Sionismo: Movimento para aprovar projeto de “Estado-Nação” israelense legaliza segregação e justifica expropriações

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O governo israelense deve apresentar o tão aguardado projeto de “Estado-nação”, que legaliza a segregação racial entre judeus e não judeus, e que promove “assentamento judaico” [em territórios palestinos] como um “valor nacional”.

Segundo relatos na mídia israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, atualmente investigado junto com a esposa por esquemas de corrupção e uso indevido de recursos públicos, defendeu o projeto de lei do Estado judaico, dizendo que os judeus têm “direitos majoritários”.

“A maioria dos israelenses quer preservar a identidade judaica do país e que a maioria governe”, disse Netanyahu. “A grande maioria das pessoas quer preservar o caráter judaico do nosso país para as gerações vindouras”.

Originalmente, uma cláusula do “projeto de lei judaico”, numerada 7B, diz que o Estado teria permissão para “autorizar uma comunidade composta de pessoas com a mesma fé e nacionalidade para manter o caráter exclusivo daquela comunidade”.

O “apartheid” (segregação racial) que o mundo Ocidental apoia em nome do Deus de Israel

Charge do cartunista brasileiro Latuff

Esta cláusula foi, no entanto, alterada para substituí-la por um apelo ao fortalecimento da presença judaica em áreas predominantemente árabes de Israel.

A nova versão da cláusula 7B agora diz: “O estado vê o desenvolvimento da colonização judaica como um valor nacional e atuará para encorajar e promover seu estabelecimento e consolidação”.

A lei passou por uma votação no comitê do Knesset na segunda-feira (16), antes da votação final do plenário sobre a lei antes do recesso de verão do parlamento neste domingo (22), informou o Times of Israel. [1]

Se aprovada, a lei se tornaria uma das chamadas Leis Básicas, que, como uma constituição, sustentam o sistema legal de Israel e são mais difíceis de serem revogadas do que as leis comuns.

O judaísmo já é mencionado em todas as leis do país, e as autoridades religiosas controlam muitos aspectos da vida, incluindo o casamento. Mas as 11 Leis Básicas existentes lidam principalmente com instituições estatais como o Knesset, os tribunais e a presidência.

Perda de terra palestina de 1947 até o presente. Imagem: If Americans Knew

Além disso, a lei também estabeleceria o hebraico como a língua oficial de Israel. O árabe seria removido como língua oficial, em uma clara afronta aos palestinos remanescentes em Israel – aqueles que conseguiram sobreviver à limpeza étnica inicial daquele território pelos judeus.

A lei também declararia que Jerusalém é a capital de Israel, tornaria explícita a conexão entre os judeus da diáspora e o estado e fixaria o calendário hebreu como o calendário oficial do estado, assim como reconheceria o Dia da Independência, dias de recordação e feriados judaicos.Originalmente publicado em 16 de julho de 2018


Fonte: The New Observer

Publicado originalmente em 16 de julho de 2018 por On Staff.


Nota

[1] Raoul Wootliff. Controversial ‘segregation’ clause dropped from Jewish nation-state bill: Sanctioning of Jewish-only communities struck out in favor of more generic clause that urges ‘the development of Jewish settlement’ as ‘a national value’. Times of Israel, 15 jul. 2018. Disponível em https://www.timesofisrael.com/netanyahu-bennett-agree-on-softened-jewish-nation-state-bill-language/


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Andre Marques
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One thought on “Sionismo: Movimento para aprovar projeto de “Estado-Nação” israelense legaliza segregação e justifica expropriações”

  1. (ironia) Segregação na terra do povo escolhido? Como pode isso, que absurdo! O mundo precisa ter diversidade e multiculturalismo. Israel precisa ser do mundo inteiro assim como todos os países ocidentais, ninguém é de ninguém! Isso é racismo e preconceito, mais amor por favor! Imigrantes são bem vindos e devem ter todos seus direitos assegurados pelo estado!

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