Marcha Nacionalista na comemoração da Independência da Polônia reúne 200 mil pessoas

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Dezenas de milhares de nacionalistas poloneses marcharam esta segunda-feira em Varsóvia, para celebrar a independência da Polônia, um acontecimento anual que se tornou um foco de tensão entre nacionalistas e liberais. O ministro do Interior, Joachim Brudzinski, afirmou que até 200 mil pessoas participaram da Marcha da Independência que ocorreu sem registro de incidentes.

Muitos bradavam “Deus, honra, pátria!” e agitavam bandeiras polonesas (vermelhas e brancas) enquanto outros portavam rojões de fumaça vermelha bem ao estilo das manifestações dos anos anteriores. Os manifestantes também voltaram a ecoar pela saída da Polônia do Bloco Europeu.

“Temos que voltar às nossas raízes. O nosso mundo abandonou Deus e o cristianismo. Vamos acabar por morrer à medida que as nações da Europa Ocidental também forem morrendo”, disse Robert Bakiewicz, chefe dos organizadores da marcha.

11 de Novembro é a data em que os poloneses celebram o estabelecimento da segunda república, criada com o fim da I Guerra Mundial, em 1918, que até então estavam divididos em territórios que pertenciam à Rússia, Alemanha e Áustria.

Dezenas de milhares de pessoas participaram da manifestação em Varsóvia, capital polonesa.

O crescimento patriótico na Polônia cresceu desde que o partido nacionalista Lei e Justiça (PiS) chegou ao poder, em 2015, com a pauta do renascimento de valores patrióticos e católicos na vida pública e a rejeição do modelo liberal ocidental.

Opositores nacionais e anti-nacionalistas acusam o PiS de incentivar grupos de orientação ideológica fascistas e anti-sionistas da década de 1930. Mas a verdade é que enquanto isso, o PiS conseguiu um segundo mandato no Governo nas eleições de Outubro, com 44% dos votos. Também, antes do PiS chegar ao poder, os conflitos entre participantes e a polícia eram comuns. Nos últimos anos, porém, estes confrontos decresceram e aumentou o número de famílias participantes.

Grupos nacionalistas também participaram da marcha em Varsóvia, capital da Polônia.

É de se notar, entretanto, que no ano passado, no centenário da independência da Polônia, responsáveis do Governo e o Presidente Andrzej Duda, um aliado do PiS, acompanharam à distância as celebrações que juntaram 200 mil pessoas e mantiveram-se afastados de tudo o que tivesse conotação nacionalista. Mas esse ano o partido organizou suas próprias celebrações oficiais, presididas por Duda, com um desfile militar.

“A nossa nação tem uma missão e deve cumpri-la. A nossa missão é apoiar tudo o que é um fundamento de nossa civilização cristã. Vamos percorrer esse caminho e, se isto for feito de maneira ponderada, vai-nos levar à vitória”, disse no domingo o líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski.

Contexto histórico para o atual

Apesar do fato de que no passado o governo polonês do pós-primeira guerra mundial ter se beneficiado em favor dos Aliados com a criação do seu Estado as custas dos Impérios Alemão e do Austro-Húngaro (Tratado de Versalhes) e logo no pré-segunda guerra (década de 1930) ter sido usado como um dos estopins que forçou Hitler a invadir a Polônia para garantia de integridade do povo alemão da fronteira contra os progroms promovido pelo mesmo governo polonês desencadeando uma declaração de guerra da Inglaterra e França culminando na Segunda Guerra Mundial, hoje – é importante lembrar -, que o cenário geopolítico da Nova Ordem Mundial, vigente desde 1945 é bem diferente.

Não mais devemos pensar num contexto de “direita x esquerda” ou revanchismo por situações que já ficaram no passado. O globalismo e a dissolução das identidades nacionais é um problema não só para os povos da Europa mas para todos os povos. Apoiar os nacionalismos, a identidade nacional e a defesa do patriotismo se faz iminente em qualquer lugar. Se vê hoje um cenário de nós (nacionalistas) contra o globalismo e suas ramificações tanto que tendam para o lado conservador-liberal quanto para o progressismo-liberal.

O próprio governo polonês na gestão do PiS por duas vezes contrariou pressões internacionais judaico-sionistas quanto a submissão de seu governo ao lobby da chantagem inaceitável do “holocausto judaico” apelando para o sentimento patriótico de que um povo deve convalescer-se de suas próprias tragédias e não o contrário. Seguindo nessa linha, assim como em países como a Hungria e Rússia, a gestão do PiS combate fortemente, com o também apelo por uma política patriótica, contra o lobby feminista e progressista pós-moderno, gerando o ódio da imprensa mainstream.

Fontes: Público I DW

Originalmente publicados em 11 de novembro de 2019.

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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