O “antissemitismo” de Gustavo Barroso – Análise da obra: “Brasil, Colônia de Banqueiros”

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Na atualidade, demonizar homens como Gustavo Barroso tornou-se banal. Mas afinal, o que homens como este afirmaram para serem tão censurados e injuriados pela mídia e pelo meio acadêmico em geral? Se ele era um mentiroso, como dizem alguns de seus críticos contemporâneos, por qual motivo tanto temem a difusão das ideias desse autor, que foi um dos mais ativos no campo intelectual em toda a história do Brasil? É um pouco disso que tratemos aqui, abordando uma de suas questões mais polêmicas: seu antissemitismo. Vale notar que um homem da mais alta cultura como Barroso jamais afirmaria algo sem uma bela fundamentação e clareza em suas palavras; não  por menos foi portador de diversos títulos intelectuais enquanto vivo.

Há, porém, um grande empecilho para o reavivamento pleno de suas obras, estas que são de suma importância aos brasileiros.  Refiro-me às atitude covardes daqueles que dizem ser seus fieis “alunos”, onde buscam esconder ou mascarar partes de seus escritos, a fim de agradar uma sociedade decadente, onde a mentira bela vale mais do que a verdade cruel. Alguns chegam ao cúmulo de tentar fazer uma espécie de mediação entre a relação de Barroso com o judaísmo, tentando apaziguar suas acaloradas críticas.

Entre suas diversas obras, uma das que melhor exemplificou seu antissemitismo foi “Brasil: Colônia de Banqueiros”.  É bem verdade que o foco deste livro seja o capitalismo judaico. No entanto, suas críticas vão muito além, abrangendo não somente judeus, mas sim o judaísmo em si, criador do liberalismo e do comunismo [1], pois “o judaísmo foi o problema mais difícil e perigoso de todos os tempos, não como problema racial ou religioso; porém como problema político e econômico” (p.44).

Aos que a leem com breve atenção, talvez possa parecer que a crítica de Barroso limita-se a um grupo seleto de judeus, abrangendo somente a “casta” judaica, portadora de algumas das maiores riquezas do mundo. Enganam-se, e fazem isto por falta de atenção. O problema econômico, de fato, é limitador a um pequeno grupo; o político, não. Tratarei desse segundo aspecto, sob á luz da obra citada acima.

A incompatibilidade cultural

A priori, devemos entender que o que compreendemos por divindade, religião ou moral é incompatível com a concepção judaica acerca do mundo. Aí é que está, segundo o autor, o verdadeiro nó da questão judaica. Mais ainda, tendo em vista que “a nossa civilização promana de três fontes: a arte e a filosofia gregas, o direito romano e a religião cristã. O judeu nega essas três fontes e procura desvirtuá-las. Como não haver um choque?” (p.43) Como bem defendia o filósofo cristão Luis de León, em sua obra “A Perfeita Mulher Casada”, é um erro tratar por muito tempo com estrangeiros, pois eles desvirtuam os costumes de nossa casa.

O Estado dentro dos Estados

Mas isto que Luis de León afirma só é possível graças ao super-estado que é formado dentro dos Estados nacionais. Barroso fala sobre o interesse judeu criar um verdadeiro Estado dentro do Estado, como notamos nos seguintes trechos:

“Apregoando a sua pretensão de formarem assim um Estado dentro dos outros Estados ou superior a todos os Estados, os judeus apelam para conceitos de raça e de religião, quando qualquer nação procura impedir a formação dessas entidades nacionais, verdadeiros quistos no seu organismo.” (p.43);

“Quando Schiller escreveu que os judeus formam um Estado no Estado, sabia perfeitamente que escrevia uma verdade” (p.31).

Como nacionalista que era, obviamente Barroso iria se opor a isso, e por uma razão muito justa :

“Ora, nós, brasileiros, queremos o imigrante que acabe assimilado ao nosso meio, que se tornem brasileiro, e não o que venha viver entre nós uma ‘existência perfeitamente organizada’, isto é, formando um Estado no Estado e ofendendo o nosso anti-racismo com o seu racismo invulnerável. É justamente por sermos contra os racismos que devemos combater o racismo judaico […] Evidentemente, não queremos dentro de nossa pátria esses ‘organizamos vivos e pujantes’, preparando gerações para o ‘engrandecimento do judaísmo’. Queremos organismos vivos e pujantes que preparem as gerações para o engrandecimento da brasilidade. E estamos no nosso direito como brasileiros” [2]

No trecho acima, claramente se referia o autor às colônias israelitas, situadas sobretudo nos Estados do Sudeste (não por menos, há um livro de sua autoria com o título “A Sinagoga Paulista”). E que não deva ninguém pensar que isso é coisa criada da cabeça de um “goym“, pois num discurso pronunciado na cidade de Petersburgo, a 30 de Julho de 1903, o dr. Leopoldo Kahn, notabilidade judaica, disse:

“O judeu nunca se assimilará. Jamais adotará hábitos e usos de outros povos. O judeu continuará judeu em todas as circunstâncias”.

Sobre isso, Barroso acabou por parafrasear brilhantemente Tharaud:

“Não é por uma aparente contradição que esse povo, que se mostrou em todos os tempos o mais teimoso em conservar-se a si próprio, se tornou o povo mais internacionalista. Precisamente por ser original e pessoal em excesso, seu gênio o leva a atacar o que há de mais original e pessoal nas sociedades onde vive, afim de substituir isso por um tipo uniforme de sociedade, do qual sejam excluídas as tradições especiais de cada nação e no qual cada nação perca seu caráter específico, ficando o judeu o mais forte justamente por manter o seu…”

Formando um Estado “separatista”, isolado, atenta o judeu contra o elo que iniciou e unificou nossa história como brasileiros, pois a Nação brasileira é o produto de um espírito de continuidade, sem indagação de procedência.

Vale ainda lembra o que disse , parafraseando Kant:

“Não podemos deixar de lembrar aqui aquele trecho em que o grande Emanuel Kant diz o seguinte: ‘Os palestinos que vivem no nosso meio conseguiram pelo seu espírito de usura uma reputação de velhacos, bem fundamentada na maioria dos casos. Na verdade, parece estranho imaginar uma nação composta de ladrões; porém ainda mais estranho é verificar que existe uma nação composta exclusivamente de traficantes que desdenham a honra de viver como os outros habitantes do país que os acolhe, achando mais vantajoso enganá-los“‘ (p.37)

Em tudo,e por tudo, nota-se  quão grande é o problema do judaísmo, e não necessariamente apenas o capitalismo judaico… Acredito que tenha ficado claro, até aqui, o quão absurdo é tentar conciliar os ideais de Barroso com o judaísmo, como tentam fazer alguns de seus “fiéis alunos”, numa clara tentativa de agradar esse mundo doentio, que a cada dia pede mais explicações aos que possuem coragem de ser extremistas. Extremistas não no sentido pejorativo da palavra, mas sim no que tange a defender suas ideias contra toda a propaganda pós-moderna. Pois bem, prossigamos…

O racismo judaico

Foi falado mais de uma vez sobre o racismo judaico. Se há algum racismo judaico, e há, já foi destrinchado perfeitamente por Louis Marschalko. A verdade nua e crua é que o judaísmo é o “nazismo” mais antigo do mundo [3]:

“[…] e quando Hitler, Goebbels e Rosenberg fizeram uso do conceito racial, eles não estavam fazendo nada mais do que usar as armas do povo judeu contra os próprios judeus […] Hitler apenas proclamou que os alemães são uma rã superior aos judeus. Neste particular, Moisés foi a extremos muito maiores, ao anunciar que o povo judeu é de origem divina e que é o povo escolhido por Deus e, portanto, sagrado. Cada judeu,por si só é pessoalmente sagrado, e aquele que ofende um judeu, ofende o próprio Deus! Ainda nos tempos atuais, isto continua sendo tacitamente mantido no seio do povo judeu”. (Os Conquistadores do
Mundo, p.12)

Alguns abelhudos hão de proclamar a todos acerca da simpatia de Barroso pelo Nacional Socialismo, tentando tornar mentirosa a luta de Barroso contra o racismo. Para esses, como em um gesto profético, o cearense já deixava sua resposta em 1937, quando disse, em seu livro “Judaísmo, Maçonaria e Comunismo”: “Não somos racistas e encontramos, apesar de natural simpatia pelo nacional-socialismo (vulgo: ‘nazismo‘), graves defeitos no racismo germânico”.

E não diga ninguém que o que foi dito aqui é mentira, seguindo a ingenuidade de que o judaísmo seja apenas uma religião. O líder judeu Felsenthal defendia esta tese: “O judaísmo é um povo e não uma religião! O povo judeu é tudo. A religião é um acidente”

Acredito que tenha ficado claro esse terceiro ponto.

Breves considerações

Além de todos esses pontos, Barroso cita na sua obra “Brasil:Colônia de Banqueiros” outros que também merecem apreciação, embora com menor atenção se comparado com os demais. Tudo o que aqui foi dito acerca dos judeus é graças ao espírito mentiroso, ganancioso e inescrupuloso dessa raça de víboras, incapazes de superar uma visão materialista da vida. Justamente por não ter em seu ideal um caráter baseado em raça, Barroso reconhecia que nem todos os judeus eram víboras Isso fica perceptível nesse trecho do seu livro “Liceu do Ceará”, onde diz:

“Naquele tempo (quando tinha 11 anos), naturalmente ainda não podia saber o que era em verdade um judeu. Considerava os judeus como quaisquer outros estrangeiros sem maior distinção. Ignorava completamente na insciência de meus onze anos seu papel de lagartas rosadas da sociedade cristã, com algumas exceções, sem dúvidas, de perigosos parasitas secretamente organizados e de fermentos ruinosos para a saúde material e moral dos povos.” (p. 47-48)

Como percebido acima, ele reconhecia que nem todo judeu é uma víbora, afinal o problema é político e econômico, e não racial ou religioso. Entretanto, creio ter deixado claro que, embora do ponto de vista econômico a crítica aos judeus seja seletiva a um grupo de capitalistas e comunistas; do ponto de vista politico a crítica se estende a maior parte dos filhos de Jacó.

“É por isso que um homem imparcial, sem alimentar o menor desprezo para com os judeus, dignos, aliás, de elogios e notáveis por muitos títulos, pode e deve considerar a presença de grande número deles entre sua gente como um grave perigo. Não é somente o judeu, porém o que proceder do espírito judaico que corrói e decompõe em nós o melhor de nós mesmos” (p.43).

Prefiro acreditar que alguns dos “fiéis alunos” de Barroso afirmam besteiras- como dizer que o mesmo não era antissemita, ou que seu antissemitismo era direcionado somente aos judeus burgueses, ou mesmo os mais tolos que afirmam fazer o Barroso uma espécie de defesa do “judaísmo brasileiro”- por falta de atenção em suas leituras, e não por falta de caráter. A covardia em mascarar os escritos de um autor, para agradar uma sociedade doente, só mostra o quanto é doente quem faz isso. Se nossa sociedade repugnante demoniza Barroso e suas ideias, é porque, no fim das contas, ele estava certo.

“O Antissemitismo é um sinal de esperança” – Pe. João Dehon

Fonte de pesquisa:

BARROSO, Gustavo. BRASIL – Colônia de Banqueiros: História dos empréstimos de 1824 a 1934. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1936.

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Referencias Bibliográficas

[1] O Integralismo de Norte a Sul. O Integralismo de Norte a Sul. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1934.

[2] – LEÓN, Luis de. A Perfeita Mulher Casada. 1 ed. Escala, São Paulo, 2008.

[3] – BARROSO, Gustavo. Judaísmo, Maçonaria e Comunismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1937.

[4] – MARSCHALKO, Louis. Os Conquistadores do Mundo. 4 ed. Rio Grande do Sul: Revisão, 1988.

Ver também:

Lembrança Acerca dos 59 Anos da Partida de Gustavo Barroso

Gustavo Barroso e Gottfried Feder

O Conceito da História em Gustavo Barroso

Documentário – Gustavo Barroso: Glória, Ostracismo e Reconhecimento

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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9 thoughts on “O “antissemitismo” de Gustavo Barroso – Análise da obra: “Brasil, Colônia de Banqueiros””

  1. “Uma coisa que sei é que, se não tivermos a vontade de ferro para parar a loucura de guerra – que se despedaçam mutuamente -, pereceremos.” Adolf Hitler https://carolynyeager.net/why-we-are-antisemites-text-adolf-hitlers-1920-speech-hofbr%C3%A4uhaus

    “Se queres ver claramente que a guerra é algo desprovido de Deus, então note quaL linhagem de pessoa estatisticamente sempre as promove” https://bildreservat.files.wordpress.com/2017/09/zitat-willst-du-offenkundig-sehen-was-fur-eine-gottlose-sache-der-krieg-ist-so-nimm-wahr-von-welchen-erasmus-von-rotterdam-239022.jpg

  2. O problema judeu é uma questão inevitável.
    Podem ignorar e podem passar pano à vontade, mas é uma questão de tempo até não conseguirem mais.

  3. Segundo alguns artigos que eu li , os monopolistas que controlam o mundo e que se dizem judeus , na verdade não sao os judeus que Moisés se refere como o povo de Deus.
    Os judeus de hoje que controlam o mundo são ashkenazi e por sinal extremamente racistas …

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