Quem financia a propaganda do aborto na América Latina?

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A “Planned Parenthood” (Paternidade Planejada Internacional), empresa multinacional que fatura milhões com os abortos nos Estados Unidos e América Latina. A entidade adverte que fazendo uma projeção, prevê que Argentina se converterá em um mercado de 5,5 bilhões de pesos (226 milhões de dólares) pelo aborto legal, um negocio muito maior que o aborto clandestino.

Para isso, a multinacional investiu desde 2009, 500 milhões de dólares na América Latina na instalar o debate. O governo – que era contrário – já faz lobby “abortista” interessado na suculenta “gratuidade” paga pelos contribuintes.

A descriminalização do aborto foi aprovada pela Câmara dos Deputados da Argentina dia 14 de junho, em uma acirrada votação. Agora, segue para o Senado Federal. Se for lei, nenhuma mulher mais será presa se fizer aborto até a 14ª semana de gestação. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Buenos Aires para acompanhar a votação trajando lenços verdes com a frase: “educação sexual para decidir, anticoncepcional para não abortar, aborto legal para não morrer” virou acessório comum em mochilas, penteados e jeans de jovens pelas ruas e meios de transporte de Buenos Aires nos últimos meses, no indicativo mais visível do interesse popular pelo debate em torno do projeto de lei de aborto, segundo matéria da BBC News.

Deputados a favor da lei de descriminalização do aborto exibem em suas bancas os lenços verdes da campanha. (AFP)

Então virou uníssono em todos os meios da mídia argentina e fora dela, incluindo o Brasil, ganhando a adesão em peso da mesmo opinião.

“É absurdo e injusto aprovar uma lei que permite a morte de seres humanos que têm de ser respeitados a partir do momento da concepção”, criticou no Congresso o deputado Luis Pastori, que votou contra a legislação.

“O bebê gerado tem vida, mas não terá voz para se defender se o aborto for praticado”, agregou a deputada Gabriela Burgos.

Usando casos emblemáticos de jovens que morrem após praticarem aborto, como se o fato da legalização ou descriminalização mudasse ou alterasse os precedimentos de alto risco que qualquer aborto trás ou diminuísse a quantidade de jovens que de forma imatura se relacionam sem esperar consequências – em grande parte devido a desestruturação familiar vivida no nosso século, a crise de valor, direcionamento e identidade, aliados muitas vezes à má informação tanto na escola quanto fora dela -, esses lenços verdes, encabeçado por uma iniciativa denominada em português “#Ni una menos” (Nem uma a menos) tenta angariar a opinião pública, aliada a grande mídia que pouco está interessada em um verdadeira conscientização sobre família (tanto pra homens quanto mulheres), saúde feminina e métodos preventivos.

Esse auto-intitulado agrupamento feminista, em seu site não dá muitas informações sobre si, mas diz que se formou em meados de 2015/2016 e é uma marcha multitudinária de protesto contra a violência de gênero, desencadeados pelo assassinato de Chiara Páez e Lucía Pérez, considerados um dos crimes mais brutais da Argentina. Também afirma que uma das maiores inspirações está no poema escrito em 1995 de Susana Chávez, falecida em 2011, que de então, um grupo de escritoras, artistas e jornalistas militantes tomou essa expressão e converteu-a em Nem uma menos, isto é, nem uma mulher a mais vítima do que é apontado por essas pessoas como “feminicídio”, para utilizá-la como convocação para a mobilização.

Atrizes argentinas, juntamente com dezenas de outros ativistas pró-escolha, se reúnem em frente ao Congresso Argentino em Buenos Aires, em 3 de junho de 2018, pedindo a aprovação de um projeto de lei que legalizaria o aborto. – O projeto de lei do aborto seria votado na câmara baixa em 13 de junho. Foto de EITAN ABRAMOVICH / AFP/ crédito: EITAN ABRAMOVICH / AFP / Getty Images.

Freaknomics” e a ideologia do aborto como resolução de problemáticas econômicas

A maior parte dos argumentos circundantes entre os apoiadores do lobby do aborto inclui atualmente o fato, segundo Tomás I. González Pondal, do grupo “Argentina por lá vida”, de que a legalização do aborto seria a grande responsável pela redução das taxas de criminalidade, provém da obra escrita pelo economista judaico-estadunidense, Steven Levitt, Ph.D. pelo MIT e o jornalista e escrito  também judaico-estadunidense Stephen J. Dubner [também autor de Turbulent Souls: A Catholic Son’s Return to His Jewish Family], chamada “Freakonomics“, cujo subtitulo é;  “O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”, Levitt tem uma linha de pensamento diferente da maioria dos economistas e, apesar de a obra aplicar princípios econômicos às mais variadas situações da vida cotidiana, o livro não fica limitado a isso, onde os autores, expõem ideias simples, convenientes e confortadoras, tidas como verdadeiras pela sociedade, as quais são postas em dúvida.

Doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, os interesses de Levitt está distantes da economia convencional. Nas palavras dele: “Não sou bom em matemática, não domino econometria…”, dizendo-se interessado pelo dia-a-dia e seus enigmas (engenharia social), procurando desvendar a maneira como o mundo realmente funciona, onde confronta situações cotidianas.

A teoria sobre o aborto, por tratar de um tema tão delicado, é constantemente alvo de críticas. Levitt não se esquiva delas e sempre responde: “Eu penso que é exatamente assim que a ciência deve trabalhar, com teorias controversas sendo cutucadas e instigadas a provar sua robustez”. Fazendo ele mesmo questão de deixar claro que não faz nenhum tipo de julgamento de valor a respeito da questão, completando que seu trabalho é desenvolvido do ponto de vista de um pesquisador que apenas tenta explicar os fenômenos que observa.

Entretanto, Christopher Foote e seu assistente Christopher Goetz, dois economistas do Federal Reserve de Boston apontaram um erro relacionado aos dados utilizados, referentes ao número de prisões efetuadas no período estudado. O fato de Levitt ter usado o número total de prisões realizadas, em vez do número de prisões per capita supervalorizaria a influência do aborto. Levitt, em tempo, reconheceu o erro e ajustou suas equações para os novos valores.

Essa perspectiva do erro pôde muito bem ser apresentada em março de 2006, quando foi realizada a conferência do American Enterprise Institute for Public Policy Research com Christopher Foote, John Donohue (co-autor do artigo científico de Levitt sobre o impacto da legalização do aborto na redução do crime) e outros economistas e cientistas a respeito deste trabalho.

Mas mesmo sendo uma ideia tola, dado que a criminalidade e a problemática da constância da escassez, medida fundamental do estudo da economia não se deve ao resumir ao simples controle de natalidade, quando a economia nacional dos países não é de forma alguma soberana e as relações internacionais através do globo estejam estreitadas pelo mando e desmando de cartéis financeiros e suas guerras geopolíticas e petrolíferas, onde tudo que se almeja por parte desses mesmos cartéis transnacionais com essas “inovações sociais” ou “engenharias sociais” é o controle não só econômico, mas de consumo, não o básico, mas pela alienação político-midiática e acadêmica, não obstante a saúde e a natalidade, por exemplo.

Assim, nenhum aparelho de força nacional restará em pé, pois o aborto, danoso de qualquer forma para a saúde feminina, aliada a massiva desestruturação da unidade familiar, formadora de homens e mulheres descompromissados, coisa trabalhada desde as ideias de “liberdade sexual” dos anos 60 até agora, formará pessoas desestruturadas, mulheres doentes e pouca gente para substituí-los.

Um histórico interesse da “Planned Parenthood” na América

O norte-americano Jameson Taylor, que estuda a anos os andamentos das atividades das ONG´s e projetos internacionais ligados aos Rockfellers e Soros, dissertou na década passada sobre o envolvimento dessa grande teia de financiamento e engenharia social desde os Estados Unidos até o exterior.

A Planned Parenthood é uma organização que recebeu – e ainda recebe – grandes quantias da família Rockfeller.

Não é segredo que alguns dos homens mais ricos da América do Norte são fervorosos defensores da Planned Parenthood e de seus aliados. George Soros, com meros US $ 4 bilhões, criou o Programa de Saúde e Direitos Reprodutivos, que deu milhões para causas favoráveis. Ellen Chesler, autora de “Woman of Valor” [Mulher de Valor] e Margaret Sanger, do “Birth Control Movement in America” [Movimento de controle de natalidade na América], também diretora do programa “Sorosbacked” [Apoiados de Soros].

“Lenço” da multidão para o aborto no Congresso. / Foto: Rolando Andrade.Até Bill Gates doou US $ 57 milhões ao “United Nations Population Fund” (Fundo de População das Nações Unidas); quase US $ 14 milhões para a “International Planned Parenthood”; US $ 4 milhões para o “Population Council” (Conselho Poupular) e outros milhões para outras causas relacionadas (como conseguiram essa quantia do filantropo bilionário e qual seu envolvimento pessoal nisso, ninguém sabe). Ted Turner, com patrimônio avaliado em US $ 79 bilhões, destinou US $ 1 bilhão de 1997 a 2007 para os esforços de controle populacional e de saúde da ONU e está “próximo de criar uma nova produtora de filmes e televisão comprometida em fazer documentários sobre “responsabilidade ecológica e controle populacional”.A “David and Lucille Packard Foundation” (Fundação David e Lucille Packard), possuindo ativos de US $ 13 bilhões em ações no mercado, está quase exclusivamente preocupada com o controle populacional e questões semelhantes. E finalmente, Warren Buffet, atualmente avaliado em US $ 28 bilhões, planeja dedicar quase toda a sua fortuna, uma vez que ele e sua esposa morrerem, ao “controle populacional”. A Buffet Foundation (Fundação Buffet) já destinou US $ 20 milhões ao IPAS (Project Assistance Services – ‘Serviços de Assistência ao Projeto’), fabricantes da bomba de sucção portátil usada para fins de aborto quando feito sobre procedimento cirúrgico, mas usada em aborto clandestinos também; US $ 2 milhões para a Family Health International; e um adicional de US $ 1,4 milhão para a Planned Parenthood. A Fundação também tem laços íntimos com o Population Council, inventores da NORPLANT e detentores dos direitos de patente dos EUA ao RU486.

 

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A generosidade desses contemporâneos barões ladrões de berço, no entanto, não se compara ao “avô” de todos eles: John D. Rockefeller. Contabilizando tempo e inflação, Rockefeller valeria hoje impressionantes 200 bilhões de dólares. Fundada em 1913, a missão da Fundação Rockefeller é vagamente declarada como “promover o bem-estar da humanidade em todo o mundo”. Mas para John D. e a Fundação, “bem-estar” é definido principalmente em um sentido físico e econômico. Infelizmente, Rockefeller abordou assim o problema da pobreza global como se fosse um pastor cuidando de seu rebanho. Para Rockefeller, o cuidado adequado com as ovelhas – ou, neste caso, com o rebanho – requer nada mais que uma equalização da oferta e demanda. Se o suprimento – ou seja, comida, água e espaço – não puder atender à demanda, a oferta deve ser aumentada e a demanda deve ser diminuída. A Rockefeller Foundation usou esta abordagem dupla com grande efeito. A escassez de oferta é resolvida melhorando a qualidade de vida de muitos através de práticas médicas avançadas e aumento do rendimento das culturas. O problema da demanda, assim, seria resolvido com o abate do rebanho por meio do controle da natalidade e do aborto.

Desde o início, a Fundação Rockefeller estava na vanguarda do movimento de controle de natalidade. Um dos primeiros atos oficiais da Fundação foi assumir e ampliar o “Bureau of Social Hygiene” ou BHS (Departamento/Agência de higiene social). A Repartição havia sido fundada dois anos antes por Rockefeller “Junior”, com a intenção declarada de investigar os males da prostituição. Em 1913, a Fundação assumiu formalmente o Bureau e deu-lhe a tarefa de realizar “pesquisa de educação sobre controle de natalidade, saúde materna e educação sexual”. “Cettie”, mãe de Junior e esposa de John D, avançou como o projeto  na doação de US $ 25.000 para “promover a instrução de higiene social para estudantes do sexo feminino em todo o país”. Pelo menos já em 1924, sob a liderança de Katharine Davis, a Repartição começou a financiar a proposta de Margaret Sanger para estudos clínicos de controle de natalidade.

Foto: Victoria Elizabeth/ Brasil de fato

A família Rockefeller também teve um interesse muito pessoal nas atividades de Margaret Sanger, como revela o seguinte trecho de uma carta de setembro de 1930 à esposa de Abby Rockefeller Jr.:

“Eu gostaria que você pudesse descer e nos visitar algumas manhãs ou tardes no futuro próximo. Eu sei como você pode hesitar em fazer isso pensando em publicidade, etc., mas eu quero garantir que nada disso aconteceria […] O objetivo desta carta, no entanto, não era contar-lhe minhas aflições, mas agradecer por sua ajuda e seu bom interesse, e para dizer o quanto eu aprecio isso neste momento específico. ”

Aparentemente, essa amizade entre Sanger e Rockefeller só se fortaleceu ao longo dos anos. Como observa o biógrafo de Abby, “Margaret Sanger foi uma das últimas amigas no Arizona a vê-la [antes da morte de Abby].” Depois de sua morte, Sanger escreveu para Rockefeller Jr., para expressar suas condolências:

“Foi uma alegria para mim ter tido uma conversa agradável com a Sra. Rockefeller na manhã em que você partiu para Nova York. Eu senti, então, quão afortunado você e seus filhos tiveram seus bons e ricos anos […] cuidado e companheirismo […] seu apoio silencioso à nossa causa me deu uma grande confiança através dos anos da noite mais escura.”

A Fundação Rockefeller, até hoje, continua a fornecer apoio significativo à Planned Parenthood.

O International PP Medical Bulletin [Boletim Médico PP Internacional], por exemplo, é primeiramente subscrito pela Fundação e está até ligado ao site da Fundação Rockefeller. Esta, por sua vez, também patrocinou o Projeto Margaret Sanger Papers da Universidade de Nova Iorque.

Mais importante ainda, os Rockefeller determinaram o próprio domínio das discussões americanas e internacionais sobre controle de natalidade e aborto. Primeiro, financiando iniciativas de pesquisa e controle populacional em universidades de prestígio, como Harvard, Baylor, Case Western Reserve, Chicago, Universidade do Chile, Columbia, Cornell, Universidade Hacettepe na Turquia, Universidade de Michigan, Carolina do Norte, Princeton, Tulane e a Universidade de Washington. E, segundo, através do estabelecimento do Population Council, a primeira fundação de controle populacional verdadeiramente global do mundo.

Fontes de Pesquisa:

CARMO, Marcia. Como a pressão das mulheres abriu caminho para a legalização do aborto na Argentina. BBC News I Brasil, De Buenos Aires, 14 jun. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44485436. Acesso em: 25 jun. 2018.

PONDAL, Tomás I. González. UN JAAAAAAA CONTRA ARGUMENTO ABORTISTA. ARGENTINOS POR LA VIDA, Facebook.com, p. 1, 11 abr. 2018. Disponível em: https://www.facebook.com/notes/argentinos-por-la-vida/un-jaaaaaaa-contra-argumento-abortista/1906092996089788/. Acesso em: 25 jun. 2018.

WIKIPÉDIA. Steven Levitt. Wikipédia, a enciclopédia livre,  11 jun. 2019. Portal de biografias, Portal dos Estados Unidos. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Steven_Levitt. Acesso em: 25 jun. 2018.

WIKIPÉDIA. Stephen J. Dubner. Wikipédia, a enciclopédia livre, 06 jun. 2019. Portal de biografias, Portal dos Estados Unidos. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_J._Dubner. Acesso em: 25 jun. 2018.

LEVITT, Steven D.; DUBNER, Stephen J. Freakonomics: O Lado Oculto E Inesperado De Tudo Que Nos Afeta. 11 . ed. [S. l.]: Elsevier, 2005. 254 p. ISBN 9788535215045.

CONFERÊNCIA COM CHRISTOPHER FOOTE E JOHN DONOHUE, 2006, American Enterprise Institute for Public Policy Research. Relação entre a legalização do Aborto e a taxa de criminalidade […]. Washington, D.C.: [s. n.], 2006.

TAYLOR, Jameson. Robbing the Cradle: The Rockefellers’ Support of Planned Parenthood. Lifeissues.net, ano 2001, p. 1, 12 abr. 2001. Disponível em: http://www.lifeissues.net/writers/tay/tay_04robthecrad.html. Acesso em: 25 jun. 2018.

The Rochefeller Foundation. Family Planning. THE ROCKEFELLER FOUNDATION – A DIGITAL HISTORY. Disponível em: https://rockfound.rockarch.org/pt/family-planning. Acesso em: 25 jun. 2018.

Andre Marques
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