Ex-soldado da SS Acusado de Discurso de Ódio e “Negação” do Holocausto

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Karl M. é um senhor idoso alemão de 96 anos que serviu na frente ocidental francesa durante a Segunda Guerra Mundial pela SS (Schutzstaffel) alemã. Em julho deste ano, o veterano ganhou destaque nos jornais por ter negado que alemães houvessem assassinado seis milhões de judeus no tão alegado “Holocausto Judaico”. Por isso, Karl agora enfrentará 5 anos de prisão.

Promotores no estado alemão da Baixa Saxônia, Alemanha, disseram na ocasião que acusaram um ex-guarda da SS por questionar a “extensão do Holocausto” e por supostos comentários considerados “ofensivos”. Karl M. é acusado desde o fim da guerra, nos julgamentos de 1949, de participação em suposto massacre de civis na França que teria vitimado 80 pessoas em 1944 na cidade de Ascq.

Tudo (re)começa em um entrevista no ano passado a TV alemã ARD, onde narra que fazia parte de uma tropa da SS no norte da França, em abril de 1944 mas negou ter atirado nas vítimas às quais é acusado, algumas das quais eram jovens como 15 anos de idade, segundo ele. Ele diz que as vítimas do Ascq foram responsáveis ​​por suas próprias mortes e questionou separadamente se os alemães haviam mesmo matado seis milhões de judeus durante o suposto Holocausto Judaico.

Isso foi o suficiente para que os promotores acusaram-no de discursos de ódio e calunia a memória dos falecidos. Lembre-se que o simples ato de negar, discordar ou questionar o Holocausto é um crime na Alemanha!

Karl M. não será cobrado por sua acusação (já condenatória) de suposta participação no massacre dos moradores de Ascq, depois que foi decidido que ele não poderia ser considerado culpado do mesmo crime duas vezes pois o ex-soldado já havia sido condenado à morte por um tribunal francês em 1949 por seu papel no massacre. Mas pode enfrentar cinco anos de prisão se for condenado.

Vários ex-soldados da SS foram caçados, julgados e condenado nos últimos anos por supostos crimes de guerra infundados e não comprovados, apenas pelos fato de constarem nos altos da chamada “justiça dos vencedores“, executada após a guerra. Enquanto isso, crimes de guerra, massacre e genocídios cometidos pelos Aliados permanecerão impunes enquanto os próprios alemães daquela época, mesmo no fim da vida, ainda terão que passar por privação de liberdade apenas pelo simples fato de se defender ou abrir a boca.

Em agosto deste ano, outro ex-soldado da SS, Bruno Dey, de 92 anos, será julgado na Alemanha por absurdos 5.230 acusações de assassinato, acusado da colaboração em campo de concentração de Stutthof, em Danzig (atual Polônia), segundo um tribunal de Hamburgo. Outro ex-guarda de Stutthof, Johann Rehbogen, foi a julgamento em novembro em Muenster, aos 94 anos, mas o processo entrou em colapso semanas depois de o réu ser hospitalizado por problemas cardíacos e renais.

Fonte: Deutsche Welle

Publicado originalmente em 24 de julho de 2019.

Nota:

Nota da edição: A Deutsche Welle segue o código de imprensa alemão, que protege a privacidade de suspeitos de crimes ou vítimas e obriga a não revelar os nomes completos nesses casos.

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Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
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One thought on “Ex-soldado da SS Acusado de Discurso de Ódio e “Negação” do Holocausto”

  1. Isso tudo não passa de uma vergonha, não se pode estudar sobre a segunda guerra sem ter que seguir o penteado de que os alemães era os vilões, mais uma vez a história se repete, todos os que são contra a história contada são criminalizados.

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