Suástica estará presente nos Jogos Olímpicos do Japão deste ano

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A suástica é um símbolo de paz, felicidade, prosperidade e boa sorte para quase 2,3 bilhões de pessoas, por ser um emblema sagrado para o budismo, o hinduísmo, jainismo e o odinismo, ou seja, um terço da humanidade. Mas acima de todos esses significados mais comuns e imediatos, esse símbolo, em sua representação mais pura e profunda, indica a elevação espiritual do mais alto grau. Infelizmente, a suástica, um dos símbolos mais sagrados e antigos do mundo, foi altamente demonizada no Ocidente pós-Segunda Guerra Mundial, por ter sua imagem ser unicamente associada ao nacional-socialismo, Hitler e seu partido, devido a propaganda de guerra dos adversários, que perdura dia-após-dia, como um “mantra”, nos jornais, entretenimento, escolas e etc. Mas neste ano, sua cruzada terá uma vitória na Olimpíada de Tóquio-2020. 

Nos preparativos para o evento mundial esportivo que acontece esse ano e terá sede no Japão, em 2016 a Autoridade de Informação Geoespacial do Japão (GSI) fez uma consulta pública sobre eliminar o manji (suástica nipônica) dos mapas, uma vez que é usada nos mapas para indicar os templos budistas, religião seguida por 46 milhões de pessoas no país) para não “ferir a sensibilidade” dos visitantes ocidentais, nascido e criados na cultura propagandística do pós-guerra, que forem aos Jogos Olímpicos. Depois do apoio maciço a sua permanência, decidiram que os estrangeiros é que devem se acostumar às suásticas, que assim estão oficialmente de fora da lista de símbolos a serem modificados para tornar os mapas mais “inteligíveis” aos não japoneses.

Precedente

T.K. Nakagaki, hoje um dos monges budistas mais influentes dos EUA, presidente da Fundação Heiwa pela Paz e a Reconciliação de Nova Iorque, a muitos anos tenta mudar essa imagem pregada no Ocidente do significado da suástica, um símbolo universal dos povos. Quando chagou aos EUA, em abril de 1986, desenhou uma suástica de crisântemos para celebrar o aniversário de Buda, colocando-a em seu templo de Seattle, cidade de Washington. Seus companheiros entraram em pânico gritando “Não faça isso!” Essa foi a primeira e única vez que o monge tentou algo do tipo.

“Se pudesse convencer apenas 1% já seria um sucesso”, comenta o monge Nakagaki, que em 2017 lançou o livro The Buddhist Swastika and Hitler’s Cross [‘A Suástica Budista e a Cruz de Hitler’, Stone Bridge Press].

A origem da suástica

A palavra “suástica” vem do sânscrito “svastica”, que significa algo como “boa sorte” ou “bem-estar”. E seu uso foi visto de ponta-a-ponta do mundo, por diversos povos, tão afastado no tempo quanto quase 7 mil anos atrás no mínimo. Segundo o antropólogo norte-americano Roberto Sepher,

O símbolo aparece, em suaves formas diferentes aos pés dos budas talhados nas montanhas do norte da Índia, na necrópole de Koban no Cáucaso da Ossétia do Norte, na antiga cidade de Troia (Turquia), nos restos de Micenas (Grécia), nas ruínas de Babilônia (Iraque) e nos ornamentos da tribo dos Ashanti em Gana e também por toda a América.  Escavações arqueológicas encontram a suástica presente nas culturas de nativos americanos (principalmente navajos, apaches, papagos e hopis) no continente americano muito antes da chegada de Colombo, em 1492: os nativos a estamparam em vasilhas, tapetes, roupas e joalheria. Existem indícios que a suástica pode mesmo ser visível onde é o Brasil na ilha de Marajó, norte do Pará, nos vasos da Cultura Marajoara.

Tanto é que até as décadas de 1920 e 30 era um símbolo altamente popular nos EUA. Tanto que até a Coca-Cola fabricou uma insígnia de boa sorte com forma de suástica e a frase “Beba Coca-Cola” em 1925. Além disso, estava presente em brasões de escoteiros, cartões-postais, trajes, joias, botões, distintivos, como é o caso de times desportivos, medalhas de mérito e até na arquitetura do começo do século XX.

Na Europa, sua simbologia também sempre foi muito presente. Decoração de abadias,  conventos e catedrais católicas tem a suástica presente em países como França, Inglaterra, Alemanha, etc.

Um dos primeiros a usá-la publicamente como símbolo de uma ordem ideológica foi o ex-monge católico Jörg Lanz von Liebenfels, fundador da Ordem dos Novos Templários, em 1907. Mas também houve outros como F. Deffke, membro da Bauhaus e Ring Neuer Werbegestalter [Círculo de Novos Desenhistas Publicitários] que a usaram em sociedades do final do século XIX e começo do século XX.

Apenas em meados de 1923, a suástica com a forma usada pelo partido nacional-socialista alemão, idealizada pelo próprio futuro chanceler Adolf Hitler,  com cor preta, sobre um círculo branco e com fundo vermelho, cores da antiga bandeira do império alemão, aparece como é comumente vista hoje em todos os lugares onde se fala dela no Ocidente. Isso é contado pelo próprio Adolf em seu livro Mein Kampf [Minha Luta], escrito nos anos de prisão em Landsberg. Muito parecida com o logo criado por F. Deffke, talvez baseada nela. Em 2 de dezembro de 1923, apareceu pela primeira vez citada no The New York Times como a Hakenkreuz [cruz de gancho], em artigo onde uma testemunha ocular descrevia uma cena dentro da cervejaria Bürgerbräukeller, em Munique, donde partiu a tentativa de golpe no Estado da Baviera perpetrado pelos primeiros nacional-socialistas organizados [Putsch da Cervejaria] contra o governo, já com a adesão do futuro chanceler Adolf Hitler.

Andre Marques
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One thought on “Suástica estará presente nos Jogos Olímpicos do Japão deste ano”

  1. HÁ VEZES, QUE UMA IMAGEM DIZ MAIS QUE MIL PALAVRAS https://www.osentinela.org/andre-marques/uma-imagem-fala-mais-que-mil-palavras/?unapproved=29002&moderation-hash=10fc86059ebec69ab291ab918c238a77#comment-29002

    Lucas 06:45 “O que vem à mente e à boca parte, nasce … origina-se SEMPRE do ❤” https://dinamicaglobal.wordpress.com/2019/08/31/o-guia-para-a-historia-real/?unapproved=11231&moderation-hash=9e79884e7b30305009d57cb0909d94cc#comment-11231

    Tudo que acusaram Hitler e ainda o acusam segue o mesmo princípio comunista/satanista – “Acuse teu adversário de tua própria vileza e assim o incrimine de tua nata natureza” https://dinamicaglobal.files.wordpress.com/2016/09/wjhi-e1472985272332.png

    “Insanidade https://nationalvanguard.org/2019/12/vulture-capitalism-is-jewish-capitalism/#comment-28250 é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

    Todos matutos que atacam o Fascismo, ocultam fervorosamente a ponderação de EZRA POUND sobre o mesmo , segundo o qual, “único sistema com possibilidade de vencer o sistema financeiro internacional, identificado por ele como a causa principal dos problemas do mundo.”

    POUND atribuía a “culpa pelos conflitos bélicos à finança internacional, https://www.darkmoon.me/2019/paul-craig-roberts-millions-could-die-in-nuclear-war/?unapproved=994963&moderation-hash=3534b347fb23ad5ddeded90234e81410#comment-994963 e acusou o Judaísmo norte-americano de haver criado o Bolchevismo: “Esta guerra não nasceu de um capricho de Hitler (NAZISMO) ou Mussolini (FASCISMO) ”, afirmou certa vez: “Esta guerra é parte da luta milenar entre usurários e trabalhadores, entre a ‘usurocracia’ e todos os que fazem uma jornada de trabalho honrado com o braço ou com o intelecto”

    A história é guiada pelo projeto de Deus, um projeto que está sempre focado na liberdade e na vida. http://www.edgarlisboa.com.br/congresso-nacional-se-mobiliza-em-defesa-da-protecao-dos-animais/comment-page-1/?unapproved=349232&moderation-hash=726b18417ada7c0c03bff40d62628534#comment-349232 O destino de uma sociedade depende sempre da atitude que assume em face deste projeto: ou terá liberdade e vida, ou produzirá escravidão e morte.

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