Lula e FHC Unidos Sob o Teto de Sion: Esquerda e Direita, Lacaios de Plutocratas

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Estamos diante de mais uma onda de protestos e as alternativas não existem. Somos obrigados a orbitar no entorno de um sistema de partidos políticos compostos em sua grande maioria por vendilhões da Pátria; a escolha final é sempre entre dois candidatos que servem à farra dos juros bancários. Independente da posição e pragmatismo individual dos leitores, uma coisa temos que lembrar: tanto PSDB como PT representam a continuidade do jogo dos plutocratas. Uma foto rara nos revela o princípio de tudo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava… estava em Sion!”

Dez de fevereiro de 1980, começa o PT
Fundado no dia 10 de fevereiro de 1980, em evento no Colégio Sion, em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores reuniu grande parte da esquerda brasileira. O surgimento do partido era impulsionado, entre outros fatores, pela popularidade do movimento operário do ABC paulista, com as grandes greves de 1978 a 80, pelo retorno de diversos militantes de esquerda do exílio, com a Anistia, em 1979, e a ascensão do movimento de base da Igreja Católica, inspirado na Teologia da Libertação.
O partido é fruto da aproximação dos movimentos sindicais, a exemplo da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT), que veio a ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT), grupo ao qual pertenceu o atual presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com antigos setores da esquerda brasileira.
Reunião da fundação do PT no Colégio Sion em São Paulo
Ao centro, o ex-presidente Lula; no fundo à esquerda, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 
Lula liderava os metalúrgicos em suas greves, as primeiras grandes manifestações populares no país desde o fim dos anos 60. “São Bernardo funcionava como o pavio que acende a pólvora que já estava distribuída pelos quatro cantos”, resume Hamilton Pereira, um dos fundadores.
Pereira conta que, no ato de fundação do partido, estavam representantes do movimento operário, intelectuais universitários, comunidades eclesiais de base e militantes da esquerda clandestina.
Na década de 80, o PT participou de todas as eleições, mas conquistou apenas algumas prefeituras e vagas no parlamento, conseguindo algumas vitórias, como eleger a primeira mulher para prefeita de uma capital, Maria Luiza Fontenelle, em Fortaleza, e também a primeira mulher prefeita de São Paulo, Luiza Erundinda.
A consolidação, no plano eleitoral, veio nos anos 90, após o impeachment de Fernando Collor. Em 1989, um dos donos do Alagoas… o alagoano derrotara Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das primeiras eleições presidenciais diretas do país desde os anos 60. O amplo movimento da opinião pública contra Collor, em virtude de denúncias de corrupção, elevou Lula à condição de favorito para sucedê-lo. A estabilização da inflação, com o Plano Real, em 1994, entretanto, construiu as bases para que Fernando Henrique Cardoso lhe impingisse sua segunda derrota em uma disputa presidencial. O PT, por sua vez, não parou de ampliar sua participação na administração pública e nos parlamentos. O partido só chegaria ao cargo máximo do país em 2002, em sua quarta eleição presidencial, quando elegeu seu líder, Lula ao cargo de presidente da República.
O programa do PT passou por diversas reformulações desde sua fundação. Isso fez com que, ao longo dos anos, grupos inicialmente aglutinados em torno do partido se afastassem da legenda. O PT se declara um partido que visa ao socialismo, por exemplo, mas a definição do conceito não é unânime entre as inúmeras correntes políticas internas. Uma coalizão conhecida como Campo Majoritário comanda atualmente o partido, tendo pouco mais de 50% dos votos no diretório nacional. Entre as correntes minoritárias mais conhecidas, estão a Democracia Socialista (DS) e Movimento PT. (1)
Um levantamento realizado em 2011 mostrou que o programa de desestatização, que completou 20 anos na época, foi mantido por Lula e Dilma, mesmo com o partido sendo contra o processo no início.
Mesmo tendo combatido as privatizações no início do anos 1990, o Partido dos Trabalhadores (PT) manteve o projeto que dizia querer “tirar o peso do Estado da economia”, definido no Programa Nacional de Desestatização (PND). Coisa realmente feita, mas para pior. E as consequências da ausência de Estado no país se mostram claras com a eterna “falta de recursos”, das quais como perguntava Enéas Carneiro, não explicavam nunca o “porque não há recursos?”.
O PND, colocado em prática em 1991 com a privatização da Usiminas, dura até hoje, com a concessão de aeroportos e hidrelétricas, executadas pelo governo Dilma. No governo Lula, um dos principais eventos foi a continuidade das concessões para exploração da transmissão de energia, prevista no PND. Em 2003, foram leiloadas na Bolsa de Valores de São Paulo concessões para 11 linhas de transmissão, em oito estados, com investimentos previstos de R$ 1,8 bilhão. Também foram vendidos bancos estaduais, como o BEM (Banco do Estado do Maranhão) e o BEC (do Ceará).
Como disse na época Armando Castelar Pinheiro, pesquisador do Ibre/FGV, professor da UFRJ e ex-chefe do Departamento Econômico do BNDES:

“O processo de privatização andou tanto no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso quanto nos do PT […]”

Se hoje em dia, o Partido dos Trabalhadores levanta a bandeira anti-privatização (sem citar nada que seja anti-neoliberal, oque é no mínimo curioso), não é oque mostra o histórico das concessões e vendas (privatizações) a privados no Brasil em torno de seus governos, não havendo nenhuma diferença em relação a muitas gestões apátridas anteriores no decorrer do século XX.
Em dezembro de 2007, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizou o leilão da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, a primeira do complexo do Rio Madeira, em Rondônia. O Consórcio Madeira Energia foi o vencedor do leilão. No mesmo ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) licitou 2.600 quilômetros de rodovias federais.
Em 2008, foi feito o leilão da Usina Hidrelétrica Jirau, também no rio Madeira, que terá capacidade instalada de 3,3 mil MW. O leilão foi vencido pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB),  formado pelas empresas Suez Energy South América (50,1%), Camargo Corrêa (9,9%), Eletrosul (20%) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (20%).
O governo também abriu mão, ainda em 2008, de participações minoritárias em empresas que tinham sido privatizadas, como na venda de R$ 1 milhão em ações da Amazônia Celular.
Agora, o foco do PND está na concessão de aeroportos. Além da construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), o governo deve entregar à iniciativa privada os terminais de Brasília, Viracopos e Guarulhos, ambos em São Paulo. No edital dos leilões, está previsto algo difícil de imaginar quando o PT fazia parte da oposição: mesmo estrangeiros poderão participar do processo . (8)
Mas oque é na prática toda essa privatização dos recursos públicos? A dívida externa e interna só subiu, a crise financeira do governo só se agravou, a corrupção política nunca foi maior e os dados sociais nunca estiveram em tanto declive.
As concessões são uma forma de desestatização na qual o estado não vende o bem ou empresa em definitivo, mas “aluga” sua administração por um período pré-definido, normalmente mais longo que o de contratos comerciais comuns. As privatizações são a venda de empresas que administram recursos públicos (ou seja, do Estado ou do povo) para a mão de grupos financeiros nacionais ou internacionais.

“Hoje, as concessões são mais frequentes porque não há mais empresas estatais que despertem tanto interesse do setor privado; as mais rentáveis, ou que precisavam de investimentos com mais urgência, já foram vendidas”, disse Alexandre Chaia, professor de finanças do Insper, em (2011).

Como disse Baustista Vidal, em 1998, não existe “Estado mínimo nem “estado grande”, mas deve haver Estado necessário. O que ocorre no Brasil em relação a privatizações e seus infortúnios para nós, não é nem o fato de passar das mãos do nosso pais qualquer riqueza em empresas ou recursos naturais não-renováveis de valor incalculável para as mãos (totalmente) de um pequeno grupo financeiro que irá explora-lo e administra-lo, coisa que por si só já é escandaloso, mas deve-se atribuir o fato de que oque acontece hoje é um processo que desde a metade do século XX, como mostram os estudos do doutor Eduardo Benayon, em “Globalização x Desenvolvimento”, é um verdadeiro espólio de recursos financeiros e naturais do país, onde gigantes comerciais “abocanham” riquezas incalculáveis do país a custo mínimo, onde oque sobra para a União não paga nem mesmo a imoral dívida externa, que nunca foi sequer auditada, tornando o Estado refém econômico desses mesmos grupos e especuladores internacionais que para enfatizar essa ação de privatismo e torná-la prática aos olhos do povo, desmante-la e patrocina a corrupção e sucateamento da máquina pública, fazendo-a descredibilizar-se, sendo sugada a “preço de banana”.
Os defensores da privatização desenfreada dizem que privatizações tiveram a importante função de permitir que o governo, livre de investir nessas empresas, pudesse gastar com outras áreas, como os programas sociais. Mas oque mudou? Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida bruta do setor público subiu de 72,5% para 73,1%, novo recorde na série iniciada em 2006 e coincidindo com o projetado pela própria autoridade monetária. Para 2017, a expectativa é de alta para 77,5% do PIB. (2)
Em 2016, 24,8 milhões de brasileiros viviam na miséria, 53% a mais que em 2014, segundo o IBGE, enquanto que o Banco Mundial previa até até 3,6 milhões de ‘novos pobres’ em 2017 (3); O desemprego atinge 14,2 milhões de brasileiros, 13,7% das pessoas em 2017, sendo o pior desde 2012 (4); Até o ano passado lideramos o número de assassinatos no mundo: 60 mil mortes no ano, mais que a guerra na Síria, Ucrânia ou qualquer lugar da África, e por ai vai (5) (6). Até quando? Vender o país para oligopólios internacionais que estão pouco se lixando para seus direitos não é a saída para nosso país. Temos que ser comedidos e buscar informação.
Em seus acalorados discursos, o ex-presidente Lula raramente deixava de mencionar os “endinheirados”, o temor que as “zelites” têm do “governo dos trabalhadores”. Mas que elites são estas? Certamente não é “aquela elite” que recebe anualmente mais de 40% do orçamento da União a título de juros e rolagem da Dívida Pública. E tem gente que ainda não entendeu porque qualquer ministro da fazenda terá sempre que aumentar os impostos ou fazer com que a economia cresça…
Tanto capitalismo como comunismo são sistemas que se sustentam basicamente na luta de classes; eles tentam dividir a nação entre o “povo” e “elite”, instigando uns contra outros. Mas nós já sabemos há muito tempo que enquanto os dois lados brigam, há aqueles que lucram sempre: os banksters – . (7)
NOTAS:
(1) – nuBlog 
 
 
 
 
 
(8) – iG@: Histórico de 20 anos mostra que PT manteve ritmo de privatizações

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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