Exposta Plataforma de Espionagem Israelense em WhatsApp

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O popular sistema de mensagens instantâneas WhatsApp – de propriedade da Facebook Inc. – foi revelado como uma plataforma de spyware israelense usando códigos maliciosos do infame Grupo NSO, oriundo od Estado de Israel, de acordo com um relatório do Financial Times.

De acordo com o Financial Times, a quebra de segurança no WhatsApp – que é usada por 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo – foi descoberta em maio deste ano. Os hackers instalam o software de vigilância em iPhones e telefones Android ao tocar destinos usando a função de chamada telefônica do aplicativo.

“O código malicioso, desenvolvido pela empresa secreta israelense NSO Group, pode ser transmitido mesmo se os usuários não atenderem seus telefones, e as chamadas frequentemente desaparecem dos registros de chamadas”, informou o jornal.

O principal produto da NSO é o Pegasus, programa que pode ligar o microfone à câmera de um telefone, vasculhar e-mails e mensagens e coletar dados de localização. A NSO anuncia seus produtos para as agências de inteligência do Oriente Médio e do Ocidente e alega oficialmente que o Pegasus é destinado aos governos para combater o terrorismo e o crime orgnaizado.

No passado, ativistas de direitos humanos no Oriente Médio receberam mensagens de texto sobre o WhatsApp que continham links para baixar o Pegasus para seus telefones.

A WhatsApp Inc. (ligada à Facebook Inc.) disse que equipes de engenheiros trabalharam sem parar em São Francisco e Londres para fechar a vulnerabilidade. A empresa começou a lançar uma correção em seus servidores na sexta-feira do dia 10 de maio, emitindo um patch para os clientes na segunda-feira do dia 13 do mesmo mês.

“Este ataque tem todas as características de uma empresa privada conhecida por trabalhar com os governos para entregar spyware que supostamente assume as funções dos sistemas operacionais de telefonia móvel”, disse a empresa.

A WhatsApp Inc., divulgou a questão para o United States Department of Justice (Departamento de Justiça dos EUA) na semana anterior ao informe, o relatório continua sendo apurado.

A Anistia Internacional, que identificou uma tentativa de invadir o telefone de um de seus pesquisadores, está apoiando um grupo de cidadãos israelenses e grupos de direitos civis em Tel Aviv pedindo ao Ministério da Defesa que cancele a licença de exportação da NSO.

“O NSO Group vende seus produtos para governos que são conhecidos por violações de direitos humanos, dando-lhes as ferramentas para rastrear ativistas e críticos. O ataque à Anistia Internacional foi o golpe final. O Ministério da Defesa de Israel ignorou as crescentes evidências que ligam o Grupo NSO aos ataques contra defensores dos direitos humanos. Enquanto produtos como o Pegasus são comercializados sem o devido controle e supervisão, os direitos e a segurança da equipe da Anistia Internacional e de outros ativistas, jornalistas e dissidentes em todo o mundo estão em risco”. disse Danna Ingleton, vice-diretora da Anistia Tecnológica.

A vulnerabilidade do WhatsApp é uma vulnerabilidade de estouro de buffer, permitindo que códigos maliciosos sejam inseridos nos pacotes de dados enviados durante o processo de iniciar uma chamada de voz. Quando os dados são recebidos, o buffer interno do WhatsApp é forçado a estourar, substituindo outras partes da memória do aplicativo e o controle é entregue ao aplicativo.

Fonte: Financial Times

Publicado originalmente em 14/5/2019.

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Andre Marques
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