muito poucas [agências de inteligência estrangeiras] fazem isso. Israel é quem faz, de acordo com fontes estrangeiras”, acrescentou. No entanto, ele reconheceu a força iraniana.

“Eu não estou dizendo que vai ser moleza — o Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana e as milícias Basiji são muito fortes”, comentou. Mas mesmo que não tenha sucesso, “é melhor ter os iranianos lutando entre si mesmos”, concluiu, dando a entender que uma guerra civil seria do interesse de Tel Aviv, Washington e Riad.

Os líderes israelenses já fizeram declarações semelhantes sobre o assunto no passado…

“Quando este regime [o governo iraniano] finalmente cair, e um dia acontecerá, os iranianos e israelenses serão grandes amigos novamente”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em janeiro, em meio a violentos distúrbios no Irã. Ele elogiou os manifestantes que se uniram à época, dizendo que buscavam “liberdade e justiça”. [3]

O Irã já foi alvo de um golpe orquestrado pela CIA que derrubou o primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mosaddegh, em 1953. A CIA e o Departamento de Estado dos EUA deram sinal verde para derrubar Mosaddegh, codinome da Operação Ajax, depois que ele nacionalizou importantes ativos petrolíferos.

O golpe de Estado seria pensado para dar origem a um novo nacionalismo iraniano, que, no passado recente, abriu caminho para a Revolução Islâmica de 1979 — um grande evento que envenenou as relações EUA-Irã no século XXI.

Os EUA, Israel e Arábia Saudita podem alterar o governo no Irã, e a política de Donald Trump oferece uma abertura para isso, é o que podemos deduzir? A troco de que?

Porque Israel tem uma vontade maior que a do próprio povo norte-americano?

Talvez possamos entender isso, na visão popular, pela acentuada “guinada a Direita-liberal” sul-americana e pela ascensão gigantesca das ideologias neocristãs pentecostais (isso inclui o decaimento moral, social e espiritual católico). Coisas exportadas do “american way of life“, que como franquias do McDonald´s  e Burger King, tomam as praças, os lugares de vivência e a visão social em todos os locais, onde experimentamos um pouquinho do que é ser um alienado estadunidense (à brasileira, claro), onde esses combustíveis tem sido renovação do “fermento moral” e militante das justificativas dos massacres dos genocidas adoradores do bode.

Fonte original: Inacreditável

Notas:

[1] – Segundo a embaixadora britânica Karen Pierce disse que “há uma necessidade urgente de estabelecer os factos, incluindo por que razão um volume de tiros tão elevado continua a ser considerado justificável. O direito palestiniano aos protestos pacíficos é incontestável mas, ao mesmo tempo, há a preocupação de que esses protestos em Gaza estejam a ser aproveitados por elementos extremistas”. A famigerada embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley mas uma vez usa o “trunfo na manga do terrorismo”, dessa vez, do Hamas que estariam cometendo crimes contra os Direito Humanos básicos…,mas e Israel, atacando civis desarmados com bombas aéreas nem no Jornal Nacional passa.

[2]  – Paz de Vestfália (ou de Westefália), também conhecida como os Tratados de Münster e Osnabruque (Alemanha atual) designa uma série de tratados que encerraram a Guerra dos Trinta Anos e também reconheceram oficialmente as Províncias Unidas e a Confederação Suíça. Este conjunto de diplomas inaugurou o moderno sistema Internacional, ao acatar consensualmente noções e princípios, como o de soberania estatal e o de estado-nação.

[3] É sempre a mesma história: Alemanha, Japão, Itália, Egito, Iraque, Líbia, Síria, etc….

Fontes de pesquisa:

Euronews: EUA em defesa isolada de Israel no Conselho de Segurança da ONU

G1: Três questões-chave para entender a polêmica da transferência da embaixada americana para Jerusalém

Oriente Mídia: Conselho Mundial da Paz faz apelo para por fim ao massacre contra palestinos

Oriente Mídia: Declação de Fearab América:O mundo não pode olhar impassível os massacres de Israel na Faixa de Gaza!

Estado de Minas: EUA e Israel, sete décadas de uma aliança estratégica

Veja Também:

O grande projeto de Israel

Documentário: A Historia Sionista (The Zionist Story)

Documentário: Marcha para Sião (Marching to Zion)

General Wesley Clark afirmou em 2007 que o Governo Americano desestabilizaria 7 países em 5 anos

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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