O Ataque Articulado contra o livro Malleus Holoficarum

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Esse artigo, resgatado dos escritos do já falecido escritor brasileiro Alfredo Braga [1], faz uma crítica a censura feita por certos membros do corpo docente da USP (Universidade de São Paulo) quando da publicação da monografia e o Livro de Antônio Caleari, Malleus Holoficarum, que questiona a proibição de estudos revisando ou até mesmo negando o Holocausto Judeu. Escrevendo ao “Carta Maior” com a crítica “O mundo de pernas para o ar”, o ataque desqualificado a pesquisa e crítica independente no Brasil executado por certos “acadêmicos ditos qualificados” e que gozam de certo prestígio deixa evidente o alinhamento que sempre se faz de prontidão quando se toca no pilar… ou melhor… “calcanhar de Aquiles” do sistema, sua base moral de qualquer justificativa (i)moral, o chamado “holocausto judaico”.

Abaixo segue na íntegra a defesa de Alfredo Braga executada na época:

A mentira tem medo. Ela precisa de leis autoritárias para existir. Ela precisa da censura, da intransigência. Ela precisa de ignorantes para continuar vivendo. Ela precisa da emoção. A mentira é inimiga da lógica, da pesquisa séria e da luz. A mentira não suporta a racionalidade. Ela não suporta a claridade.

Não chega a causar espanto que alguns novos professores-doutores de história se surpreendam ao se depararem com títulos em latim, como o Malleus Holoficarum: o estatuto jurídico-penal da Revisão Histórica na forma do Jus Puniendi versus Animus Revidere, [2] Chiado Editora, Lisboa, 2012, de Antonio Caleari. E o professor-doutor Sean Purdy, “professor de história na USP”, além do seu estranhamento, mostra que pouco se interessa pela produção acadêmica de excelência em outras faculdades da mesma universidade na qual pratica a sua docência.

Fica evidente que em nada lhe interessa a excelente monografia de Caleari, a demonstrar que os poderes do Estado de Direito têm limites e que, apesar de movimentos em contrário, ainda há direitos e prerrogativas assistindo ao cidadão comum.Mas o espanto surge, bruscamente, ao assistirmos a um professor-doutor da USP a ignorar e a escamotear, em sua agressiva catilinária, [3] o conteúdo técnico de uma peça acadêmica, e a se mostrar como um alucinado inquisidor, a acusar António Caleari de crimes que nem sequer constam do nosso estamento jurídico-penal. O exagerado afã desse professor-doutor, [4]  ao publicar semelhante texto difamatório, e a rápida e imediata afluência dos comentaristas habituais com seus comentários de apoio, obviamente orquestrados por uns poucos indivíduos, mas sob muitos pseudônimos, mostra muito bem o quanto o direito à liberdade de opinião e de consciência incomoda e assusta certas entidades e grupos pseudo-religiosos, ou pseudo-raciais que permeiam a nossa sociedade e as nossas instituições.

A truculenta Nota da Redação de Carta Maior, e de seus editores responsáveis, negando o direito de resposta solicitado por Antonio Caleari, demonstra, para dizer o mínimo, a escandalosa falta de compostura ético-profissional de certos jornalistas e de órgãos e veículos da chamada imprensa “nacional”. Fica evidente, também, a alucinada histeria e a grande aflição dessas pessoas em escamotear, e esconder do grande público, discussões absolutamente pertinentes e importantes.”Democracia é um circo que só palhaço acredita. Liberdade de expressão só para uns, aos outros, censura  travestida de indignidade. Dois pesos e uma medida.”

Fonte: Alfredo Braga sob Censura I Desatracado

Publicado originalmente em 16/12/2012.

Notas:

[1] Autor de diversos ensaios literários, foi um incansável defensor da causa palestina, sempre denunciando a opressão que este povo sofre há mais de meio século por parte do Estado racista judeu. Crítico feroz desta prepotência e arrogância judaica, ele sofreu ao longo de sua jornada inúmeras calúnias, ataques e ameaças, tanto a nível profissional, como pessoal. Seu trabalho e textos podem ser visto no seu site ainda ativo.

[2] Malleus Holoficarum ou, O martelo do holocausto, é uma referência, evidentemente irônica, a um certo manual medieval para “caçadores de bruxas”, Malleus Maleficarum, O martelo das bruxas, Colônia, 1487.Jus puniendi – expressão latina que significa, O direito de punir. Versus – O lado oposto. Animus revideri – traduz-se como, a intenção, o propósito, a vontade de revisão.

[3] As catilinárias, ou em latim, Catilinam Orationes Quattuor, são os quatro discursos proferidos pelo cônsul romano Marcus Túlius Cícero, denunciando a conspiração armada por Lúcio Sérgio Catilina. Por derivação, e talvez por demasiada e alargada extensão de sentido, “catilinária” é também qualquer imprecação ou acusação violenta contra alguém, como é o caso do injurioso texto publicado pelo professor-doutor Sean Purdy contra o livro e contra o autor de Malleus Holoficarum.

[4] O texto do “professor de História da USP“, ao assacar a Antonio Caleari a pecha de negacionista, nazista, racista, anti-semita, por si, já é uma alarmante demonstração da condição intelectual e moral do seu autor. Das duas uma, ou esse professor-doutor Sean Purdy é um portador de grave deficiência cognitiva, pois mesmo tendo em mãos o livro Malleus Holoficarum, é incapaz de perceber que em nenhuma das quase quatrocentas páginas daquele compêndio, iremos encontrar qualquer defesa, ou ataque a raças, ou etnias, a ideologias, a religiões, ou a entidades e agrupamentos político-partidários… ou então, se tamanho erro não for devido a simples cretinismo, só podemos atribuir essa maliciosa peça de calúnia e difamação à insolência de uma pessoa intelectualmente desonesta e eticamente viciosa.

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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