Thulean Perspective, de Varg Vikernes, banido do Youtube: Eles disseram o verdadeiro motivo

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O canal “Thulean Perspective“, apresentado por Varg Vikernes no YouTube, foi removido na tarde desta quarta-feira (5/6). O canal no qual Varg comentava suas ideias entrou “junto da sacola” das curiosas medidas de “políticas contra discursos de ódio” que afetou diversos canais mundo afora, também os brasileiros como o nosso, que falavam sobre política, nacionalismo e revisionismo. Mas o caso do canal de Varg, dado uma nota do próprio Youtube quando questionado, deixa bem escancarada a grande razão ideológico-financeira e porque não, política de tais medidas no mínimo “rotulantes” e verdadeiramente extremistas. 

Conforme anunciado pela plataforma, diversos canais foram excluídos que visa punir não somente aquilo que considerou sendo como “neonazismo”, “fanatismo”, “supremacia branca” ou “negação do holocausto”, mas com isso, rotulando todos aqueles que discursam contra o globalismo, o progressismo, o Sistema Financeiro, posicionam-se como nacionalistas, patriotas, tradicionalistas ou defendem o revisionismo histórico. Para a multinacional globalista da Google-Youtube, tudo isso é “intolerância” e não está de acordo com os “padrões” da corporação. Assim, o canal de Varg, assim como de tantos outros, incluindo o site Sentinela e alguns parceiros, como o Alerta Nacionalista, foram banidos sem qualquer explicação.

O anúncio foi feito pelo YouTube também nesta quarta (5), de forma geral, sem citar qualquer canal ou pessoa, mas também sem dar aviso prévio… ao anunciar, já tinha feito.

O comunicado do YouTube diz:

“Hoje, estamos dando outro passo em nossa política contra discursos de ódio proibindo especificamente vídeos que alegam que um grupo de pessoas é superior para justificar discriminação, segregação ou exclusão baseado em qualidades como idade, gênero, raça, casta, religião, orientação sexual ou status de veterano. Isso inclui, por exemplo, vídeos que promovem ou glorificam a ideologia nazista, que é discriminatória. Também vamos remover conteúdos que neguem eventos violentos e bem documentados, como Holocausto ou o tiroteio na Sandy Hook Elementary”.

Varg assina dedicatória para fã em Paris, 2014, enquanto segue para julgamento por “crime de ódio”. FOTO: Rebekka Sivertsen

Assim como Varg, não dissemos que alguém é melhor por conta de sua raça, mas horas após a comunicação do comunicado, o canal de Varg Vikernes já não estava mais disponível na plataforma.

Um porta-voz do YouTube disse ao The New York Times, que (repare bem)

“[Conteúdos] que dizem que judeus controlam o mundo secretamente, dizem que mulheres são intelectualmente inferiores a homens – e que certos direitos precisam ser negados a elas – ou que brancos são superiores” não serão mais aceitos na plataforma. Alguns vídeos de Varg Vikernes violam as regras impostas pelo YouTube nessa nova medida. Em uma publicação, por exemplo, ele disse que os brancos deveriam ‘apreciar e proteger’ sua raça. Em outro, ele faz uma espécie de manual sobre ‘como atrair uma boa esposa’ usando a eugenia (conceito que acredita em suposto controle social para melhorar ou empobrecer qualidades raciais das futuras gerações – e que chegou a ser usado na ideologia nazista) como base de argumentação. Era comum, em suas filmagens, que Varg afirmasse que os judeus controlam o mundo por meio de uma conspiração secreta.”

Quem é Varg Vikernes realmente?

Seu nome verdadeiro é Kristian Vikernes, nascido em 11 de fevereiro de 1973. Consagrou-se como músico e escritor norueguês. Ele destaque no cenário underground, ainda muito jovem, no inicio dos anos 1990 e final dos anos 1980 com seu projeto experimental de Black Metal chamado Burzum, que, ao lado de outros, seria muito influente não só na cena norueguesa mas mundial do gênero.

Varg em traje de guerreiro nórdico em sua propriedade na França rural. FOTO: antichristmagazine.com

Ele nunca se vendeu para a mídia corporativa e sempre preservou seus trabalhos musicais e escritos com a mesma essência. Passou mais de 15 anos em prisões norueguesas pelo homicídio de Øystein Aarseth (Euronymou). Até hoje, Vikernes defede-se dizendo que o episódio tratou-se de auto-defesa devido a crescentes ameaças e desavenças por parte de ambos dentro do cenário Black Metal.

Em 2007, cumpriu e pena e foi liberto. Casou-se e teve muitos filhos com sua esposa, indo morar na França rural, onde reside até hoje.

Em 2013, Vikernes e sua esposa foram presos na França, sob suspeita de planejar um “ato de terrorismo” depois que sua esposa comprou quatro fuzis. Autoridades afirmaram mais tarde que a esposa, cidadão francesa, tinha autorização legal para comprar rifles e outras armas de fogo. Os dois foram libertados sem acusação depois que a polícia não conseguiu identificar “quaisquer planos” ou “alvos terroristas”.

Varg e esposa são liberados da prisão na França. Varg acena gentilmente para os apoiadores. FOTO: AFP

Em 2014, ele foi considerado culpado de uma acusação de “discurso de ódio” (não escrito por ele de acordo com ele).

No site reserva do ThuleanPerspective, Varg afirma que “as opiniões expressas por mim neste blog são apenas minhas opiniões pessoais e não devem ser consideradas fatos indisputáveis!” Ele também deixa claro que não usa qualquer conta no Facebook, Twitter, MySpace ou qualquer coisa do tipo.

Ideologia e Odalismo

Em 2005, Vikernes escreveu sobre suas concepções ideológicas:

“A razão pela qual eu fui atraído e ocasionalmente expressei apoio ao ‘nazismo’ [aqui o autor expressa o termo pejorativo propositalmente para se fazer entender pelos mais leigos, mas o mesmo entende e aceita a forma correta que é nacional-socialismo] é principalmente porque muitos dos ‘nazistas noruegueses’ (e alemães) abraçaram nossa religião pagã como nossa religião de sangue e rejeitaram o judaico-cristianismo como heresia judaica – e eles foram os primeiros a fazê-lo por um longo, longo tempo!

[…] O que me diferencia dos ‘nazistas’ são basicamente três coisas; ao contrário deles, eu não sou socialista (nem mesmo em nível nacional), não sou materialista e acredito na ‘democracia escandinava antiga!’

Então, como eu não sou um ‘nazi’, comecei a usar outro termo, no final dos anos 90. Eu fiz isso não apenas para evitar confusão, mas também para encontrar um termo mais adequado e preciso do que os outros termos que usei. Este novo termo foi odalismo, a partir do nórdico (‘pátria’, ‘allodium’, ‘lei alodial’, ‘nobreza’, ‘nobre’, ‘bens herdados’, ‘pátria’, ‘propriedade da terra’, ‘família distinta’, ‘distinto’, ‘esplêndido’, ‘parente’ e ‘a nação’). Este termo substitui tudo de positivo sobre todos os outros ‘-ismos’ que eu já usei, e nele reside o paganismo, o nacionalismo tradicional, o racialismo e o ambientalismo. Não é apenas um termo mais preciso, mas também mais inclusivo, que pode ser usado por todos os europeus (e outros também por causa disso).

Finalmente, e talvez mais importante, não é um termo manchado pela história. Se tivermos uma relação positiva com nossa terra natal, nosso sangue, nossa raça, nossa religião e nossa cultura, não destruiremos nada disso com a moderna ‘civilização’ urbanizada, mistura racial, americanização, socialismo, globalização, etc). O ‘fantasma nazi’ tem assustado milhões de europeus de se preocupar com seu sangue e pátria há sessenta anos, e já é hora de banirmos esse fantasma e novamente começarmos a pensar e nos importar com as coisas que (gostemos ou não) são importantes para nós.

Outras medidas tomadas pelo Youtube

Outras medidas anunciadas pelo YouTube incluem “limitação de recomendação” a vídeos de conteúdo considerado por eles “prejudicial e de desinformação”, como venda de produtos que prometem curas para doenças graves ou a defesas de que a Terra é plana. Publicações desse tipo tiveram seu tráfego reduzido em 50% nos Estados Unidos, segundo a plataforma. Ao que parece, spams (como se o próprio Youtube não estivesse hoje carregado de anúncios forçosos) e “terraplanistas” são uma ameaça ao planeta Terra.

Mas enquanto isso acontece, você não pode ouvir sobre tradicionalismo, nacionalismo, revisionismo ou mesmo gostar de seu povo do jeito como ele é… se você for branco. Tudo isso é, segundo a poderosa e onipresente multinacional, ofensivo e intolerante.

Fontes de pesquisa: Whiplash.net I Metapedia I The Occidental Observer I The Guardian I ThuleanPerspective

Andre Marques

Brasileiro, nascido em 1993 na cidade de Fortaleza, cursa o bacharelado em Direito pela Universidade de Fortaleza. Possui conhecimento autônomo nas área de economia, ciência política e pesquisa histórica amadora com enfase em assuntos não convencionais ou desprezados pelo academicismo oficial.

Após atuar durante muitos anos no Marketing empresarial e comercial, fundou o blog O Sentinela (atual site) onde hoje é editor, um dos redatores e um dos colunista.
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One thought on “Thulean Perspective, de Varg Vikernes, banido do Youtube: Eles disseram o verdadeiro motivo”

  1. Decepcionante. O mais irônico disso tudo é ver a esquerda, empurrando um discurso um tanto inesperado e hipócrita, ao afirmar que “É uma empresa privada e tem direito de decidir suas diretrizes”. Quanta ironia ver socialistas apoiando multinacionais, não?

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