Giovanni Gasparro e a arte sacra contra o mundo moderno

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Giovanni Gasparro nasceu em Bari, cidade portuária na costa do Mar Adriático e capital da região da Apúlia, no sul da Itália, em 22 de outubro de 1983 e foi batizado em 18 de dezembro do mesmo ano. Ele se formou na Academia de Belas Artes de Roma em 2007 como aluno do pintor Giuseppe Modica, com uma tese em história da arte na sala romana de Van Dyck, cuja pintura “Última Ceia” é exibida no filme “Saturno Contro“, de Ferzan Ozpetek”.

Em 1997 venceu o prêmio “Bona Sforza, regina di Polonia e duchessa di Bari” por uma obra gráfica. Ele começa a expor em toda a Itália a partir de 2001, mas sua primeira exposição pessoal foi em Paris no ano de 2009. Nesse mesmo ano expõe na galeria “Russo” em Roma.

Cristo e os cananeus: Óleo sobre tela, 101 x 151, 2013. Grosio (Sondrio), coleção particular. Direitos autorais da imagem © Archivio dell’Arte / Luciano Pedicini

Em 2011, a Arquidiocese de L’Aquila encomendou 19 obras, incluindo copas e retábulos da Basílica de San Giuseppe Artigiano (século XIII), danificada pelo terremoto de 2009, que constituem o maior ciclo pictórico de arte sacra criado nos últimos anos.

Em 2012, ele criou a obra “Anomalia” com o chapéu de Largillière para o Costa Fascinosa, o maior navio de cruzeiro da Europa, na frota Costa Crociere.

Estudo para “Última Ceia”: Óleo sobre tela, 70 x 110 cm, 2005. Bari, coleção particular

Em 2013, venceu o Concurso de Arte em Bioética da cadeira da UNESCO em bioética e direitos humanos com a obra “Casti Connubii”, contra o aborto, inspirada na encíclica do Papa Pio XI (1930), exibindo em Hong Kong, Houston e Cidade do México. No ano seguinte, com os memorandos Quum – retrato do Papa Pio VII, ele ganhou o Prêmio Pio Alferano e o Prêmio de Pintores Excelentes – Brazzale.

Expôs na 54ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, com curadoria de Vittorio Sgarbi e na Galeria Nacional de Cosenza, com Mattia Preti, na Pinacoteca Nazionale di Bologna, na Basílica Real de Superga em Turim, no Palazzo Venezia em Roma, no Museu Nacional Alinari em Florença, Castel Sismondo, Museu da cidade de Rimini, o Casino dell’Aurora de Guido Reni no Palazzo Pallavicini-Rospigliosi em Roma, na Pinacoteca de San Severino Marche em com Pinturicchio, a Pinacoteca Corrado Giaquinto de Bari, o Museu Cívico de Bassano del Grappa, o Labirinto de Franco Maria Ricci em Fontanellato, o Museu Napoleônico de Roma, o Grand Palais de Paris, e no MART de Rovereto e a Stadtgalerie de Kiel (Alemanha).

Reflexões de Roma – Anfiteatro Flaviano: Pontilhado, Maneira Negra, sépia

Seus trabalhos são exibidos em importantes coleções públicas e privadas europeias e americanas, bem como em várias igrejas e basílicas italianas, incluindo o Insigne Collegiata di Santa Maria di Provenzano em Siena e a igreja de San Francesco d’Assisi em Trani. Muitas das exposições nas quais ele participou tiveram o patrocínio da Presidência da República Italiana, do Senado da República, da Câmara dos Deputados e de vários Ministérios, além de instituições regionais, provinciais e municipais.

Giovanni reside atualmente em Adelfia, pequena comuna italiana da região da Puglia, na província de Bari, onde o mesmo nasceu.

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A polêmica do quadro de São Simão de Trento

Na sexta-feira (27), um artigo do jornal israelense The Jerusalem Post publicou um matéria onde se dizia que Gasparro (sem citar seu nome), estaria sendo acusado de “antissemitismo” por conta de sua nova pintura de onde retrata o martírio de São Simão de Trento, canonizado pela Igreja católica como santo mártir devido o seu histórico homicídio num ritual judaico comumente chamado de “Libelo de Sangue“.

João Gasparro. Martírio de São Simonino de Trento (Simone Unverdorben), por homicídio ritual judeu. Diptico centinado, óleo sobre tela, 225 x 150 cm. 2019-2020. Coleção privada. Imagem de direitos autorais © Arquivo Luciano e Marco Pedicini

A pintura é muito detalhada, mostrando um grupo de judeus estrangulando a criança e drenando seu sangue. Conhecido por suas pinturas em estilo barroco com temática cristã católica, o pintor Giovanni Gasparo enviou uma foto de sua tela para sua página do Facebook na terça-feira. Intitulada “Martirio di San Simonino da Trento (Simone Unverdorben), per Omicidio Rituale Ebraico”, a pintura é muito detalhada.

Quem é São Simão de Trento?

Simão era uma criança de dois anos e meio que vivia na cidade de Trento (1472 – 1475) e foi canonizado como mártir pela Igreja católica. Ele desapareceu durante a páscoa judaica de 1475, sendo encontrado num poço da casa de Samuel, o líder da comunidade judaica, com o corpo repleto de marcas de tortura. De acordo com os autos da investigação, os judeus teriam usado o sangue de Simão na cozedura das suas matzás da páscoa judaica. Os líderes da comunidade judaica foram presos e dezessete deles confessaram. Quinze deles, incluindo o líder, foram sentenciados à morte na fogueira.

Simão tornou-se um símbolo para a igreja católica local, e seu caso era muito parecido com outros inúmeros ocorridos por quase toda a Europa, atribuídos a essa prática ritualista judaica e e o seu culto estendeu-se a toda a Itália e Alemanha, tornando o menino beato em 1588 pelo Papa Sixto V, considerado mártir e patrono das vítimas de sequestros e tortura.

Exposição “Histórias de Giuseppe”: Catedral de Nossa Senhora de L’Aquila. Giorgio e Massimo d’Aveia, abril de 2012

Na era moderna, com uma Igreja já transfigurada pelo modernismo e o lobby sionista com relação a opinião pública e midiática internacional, em 1965, durante o Concílio Vaticano Segundo, a Igreja determinou uma nova investigação. O culto de São Simão não foi reprimido, mas suprimido pelo Papa Paulo VI e o relicário em sua honra retirado. Seu culto também saiu do calendário canônico, mas não do martirológio católico. Há ainda fieis que o cultuam na cidade.

Em 2001 as autoridade locais da província de Trento organizaram um sermão ecumênico com católicos e judeus no local exato onde se situava a sinagoga em Palazzo Salvadori, numa espécie de “reconciliação” entre a cidade e a comunidade judaica, uma vez que a cidade de Trento havia sido excomungada pela comunidade judaica desde o século XVI. Nenhum líder judeu ou entidade jamais desejou tal reconciliação, que veio somente por justificativa ocidental.

Sacrifício ritualístico judaico

Em verdade, com relação aos rituais de sacrifício humano, os extremistas judeus tem sido muitas vezes acusados ao longo do tempo. Compreensivelmente, já que não é um tema do dia-a-dia, a maioria das pessoas é demasiado cética sobre essa acusação estranha, que está associada ao judaísmo por pelo menos dois mil anos. E por isso, muitas pessoas creem que é apenas pura propaganda antijudaica e nem mesmo gostam de tocar no tema, mas assim como existe o judaísmo extremista hoje, existiu mais ainda no passado. Do mesmo modo, os próprios judeus apontam tais acusações como mentiras que perduraram através dos séculos. Mas existem dois lados, um que diz que não se trata de propaganda antijudaica mas um fato.

As acusações de antissemitismo sobre este e demais temas, é um termo sempre usado para sufocar o debate sobre qualquer tema que os critique, seja no particular, comunidade ou Estado (nesse último, demonstra a própria ex-Ministra …). Mas, se uma pessoa chamada de “antissemita” diz que o céu é azul, o mesmo céu deixará de ser dessa cor pelo feto de alguém rotulado “antissemita o diz? Creio que não…

Segredos de práticas judaicas antigas e milenares já são estudas e conhecidas a muitos séculos pelos não-judeus. Esse é o verdadeiro motivo. Para tanto, faz-se hoje pensar por isso que, apesar de que diversos povos e culturas praticavam o assassinato ritualismo, faz-se parecer que qualquer cultura não-judaica (América, África, Ásia) seja mais evidenciada e desfigurada ou “mais ruim”. A verdade é que através dos séculos, se sabe que diversas comunidades e seitas judaicas também o praticaram e isso custou a expulsão, desde a Antiguidade, de diversos países e nações, como bem mostra o livro banido pelo sionismo internacional Pasque do Sangue: Ebrei d´Europa e Omicidi Rituali, de Ariel Toaff, professor de História Medieval e Renascentista na Universidade Bar Ilan, em Israel, cujo trabalho se concentrou nos judeus e em sua história na Itália.

Referências de pesquisa e trabalhos expostos

Site Oficial: giovannigasparro.com

Facebook: @giovannigasparroart

DISPONÍVEL NA LIVRARIA SENTINELA

Andre Marques
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