VÍDEO: Morgan Freeman e o Mês da Consciência Negra

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Em 14 de junho de 2006, numa entrevista do ator estadunidense Morgan Freeman ao jornalista judeu-estadunidense Mike Wallace, no programa 60 Minutes, da TV CBS, o apresentador pergunta ao ator sobre o que ele acha da Black History Month (mês da consciência negra, celebrada em fevereiro nos EUA).

[00:54 min]

Origem: 60 Minutes – CBN News
Ano: 2006
Reprodução: Youtube
Áudio: Inglês
Legendas: Português brasileiro

Ele diz que não quer que toda a sua história seja relegada a apenas um mês. Para lutar contra o sistema, o progressismo liberal, defensor de “pautas de minorias” aceita que esse mesmo sistema crie um dia específico onde se confabule que se está lutando por “consciência” e “união”. Mas na verdade, nada muda pois essa é uma “dissidência” programada, feita para que as pessoas tenham a ilusão de se sentirem representados com a bandeira politicamente correta do momento e a que seja conveniente para o mesmo sistema ao qual se diz ser contra.

No Brasil, o Dia da Consciência Negra é comemorado todo dia 20 de novembro. Claramente, nossa programação mental, feita pela massiva insistência do cotidiano e tudo que consumimos a toda momento nos levará rapidamente ao questionamento: “está falando isso porque é o dia dos negros?” ou “Ah, todo ano os brancos colocam o vídeo do Morgan Freeman”. Bem, poderia ser o dia do índio também [que existe no Brasil], ou dos brancos [que não existe] e é o do sr. Freeman porque se fosse o de Mohamed Ali seria bem mais politicamente incorreto…

Nessa frases, analise o seguinte, “que brancos?”, “que negros?”  Essa problemática de se criar um dia em memória de… pelo sistema vigente é apenas uma forma de amestrar uma suposta resistência contra um mal invisível que nunca terá fim ou solução mas cuja única consequência é causar balcanizações, problematizações e distúrbios psico-sociais que nos levam a desavenças vazias de racismos e inimigos extremados [porém difíceis de definir] que estariam em todos os lugares… e o sistema financeiro, que não tem bandeira, cor ou pátria continua existindo à custo do sangue de brancos, negros, índios, mestiços, homens, mulheres, tudo. Mas manterá um dia para te entreter enquanto te faz pensar que se importa com você.

Andre Marques
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