General Hossein Salami: “Eliminar Israel é meta que se pode alcançar”

Nos ajude a espalhar a palavra:

“A destruição de Israel não é mais um sonho, mas uma meta alcançável. Após os primeiros 40 anos “da Revolução Islâmica, conseguimos atingir a capacidade de destruir o regime sionista”.

A frase acima foi declarada oficialmente pelo general Hossein Salami, comandante em chefe da Guarda Revolucionária, a principal organização militar da República Islâmica do Irã ao ser citado no Sepahnews, o portal oficial da Guarda Revolucionária em 30 de setembro desse ano. Agora, após décadas de forçosidades geopolíticas articuladas pelo lobby sionista judaico-estadunidenses, que observadores temem que tensões entre países causem uma escalada no Oriente Médio.

“E, na segunda fase (da Revolução), esse regime sinistro deve ser apagado do mapa e isso não é mais um ideal ou sonho, mas uma meta alcançável”, acrescentou Salami em sua fala.

O alto-oficial fez essas observações em Teerã em uma reunião dos comandantes da Guarda, que logo em seguida foram foram divulgadas pelas agências Tasnim e Fars, veículos midiáticos leais ao governo.

Contexto

A tensão entre os dois países não para de aumentar desde que os Estados Unidos se retiraram unilateralmente, em maio de 2018, do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015. Após a saída, Washington reinstaurou sanções contra o Irã.
Em junho, a destruição de um drone americano por Teerã já havia provocado tensão. Quanto a isso, Salami afirmou que “nunca permitiremos que uma guerra invada o território do Irã, durante a inauguração de uma exposição no Museu da Defesa Sagrada e da Revolução Islâmica, na qual o Irã apresentou os drones americanos capturados em seu território.
“O que seus drones fazem em nosso espaço aéreo? Vamos derrubá-los. Acreditamos que não cometerão os mesmos erros estratégicos do passado. […] nosso país está preparado para qualquer tipo de cenário”.
As declarações de Salami vieram poucas mais de uma semana antes de Washington anunciar novos reforços militares na região do Golfo, o comandante da Guarda Revolucionária advertiu na capital do país, Teerã, durante entrevista coletiva que qualquer país que atacar a República Islâmica verá seu território transformado no em “campo de batalha”. “Quem quiser que seu território se transforme no principal campo de batalha, vá em frente”.
Isso também aconteceu uma semana depois dos ataques contra instalações de petróleo da Arábia Saudita, atribuídos pela mídia ocidental aos iemenitas houthis, apoiados pelo Irã contra o governo vassalo do país, mas que Riad (capital da Arábia Saudita) e Washington atribuíram ao Irã.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Javad Zarif, afirmou no dia 19 de setembro que que uma resposta por parte dos sauditas ou dos americanos resultaria em uma “guerra total”, ao mesmo tempo que destacou que seu país não tem aspirações bélicas, mas que se defenderia em caso de necessidade. As aspirações belicistas de Pompeo, que viajou na ocasião para a Arábia Saudita e o ex-conselheiro Bolton é tão fajuta e alarmista que os próprios rebeldes iemenitas houthis adotaram uma atitude menos agressiva ao anunciar que pretende interromper todos os ataques contra a Arábia Saudita no âmbito de uma iniciativa de paz destinada a acabar com um conflito de cinco anos no Iêmen. Até então, os huthis tornaram-se forte oposição aos governos pró-Ocidente da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Vale lembrar também que em abril desse ano, o Governo dos EUA, através do secretário de Estado americano, Mike Pompeo e do Presidente Donald Trump, declarou a Guarda Revolucionária Iraniana como grupo terrorista. Foi a primeira vez que Washington rotulou formalmente uma unidade militar de outro país como terrorista.
Siga em:

Andre Marques

Brasileiro, estudante de Direito e atuante na área de marketing é fundador e editor do site O Sentinela (abril de 2013).
Andre Marques
Siga em:
Nos ajude a espalhar a palavra:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.